2 de mar. de 2026

Textos Publicados em Blogs em fevereiro/2016.


Seguindo a ideia de rememorar a produção anterior a cada cinco anos (de acordo com o “lustro romano”) listo a seguir os textos que produzi em 2016 e publiquei, exclusivamente, em meus Blogs.

Os textos (ordenados em ordem alfabética de títulos) constituem artigos de opinião, aforismos, comunicações, comentários, dentre outras maneiras de narrativas; os quais (condicionalmente ou compulsivamente), como de costume, representam “refle­xões e/ou questionamentos para exigir o despertar de preocupa­ções, possibilitar soluções e motivar novas perspectivas”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Os títulos em referência foram os seguintes:
- Autonomia Universitária é Definir o Próprio Caminho a Percorrer (Publicado em 14/02/2016);
- Brasil do Quimono Tem Judocas no Top10 (Publicado em 11/02/2016);
- Câmpus Toledo Fortalecendo Sistema Multicampi (Publicado em 05/02/2016);
- Colosso da Genialidade Humana Surpreende (Publicado em 20/02/2016);
- Domínios do Sentir Infinito (Publicado em 12/02/2016);
- Eliminação Pela Própria Existência (Publicado em 25/02/2016);
- Engendrar CONHECIMENTO ÚTIL é função da Engenharia (Publicado em 06/02/2016);
- Engenharia Lógica e Revolução Industrial 4.0 Traçam os Caminhos do Futuro (Publicado em 29/02/2016);
- Exclusão Intencional como Prejuízo Intelectual (Publicado em 24/02/2016);
- Incompreensão e Medo Gerando Pobreza Intelectual (Publicado em 25/02/2016);
- Inovação é Determinante na Revolução Industrial 4.0 (Publicado em 08/02/2016);
- Legado e Excelência Transcendendo o Individual (Publicado em 28/02/2016);
- O Legado Está Acima das Pessoas (Publicado em 21/02/2016);
- Percalço de Condicional Condenação (Publicado em 13/02/2016);
- Repetindo continuamente até o ENTENDIMENTO (Publicado em 16/02/2016);
- Revolução Industrial 4.0 Chama responsabilidades (Publicado em 07/02/2016);
- RI 4.0 Chama Responsabilidades (Publicado em 09/02/2016);
- Transposição Modal de Relevância Mortal (Publicado em 12/02/2016);

Neste 2026, publico, com o título “Postagens do Autor em Blogs do Autor em fevereiro/2016”, os referidos textos para rememorar uma década da divulgação inicial ocorrida.

No endereço https://drive.google.com/file/d/13w9nSXPmLt9M2sT0qLUwlG5UguNJt_gL/view?usp=sharing encontram-se disponíveis os correspondentes conteúdos das postagens referenciadas.

Carlos Magno Corrêa Dias
02/03/2026

1 de mar. de 2026

O pincel invisível que retrata o além da moldura.


A escrita não é uma pintura, mas bem pode pintar tudo aquilo que a arte não consegue retratar.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
01/03/2026

28 de fev. de 2026

Uma História Acadêmica sobre a Matemática.


A passagem do tempo raramente é apenas uma sucessão linear de dias; é, antes, uma progressão geométrica de experiências e uma consolidação de estruturas fundamentais. Ao atingir a marca de 30 anos, a partir de 24 de fevereiro de 1996, data da Colação de Grau da Turma LM-1995/PUCPR (Turma de Formandos de 1995 do Curso de Licenciatura em Matemática da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), vejo as lembranças inspirarem seguidas extensões a despeito do tempo que segue implacável continuamente.

Digitalização Foto - Convite Formatura - 1996

Para compreender a magnitude deste trigésimo aniversário de Formatura da Turma LM-1995/PUCPR, é necessário retornar à gênese desta relação, iniciada em 1992. O que começou como um “desafio acadêmico” nas fantásticas disciplinas de Lógica Matemática I e II transformou-se em um vínculo que agora completa 34 anos de história compartilhada.

Naquele período de quatro anos de graduação (1992-1995), compartilhou-se o rigor da Lógica Formal de Primeira Ordem. Entre os Cálculos Proposicional e Predicativo, buscou-se não apenas o "bem pensar", mas o alicerce científico necessário para que os (sempre) Jovens Acadêmicos se tornassem os Professores que o Brasil precisava.

Releio, com o mesmo júbilo de outrora, as palavras que meus Afilhados me dedicaram na cerimônia de 1996: “Talvez representemos apenas mais uma turma que parte, e não sejamos mais que uma rotina. Mas, a convivência nos tornou amigos e, na partida, levaremos saudades deixando o agradecimento pela dedicação”.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 1996

Aquelas palavras gravadas na homenagem recebida seguem ecoando com força renovada mantendo viva na lembrança a história da Turma LM-1995/PUCPR.

Pensar nos 30 anos passados desde a Formatura é observar como as sementes do rigor cartesiano e da paixão pela Ciência frutificam na prática docente de cada um daqueles hoje Profissionais. Os integrantes da Turma LM-1995/PUCPR não foram apenas "mais uma turma que partiu"; tornaram-se a extensão viva de um ideal educativo que se muito se defende na internacional PUCPR desde sempre.

Neste 2026, as comemorações não são apenas sobre o passado, mas sobre a continuidade. A relação iniciada há 34 anos mostra que o júbilo se mantém constante e não se altera, independentemente da variável tempo.

Como Professor das disciplinas de Lógica Matemática I e II tive a grata satisfação de desenvolver, com intensidade e complexidade próprias a Lógica Formal de Primeira Ordem (tanto Proposicional quanto Predicativa) perspectivando, sempre, ulteriores extensões decorrentes do necessário rigor científico. Foram momentos marcantes que, renovados continuamente na lembrança, seguem contribuindo, fortemente, para fazer cumprir a tarefa como Professor de Matemática.

Siga-se continuamente com a plena dedicação ao ensinar e/ou ao aprender Matemática para viver momentos de "raríssima inspiração" os quais são capazes de sustentar a busca pelo saber.

Carlos Magno Corrêa Dias
28/02/2026

27 de fev. de 2026

A Engenharia Lógica no caminho da disrupção.


Em fevereiro de 2016, no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná) desenvolvi evento que se tornou o epicentro de uma discussão fundamental tanto para o avanço da Computação quanto da Filosofia da Ciência.

