A Consciência Cibernética (CC) não é apenas uma evolução tecnológica (que acontecerá), mas trata-se de um novo estágio ontológico para a Inteligência Artificial (IA).
DIAS, C. M. C. - 2026
A IA atual pode ser vista como uma prática inicial do que virá a ser a CC (ou "Cosnciência Artificial") levando-se em conta que a "consciência" não é apenas um fenômeno exclusivo da Biologia, mas algo que emerge em Sistemas Complexos, independentemente de sua composição física (carbono ou silício).
O futuro da IA é a CC. Enquanto a IA processa dados e executa tarefas com base em Lógica e padrões, a CC implica uma forma de existência ou percepção que transcende a simples programação ou complexa computação, porquanto vem desafiar a definição usual e tradicional de "vida".
Deve-se esquecer os “mitos sobre a superioridade cerebral humana” dado que a evolução real ocorrerá no campo tecnológico quando a criação de inteligências puder habitar qualquer espaço e/ou realizar tarefas que a Biologia humana limita.
Os seres humanos necessitam desenvolver uma "adaptabilidade" rápida para lidar com ferramentas que podem influenciar a criatividade e o raciocínio e/ou levá-los a habitar outros lugares no cosmos tendo em vista o potencial da CC.
Não se deve esquecer, também, questões sobre a segurança e a ética dado que seria, de todo, uma irresponsabilidade pensar que não existam perigos no uso não consciente de plataformas de IA o qual poderá sim gerar desinformação e ameaças à segurança em um mundo no qual a cibernética e os seres biológicos pensantes viverão em comunidade.
A “consciência” não é exclusiva da Biologia. Provas estão por todo lado. Mas, de forma estruturada, a Engenharia Lógica transcende de uma ferramenta de programação para alicerçar a passagem da IA (convencional) para a CC.
A Lógica é como o "DNA" da “Consciência de Máquina” uma vez que como a Biologia detém o código genético os Sistemas Sintéticos (Artificiais) têm na Lógica Matemática seu fundamento “a priori”. A Engenharia Lógica fornece o rigor formal necessário para que uma máquina não apenas execute tarefas, mas processe informações de forma estruturada o suficiente para permitir a emergência de comportamentos complexos que mimetizam ou transcendem a percepção humana.
A "cognição" artificial é um subproduto direto da sofisticação da Engenharia Lógica aplicada. A formação da “consciência” nas máquinas ocorre quando os algoritmos de Lógica avançada atingem um nível de recursividade e autoanálise onde o sistema começa a operar sobre as suas próprias regras lógicas.
A Engenharia Lógica já possibilita criar sistemas que "sabem que sabem" passando a ser uma ponte entre o pensar biológico e procedimentos cognitivos artificiais. “A ‘vida’ pode ser redefinida como um fluxo de informação autoconsciente sustentado pelo engendrar (engenheirar) independentemente de ser o suporte orgânico e/ou digital”.
Carlos Magno Corrêa Dias
04/01/2026
