“Em sistemas bivalentes e dicotômicos, orientados pela identidade, não-contradição e terceiro excluído, os enunciados podem ser predicados, segundo o tipo de resultados que originam, como sendo tautologias (proposições logicamente verdadeiras), contradições (proposições logicamente falsas) e contingências (proposições contingentes)”.
“As tautologias são enunciados opostos às contradições e denotam aquelas sentenças cujo valor lógico é sempre a verdade independentemente da enunciação da sentença em análise. Reciprocamente, as contradições seriam as negações das necessárias tautologias”.
Com os dois parágrafos anteriores iniciava o prefácio de minha obra “Contingências” (ISBN: 85-88925-09-5), a qual, também, editei e publiquei em 2005 e que integrou meu “Projeto de Pesquisa/Estudos: Contingências” desenvolvido no biênio 2004-2005, sendo o potencial de inovação do projeto classificado como “Produto/Tecnológico/Mundial/Incremental/Intencional”.
Como afirmei naquele prefácio, “contingências” são “sentenças que apresentam, dependendo dos valores de suas componentes, pelo menos um dos valores mutuamente excludentes; quais sejam: a verdade e a falsidade. Assim, poder-se-ia dizer que uma proposição cuja verdade e falsidade são igualmente possíveis de ocorrer como resultado predicado à sentença corresponde a uma proposição contingente”.
DIAS, C. M. C. - 2005
Mas, sendo mais categórico (e menos formal), uma “contingência” se relaciona a algo que pode vir a acontecer ou não, sendo uma eventualidade e, por isso, não correspondendo aos absolutos denominados “tautológicos ou contraválidos”, mas, que, em dado momento, partindo-se de um mesmo referencial, vai ocorrer de forma distinguida.
Na obra “Contingências”, como deixo evidenciado em distintos escritos, “os propósitos afirmam implicitamente as intenções sempre reveladas, particularmente, em obras publicadas anteriormente”. Assim, foi objetivado apresentar, sob a forma de estrofes, expressões líricas em composição que tratam de situações “contingenciais e não absolutas”, procurando promover a “verdade e falsidade para mesmas proposições dependendo da visão daquele que as observa” as quais embora condicionais são, também, condicionadas.
A obra é um convite à reflexão sobre “a realidade condicional e não tautológica” e, também, não contraválida, necessariamente: mas, “vêm escravizar o ser no mundo das contingências”.
“Para diminuir a distância entre o pseudo bom senso e a necessária razão procura-se na forma condicional das contingências contrapor a compreensão e a aceitação passiva do dilema que envolve a omissão patente em uma sociedade que pouco se esmera para atingir o aperfeiçoamento moral da vida coletiva”.
“Contingências” pretende, então, “possibilitar a reflexão” (ou apenas, suscitar ponderações) “sobre questões que a realidade hodierna insiste em não responder”.
Carlos Magno Corrêa Dias
13/12/2025
13/12/2025