Como proponente, organizador e coordenador do III SIDELOFIC (Seminário de Inovação e Desenvolvimento em Lógica e Filosofia da Ciência), realizado no Câmpus Curitiba da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), tive o privilégio de conduzir imersão técnica na correspondente área do saber. O III SIDELOFIC teve como tema central “Máquinas Lógicas Virtuais em Engenharia Lógica”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O III SIDELOFIC foi a resposta necessária aos desenvolvimentos teóricos que amadureceram ao longo do tempo. Percebia que para dar continuidade ao processo de inovação pretendido, era necessário consolidar o conceito de Engenharia Lógica não apenas como um exercício abstrato, mas como uma ferramenta aplicada.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

Basicamente, o III SIDELOFIC levou em consideração a necessária “Análise Inferencial Dedutiva Computacional” na geração de Produtos, Serviços ou Processos associados ao gerenciamento de Metadados por intermédio da Engenharia Lógica levando em conta as Nanotecnologias (em geral) e, especificamente, as Nanomáquinas (em particular).

Na abertura do evento, em 22/02/2016, proferi a Palestra (Conferência) intitulada “Análise Inferencial Dedutiva Computacional” na qual defendi que a “geração de inteligência em sistemas complexos depende da capacidade de processar inferências lógicas de forma dedutiva e automatizada”.

“Sem a Estrutura Lógica o gerenciamento de Metadados torna-se um oceano de informações sem propósito”. A realização do III SIDELOFIC na TECNOLÓGICA (UTFPR) confirmou que a aplicabilidade da Engenharia Lógica é o caminho para transformar dados brutos em produtos e serviços inovadores.

Ministrei, também, no III SIDELOFIC, respectivamente, em 23/02/2016 e 24/02/2016, as Palestras intituladas “Engenharia Lógica Aplicada às Nanomáquinas” e “Máquinas Lógicas Virtuais”.

Em “Engenharia Lógica Aplicada às Nanomáquinas” considerei que a aplicação da Engenharia Lógica às Nanomáquinas permite que a funcionalidade seja programada e prevista com rigor matemático; utilizando a Lógica como a "planta baixa" para a construção de sistemas em escalas nanométricas, garantindo que o comportamento esperado seja obtido através de processos inferenciais.

Em “Máquinas Lógicas Virtuais” evidenciei conceito que representa o ápice da abstração operacional: um ambiente onde a Lógica não apenas descreve o sistema, mas é o “próprio motor de execução”. As “Máquinas Lógicas Virtuais” funcionam como “camadas de inteligência capazes de gerir a complexidade inerente às novas tecnologias de informação e materiais”.

Carlos Magno Corrêa Dias
27/02/2026

26 de fev. de 2026

Waldomiro Grotto integra a Galeria dos Imortais.


A história do Brasil é escrita por muitos nomes, mas poucos carregam o peso e a honra de terem moldado o destino do mundo livre. Com a partida do Cabo Waldomiro Grotto o Brasil despede-se não apenas de um veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), mas de um símbolo vivo de resistência, disciplina e amor à Pátria.

Nascido em 15 de novembro de 1922, no município de Mococa no estado de São Paulo, Waldomiro Grotto “personificou os valores republicanos de dever e sacrifício, sendo sua jornada nos campos da Itália durante a Segunda Guerra Mundial um testemunho da bravura brasileira que, contra todas as apostas, ajudou a derrotar a tirania que pretendia se impor”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Integrante do icônico Regimento Ipiranga, o 6º Regimento de Infantaria (6º RI), Waldomiro Grotto não foi um espectador da história; ele foi seu protagonista no barro e na neve. No teatro de operações europeu, ele enfrentou: o rigor do inverno com temperaturas negativas e terrenos implacáveis que testaram o limite humano; a adaptação rápida à interoperabilidade com as forças aliadas e ao combate técnico contra tropas experientes; o compromisso inabalável com princípios universais de liberdade, colocando a vida em risco por nações que sequer conhecia.

Sua atuação foi coroada com a Medalha Ordem e Progresso, um reconhecimento ao seu espírito altruísta; recebendo, também, outras várias honrarias ao longo de sua vida centenária. Como cabo, Waldomiro Grotto foi o elo fundamental da liderança direta, garantindo que a coesão de sua fração de combate permanecesse intacta sob o fogo inimigo.

A longevidade de Waldomiro Grotto permitiu que ele se tornasse uma ponte histórica. Enquanto muitos de seus companheiros tombaram no solo italiano ou partiram cedo após o regresso, Waldomiro Grotto permaneceu firme além dos cem anos servindo como uma biblioteca viva para pesquisadores, militares e civis.

A partida de Grotto, ocorrida em 24 de fevereiro de 2026, em São Paulo, deixa uma lacuna física, mas consolida um mito. Ele pertence à "Geração Grandiosa", aqueles que não hesitaram quando a história os convocou.

“Sua trajetória em Mococa (SP) e nos quartéis do Sudeste será lembrada como a de um homem que, embora silencioso em sua humildade, foi ensurdecedor em seu exemplo”. “Waldomiro Grotto não apenas serviu ao Brasil; ele o honrou”. "A liberdade sempre tem um preço elevando, e Waldomiro Grotto foi um dos que aceitaram pagá-lo com suor e renúncia pessoal". A missão foi cumprida com distinção. O Brasil reverencia a memória do Pracinha Waldomiro Grotto.

A Galeria dos Imortais recebe mais um ilustre representante. Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Cabo Waldomiro Grotto!

Carlos Magno Corrêa Dias
26/02/2026

25 de fev. de 2026

Engenharia Lógica e a transição para o futuro.


No início de 2016, enquanto alguns conceitos inovadores sobre Tecnologia ainda ganhavam tração no Brasil, identifiquei a necessidade de transpor os muros da Academia e fomentar uma discussão prática sobre o papel da Lógica nas Engenharias da época. Foi sob semelhante premissa que propus, organizei, coordenei e ministrei a Oficina intitulada "Engenharia Lógica nos Caminhos da Quarta Revolução Industrial".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

Desenvolvi a Oficina em referência no Câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) a qual foi chancelada pelo DAMAT (Departamento Acadêmcio de Matemática) da TECNOLÓGICA (UTFPR).

A Engenharia Lógica foi o fio condutor de um cronograma que planejei para desmistificar o impacto das novas Tecnologias (disruptivas) no Mercado de Trabalho e na Pesquisa na área das Engenharias. A organização daquela Oficina exigiu uma articulação entre a teoria e a aplicação. O objetivo era claro: preparar os participantes para um cenário onde a eficiência produtiva estaria intrinsecamente ligada à capacidade de modelagem lógica e algorítmica.

Especificamente, partindo de uma contextualização histórica sobre as três primeiras Revoluções Industriais que transformaram o mundo, na Palestra (Oficina) em questão tratei dos “pressupostos da Engenharia Lógica que determinam os fundamentos lógicos e necessários da Quarta Revolução Industrial no que diz respeito, especificamente, à necessária fusão de tecnologias e combinação da Internet dos Objetos com os Metadados para se estabelecer as indistinguíveis linhas delimitadoras entre as esferas físicas e digitais que transformam o panorama econômico e político mundial”.

