11 de fev. de 2026

Nise da Silveira e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências.


Não seria necessário elevar o tom para resgatar a importância devida tanto do DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIA (dia 11 de fevereiro) quanto sobre o legado de Nise Magalhães da Silveira (1905 - 1999) dadas as relevâncias envolvidas. Mas, de toda forma, sempre é desejada a formalidade para as necessárias celebrações.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Assim, na data de se celebrar o DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIAS, o qual foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, realize-se um chamado solene à consciência global sobre a excelência feminina no campo científico/tecnológico.

Torna-se fundamental, essencial, fomentar o ingresso e a permanência de Mulheres e Meninas nos domínios das Ciências e das Tecnologias a todo tempo e em todo local uma vez que o intelecto feminino segue transformando a realidade e que a contribuição das Mulheres para o aprimoramento do saber humano é um motor da inovação e de sabedoria.

Nesta data de 11 de fevereiro é momento, também, de render especial homenagem à médica brasileira Nise Magalhães da Silveira, mais conhecida como Nise da Silveira. Expoente de reconhecimento mundial, sua trajetória revolucionou a psiquiatria ao humanizar o tratamento das patologias mentais. A "Doutora do Inconsciente", natural de Maceió (AL), permanece como uma fonte inesgotável de inspiração e objeto de estudos acadêmicos por sua coragem e rigor científico.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Nise da Silveira ensinou que "Na arte encontram-se revelações determinantes do inconsciente". Com a sabedoria de quem compreendia as profundezas da alma a “Doutora do Inconsciente” dizia: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”.

O método de Nise da Silveira, centrado em ateliês de pintura e modelagem, “não foi apenas inovador; foi um ato de resgate” dado ter “enxergado a dignidade onde o sistema via apenas a exclusão”. Ao provar que a expressão artística é um caminho terapêutico superior à violência dos métodos tradicionais da época, “Nise da Silveira redefiniu a fronteira entre a loucura e a existência”.

Nise da Silveira teve ainda a notável compreensão do valor terapêutico da interação com animais, aos quais chamava afetuosamente de "coterapeutas", antecipando conceitos que atualmente são fundamentais no auxílio a distúrbios psiquiátricos.

Que o exemplo de Nise Magalhães da Silveira ecoe nas mentes de novas gerações de Pesquisadoras e utilizem seu potencial científico e tecnológico em prol da vida e da dignidade humana.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/02/2026