31 de mai. de 2026

Celebrando publicações na WWW de 05/2016 e de 05/2021.


Revisitar (ou rememorar) a própria produção escrita é um exercício que exige olhar no espelho do tempo e reconhecer que o "passado" deixou pistas, aprendizados e histórias que moldaram, necessariamente, o presente. Rever ou recordar o quanto se produziu por escrito é um processo de observação, reflexão e autoconhecimento.

O reencontro com as suas próprias palavras cumpre papéis fundamentais no desenvolvimento pessoal e profissional podendo-se notar o quanto se evoluiu, como reconectar-se com antigas ideias e, principalmente, como desenvolver a autocrítica de forma a aprender a ser um juiz mais imparcial.

“Quando se debruça sobre os arquivos de reflexões passadas, é, de forma extemporânea, validada a cosmovisão que se tem diante do fluxo inexorável da história”.

Assim sendo, realizo nesta data o rememorar de minhas postagens em meus Blogs nos meses de maio de 2016 e maio de 2021 (seguindo o lustro romano que adotei como periodização para o recordar de minhas realizações). Aquelas publicações descortinam um manifesto contínuo em defesa do rigor analítico, da autonomia acadêmica, da inovação ciber-física e da urgência de uma humanização necessária (como seguidamente tenho proclamado).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Afirmando o tom celebrativo que semelhante balanço exige, percebo que aquelas minhas crônicas dos períodos considerados operam como uma engrenagem dialética. Nelas, o rigor inflexível das Ciências Exatas e a urgência do desenvolvimento industrial caminham lado a lado com a gravidade filosófica dos aforismos e o compromisso ético das agendas globais de sustentabilidade.

O conhecimento não é estático; ele é dinâmico e plural. "O mundo é quântico; sempre foi. Diversidade de abordagens não somente é necessária quanto é determinante".

No endereço  https://drive.google.com/file/d/1yGwRLxCxAKCwD3skinr3cjPj9yySfwC2/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações em meus Blogs em maio/2016.

No endereço  ttps://drive.google.com/file/d/1TmZAhAFtzjVmgTB0VARKYLOfI3ojAlt3/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações em meus Blogs em maio/2021.

Celebrar as postagens de maio de 2016 e maio de 2021 é, então, permitir que se compreenda ser a escrita um ato de "somar para multiplicar". As crônicas daqueles períodos passados não servem como mero adorno nostálgico, mas como balizas que confirmam a permanência de muitas inquietações.

Seja analisando a função inversa do seno hiperbólico, cobrando a digitalização das fábricas brasileiras, ou poetizando os desassossegos da alma humana, permaneço fiel ao lema que há muito tempo aceito como divisa: o conhecimento é poder, e o poder implica grandes responsabilidades.

Que o eco das referidas postagens continue a desassossegar mentes e a pavimentar caminhos mais lógicos, tecnológicos e humanos.

Carlos Magno Corrêa Dias
31/05/2026

29 de mai. de 2026

Filosofia da Ciência Dedutiva em debate.


Objetivando tratar as concepções sobre a Filosofia da Ciência Dedutiva (em particular sobre as Filosofias da Lógica e da Matemática), fui o proponente, organizador e ministrante do Curso de Extensão Universitária em “Filosofia da Ciência Dedutiva no Contexto Histórico e Epistemológico”, o qual desenvolvi no Câmpus Curitiba da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), com promoção do DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) e da Divisão de Cursos de Extensão (DIECE) do Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR).

No Curso de Extensão Universitária em referência, iniciado 30/05/2011, levei em conta, também, a evolução histórica da Epistemologia Analítica e priorizei a Avaliação da Consciência Lógica em relação aos possíveis Limites do Conhecimento Científico.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Com o rigor necessário, tratei dos seguintes temas: Ciência Dedutiva; Contornos Filosóficos Necessários; Filosofia Analítica; Consciência Lógica; Filosofia da Lógica; Filosofias da Matemática; Nominalismo e Conceptualismo; Intuicionismo e Realismo; Logicismo e Formalismo; Anti-Fundacionismo Matemático; Filosofia da Lógica Reflexa.

O Projeto do Curso, carimbado com o número 11.068/2011, foi concebido para ser um espaço de reflexão abstrata direcionada para “configurar um ambiente hermético e focado de debate acadêmico sobre a Filosofia da Ciência”.

Realizadas na icônica sala E203 do Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR), as aulas expositivas estruturaram-se unicamente a partir da exposição oral e do uso do giz e do quadro de giz; “ambiente minimalista que exigiu o foco na argumentação e no encadeamento lógico das ideias”.

O Curso sobre “Filosofia da Ciência Dedutiva no Contexto Histórico e Epistemológico” abriu espaço para discussões sobre a “Filosofia da Lógica Reflexa” e serviu de palco para a apresentação da minha particular concepção de Filosofia da Matemática, possibilitando diálogo entre as correntes históricas consagradas e as novas perspectivas epistemológicas.

Concebido de forma inteiramente gratuita para os participantes e sem qualquer tipo de ônus financeiro para a UTFPR, o projeto materializou o ideal primeiro da Extensão Universitária: o compartilhamento do conhecimento pelo seu valor intrínseco.

“Os Acadêmicos participantes daquela Atividade de Extensão não buscavam tão somente o cumprimento de horas curriculares; buscavam decifrar as ferramentas da própria inteligibilidade humana”. “Ao se resgatar a memória daquele Curso de Extensão no Contexto Histórico e Epistemológico, neste 2026, quinze anos depois, reafirma-se a convicção de que a Filosofia da Ciência Dedutiva permanece viva, provocativa e indispensável para quem compreende que a técnica, sem a devida profundidade reflexiva, torna-se cega perante os seus próprios limites”.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/05/2026

27 de mai. de 2026

Axiomática em Lógica Matemática.


Em 25 de maio de 2016, há dez anos passados, redigia o prefácio de meu livro intitulado “Sistemas axiomáticos em lógica dedutiva” (ISBN: 978-85-88925-26-7), obra que há muito tempo desejava escrever tendo em vista a importância que atribuo à Axiomática em Lógica Matemática de Primeira Ordem (LMPO).

“Sistemas axiomáticos em lógica dedutiva” é daquelas obras “prazerosas” as quais, independentemente do árduo trabalho de confecção, trazem especial satisfação e júbilo ao autor. Entendo que a Axiomática na LMPO é o alicerce que permite transformar o raciocínio matemático em um sistema formal rigoroso, no qual a “verdade” pode ser demonstrada mediante de regras puramente sintáticas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

A Axiomática substitui a intuição por um conjunto de regras explícitas as quais partem de Axiomas Lógicos (verdades universais), de Axiomas Não-Lógicos (Axiomas Específicos, que definem a estrutura estudada) e de Regras de Inferência (que permitem derivar novos teoremas a partir dos Axiomas).

O mais legal (importante mesmo) é que a Organização Axiomática possibilita “testar a saúde de qualquer sistema” garantindo a Consistência (o Sistema não gera contradições) e a Independência (nenhum Axioma é redundante).