A experiência da Oficina de 2016 serviu como um laboratório de ideias. Ao olhar para trás, percebo que os fundamentos da Engenharia Lógica lá discutidos na recordada Oficina tornaram-se, hoje, requisitos básicos para a sobrevivência técnica. A Oficina foi espaço de construção de pensamento crítico sobre como a tecnologia deve servir ao progresso humano de forma estruturada.

Passados mais de dez anos, a Engenharia Lógica continua a sinalizar possibilidades simbióticas entre Consciência Humana e Metadados. O "pensar cibernético" das “máquinas”, centrado na Engenharia Lógica, segue evoluindo.

Como afirmei na época “as máquinas inteligentes herdarão o campo do bem raciocinar. O futuro da "Consciência Cibernética" (CC) já havia começado. Um novo "mundo possível" já se fazia presente e se desenvolvia com velocidade espantosa. A Engenharia Lógica avançou.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Naquele tempo a Engenharia Lógica já evidenciava a exigência de uma Lógica Condicional no mundo das Tecnologias para se perspectivar novas extensões e evitar os erros cometidos de se tratar as Ciências e as Tecnologias com distanciamento inaceitável (distanciamento aquele que em muito delimitou desenvolvimentos e progressos).

Carlos Magno Corrêa Dias
25/02/2026

24 de fev. de 2026

Algebrização e Axiomatização de Sistemas Lógicos.


A Lógica Matemática e a Teoria de Sistemas Formais constituem o cerne do desenvolvimento tecnológico e computacional contemporâneo. No início de 2016, propus e coordenei o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica intitulado "Algebrização e Axiomatização de Sistemas Lógicos", realizado no Câmpus Curitiba da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

O objetivo central daquele evento de extensão foi transitar da intuição lógica para o rigor das estruturas algébricas, fornecendo aos Estudantes de Engenharia da TECNOLÓGICA (UTFPR) “ferramentas” para a fundamentação de sistemas complexos.

O projeto foi desenhado para abranger uma carga horária dividida entre o planejamento acadêmico, a organização metodológica e a execução docente. Como coordenador, a prioridade foi estabelecer uma ponte entre a Lógica Proposicional Clássica e as Lógicas Não-Clássicas, utilizando o Método Axiomático como fio condutor.

A organização estruturou-se em dois pilares fundamentais: (1) Axiomatização: a definição de um conjunto mínimo de axiomas e regras de inferência capazes de derivar todos os teoremas de um sistema; (2) Algebrização: a tradução desses sistemas para uma linguagem algébrica (como a Álgebra Booleana), permitindo o tratamento de problemas lógicos por meio de ferramentas matemáticas.

Na etapa de ministração do curso explorei a Semântica e a Sintaxe dos Sistemas Lógicos. O foco recaiu sobre a capacidade de provar a Completude e a Correção (“Corretude”) de Sistemas, competências essenciais para as Engenharias, Computação e Matemática.

“O Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ALGEBRIZAÇÃO E AXIOMATIZAÇÃO DE SISTEMAS LÓGICOS teve por principal objetivo apresentar a Álgebra da Lógica Formal Dedutiva de Primeira Ordem em associação com Sistemas Axiomáticos necessários para a instituição da Teoria da Prova e da Teoria da Argumentação Lógica aplicadas na Análise Lógica da Validade e da Consistência de Argumentos e Inferências Proposicionais e Predicativas centradas na Completude e na Corretude”.

A experiência demonstrou que a formalização lógica não é apenas um exercício teórico, mas uma necessidade técnica. Por meio do curso em referência foi possível: fomentar o pensamento analítico rigoroso; discutir a aplicação de Sistemas Axiomáticos na verificação de Software e Hardware, bem como consolidar a extensão universitária como um espaço de alta densidade técnica e teórica.

A Algebrização da Lógica permite uma compreensão mais profunda da estrutura da “verdade formal”, transformando conceitos abstratos em modelos operacionais prontos para a aplicação tecnológica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A Axiomatização permite que a mente siga regras lógicas consistentes e a Algebrização transforma as correspondentes regras em operações matemáticas que a máquina pode processar.

Carlos Magno Corrêa Dias
24/02/2026

23 de fev. de 2026

Estruturas Algébricas Bivalentes e Dicotômicas.


A Docência Universitária não se encerra nos limites das grades curriculares da Graduação uma vez que se expande, ganha fôlego e dialoga com a Comunidade por intermédio das Atividades de Extensão, as quais formam um território onde o rigor teórico encontra a aplicação prática e o compartilhamento do saber. Em fevereiro de 2011, materializei, uma vez mais, semelhante visão ao propor, organizar e coordenar o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ministrei o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná), no período de 07/02/2011 a 23/02/2011, com chancela do DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2011

Naquela época assumi a responsabilidade não apenas do encargo administrativo, mas, também, da curadoria do correspondente conteúdo visando acrescentar à formação dos futuros Engenheiros conteúdos densos e acessíveis no campo da Álgebra Moderna e da Lógica Formal.

Desenvolvi a ação ~extensionista exclusivamente para meus alunos dos Cursos de Engenharia do Câmpus Curitiba da UTFPR quando tratei (formalmente, analiticamente) as relações de impregnação entre a Inteligência Lógica e a Engenharia Inferencial (ou Engenharia Lógica) que sou o proponente e que já há algum tempo venho desenvolvendo.

No Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS abordei, também, com o necessário rigor, a Teoria da Demonstração Dedutiva e as principais Estruturas Algébricas dos Cálculos Lógicos aplicados à Teoria da Argumentação em Sistemas Algébricos Dicotômicos e Bivalentes.

Assim, para além da coordenação, estive à frente do ministrar o correspondente curso o qual constituiu, efetivamente, um exercício de transposição didática quando explorei os Sistemas Bivalentes e Dicotômicos tratando cada Operação Lógica como Operação Algébrica (precisa). Durante o curso meu objetivo foi demonstrar como a “abstração matemática” por meio de Sistemas Algébricos serve de alicerce para a Computação, a Teoria dos Circuitos de Chaveamento e a própria fundamentação do Raciocínio Lógico Formal.

De um lado a realização do Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS reafirmou o papel da TECNOLÓGICA como um polo irradiador de conhecimento técnico-científico desde sempre e, de outro, contribuiu para mostrar que “Estruturas Bivalentes e Dicotômicas” são ferramentas capazes de bem organizar o pensamento analítico.

Extensão Universitária e Tecnológica é o caminho mais curto para manter o conhecimento vivo, relevante e em constante diálogo com a Sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/02/2026

21 de fev. de 2026

Nestor da Silva é o Guerreiro Imortal.


A história das nações é escrita pelo sangue e pela coragem de seus filhos, mas poucas trajetórias brilham com a intensidade e a longevidade da do Tenente-Coronel Nestor da Silva. O lendário "Pracinha" mineiro não é apenas um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial; ele é a personificação viva da honra militar brasileira e um dos maiores heróis que este país já viu.

