Em 14/12/2000 foi concedido o Registro de Propriedade Intelectual (PI) pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Biblioteca Nacional (BN), do Ministério da Cultura (MinC), no Rio de Janeiro (RJ), de minha obra “A IDADE ANTIGA DA MATEMÁTICA”.
DIAS, C. M. C. - 2025
No trabalho em referência utilizo a “metáfora de uma árvore” para explicar o desenvolvimento da Matemática: “uma estrutura que cresce exteriormente em ramos complexos enquanto aprofunda suas raízes em busca de fundamentos”.
Faço observar que a jornada da Matemática inicia em tempos remotos, no Paleolítico, quando o homem primitivo, motivado por necessidades práticas desenvolveu os primeiros conceitos de número e forma. Inicialmente, a Matemática era puramente utilitária e baseada na correspondência biunívoca entre marcas em ossos ou pedras para representar quantidades reais sem o nível de abstração que se tem atualmente.
Saliento, então, que com o nascimento das primeiras civilizações agrícolas nas margens de grandes rios, a Matemática avançou para uma sistematização mais complexa. Babilônios e Egípcios criaram sistemas de numeração e regras para cálculos de áreas e volumes, essenciais para a Agrimensura e a Engenharia. Ressalto que tal saber ainda era “prático”; faltava o rigor lógico e a preocupação em entender os "porquês" por trás das fórmulas. O conhecimento era um "fazer" técnico, voltado para a sobrevivência e a organização social.
Pondero que a grande transformação ocorreu na Grécia Antiga, por volta do século VI a.C., com a transição do pensamento mítico para o racional. Figuras como Tales de Mileto e Pitágoras foram os grandes responsáveis por desvincular a Matemática da sua função meramente utilitária, elevando-a ao status de “Ciência Pura e Abstrata”. Com a Escola Pitagórica, o número passou a ser visto como a essência do universo, e a Geometria começou a se basear em provas dedutivas e axiomas. Surgiu, então, a "Idade Heroica", na qual a Matemática ganhou a estrutura lógica que sustenta o pensamento ocidental até hoje.
Por fim, exploro como o debate filosófico entre pensadores como Heráclito, Parmênides e Zenão influenciou a evolução científica. Ao questionarem a natureza do movimento, do espaço e do tempo através de paradoxos, esses filósofos forçaram a matemática a buscar uma precisão cada vez maior.
Finalizo o texto destacando que a “maturidade” da Matemática preparou o terreno para o rigor de Euclides, consolidando a ideia de que a Matemática é, acima de tudo, “uma construção da racionalidade humana que busca explicar a realidade de forma ordenada e abstrata”.
O artigo (atualizado e revisado) encontra-se disponível para consulta no endereço: https://drive.google.com/file/d/17tUN4XRYy87d5LJdl1BHHnTkBFrwvKuC/view?usp=sharing.
Cabe observar que o texto no arquivo disponibilizado sofreu algumas alterações na redação quanto à exposição em relação ao original depositado na BN; mas, a essência segue a mesma.
Carlos Magno Corrêa Dias
24/12/2025