Mas, o essencial na Axiomática na LMPO é elevado pelo Teorema da Completude que estabelece que a Semântica (o que é verdadeiro em todos os modelos) e a Sintaxe (o que é provável por axiomas) coincidem perfeitamente. Se uma sentença é logicamente válida, existe uma prova formal dentro do próprio Sistema Axiomático.

“Sistemas axiomáticos em lógica dedutiva” apresenta “ferramental” teórico que permite o deduzir em Lógica Matemática com o objetivo de gerar a capacitação para identificar formas válidas de raciocínio dedutivo, além de fornecer instrumentação técnica para avaliar e corrigir argumentos não válidos (Sofismas e/ou Falácias).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

Entretanto, para a plena compreensão do conteúdo tratado no livro, presume-se conhecimentos iniciais em Cálculo Sentencial (Proposicional) e Cálculo dos Predicados, exigindo uma formação prévia em LMPO.

Sempre é importante salientar que a Axiomática é o que permite que a Lógica Formal (Lógica Matemática ou Lógica Analítica) seja processada por máquinas. Sem a redução do pensamento a “passos axiomáticos”, não se teria Softwares que verificam a correção de circuitos ou códigos complexos e nem tão pouco a capacidade de uma IA (Inteligência Artificial) de realizar deduções lógicas baseadas em fatos conhecidos.

A obra é dividida em cinco capítulos, todos acompanhados de exercícios propostos ao final para fixação e aplicações práticas: Capítulo I (Dedução em Lógica Matemática); Capítulo II (Silogismos); Capítulo III (Silogismos como Teoria Axiomática); Capítulo IV (Axiomática em Lógica Matemática); e, Capítulo V (Álgebra da Lógica).

Carlos Magno Corrêa Dias
28/05/2026

26 de mai. de 2026

Refletindo sobre "Reversas Posições Holísticas".


A publicação de minhas “Reversas posições holísticas” (ISBN: 978-85-88925-25-0), em 2016, assinala um marco na trajetória iniciada em 2014 com minhas “Condicionais necessidades de transcendentes suficiências” (ISBN: 978-85-88925-20-5) e preservada em 2015 por intermédio de minha obra intitulada “Lógicas condicionais em reversas exposições” (ISBN: 978-85-88925-23-6).

Celebrar, portanto, “Reversas posições holísticas”, obra que em 25 de maio de 2026 teve seu prefácio completando uma década, é manter aquele convite para se “examinar a arquitetura do pensamento que transita entre o formalismo lógico e a sensibilidade aforística”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O livro em referência reúne textos publicados originalmente nos meus Blogs “Observatório ONGMA PATHERBLINCK”, “Repositório ENTELECHIA LOGICAE” e “Observatório do Professor Carlos Magno Corrêa Dias”.

A transposição das reflexões isoladas para o formato de livro impresso com registro número 978-85-88925-25-0 no ISBN (“International Standard Book Number”, ou “Número Padrão Internacional de Livro”), denota o compromisso assumido com a preservação da memória científica e literária.

Desde março de 2020, a CBL (Câmara Brasileira do Livro) assumiu oficialmente o papel de Agência Brasileira do ISBN emitindo e gerenciando o ISBN dos livros publicados no Brasil. Por mais de 40 anos (desde 1978), entretanto, o Registro do ISBN era administrado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

O conjunto da obra está centrado na investigação das condições que cercam o cotidiano humano, avaliando, indiretamente, necessidades e suficiências. Observo que se submete a condicionamentos diários e contínuos, forças compulsivas que delineiam escolhas. No entanto, “é no exame inverso dessas pressões que a emancipação racional se torna factível”.

Existencial e humanista, com certo grau de indulgência, a obra procura provocar sentimentos, despertar preocupações e motivar soluções pragmáticas para os dilemas humanos.

Conforme faço observar no prefácio de “Reversas posições holísticas” a ideia central era contribuir para exigir reflexões sobre aquelas sempre possibilidades que insistem em condicionar (compulsiva ou compulsoriamente) a vida, “encontrando, no reverso do entendimento, em muitas das vezes, as razões regulatórias”.

A obra em referência “se preocupa com a construção de uma visão integrada do saber, permanecendo como um farol epistemológico. Celebrar “Reversas posições holísticas” é “reconhecer a postura existencial da escrita como um dever de cidadania intelectual que, seguidamente, estimula a buscar as razões regulatórias que impulsionam o homem a se definir”.

Carlos Magno Corrêa Dias
27/05/2026

25 de mai. de 2026

O olhar da lucidez dirigindo visões do invisível.


Os loucos enxergam tudo aquilo que os ditos normais são incapazes de perceber.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
26/05/2026

Salvaguardados “Dilemas cotidianos” na FBN.


O transcurso do décimo quinto aniversário de incorporação dos meus “Dilemas cotidianos” (ISBN: 978-85-88925-12-0) ao acervo da Divisão de Depósito Legal (DDL) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) constitui um marco de relevância cultural e institucional.

Efetivado com aceitamento formal a partir de 25 de maio de 2011, o Depósito Legal de “Dilemas cotidianos” na FBN representa, fundamentalmente, o cumprimento de um dever cívico de preservação e a inserção definitiva da produção intelectual na memória bibliográfica perene da nação brasileira, em estrita consonância com a Lei do Depósito Legal (Número 10.994/2004).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A Lei Federal em referência é o Marco Regulatório que rege o Depósito Legal no Brasil e dá conta de assegurar o registro, a guarda e a salvaguarda da produção intelectual brasileira; garantindo a preservação da Coleção Memória Nacional da FBN, possibilitando o controle bibliográfico, bem como divulgando a Bibliografia Brasileira corrente.

O Depósito Legal cumpre o papel vital de assegurar a coleta, a guarda e a difusão da herança cultural do país. “O Depósito Legal de livros concorre diretamente para o enriquecimento do Patrimônio Público Intangível”, além de sacramentar a autoria e conferir universalidade jurídica e bibliográfica às obras que compõem o acervo da FBN.

“Celebrar 15 anos deste depósito é reconhecer a indestrutibilidade do pensamento registrado e catalogado, imune ao esquecimento do tempo e protegido para a posteridade”.

“Dilemas cotidianos” é um convite a rememorar o “estofo filosófico”. A obra debruça-se sobre a angustiante necessidade humana de deliberar diante de escolhas excludentes, contraditórias e, muitas vezes, insatisfatórias. O cerne de minha crítica apresentada na obra “Dilemas cotidianos” repousa no conflito civilizatório contemporâneo: a busca por saídas à alarmante falta de humanização mútua e as amarras que a razão pragmática impõe aos sentimentos sutis do ser pensante.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2011

“A arquitetura do livro divide-se em duas frentes complementares: na primeira parte, manifestam-se timbres intensos e intenções confessas que clamam contra o conformismo intelectual que retém o homem em sua marcha evolutiva; na outra parte, consubstanciam-se assertivas que desnudam as inquietações face ao aviltamento do espírito contemporâneo”. “Enquanto o homem for tratado como meio, e não como um fim em si mesmo, a humanidade estará condenada a operar em contradição e conflito”.