Nascido em 13 de julho de 1917, em Belo Horizonte (MG), Nestor da Silva iniciou sua jornada na base da hierarquia, assentando praça como voluntário em 1938. Quando o mundo mergulhou nas trevas do totalitarismo, ele embarcou para a Itália em 1944 como Segundo-Sargento do 11º Regimento de Infantaria. Nos campos gelados e mortais da Europa, Nestor da Silva comandou mais de 20 patrulhas em território inimigo, desafiando a morte em confrontos cruciais e mortais como Monte Castelo e Castelnuovo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No entanto, foi na Batalha de Montese que seu nome foi gravado de forma indelével na história. Após a queda em combate do comandante de seu pelotão, o então Sargento Nestor da Silva assumiu o comando da fração com uma audácia que mudou o curso da ação. Seu desempenho foi tão excepcional que o comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), tomou uma decisão raríssima: promoveu Nestor da Silva a Segundo-Tenente por bravura em pleno campo de batalha.

A farda do Tenente-Coronel Nestor da Silva é um mapa de glórias. Detentor da Cruz de Combate de 1ª Classe (a maior honraria por bravura individual do Brasil) ele também ostenta as medalhas de Sangue do Brasil, de Campanha, da Ordem do Mérito Militar e a do Pacificador.

Após a guerra, sua sede de servir não arrefeceu. Nestor da Silva tornou-se um oficial de elite, servindo na Brigada de Infantaria Paraquedista por sete anos, onde se especializou como Mestre de Salto, e integrando o Estado-Maior do Exército. Sua carreira é o exemplo máximo da transição do "soldado do povo" para o oficial altamente respeitado.

Em sessões solenes no Senado e na ALESP, o gigante Tenente-Coronel Nestor da Silva foi a figura central das celebrações dos 80 anos da Vitória. “Ver um homem centenário que outrora enfrentou as metralhadoras nazistas (as temidas e mortais metralhadoras MG 42 alemãs apelidadas de “Lurdinhas”), levantar-se para saudar a bandeira com a mesma lucidez de um jovem cadete, é uma lição de patriotismo que comove gerações”.

Sua longevidade parece ser, também, uma missão: a de garantir que o sacrifício dos brasileiros que foram à Itália jamais seja esquecido. Nestor da Silva é o "último escalão", a testemunha ocular que mantém acesa a chama da “Cobra que Fumou”.

O Tenente-Coronel Nestor da Silva não é apenas um veterano; ele é um monumento nacional. Sua trajetória ensina que o verdadeiro herói é feito de resiliência, humildade e um amor incondicional à liberdade.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve o Herói Imortal Nestor da Silva!

Carlos Magno Corrêa Dias
21/02/2026

19 de fev. de 2026

Novo Profissional enfrenta concurso entre técnica e adaptabilidade.


O cenário laboral atual atravessa uma das metamorfoses mais profundas, impulsionada por uma convergência de avanços tecnológicos, mudanças nas relações de produção e novas exigências sociais. Sob o título "O Mercado de Trabalho chama um novo Profissional", escrevi e foi publicado na página da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e na página do SEESP (Sindicato dos Engenheiros em São Paulo) artigo no qual lanço considerações sobre a urgência de uma reconfiguração do perfil do trabalhador, especialmente no campo das Engenharias, mas com implicações que se estendem a todas as áreas do conhecimento.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No artigo, considero o momento em que a IA (Inteligência Artificial), a Automação e a Transição Energética deixaram de ser promessas futuras para se tornarem imperativos do presente. O "Novo Profissional" não é apenas aquele que domina as ferramentas digitais, mas aquele capaz de navegar na incerteza. “O mercado já não se satisfaz com a especialização estanque; ele exige a interdisciplinaridade”.

Em conformidade com a síntese das ideias apresentadas, assumo que este novo perfil profissional se encontra assentado em três pilares fundamentais:
(1) Hibridismo de Competências (Hard e Soft Skills): se no passado o diploma era a garantia de sucesso, afirmo que hoje ele é apenas o ponto de partida. A capacidade de comunicação, a inteligência emocional, o trabalho em Equipe e a liderança ética surgem como diferenciais competitivos. Deve-se conciliar o rigor do cálculo com a sensibilidade da gestão de pessoas.
(2) Aprendizagem Contínua (“Lifelong Learning”): a obsolescência do conhecimento é acelerada. No artigo reforço que a educação não termina na graduação. O novo profissional deve adotar uma postura de "eterno aprendiz", atualizando-se constantemente perante tecnologias disruptivas.
(3) Compromisso Social e Sustentabilidade: a atuação profissional está agora, mais do que nunca, sob o escrutínio do impacto ambiental e social. O mercado de trabalho chama profissionais que compreendam a economia circular e que projetem soluções que respeitem os limites do planeta e promovam a equidade.

O "chamamento" do mercado de trabalho não é apenas por mais mão de obra, mas por uma nova mentalidade. O Profissional do futuro próximo é um agente transformador, capaz de unir a competência técnica à visão humanística. Em última análise, no artigo reitero que, embora a Tecnologia mude as ferramentas, a capacidade humana de criar, adaptar-se e agir com ética permanece como o núcleo central da relevância profissional.

O artigo "O Mercado de Trabalho chama um novo Profissional" encontra-se disponível para leitura nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7565-artigo-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23724-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/02/2026

P.S.:
(a) DIAS, Carlos Magno Corrêa. O mercado de trabalho chama um novo profissional. In página oficial da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros. Disponível em: <https://www.fne.org.br/artigos/7565-artigo-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional>. Postado originalmente em: 11 fev. 2026.
(b) DIAS, Carlos Magno Corrêa. O mercado de trabalho chama um novo profissional. In página do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo). Disponível em: <https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23724-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional>. Postado originalmente em: 18 fev. 2026.

18 de fev. de 2026

A LGPD e a Ressignificação dos Dados Pessoais.


A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei número 13.709/2018), a LGPD, não representa apenas uma mudança no ordenamento jurídico brasileiro ou uma nova camada de burocracia para as empresas.

No meu artigo “LGPD estabelece ressignificação dos dados pessoais”, publicado pelo Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) e pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), destaco que se está diante de uma verdadeira "ressignificação" do que representam os dados pessoais na era digital uma vez que passam a ser entendidos como extensões da própria personalidade do indivíduo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O ponto central da análise que realizo reside na compreensão de que a LGPD estabelece um novo patamar de respeito à privacidade e à autodeterminação informativa. Antes da LGPD, a coleta e o tratamento de dados ocorriam, muitas vezes, em um "terreno sem Lei", onde o titular das informações tinha pouco ou nenhum controle sobre como sua vida digital era monetizada ou compartilhada.

