Em 24/02/1891 foi promulgada a primeira Constituição Republicana do Brasil (a segunda de nossa história) a qual, inspirada na Constituição dos Estados Unidos, essencialmente Republicana, Federalista, Presidencialista e Liberal, permitiu vários avanços sociais, econômicos e científicos, contribuindo para a disseminação dos ideais positivistas proclamados em nosso lema “Ordem e Progresso”.
A Constituição de 1891 contava com 91 artigos e 8 artigos de disposições transitórias e deu garantias a diversas liberdades individuais e promoveu acentuado desenvolvimento de nossa Nação.
A primeira Constituição Republicana do Brasil vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma única alteração quando da aprovação da Emenda Constitucional de 03/09/1926.
E o Pai do Horror Nacional (Mestre por excelência) passa a aterrorizar em outras realidades. O brasileiro José Mojica Marins (1936-2020), cineasta, ator, roteirista de cinema e televisão, dirigiu 40 produções e atuou em mais de 50 filmes, mas hoje nos deixou.
A partir de 1950 com o filme "À meia-noite levarei sua alma" passou a ser conhecido como "Zé do Caixão".
O personagem Zé do Caixão (ou "Coffin Joe", como ficou conhecido nos Estados Unidos) se confundiu de tal forma com o seu criador Mojica que não se podia separar um do outro.
Com estilo próprio de filmar Mojica passou a ser reverenciado nacionalmente e chegou a ser considerado “cult” no circuito internacional. José Mojica Marins é considerado um dos inspiradores do movimento Cinema Marginal no Brasil.
O Cinema Marginal (ou Cinema de Invenção) foi um movimento cinematográfico desenvolvido no Brasil entre meados de 1968 e 1973 que propunha a ideologia da contracultura e iniciava uma abertura de diálogo lúdico e intertextual com o classicismo narrativo de Hollywood e as Chanchadas.
A obra de Mojica não somente é de grande importância para o gênero como continuará a influenciar as gerações futuras. Uma Nação Soberana sempre reconhece seus grandes nomes.
"Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. ... ". Assim nos ensinou a médica brasileira Nise da Silveira (1905-1999), nascida em 15 de fevereiro em Maceió.
Por sua iniciativa, em 1952, foi fundado o Museu de Imagens do Inconsciente, no Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio de Janeiro, quando a partir dos ateliês de pintura e modelagem foi possibilitado constituir um inovador (e humano) tratamento psiquiátrico no Brasil e no mundo centrado na ARTE.
Nise "enxergou a riqueza de seres humanos que estavam ‘no meio do caminho’. No meio do caminho entre o existir e a dignidade. No meio do caminho entre a loucura e a exclusão total. Entre o aceitável e o abominável".