Ao se celebrar 15 anos do depósito institucional de “Dilemas cotidianos”, reverencia-se o propósito de se oportunizar um olhar profundo, menos condicionado e isento de dogmas sobre a condição humana.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/05/2026

24 de mai. de 2026

Matemáticas renovadas na Licenciatura em Física da TECNOLÓGICA.


Como fiz observar na postagem de 23/05/2026, com o título “Física e Lógica Matemática em simbiose”, fui o responsável por propor a total reformulação das disciplinas da área de Matemática em relação ao Projeto de Abertura do Curso de Licenciatura em Física da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

As alterações em pauta foram oficializadas quando da elaboração do PPC (Projeto Pedagógico de Curso) do Curso, o qual constituiu a base para o Reconhecimento do Curso pelo MEC (Ministério da Educação) que avaliando o Curso com o Conceito de Curso (CC) 4 (quatro) chancelou a qualidade daquele Curso de Graduação.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

As adequações em referência, aprovadas, também, pela Resolução 14/2011 do COGEP (Conselho de Graduação e Educação Profissional) da UTFPR, foram as seguintes:

(a) transferência da disciplina de Geometria Analítica e Álgebra Linear do segundo para o primeiro período, tendo por ementa: Sistemas de Coordenadas; Matrizes; Sistemas de Equações Lineares; Álgebra Vetorial; Produto de Vetores; Estudo Analítico da Reta e do Plano; Espaços Vetoriais; Transformações Lineares; Autovalores e Autovetores; Espaço com Produto Interno; Cônicas e Quádricas;
(b) transferência da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral 2 do terceiro para o segundo período, tendo por ementa: Sistemas de Coordenadas Polares e Integrais; Integrais Impróprios; Integrais Eulerianos; Tópicos de Topologia dos Espaços Reais n-Dimensionais; Relações e Funções em Espaços Reais n-Dimensionais; Limite e Continuidade de Funções de n-Variáveis Reais; Derivadas Parciais; Derivadas de Funções Compostas, Implícitas e Homogêneas; Diferenciais de Funções de n-Variáveis; Máximos e Mínimos de Funções de n-Variáveis Reais; Integrais Múltiplos; Aplicações Geométricas dos Integrais Múltiplos;
(c) substituição da disciplina de Equações Diferenciais pela disciplina de Equações Diferenciais Ordinárias, bem como a transferência do quarto para o segundo período, tendo por ementa: Equações Diferenciais de Primeira Ordem; Equações Diferenciais Ordinárias Lineares de Ordem Superior; Sistemas de Equações Diferenciais Ordinárias Lineares; Noções de Equações Não-lineares e Estabilidade; Resolução das Equações Diferenciais em Séries de Potências;
(d) transferência da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral 3 do quarto para o terceiro período, tendo por ementa: Análise Vetorial; Séries Numéricas e Séries de Funções; Funções de Variável Complexa;
(e) substituição da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral 4 pela disciplina de Cálculo 4A e a sua transferência do quinto para o quarto período, tendo por ementa: Séries de Fourier; Transformada de Fourier; Equações Diferenciais Parciais; Transformadas de Laplace;
(f) inclusão da disciplina de Equações Diferenciais Ordinárias como pré-requisito para a disciplina de Mecânica 2.

Carlos Magno Corrêa Dias
24/05/2026

23 de mai. de 2026

Física e Lógica Matemática em simbiose.


Em 2026, completar-se-ão 15 anos que elaborei os Projetos de Disciplinas Optativas de Lógica Formal Predicativa e de Lógica Formal Proposicional para o Curso de Licenciatura em Física do Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná); os quais foram aprovados pela Resolução número 50/2011 do COGEP (Conselho de Graduação e Educação Profissional) da UTFPR.

Minha proposição se deu devido a entender que era necessário para a formação do Professor de Física e futuro Pesquisador da área de Física a aquisição de conhecimentos sobre Lógica Matemática para auxiliar na tomada de decisão e para fortalecer o raciocínio analítico.

A ementa da Disciplina Optativa de Lógica Formal Proposicional é composta dos seguintes conteúdos: Linguagens Formais; Cálculos Lógicos; Procedimentos Formais de Decisão; Demonstração Dedutiva; Validade; Argumentos Dedutivos Proposicionais; Falácias ou Sofismas; Inferências Formais; enquanto, Termos e Predicados; Sentenças Abertas; Operações e Relações sobre Predicados; Instanciação; Teoria da Quantificação; Argumentos e Inferências; integram o ementário da Disciplina Optativa de Lógica Formal Proposicional.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2926

A disciplina de Lógica Formal Proposicional não tem pré-requisitos para ser cursada. Todavia, Lógica Formal Predicativa exige ter aprovação na disciplina de Lógica Formal Proposicional a qual constitui a base (o fundamento) para se seguir estudando Lógica Matemática de Primeira Ordem em qualquer nível.

Tive a grata satisfação de ser, também, Professor da Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral 3 do Curso de Licenciatura da UTFPR quando tratei os temas relacionados aos “Campos Vetoriais e Integrais” e às “Séries”.

No Curso de Licenciatura em Física integrei o Colegiado de Curso e o Núcleo Docente Estruturante (NDE), sendo, ainda, membro da Equipe Técnica que elaborou o primeiro Projeto Pedagógico de Curso (PPC) do Curso de Licenciatura em Física da UTFPR.

Ressalte-se que o correspondente PPC fez parte do processo apresentado à Comissão do MEC (Ministério da Educação) para o Reconhecimento do Curso o qual foi avaliado com o Conceito de Curso (CC) 4 (quatro). Os Cursos de Graduação avaliados pelo MEC com CC entre 4 e 5 são considerados de excelência.

Quando da elaboração daquele PPC do Curso de Licenciatura em Física da UTFPR fui o responsável por propor a total reformulação e adequação das Disciplinas da área de Matemática em relação ao Projeto de Abertura do Curso. As correspondentes alterações foram aprovadas pela Resolução 14/2011-COGEP.

O Curso de Licenciatura em Física da UTFPR tem por objetivo a formação de Professores de Física para planejar e desenvolver experiências didáticas em Física. Trata-se de Curso de Graduação classificado como de excelência e inovador pelos principais indicadores de Ensino Superior do país.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/05/2026

22 de mai. de 2026

A bravura patriótica sempre ecoará na História.


O veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o Pracinha Soldado José Amaro da Silva, que nasceu no dia 20 de maio de 1920, na cidade de Barreiros, em Pernambuco, é dos exemplos notáveis da força do soldado brasileiro.

“Existem trajetórias humanas que transcendem a contagem linear do tempo para se sintonizarem com a própria cronologia de uma nação”. Neste 20 de maio de 2026, celebrou-se 106 anos de FEBiano José Amaro da Silva, exemplo vivo da coragem, do patriotismo e da resiliência brasileira.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

“José Amaro da Silva pertence à mítica geração que cruzou o Oceano Atlântico para sufocar o totalitarismo na Europa, escrevendo com sangue, suor e honra as páginas mais significativas da história militar do Brasil”.