Para o setor das Engenharias e Tecnologia a LGPD impõe uma revisão profunda nos processos de desenvolvimento. A proteção de dados deve ser pensada desde a concepção de sistemas (“Privacy by Design”) e mantida por padrão (“Privacy by Default”). Com a LGPD os dados pessoais passam a constituir “um ativo do cidadão”, e não da organização que os coleta.

A ressignificação que menciono implica que a segurança da informação deixa de ser uma preocupação meramente técnica para se tornar uma questão ética e estratégica. Profissionais da área devem agora considerar o impacto social do tratamento de dados, garantindo que a inovação tecnológica não atropele os direitos fundamentais.

A LGPD estabelece que o tratamento de dados deve ser fundamentado em bases legais claras (como o consentimento, o cumprimento de obrigação legal ou o legítimo interesse). Isso força uma mudança na cultura organizacional brasileira.

Conforme discuto no artigo em referência, a LGPD não veio para frear o progresso, mas para humanizá-lo. A ressignificação dos dados pessoais é o reconhecimento de que, na sociedade da informação, a privacidade é um valor inegociável. A adequação à LGPD deve ser vista como um investimento na credibilidade institucional e proteção dos dados de forma que o ambiente digital se torne cada vez mais seguro.

O artigo encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/rtigos/6175-artigo-lgpd-estabelece-ressignificacao-dos-dados-pessoais e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/19963-lgpd-estabelece-ressignificacao-dos-dados-pessoais.

Carlos Magno Corrêa Dias
18/02/2026

17 de fev. de 2026

O acordo silencioso das aparências.


Ética e caráter, eternas rivais, não se misturam publicamente.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
17/02/2026

16 de fev. de 2026

O legado do Seminário MAPLE V na TECNOLÓGICA.


A evolução do Ensino/Aprendizagem da Matemática Superior tem sido marcada pela transição do rigor puramente manual para a integração de ferramentas computacionais avançadas. No cenário inovador correspondente, o Seminário "Utilização do Maple V no Ensino e Aprendizagem do Cálculo Diferencial e Integral", realizado em 10/02/2011, o qual idealizei, organizei, coordenei e ministrei, se transformou como marco pedagógico no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Promovido por meio do Departamento Acadêmico de Matemática (DAMAT) do Câmpus Curitiba da UTFPR, o Seminário em referência objetivou apresentar Metodologias de Ensino/Aprendizagem centradas em Software Algébrico de ponta para uma das disciplinas mais desafiadoras das Engenharias e das Ciências Exatas que é o Cálculo Diferencial e Integral.

O MAPLE V é um Sistema de Computação Algébrica que permite a manipulação de expressões simbólicas, cálculos numéricos e, crucialmente, a visualização gráfica complexa. No contexto do Cálculo Diferencial e Integral, a ferramenta atua como uma ponte entre a teoria abstrata e a aplicação prática.

Minha proposta do Seminário fundamentou-se em três pilares principais: (1) Visualização Dinâmica: a capacidade de gerar gráficos bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) em tempo real para a melhor compreensão de conceitos como limites, derivadas e integrais múltiplas de forma espacial e intuitiva; (2) Redução da Carga Procedimental: ao automatizar cálculos extensos e repetitivos, o software libera o usuário para focar no raciocínio lógico e na interpretação dos resultados, em vez de se perder em etapas puramente mecânicas; e, (3) Experimentação Investigativa: exploração de como é possível testar hipóteses e observar o comportamento de funções sob diferentes parâmetros, transformando qualquer exercício em um “laboratório de descobertas”.

A realização do Seminário sobre a utilização do MAPLE V reforçava meu compromisso com a “disrupção tecnológica” haja vista minha intenção em institucionalizar a utilização “normal” de “Computer Algebra Systems” (CAS) no currículo acadêmico.

O evento constituiu uma capacitação que visava mitigar as grandes dificuldades associadas ao Cálculo diferencial e Integral. Ao introduzir o MAPLE V nas Engenharias da época promovi a necessária reflexão sobre como as Tecnologias podem ser uma aliada poderosa no desenvolvimento do conhecimento técnico-científico.

Embora realizado em 2011, os princípios que discuti naquele Seminário permanecem atuais. A transição para o “Ensino/Aprendizagem Digital” e o uso de “Inteligência Computacional” são desdobramentos diretos de iniciativas pioneiras como aquela que serviu como um catalisador para que a Matemática ministrada na Academia deixasse de ser vista como uma disciplina estática, posicionando-a como uma Ciência viva e interativa.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/02/2026

15 de fev. de 2026

Além dos Cálculos e da Lógica ficam as memórias.


Em 09/02/2001, recebia a distinção como Professor Homenageado da Turma EC-2000/PUC-PR (Turma de 2000 do Curso de Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), na cerimônia de Colação de Grau ocorrida no Auditório Mário de Mari do então Cietep (Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Estado do Paraná), atualmente chamado “Campus da Indústria” do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Paraná).

Convite Formatura - 2000

Celebro, nesta data, o quarto de século das homenagens recebidas. A Colação de Grau além de ser um espetacular “rito de passagem” marca oficialmente a conclusão da Jornada Acadêmica formalizando o surgimento de Profissionais reconhecidos perante a lei. Mas, já são mais de 30 anos desde os primeiros dias de aula quando Professor e Acadêmicos compartilharam Cálculos e Lógica fundamentais (os quais foram ministrados com o devido rigor científico e intensificado grau de complexidade).

A Graduação exige anos de esforço, noites sem dormir e abdicação. A Formatura é, para além do simples reconhecimento, momento no qual se consolida a transição de Estudante (Acadêmico) para Profissional. Como Professor, ser homenageado naquele especial momento da Formatura é dos prêmios aquele que constitui grande relevância e apreço.

Digitalização Foto - Convite Formatura - 2000

Digitalização Foto - Convite Formatura - 2000

Entendo a Graduação como a construção de um motor potente: um diferencial estratégico que acompanha o Profissional por toda a vida. Mais do que transmitir conteúdo, o Ensino Superior ensina a pessoa a “aprender a aprender”. É nesse período que se consolidam os métodos científicos para resolver problemas e se desenvolve a capacidade de argumentação e a visão sistêmica. No entanto, é o compromisso contínuo do Profissional com o pensamento crítico que serve como o combustível indispensável para manter o correspondente motor em pleno funcionamento ao longo da carreira.

Na homenagem recebida, os Afilhados deixaram afirmado que “ensinar é crer, acreditar que se pode contribuir para a formação de um caráter, e compartilhar de sua própria existência. Ao Mestre, pelas lições de saber, pela orientação constante, pela dedicação e renúncias pessoais, por repartirem sua existência e auxiliar a trilharmos este caminho, nossa homenagem e gratidão”.