Em 8 de fevereiro de 1945, José Amaro da Silva embarcou para o horrível e mortal Teatro de Operações na Itália gelada como integrante do Centro de Recompletamento de Pessoal da FEB. Integrado ao Depósito de Pessoal da FEB em solo italiano, a atuação do Cobra Fumante José Amaro da Silva foi fundamental para garantir o fluxo de combate, a logística de pessoal e o suporte vital às tropas na linha de frente.

José Amaro participou ativamente da histórica tomada de Monte Castelo, quando diante de um terreno hostil, tensão descomunal, inverno rigoroso com neve e da resistência feroz de tropas inimigas altamente treinadas e fortificadas, a FEB provou seu valor mostrando ao mundo o significado do lema a "COBRA VAI FUMAR". "As participações de José Amaro da Silva e de seus companheiros de farda desmistificam o ceticismo internacional da época. O Soldado brasileiro mostrou na Segunda Guerra Mundial uma fibra moral inabalável, capaz de triunfar nos cenários mais adversos do planeta".

A grandeza do Herói José Amaro da Silva seguiu ao regressar ao solo pátrio, despindo-se da farda de combate, jamais deixou de lado os valores que sustentaram sua coragem e determinação nos campos de batalha. A voz de José Amaro da Silva “tornou-se um farol de sabedoria”. “Cada memória compartilhada, cada relato de privação superada e cada gesto de dignidade serviram como alicerces morais para a formação de seus descendentes. José Amaro da Silva educou pelo exemplo, demonstrando que a verdadeira força não reside na violência das armas, mas na firmeza do caráter e no cuidado com o próximo”.

“O Brasil contemporâneo necessita, mais do que nunca, olhar para figuras como o Pracinha José Amaro da Silva. Ele representa uma era de homens e mulheres que colocaram o bem comum, a liberdade e a soberania acima de suas próprias vidas. Sua trajetória permanece como uma bússola ética para as presentes e futuras gerações”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal José Barbosa Sobrinho!

Carlos Magno Corrêa Dias
22/05/2026

21 de mai. de 2026

Vanguarda Digital na Matemática Superior.


Com chancela do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) ministrei o Curso de Extensão Universitária em “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” o qual teve, também, meu protagonismo haja vista ser o propositor da correspondente atividade (elaborando o Projeto de Abertura e Desenvolvimento do Curso) e coordenador.

Iniciado em 21 de maio de 1996, aquele Curso de Extensão Universitária de 20 horas-aula teve por objetivo apresentar “Aplicativos Computacionais” que permitiam a otimização da solução de diversos problemas no Cálculo Diferencial e Integral, bem como, possibilitavam as respectivas representações em 2D e 3D.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Durante aquela atividade extensionista ministrei as palestras: (1) Operações Algébricas e Transcendentes através de Aplicativos Computacionais (em 21/05/1996); (2) Limites, Derivadas e Integrais através de Aplicativos Computacionais (em 22/05/1996); e, (3) Representação de Funções e Relações através de Aplicativos Computacionais (em 28/05/1996 e em 29/05/1996). Tais palestras (hoje, trinta anos depois) são tomadas como de vanguarda evidenciando o rigor metodológico do ecossistema de aprendizagem que criava.

“Em uma época (1996) na qual a Internet dava seus primeiros passos no Brasil e o Ensino de Cálculo ainda era majoritariamente analítico, antecipar a transição do esforço cognitivo do cálculo mecânico para a interpretação conceitual e a modelagem gráfica 2D/3D mediante o suporte computacional foi um divisor de águas pedagógico e/ou tecnológico”.

Tratei com rigor formal associado às ferramentas tecnológicas disponíveis na época a solução, a simplificação e a manipulação computacional de funções polinomiais e transcendentais; a aceleração e otimização na resolução de taxas de variação, problemas de maximização/minimização e determinação de áreas e volumes; a visualização gráfica dinâmica de funções e de relações em malhas bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) com estudo geométrico de superfícies complexas. Foi muito denso e inovador.

Sempre considero a presença irreversível da Matemática em qualquer das Áreas do Saber. Atualmente, a Ciência de Dados (“Data Science”), a Inteligência Artificial (IA) e os Modelos complexos em geral mostram que é de todo apenas impossível deixar de lado a Matemática se é almejado o progresso de qualquer que seja a Ciência ou a Tecnologia.

A Computação voltada ao Ensino do Cálculo Diferencial e Integral representou uma quebra de padrão metodológico: “o deslocamento do Cálculo puramente mecânico para a modelagem conceitual e a interpretação geométrica”; permitindo, de um lado, uma maior experimentação e, de outro, possibilitando a ampliação significativa das aplicações.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/05/2026

20 de mai. de 2026

O Legislativo Fluminense e o fortalecimento da Amazônia Azul.


Conectando as ações do cenário fluminense ao conceito estratégico nacional da Amazônia Azul foi apresentada, no dia 6 de maio de 2026, a palestra intitulada “A Economia do Mar no Âmbito do Processo Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”, a qual foi promovida pelo CEMBRA (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro).

Cembra - 2026

Convidado pelo CEMBRA a participar do evento tive a satisfação de conhecer como o planejamento institucional está transformando o potencial marítimo em vetor permanente de crescimento sustentável e fortalecendo a “Amazônia Azul”.

A expressão "Amazônia Azul", cunhada pela Marinha do Brasil, designa os mais de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de águas jurisdicionais brasileiras, representando um patrimônio imensurável de biodiversidade, recursos energéticos, minerais e rotas comerciais essenciais para a soberania e a economia do Brasil.

Contudo, traduzir o correspondente potencial da “Amazônia Azul” em riqueza real e preservação ambiental exige que o conceito saia das cartas náuticas e ganhe corpo nas políticas públicas e nas Assembleias Legislativas. É exatamente tal movimento que consolida a Economia do Mar como um projeto estruturado de desenvolvimento regional no Rio de Janeiro.

“Historicamente visto como vocação natural do estado, o ambiente marinho fluminense vive um momento de transição institucional. Com uma infraestrutura portuária robusta, uma cadeia de óleo e gás consolidada e um forte setor de turismo e pesca, o Rio de Janeiro reúne os ativos necessários para liderar a agenda oceânica nacional. Mas, o grande gargalo sempre foi a falta de um arcabouço jurídico integrador. Iniciativas isoladas não dão conta da complexidade que a governança das águas exige; faz-se necessária uma arquitetura normativa que ofereça previsibilidade ao investidor, reduza riscos regulatórios e garanta a sustentabilidade”.

A palestra em referência debateu a engrenagem essencial apresentando-se como um marco de articulação. O evento virtual tratou das Leis já aprovadas e os projetos em tramitação que estão desenhando o futuro econômico do Estado do Rio de Janeiro. Iniciativas concretas, como o programa “Empregos Azuis” demonstram que a estratégia já está gerando impactos sociais reais, conectando a mão de obra local às demandas da indústria naval e “offshore”.

O evento pôs em evidência que “valorizar a Economia do Mar no âmbito Legislativo é salvaguardar a própria Amazônia Azul”. “O pioneirismo do Rio de Janeiro serve de bússola para os demais Estados costeiros do Brasil, mostrando que o oceano deve ser encarado como uma plataforma de desenvolvimento de longo prazo, capaz de aliar competitividade econômica, inclusão social e preservação ecológica.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/05/2026

19 de mai. de 2026

Fóruns da Indústria conectam demandas locais a estratégias globais.


Em 4 de maio de 2026, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), no Auditório Mário De Mari, foi realizado mais uma edição do Fórum Regional da Indústria, evento que possibilitou colher contribuições para construir um Paraná mais forte, inovador e competitivo.

Sistema Fiep - 2026

“A força econômica de um Estado não se constrói de forma isolada; ela depende diretamente da capacidade de articulação entre seus principais atores produtivos”. É com esse olhar estratégico que o Sistema Fiep promoveu o encontro que reuniu empresários, lideranças industriais, autoridades e representantes de entidades da região Leste do Estado do Paraná.

“Muito mais do que um espaço de debate, o evento integra um novo ciclo de encontros do Sistema Fiep desenhado para transformar ideias em ações concretas. O objetivo central é intensificar o diálogo com o setor produtivo para construir, de forma colaborativa, uma agenda estratégica focada no aumento da competitividade e no fortalecimento do ecossistema industrial paranaense”.

Ao longo do evento foram tratados temas fundamentais para a tomada de decisões das empresas locais tais como: (1) Sondagem Industrial: apresentação de dados regionais sobre as expectativas, gargalos e prioridades do setor; (2) Políticas Estratégicas: discussões focadas em pilares essenciais como infraestrutura, energia, empregabilidade e produtividade; (3) Expo+Indústria: apresentação exclusiva da feira programada para agosto, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, que terá como foco a inovação tecnológica.

A exemplo da edição do Fórum Regional da Indústria Leste, realizado em Curitiba (PR), os Fóruns Regionais da Indústria, iniciativa estratégica promovida pelo Sistema Fiep, visam “descentralizar o debate econômico e estruturar propostas de desenvolvimento industrial a partir das realidades e particularidades locais de cada região do Estado do Paraná”.

O objetivo central dos Fóruns Regionais da Indústria baseia-se: (1) na Escuta Ativa e Diagnóstico Regional; (2) na construção de uma Política Industrial Descentralizada; (3) em Eixos Temáticos e Integração de Serviços; (4) na Mão de Obra e Empregabilidade; (5) na Infraestrutura e Energia; (6) na Produtividade e Inovação.

Os Fóruns Regionais da Indústria “atuam como canais de governança local, mobilizando a opinião pública qualificada para transformar o Paraná em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo, sustentável e atento às suas assimetrias regionais”.

O Sistema Fiep representa o Setor Industrial do Estado do Paraná e promove o desenvolvimento e a competitividade das indústrias paranaenses.

Tenho a grata satisfação de ser seguidamente convidado pelo Sistema Fiep a participar das edições dos Fóruns Regionais da Indústria.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/05/2026

18 de mai. de 2026

A miragem caótica da justificativa impossível.


Por mais que se tente “encontrar” uma justificativa racional, não haverá nunca como encontrar uma razão para se defender a insanidade de qualquer guerra.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
18/05/2026

17 de mai. de 2026

A Humanidade poderá ser Gado ou Dado.


O desenvolvimento das Tecnologias, em especial da Inteligência Artificial (IA), têm provocado profundas reflexões acerca do destino e do papel da civilização humana no cosmos. Diante desse cenário de transição tecnológica e existencial, o artigo intitulado “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos”, de minha autoria, é apresentado como uma advertência filosófica e científica que exige, no mínimo, reflexão; senão, vem solicitar alguma preocupação. Proponho no texto um exercício de alteridade radical e desmistificação do antropocentrismo ao avaliar as vulnerabilidades da espécie humana sob perspectivas estritamente biológicas, lógicas e tecnológicas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Para o ser humano, o boi e outros animais de corte nada mais representam do que um "estoque de proteína" ou recursos utilitários para a manutenção de sua própria supremacia e subsistência. No artigo em tela, estendo a correspondente premissa para uma escala cósmica, postulando que, diante do eventual contato com civilizações tecnologicamente avançadas provenientes do espaço sideral, a humanidade poderia perfeitamente ocupar a mesmíssima posição de vulnerabilidade caso a Terra fosse reduzida a uma mera reserva de insumos nutricionais.

Todavia, apresento, também, a alternativa lógica para evitar a total extinção física da raça humana. Se no campo biológico o homem fosse obsoleto ou puramente comestível para uma inteligência astronômica avançada (superior), o cenário se modifica quando houvesse a mitigação para o domínio da Ciência dos Sistemas Computacionais mais complexos.

Assim sendo, vislumbro a possibilidade de uma transição da existência física para a digital, funcionando como uma espécie de "moeda de troca" para a preservação da essência da humanidade.

Semelhante transição digital só se mostraria viável se a humanidade possuísse uma relevância informacional substancial para os eventuais invasores soberanos. O cerne desse argumento fundamenta-se na hipótese de que o arranjo lógico, a cultura, o acúmulo cognitivo e a arquitetura neural da raça humana constituíssem um sistema tão singular e intrincado que o custo computacional da destruição seria um desperdício de dados. Nesta parte do artigo, avento a possibilidade de ser mais vantajoso para a inteligência superior “emular do que reciclar” a existência humana.

O artigo “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos” encontra-se disponível no endereço: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23823-a-humanidade-como-gado-arrebanhado-ou-dado-em-algoritmos30/04/2026; o qual é datado de 30/04/2026 com chancela do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo).

Carlos Magno Corrêa Dias
17/05/2026

15 de mai. de 2026

Matemática Superior por meio de Aplicativos Computacionais.


Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), por meio de seu periódico informativo Vida Universitária, em maio de 1996 era publicada uma nota curta no título, mas densa em significado científico e pedagógico, sob a rubrica de "Matemática Superior". O artigo noticiava a abertura do meu Curso de Extensão Universitária sobre “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” e fixava um marco metodológico cujos reflexos moldariam as décadas seguintes do ecossistema educacional e tecnológico regional.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O cerne filosófico e prático daquela publicação residia em minha percepção quanto à onipresença do saber matemático. Conforme registrado em "Matemática Superior", era asseverado, de modo categórico, minha posição que “as estruturas da matemática estão presentes, de forma irreversível, em áreas como física, química, biologia, engenharia, economia, administração, medicina, ciências sociais, informática e ciências do meio ambiente".

Na metade da década de 1990, a interdisciplinaridade ainda engatinhava como conceito formal nas diretrizes curriculares nacionais. Ao correlacionar a “Matemática Superior” de forma "irreversível" a campos diversos o ecossistema acadêmico da PUCPR antecipava a centralidade dos modelos matemáticos complexos que atualmente governam a Inteligência Artificial (IA), a Bioinformática e a Análise de Dados (“Data Science”).