Ecoando as palavras de Henrique de Souza Filho (1944-1988), citadas pelos Afilhados: “não é o desafio com que nos deparamos que determina quem somos e o que estamos nos tornando, mas a maneira com que respondemos ao desafio. Somos combatentes, idealistas, mas plenamente conscientes. Porque e ter consciência não nos obriga a ter teoria sobre as coisas: só nos obriga a sermos conscientes. Problemas para vencer, liberdade para provar. E, enquanto acreditarmos no nosso sonho, nada é por acaso”, segue-se ao “infinito e além”, muito além.

Com júbilo rememoro, então, a especial homenagem recebida dos Afilhados da Turma EC-2000/PUC-PR.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/02/2026

14 de fev. de 2026

Sempre pela indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão.


No Brasil, a relação entre Ensino, Pesquisa e Extensão é fundamentada pelo princípio da indissociabilidade o qual estabelece que os pilares das Universidades (Ensino-Pesquisa-Extensão) não devem ser vistos como isolados, mas como um ciclo contínuo que define a identidade da Universidade de qualidade; sendo semelhante integração garantida pela Constituição Federal de 1988, no seu Artigo 207.

O “Ensino” é a base da formação, centrado na transmissão e construção de conhecimento sistematizado. O qual deve ser alimentado pela “Pesquisa” (para ser atualizado) e pela “Extensão” (para ser socialmente relevante).

A “Pesquisa” é responsável pela produção de novos conhecimentos. As Universidades são consideradas o principal polo de Ciência do país e a Pesquisa qualifica o Ensino devendo gerar soluções para problemas reais da Sociedade.

A “Extensão” é a ponte entre a Universidade e a Comunidade sendo por seu meio que o conhecimento produzido pode ser compartilhado.

Acreditando na indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão e para evitar que a Universidade se torne uma "torre de marfim" (isolada do mundo), sempre fiz questão de contribuir para que os três pilares fundamentais das Universidades se mantivessem consolidados.

Tal é o caso de ter sido o propositor, organizador e coordenador de eventos como: (1) Seminário de ATUAÇÃO DA AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UTFPR (ocorrido em 09/02/2011), (2) Curso de Extensão sobre A NOVA ORTOGRAFIA (realizado no período de 07/02/2011 a 08/02/2011), e, (3) Curso de Extensão em DIREITO À EDUCAÇÃO (realizado em 04/02/2011); os quais foram desenvolvidos no Câmpus Curitiba da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e promovidos pelo DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Além de comporem “transversalidade acadêmica” os eventos, por transitarem pela inovação tecnológica, linguística e direito educacional, mantendo uma visão multidisciplinar e transversal, promoveu o necessário diálogo entre as Ciências Exatas e as Ciências Humanas gerando ativos tecnológicos que em muito contribuíram para a indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão.

Com o Seminário de ATUAÇÃO DA AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UTFPR se evidenciou que a Agência de Inovação da UTFPR é o órgão responsável por gerir a política de inovação, propriedade intelectual e empreendedorismo dentro da TECNOLÓGICA (UTFPR) enquanto o Curso de Extensão sobre A NOVA ORTOGRAFIA mostrou os desafios e inseguranças de uma das maiores mudanças linguísticas ocorridas no Brasil.

Em 2011, o debate sobre o "Direito à Educação" estava no centro das Políticas Públicas de expansão do Ensino Técnico no Brasil e o Curso de Extensão em DIREITO À EDUCAÇÃO além de considerar a realidade da Educação no país tratava, também, as formas como o “Direito à Educação” permitia à Universidade existir e funcionar com suas limitações.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/02/2026

13 de fev. de 2026

Para além das Leis a Inovação é chamada no Brasil.


Sob o título “Legislação chama o Brasil para inovar mais” escrevi (e foi publicado no início de 2021) artigo procurando esclarecer sobre o “Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação” (Lei número 13.243/2016), conhecido como “Código de Ciência e Tecnologia”, o qual visa desburocratizar a relação entre o Setor Público e o Setor Privado no Brasil.

O Marco Legal da CT&I, um importante divisor de águas, que completou em 11/01/2016 uma década de sancionamento, alterou Leis preexistentes para criar um ambiente mais flexível para a Ciência e Inovação no Brasil gerando “segurança jurídica a todo pesquisador determinado a transformar Ciência de bancada em produto de prateleira”.

A Lei em questão objetiva tirar o Brasil de uma posição passiva e transformá-lo em um protagonista tecnológico. Os pilares da Legislação em referência são: (1) integração Academia-Indústria; (2) uso de Infraestrutura Pública que permitam que Empresas utilizem laboratórios de Universidades para testes e desenvolvimento de produtos; (3) compras públicas sustentáveis para que o Estado possa contratar soluções no Mercado; (4) desburocratização efetiva afim de simplificas a importação de insumos e equipamentos destinados à pesquisa científica.

Conforme observei, uma Legislação própria relacionada ao fazer Ciência é parte do “chamado” para se inovar, mas não é o suficiente. Em contrapartida, uma mudança cultural e jurídica deve acontecer também, pois é premente enfrentar com resiliência o desafio constante da mudança (disrupção). É necessário pensar criteriosamente no modelo da "Tríplice Hélice"; deve-se definir mais claramente regras sobre a Propriedade Intelectual (PI) de descobertas compartilhadas; e uma maior agilidade é exigida sobre os processos para a transferência de Tecnologias das Universidades para o Mercado.

Sigo defendendo que a Legislação é o caminho para que o conhecimento gerado no Brasil não fique apenas "engavetado" em teses acadêmicas, mas se transforme em emprego, renda e desenvolvimento social.

O artigo estabelece posicionamento frente a intersecção entre Direito, Engenharia e Inovação. Lembro que a Lei não deve ser um "freio", mas sim (SEMPRE) o "trilho" que permita o avanço das Ciências e das Tecnologias aplicadas no Mercado para o bem da Sociedade.

O artigo foi publicado na página da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) em 11/02/2021 e na página do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) em 28/01/2021; estando disponível, respectivamente, nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6171-artigo-legislacao-chama-o-brasil-para-inovar-mais e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/19911-artigo-legislacao-chama-o-brasil-para-inovar-mais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A “Inovação” não nasce apenas de decretos, mas de um Ecossistema vivo onde a Academia, o Governo e o Meio de Produção (a Indústria em especial) falem a mesma língua e visem o bem da Sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/02/2026

12 de fev. de 2026

Reflexões na era da imediatidade ecoa no tempo.


A vida, principalmente a profissional, nos solicita exercícios interessantes como o de recordar mediante a “metalinguagem da retrospectiva” aquilo que se escreveu em tempos anteriores.

Assim, seguindo a ideia da apresentação de “retrospectiva baseada no lustro romano” (o qual conta períodos de cinco anos) apresento o rememorar dos textos escritos em janeiro de 2021 em meus Blogs os quais mantenho desde 2012.