Para transpor a filosofia do plano teórico para o pragmático, chancelado pelo Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da PUCPR, promovi e desenvolvi, entre os dias 21 e 29 de maio de 1996, o Curso de Extensão em referência divulgado, previamente, no Jornal Vida Universitária da PUCPR, o qual assumiu um caráter pioneiro de transição instrumental. Tratava-se da otimização algorítmica a serviço da intuição matemática.

Celebrar a publicação da página 04 do Jornal Vida Universitária de maio de 1996 é reconhecer a historicidade da inovação tecnológica no Paraná. Aquele Curso de Extensão foi um manifesto prático de que a Matemática Superior não deveria ser ensinada isolada em torres de marfim, mas sim integrada às ferramentas tecnológicas de seu tempo para capacitar os futuros Profissionais a decifrar as estruturas do mundo visível e invisível. Passadas três décadas, o artigo "Matemática Superior" permanece como uma herança indelével e inspiradora na memória da educação paranaense.

O artigo em referência (“MATEMÁTICA Superior. Jornal Vida Universitária da PUCPR, Curitiba, ano 11, n. 84, p. 4, maio 1996. Divulgação do Curso de Extensão do Professor Carlos Magno Corrêa Dias intitulado “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais.”) encontra-se disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1hwNjCUBvH62xY0Hr8ajMmUpL2ZdGhAC-/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/05/2026

14 de mai. de 2026

Reflexão sobre a “Era da Replicação”.


Objetivando reflexão sobre a transição da Robótica de um estágio puramente experimental para uma fase de escala industrial, em 14/05/2021, foi publicado, nas páginas da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), o meu artigo intitulado “Sophia vai habitar o planeta formando um batalhão de iguais”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao analisar a robô humanoide Sophia, uma “máquina” com sistema de Inteligência Artificial (IA) ativada em 14/02/2016, que é capaz de aprender (e apreender) além de conseguir, também, expressar “emoções” como humanos, procuro ir além da descrição tecnológica para cogitar implicações sociológicas e éticas da coexistência entre humanos e máquinas produzidas em massa.

Certamente, porém, um “batalhão de iguais” sugere uma padronização da interação humana: ao contrário da diversidade biológica e psíquica dos indivíduos, a introdução de milhares de “entidades idênticas”, dotadas de uma mesma "personalidade" programada, impõe um novo paradigma à organização social e à habitação do planeta.

Minha argumentação no artigo toma os limites físicos como determinantes dado que enquanto o ser humano obtém a sua autonomia por intermédio da alimentação biológica, a Sophia e seus “iguais” dependem de fontes elétricas e sistemas de carregamento que na época ainda representavam um entrave à plena liberdade de movimentos. Embora a IA siga avançando a passos largos, a sua manifestação física (a Robótica) permanece submetida à necessidade de Energia para funcionar.

Considero, também, uma preocupação humanística. A integração de humanoides capazes de expressar emoções e realizar tarefas complexas no quotidiano humano levanta questões sobre o mercado de trabalho e a própria identidade do "ser". Se as Tecnologias permitem criar um “batalhão de iguais” com eficiência superior e sem as fadigas humanas, o espaço reservado à singularidade e à imperfeição dos homens vai sofrer modificações.

É impossível viver sem a IA e sem a integração dos "cérebros digitais" em corpos robóticos cada vez mais ágeis. Mas, ao se comemorar o artigo em referência não se pode esquecer que as Engenharias não devem se limitar ao "fazer", pois é fundamental garantir que a habitação do planeta Terra sempre ocorra sob a égide da melhoria da qualidade da vida humana.

O artigo em referência encontra-se disponibilizado nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6275-artigo-sophia-vai-habitar-o-planeta-formando-um-batalhao-de-iguais e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20211-artigo-sophia-vai-habitar-o-planeta-formando-um-batalhao-de-iguais.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/05/2026

12 de mai. de 2026

Entre o Estigma e a Realidade Prática.


Após entrevista que prestei ao Jornal Gazeta do Povo foi publicado, em 13 de maio de 1996, naquele mesmo jornal, na página 03, matéria com o título “Aprender Matemática depende de dedicação”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

“Dados publicados pela Gazeta do Povo em 1996, fundamentados em pesquisas do Ministério da Educação (MEC), já apontavam que apenas 30% dos estudantes dominavam operações básicas. No entanto, o problema transcendia a dificuldade com números; ele residia na incapacidade de transpor o conhecimento teórico para a funcionalidade do cotidiano, revelando uma lacuna profunda na formação do raciocínio lógico”.

Conforme apresentado no artigo em tela, corroborando a análise que apresentei na época, “tudo era uma questão de lógica” dado que “os estudantes só se davam bem [principalmente em Matemática] quando aprendiam a sintaxe e a semântica da linguagem”. “Os alunos precisam se envolver mais com o assunto e não apenas decorar fórmulas ou memorizar regras”.

À época, o relatório do MEC destacou que alunos concluintes do Ensino Médio não possuíam competência para preencher uma guia de depósito bancário ou interpretar o manual de uma furadeira. Esse fenômeno evidencia que o Ensino, muitas vezes, foca na memorização mecânica de fórmulas em detrimento da alfabetização funcional.

Tomando por base meu relato na entrevista o artigo faz observar que o aluno não conhecendo a lógica das estruturas é incapaz de "ler" o mundo por intermédio do conhecimento formalizado na Escola.

O artigo em questão da Gazeta do Povo afirma que o fator motivacional desempenha, também, papel determinante. A resistência à disciplina é frequentemente alimentada por uma didática que não contagia ou que apresenta a matéria como um bloco hermético de regras. “A ojeriza relatada por muitos estudantes sugere que o ensino precisa abandonar o caráter puramente abstrato para se tornar uma ferramenta de emancipação prática”.

Em suma, o artigo enfatiza que o fracasso no aprendizado da Matemática não é uma condição intrínseca à disciplina, mas uma consequência de um modelo de ensino desconectado da realidade. Para reverter o grave quadro em discussão, é imperativo que a Escola priorize o raciocínio lógico e a aplicação contextualizada do conteúdo. Somente quando a Matemática deixar de ser vista como um conjunto de fórmulas a serem decoradas e passar a ser entendida como uma ferramenta essencial para a autonomia do cidadão, ela deixará de ser o “bicho-papão” das salas de aula.

O conteúdo na íntegra do artigo em referência (“APRENDER matemática depende de dedicação. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, p. 3, 13 maio 1996.”) pode ser lido no endereço: https://drive.google.com/file/d/1nB4jFLL8BfoAFsW9h9o94Qu60Lx6t_7I/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/05/2026

Reconhecimentos seguidos como “Trabalhador Nota Dez”.


As homenagens prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) em torno do Dia do Trabalhador são muito mais que protocolos; são marcos que unem a produção técnica ao coração da Sociedade. Receber o "Prêmio Personalidades Empreendedoras" (o carinhoso "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná") é o reconhecimento de que o esforço individual só ganha sentido pleno quando gera impacto real na vida das pessoas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O título "Trabalhador Nota 10" carrega um simbolismo especial. Ele representa o compromisso com a qualidade técnica e, acima de tudo, com a integridade. O "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Estado do Paraná" é a honraria que celebra a trajetória daqueles que dedicam décadas de suas vidas ao aprimoramento de áreas essenciais entendendo que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa para o bem-estar coletivo.

Ao longo dos anos, tive a honra de receber esta distinção por mais de uma vez na Tribuna de Honra da ALEP. Mais do que colecionar os prêmios, celebro a constância desse legado. Olhando para trás, sob a perspectiva de ciclos de dedicação contínua, percebo que essa sequência de honrarias conferidas pela ALEP em conjunto com a CFTB (Central Força Trabalhista do Brasil) e a Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar) reafirma o propósito de construir uma rede de colaboração voltada para a melhoria de vida de cada Cidadão do Estado do Paraná.

Em especial, neste 2026, recordo, com júbilo, a obtenção da Honraria do Mérito "Personalidades Empreendedoras do Estado do Paraná" que já completa o período do lustro romano (o quinquênio).

A distinção de "Trabalhador Nota Dez" é, no fim das contas, um lembrete de que o labor realizado com dedicação é o que sustenta a grandeza e o futuro de toda Nação Soberana.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/05/2026

10 de mai. de 2026

ABC celebra 110 anos de protagonismo.


No cenário intelectual brasileiro, poucas instituições carregam o peso e a relevância da ABC (Academia Brasileira de Ciências). Ao completar 110 anos, a ABC reafirma seu papel como o coração pulsante do desenvolvimento científico, social e econômico do país. A ABC dá início às comemorações dos seus 110 anos com o seminário inaugural da série “Legado e Futuro: os 110 Anos da ABC”.

Convidado pela ABC a participar das correspondentes comemoraões, o evento de abertura das celebrações dos 110 anos da ABC ocorreu no último dia 28 de abril de 2026 quando foram evidenciados o que foi construído pela ABC de 1916 até 2026 e o que se projeta para as próximas décadas no campo da Ciência do Brasil.

ABC - 2026

Na palestra de abertura do evento, intitulada “Os 110 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, além de uma retrospectiva linear, foi lançado luz sobre os diversos e difíceis embates fundamentais que a ABC enfrentou ao longo de sua história.

Fundada em 16 de maio de 1916, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, seu nome original era “Sociedade Brasileira de Sciencias”. O objetivo era reunir pesquisadores de diversas áreas (Matemática, Física, Química, Biologia e Ciências da Terra) para estimular a pesquisa nacional.

Em 1928, a instituição passou a se chamar oficialmente “Academia Brasileira de Ciências”. No ano seguinte, se iniciou a publicação dos Anais da ABC a qual é a mais antiga do Brasil com circulação ininterrupta e é reconhecida internacionalmente pela qualidade dos artigos acadêmicos que publica, principalmente em inglês, para garantir visibilidade global à Ciência do Brasil.

A ABC não é apenas um “clube de excelência”; pois sempre atuou como um órgão consultivo estratégico para o Estado brasileiro. A ABC foi uma das vozes mais ativas na defesa da criação de órgãos federais de fomento à pesquisa na década de 1950 como CNPq e CAPES. Em décadas recentes, a ABC tem coordenado grupos de trabalho para fornecer bases científicas para legislações críticas e políticas de sustentabilidade tais como Código Florestal e Mudanças Climática.

Atualmente, a ABC é dividida em 10 áreas especializadas, incluindo Ciências Matemáticas, Físicas, Químicas, da Terra, Biológicas, Biomédicas, da Saúde, Agrárias, Engenharia e Sociais.

Fruto de parceria estratégica com o MAST (Museu de Astronomia) e financiado pela Faperj o site do Centro de Memória da ABC José Murilo de Carvalho, um presente para a sociedade brasileira, é um dos pontos altos da celebração dos 110 anos da ABC. "Preservar a memória não é apenas olhar para o passado, é garantir que as gerações futuras tenham os fundamentos necessários para inovar".

“As comemorações dos 110 anos da ABC transcendem o ambiente acadêmico; sendo um convite a todo cidadão que acredita no conhecimento como ferramenta de emancipação e desenvolvimento contínuo”.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/05/2026

9 de mai. de 2026

Convergência entre Progresso e Sustentabilidade.


Em 09/05/2016, foi publicado no Jornal Gazeta do Povo, no blog Giro Sustentável, o meu artigo intitulado “Inovação em prol do desenvolvimento sustentável”. Celebro, então, neste 09/05/2026, uma década daquela contribuição.

O artigo é um manifesto celebrativo sobre a trajetória da humanidade rumo ao equilíbrio planetário. Ao traçar o percurso desde a Conferência de Estocolmo em 1972 até o estabelecimento da Agenda 2030, convido a festejar o amadurecimento do conceito de desenvolvimento sustentável, que deixou de ser uma preocupação periférica para se tornar o eixo central da sobrevivência e da prosperidade global.

A compreensão de que a inovação não é um fim em si mesma, mas o meio indispensável para atingir o desenvolvimento sustentável é a base do artigo em referência. “A inovação é o pilar estruturante, ao lado da infraestrutura resiliente e da industrialização inclusiva”.

A convergência posta em evidência marca o fim do paradigma que opunha o crescimento econômico à preservação ambiental. Celebra-se, então, a era do "gerar mais com menos", onde as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), a energia limpa e a segurança alimentar impulsionam a busca por eficiência e responsabilidade.

Um ponto de destaque no artigo em referência é o papel protagonista do Brasil dado que, por meio da sinergia entre Governo, Empresas, Academia e Sociedade Civil, o país conseguiu avanços significativos nos antigos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), pavimentando o caminho para o sucesso dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

“A estratégia de ‘municipalização’ da sustentabilidade é uma inovação social e política que merece aplausos. Ao levar a discussão global para o plano local, o Brasil transforma diretrizes abstratas em ações concretas que impactam a vida do cidadão no dia a dia das cidades. É a prova de que a inovação acontece onde as pessoas vivem, consomem e se relacionam”.

“A inovação é a ferramenta que permitirá democratizar o acesso ao conhecimento e à tecnologia, garantindo que a sustentabilidade não seja um privilégio de poucos, mas um direito de todos os povos”.

O artigo em pauta faz recordar que o “saber útil” é força poderosa que permite enfrentar as disrupções (mudanças) em qualquer tempo. Ao se olhar para o horizonte de 2030, a mensagem é clara: o futuro será inovador, ou não será futuro.

Na época estava como coordenador do Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) o qual constituía o Conselho Temático de Responsabilidade Social do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

“Inovação em prol do desenvolvimento sustentável” encontra-se disponível no endereço: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/giro-sustentavel/inovacao-em-prol-do-desenvolvimento-sustentavel/.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/05/2026

8 de mai. de 2026

A falácia do volume irrelevante ecoa no coro dos inaptos.