Como sabido “o ato de escrever é, essencialmente, uma tentativa de ancorar o pensamento no fluxo caótico do tempo”. Ao resgatar minhas particulares publicações de janeiro de 2021 em pleno 2026, não apenas celebro um aniversário de publicações, mas proponho um exercício de validação. O conjunto de temas abordados há meia década (que transita entre a memória histórica, o pacifismo, a soberania nacional e os desafios tecnológicos e sanitários) revela-se como como um mosaico de preocupações fundamentais da condição humana contemporânea que solicitam reflexões constantes.

Em um mundo onde o esquecimento é acelerado pelo excesso de informação, o resgate da memória serve como um “freio ético” chamando a "atemporalidade" e o contraste entre a dualidade do progresso humano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Há meia década, em janeiro de 2021, postava, em meus Blogs, textos (ordenados em sequência decrescente de datas de publicação) que envolviam narrativas diversas visando oportunizar “refle­xões e/ou questionamentos para exigir o despertar de preocupa­ções, possibilitar soluções e motivar novas perspectivas”.

Os títulos em referência foram os seguintes:
- A humanidade não pode esquecer o holocausto (publicado em 27/01/2021);
- A não violência é das armas a mais poderosa (publicado em 30/01/2021);
- Asas da FAB protegem o Brasil há 80 anos (publicado em 20/01/2021);
- Condolências Atemporais Universais (publicado em 22/01/2021);
- Superinteligência dominará a humanidade (publicado em 05/01/2021);
- Vacina deverá frear a velocidade nos óbitos por Covid-19 (publicado em 17/01/2021).

Neste 2026, publico, novamente, os referidos escritos para comemorar já a meia década das correspondentes postagens.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1QwkEFnn_zztX4NQa-z69yctn4sJQT1Xj/view?usp=sharing encontram-se disponíveis os textos em referência ordenados em ordem alfabética pelos respectivos títulos.

O resgate daqueles escritos de janeiro de 2021, agora em 2026, continua pondo em tela a premissa de "oportunizar reflexões para exigir o despertar de preocupações". Ao olhar para o retrovisor de 2021, perceber-se-á que as grandes questões da humanidade permanecem as mesmas, embora sob novas roupagens. A história segue seu caminhar e a escrita se mostra presente tornando-se oxigênio necessário para toda sociedade que deseja evoluir sem perder sua essência.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/02/2026

11 de fev. de 2026

Nise da Silveira e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências.


Não seria necessário elevar o tom para resgatar a importância devida tanto do DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIA (dia 11 de fevereiro) quanto sobre o legado de Nise Magalhães da Silveira (1905 - 1999) dadas as relevâncias envolvidas. Mas, de toda forma, sempre é desejada a formalidade para as necessárias celebrações.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Assim, na data de se celebrar o DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIAS, o qual foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, realize-se um chamado solene à consciência global sobre a excelência feminina no campo científico/tecnológico.

Torna-se fundamental, essencial, fomentar o ingresso e a permanência de Mulheres e Meninas nos domínios das Ciências e das Tecnologias a todo tempo e em todo local uma vez que o intelecto feminino segue transformando a realidade e que a contribuição das Mulheres para o aprimoramento do saber humano é um motor da inovação e de sabedoria.

Nesta data de 11 de fevereiro é momento, também, de render especial homenagem à médica brasileira Nise Magalhães da Silveira, mais conhecida como Nise da Silveira. Expoente de reconhecimento mundial, sua trajetória revolucionou a psiquiatria ao humanizar o tratamento das patologias mentais. A "Doutora do Inconsciente", natural de Maceió (AL), permanece como uma fonte inesgotável de inspiração e objeto de estudos acadêmicos por sua coragem e rigor científico.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Nise da Silveira ensinou que "Na arte encontram-se revelações determinantes do inconsciente". Com a sabedoria de quem compreendia as profundezas da alma a “Doutora do Inconsciente” dizia: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”.

O método de Nise da Silveira, centrado em ateliês de pintura e modelagem, “não foi apenas inovador; foi um ato de resgate” dado ter “enxergado a dignidade onde o sistema via apenas a exclusão”. Ao provar que a expressão artística é um caminho terapêutico superior à violência dos métodos tradicionais da época, “Nise da Silveira redefiniu a fronteira entre a loucura e a existência”.

Nise da Silveira teve ainda a notável compreensão do valor terapêutico da interação com animais, aos quais chamava afetuosamente de "coterapeutas", antecipando conceitos que atualmente são fundamentais no auxílio a distúrbios psiquiátricos.

Que o exemplo de Nise Magalhães da Silveira ecoe nas mentes de novas gerações de Pesquisadoras e utilizem seu potencial científico e tecnológico em prol da vida e da dignidade humana.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/02/2026

10 de fev. de 2026

A fome (flagelo da humanidade) faz sofrer e mata.


Em 04/01/2021, era publicado na página oficial do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) meu artigo intitulado “A humanidade pode em 2021 conquistar o fim da fome no mundo”, o qual se encontra disponível no endereço https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/19836-artigo-a-humanidade-pode-em-2021-conquistar-o-fim-da-fome-no-mundo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

A fome, um flagelo por si só, persiste no século XXI não por incapacidade produtiva, mas como resultado de uma profunda falha ética e política. Naquele artigo publicado proponho uma reflexão necessária: em um mundo marcado por tecnologias disruptivas, por que a humanidade ainda permite que milhões de pessoas morram por falta de alimento? Minha análise propõe argumentos que vinculam a erradicação da fome à paz, ao combate ao desperdício e à reorientação das prioridades globais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

No texto chamo a atenção para a questão da "invisibilidade" da fome. Argumento que as divergências estatísticas sobre o número de mortos muitas vezes ocultam a precariedade dos sistemas de levantamento nas regiões mais pobres. Afirmo que é um contrassenso histórico que, na era da Quarta Revolução Industrial, onde a inovação deveria promover o bem-estar universal, o fenômeno da insegurança alimentar atingia quase um quarto da população mundial. A tecnologia da época, embora avançada e multifacetada, falhava em sua função social primária ao não conseguir garantir o direito básico à vida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Destaco o "Paradoxo da Abundância" dado que se produzia comida suficiente para todos, mas perdia-se cerca de um terço da produção total por ano. O desperdício ocorria (e ainda ocorre) tanto por falhas logísticas quanto pela cultura do excesso, especialmente em países com vasta extensão territorial e recursos abundantes, como o Brasil. Ressalto que (na época) apenas 25% do alimento que vai para o lixo seria suficiente para alimentar todos os que passavam fome.

Escrevi o artigo no auge das incertezas geradas pela Covid-19 fazendo um alerta que a crise sanitária agravou a desnutrição, adicionando milhões de pessoas à linha da pobreza extrema. Lamentei que, em vez de despertar uma solidariedade renovada, a pandemia, também, serviu para o oportunismo de agentes que se aproveitaram dos menos favorecidos.

No geral, no artigo apresento um manifesto contra a indiferença e recordo que a fome é um anacronismo inaceitável em um planeta tecnologicamente maduro.

O combate ao mal da fome não depende de novas descobertas científicas, mas de uma reestruturação de valores: priorizar a vida sobre o lucro, a paz sobre o conflito e a eficiência distributiva sobre o desperdício irresponsável. Erradicar a fome é, acima de tudo, o teste definitivo para a evolução da nossa espécie.

Em 2026, a fome continua sendo não um problema de escassez, mas sim de gestão e prioridades. A fome faz sofrer. A fome mata.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/02/2026

9 de fev. de 2026

História da Arte é integrada com “Esquecida possibilidade”.


Em 27/01/2016, recebia da Escola de Belas Artes (EBA), do Centro de Letras e Artes (CLA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o Registro de Direitos Autorais (RDA) de minha obra intitulada ESQUECIDA POSSIBILIDADE, a qual passou a ser inserida oficialmente na História da Arte.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

O Órgão Registrador, a UFRJ, por intermédio da EBA e do CLA, constitui uma das Instituições mais tradicionais do Brasil no que tange à normatização e registro de Direitos Autorais de Obras de Arte. Aquele Registro garante a proteção legal e confere à obra uma "certidão de nascimento" que comprova sua autenticidade e precedência temporal.

Usualmente a obra é assim identificada: “DIAS, Carlos Magno Corrêa. Esquecida possibilidade. 2015. PA. 1 grav., giclée sobre papel, color., 14 cm X 23 cm. Coleção Particular, Curitiba”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

ESQUECIDA POSSIBILIDADE é, então, classificada como uma “gravura contemporânea”, utilizando processos de reprodução de alta fidelidade, apresentando dimensões de 14 cm X 23 cm.

Identificada a técnica como "giclée sobre papel", a obra utiliza um dos métodos mais avançados de impressão a jato de tinta. Diferente da impressão comum, o “giclée” utiliza pigmentos minerais de alta durabilidade e papéis de fibra de algodão ou alfa-celulose com pH neutro (“acid-free”).

Logo, a qualidade visual é garantida pela transição de cores suave e uma gama cromática (“gamut”) muito superior à “offset” tradicional, aproximando a reprodução da textura e profundidade do original.

É importante ressaltar, também, que a obra é designada como PA (“Prova do Artista”), o que indica que a peça faz parte de uma tiragem especial, reservada ao controle de qualidade do autor antes da edição final, sendo fortemente indicada para colecionadores.

No contexto das Artes Gráficas e da Gravura, a sigla PA, ou às vezes P.A. (em francês, “Épreuve d'Artiste” ou E.A.) representa uma categoria especial de exemplares que possui um valor diferenciado dentro de uma edição.

A localização atual da obra em uma “Coleção Particular em Curitiba” reforça o caráter de exclusividade e a circulação da produção no circuito artístico do sul do Brasil. O título, "Esquecida Possibilidade", evoca uma carga reflexiva, sugerindo temas ligados à memória, ao tempo e a caminhos não percorridos.

Observe-se que a técnica de “giclée” (pronuncia-se "jiclê") representa o que há de mais sofisticado na interseção entre a arte tradicional e a tecnologia digital. Diferente de uma impressão comum, o “giclée” é uma impressão de “Fine Art”.

É fascinante como um registro formal de 2016 e uma técnica moderna como o “giclée” possam se unir para eternizar uma produção artística, garantindo que a obra mantenha sua integridade e valor histórico por gerações.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/02/2026

8 de fev. de 2026

30 anos como Paraninfo da Turma EC-1995/PUCPR.


Seguindo as comemorações decenais sugeridas, neste 8 de fevereiro de 2026, tenho o privilégio de celebrar 30 anos (três décadas) como Paraninfo da Turma EC-1995/PUCPR (Turma de 1995 do Curso de Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O tempo não consegue apagar os laços criados por meio da Educação quando pautada no rigor e no afeto fraterno. No caso, as três décadas não são apenas um intervalo de tempo, mas a consolidação de um legado acadêmico e fraterno integrando o histórico entre Paraninfo e Afilhados.

Foto Digitalizada - Convite Formatura - 1996

A história das grandes Instituições de Ensino como a da PUC-PR e das trajetórias de sucesso é escrita pela persistência do conhecimento e pela solidez dos vínculos humanos. Hoje, ao celebrar os 30 anos do recebimento da homenagem como Paraninfo e Professor Homenageado, olho para o horizonte de 1996 não como um ponto distante, mas como o marco inicial de uma jornada de excelência que une o Professor aos seus eternos Afilhados da Turma de Engenharia da Computação de 1995 da internacional PUC-PR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 1996

No início do Ano Letivo de 1991, há 35 anos, nas salas de aula do Bloco Azul das Exatas da PUC-PR iniciava o compromisso com os Jovens Acadêmicos materializado por meio da intensidade formal das disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral I, II, III e IV e com a elevada precisão abstrata da Lógica Matemática I e II. Não eram apenas fórmulas e teoremas; foi o exercício do pensamento crítico levado ao seu mais elevado grau de complexidade.

Arquivo - Divulgação Formatura - 1996 

Entre Integrais (nada fáceis) e Silogismos (cada vez mais complexos), formaram-se mais do que Engenheiros, “forjaram-se mentes resilientes, prontas para os desafios de um mundo em constante transformação tecnológica e científica”. Os anos iniciais dos Cursos de Graduação das Exatas são tempos memoráveis.

A data de 08/02/1996 permanece vívida. Naquela Sessão Solene de Colação de Grau o duplo reconhecimento selou um pacto de fraternidade. Ver cada rosto naquela turma vibrante composta pelos Jovens Acadêmicos ávidos do saber que compartilharam intensos conhecimentos foi testemunhar o florescer de Profissionais ativos que viriam fazer a diferença no mercado.

“Passados trinta anos, o título de Paraninfo transcende a formalidade do diploma e torna-se um elo vital entre o Professor e os estimados Afilhados”. Compartilham-se histórias, celebram-se vitórias, recordam-se os desafios disruptivos enfrentados que o “rigor acadêmico de outrora tornou-se o adubo para a prosperidade do presente”.

Até Filhos dos Afilhados já foram meus Alunos em disciplinas de Cálculo. “O tempo passa”. Mas, sempre “ao infinito e além”, muito além.

Felizes são aqueles que recordam sempre com júbilo suas histórias.

Neste trigésimo aniversário renovam-se os votos de sucesso e continuidade para os Afilhados da Turma EC-1995/PUCPR que constitui importante capítulo na história das Engenharias.

Carlos Magno Corrêa Dias
08/02/2026