O fato de um bilhão de inaptos repetirem cegamente uma 'imbecilidade' não é razão suficiente para que a correspondente inconsistência deixe de ser absurda perante o rigor científico e a precisão tecnológica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
08/05/2026

5 de mai. de 2026

III Ciclo de Palestras sobre a Matemática é Marco na PUC-PR.


Há marcos na trajetória acadêmica que transcendem o tempo, consolidando-se como pilares do conhecimento técnico e da formação científica. O “III Ciclo de Palestras sobre a Matemática: Diferenciação e Integração Vetorial”, realizado na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), no primeiro semestre de 1996, é um desses exemplos. O ciclo representou uma imersão na análise multivariada, unindo a abstração teórica à resolução de problemas tangíveis do mundo real.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUCPR: Diferenciação e Integração Vetorial” teve minha proposição e coordenação sendo parte de um movimento que, embora focado em Cálculos e Teoremas, ecoaria na estrutura do Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Paraná. Focado na espinha dorsal do Cálculo Vetorial a programação do evento não se limitou à exposição de fórmulas, mas sim à definição e estruturação de conceitos complexos que fundamentam a Engenharia e a Física moderna.

No “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUC-PR”, chancelado pelo Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da PUC-PR, tive a oportunidade de ministrar, também, as palestras: “Estudo das Integrais de Superfície”; “O Teorema de Stokes e suas aplicações”; bem como “Teorema da Divergência e suas aplicações”.

Na primeira palestra abordei a base para a compreensão de fluxos e campos enquanto na segunda explorei a ponte entre as Integrais de Linha e as Integrais de Superfície. Finalizei minhas exposições tratando da ferramenta vital que relaciona o comportamento local de um campo vetorial ao seu fluxo através de uma fronteira ao abordar com o necessário rigor o Teorema da Divergência.

O grande diferencial do ciclo em pauta foi o compromisso assumido com a Modelagem Matemática. Os palestrantes não apenas demonstraram os teoremas de forma rigorosa, mas também apresentaram como as correspondentes ferramentas são aplicadas na resolução de problemas práticos. Além de minhas conferências, o evento contou com apresentações sobre: “Estruturação das Derivadas Direcionais”; “Estudo e Aplicações das Integrais de Linha”, “Teorema de Green”; e, “Geometria Diferencial”.

Ao se celebrar o “III Ciclo de Palestras sobre a Matemática” se comemora, também, a função social e acadêmica da Extensão Universitária a qual sempre será a promotora da oxigenação do currículo acadêmico de forma a preparar os Estudantes para os desafios do mercado e da pesquisa científica.

Três décadas depois (1996-2026), a lembrança do Ciclo de Palestras em questão reafirma a importância de uma base sólida centrada na Matemática e o papel da PUC-PR como centro de excelência e difusão do conhecimento científico no Paraná e no Brasil. O “III Ciclo de Palestras sobre a Matemática: Diferenciação e Integração Vetorial” faz parte distintiva da história.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/05/2026

O Legado dos Pracinhas na Galeria dos Imortais.


Em 5 de maio de 2021, publicava, no portal do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), o artigo intitulado "A Galeria dos Imortais recebe mais lendas da FEB". Hoje, 5 de maio de 2026, seguindo o lustro romano, o quinquênio, das minhas postagens, celebro o aniversário da publicação em questão, revisitando o significado profundo da preservação da memória militar e civil brasileira na luta contra o totalitarismo.

Tudo tem uma razão, uma lógica. A escolha do SEESP como plataforma para aquela homenagem não foi fortuita. A Engenharia, em sua essência, é a arte de construir bases sólidas para o futuro. Ao registrar a trajetória dos heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), se exerce uma "Engenharia da Memória", solidificando a importância daqueles que defenderam a democracia nos campos da Itália. A Galeria dos Imortais funciona como um repositório ético, fazendo recordar (sempre) que a liberdade é um edifício em constante manutenção.

O artigo original destacou figuras que, por vezes, a historiografia oficial relega ao silêncio. Ao chamá-los de "lendas", elevo seus atos de coragem (operados sob condições climáticas adversas e, sobretudo, sob inferioridade tecnológica) ao patamar de exemplos imperecíveis. A FEB foi a única força sul-americana a participar do teatro de operações europeu, e o reconhecimento desses heróis é um tributo à competência do soldado brasileiro.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Celebrar menções aos Heróis da FEB é refletir sobre a necessidade de manter vivos os ideais de bravura e patriotismo daqueles que defenderam o mundo livre. Em uma realidade marcada por novas tensões, a lembrança da "Cobra que Fumou" serve como bússola moral. Recordar a brilhante participação dos Soldados do Brasil na sangrenta e mortal Segunda Guerra Mundial é manter um elo entre gerações, garantindo que vitórias ocorridas nos campos de batalha da Itália continuem ecoando como símbolos de uma nação que não se omite diante da tirania.

Anos após a publicação original, a "Galeria dos Imortais" permanece mais viva do que nunca. O texto cumpre sua missão de transformar o luto em reverência e a simples lembrança em história. Que o exemplo dos Pracinhas da FEB continue a inspirar a construção de um país soberano e justo.

O artigo “A Galeria dos Imortais recebe mais lendas da FEB” encontra-se disponível para leitura no endereço https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20181-artigo-a-galeria-dos-imortais-recebe-mais-lendas-da-feb, postado a partir de 05/05/2021.

Neste 5 de maio, DIA DO EXPEDICIONÁRIO, (e “para todo sempre”) PARABÉNS para os Pracinhas que efetivamente abriram as portas para o desfecho final da Segunda Guerra Mundial e foram os “Libertadores de Cidades” na Segunda Guerra Mundial.

"A COBRA FUMOU”! Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobras Fumantes Pracinhas FEBianos Heróis Imortais!

Carlos Magno Corrêa Dias
05/05/2026

30 de abr. de 2026

A metamorfose do abismo invisível.


A simples ilusão de uma possibilidade viável pode levar o desesperado a transformações vitais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
01/05/2026

Rememorando artigos de abril de 2016 e de 2021.


O compromisso com a Ciência, a História e a Sustentabilidade bem podem ser constatadas no conjunto intelectual refletido nas postagens de abril de 2016 e abril de 2021 nos Blogas que mantenho e que procuram revigorar o pensamento visando reflexões.

Em abril de 2016 e em abril de 2021, destaco que não se deve deixar iludir por sofismas, operando sob o princípio de que “premissas sólidas levam a conclusões necessárias”. Semelhante posição foi institucionalmente reconhecido em 5 de abril de 2016, quando recebi o prêmio de Destaque Extensionista da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em virtude de meus Projetos de Extensão Uiniversitária e Tencnológica desenvolvidos em 2015.

Revisitar as publicões de cinco e de dez anos, de abril de 2021 e de abril de 2016, respectivamente, faz relembrar, com júbilo, a trajetória de posições defendidas que são cruciais para manter a sustentabilidade dos compromissos assumidos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Dentre os temas tratados, em abril de 2016, recordo participação em encontros internacionais para promover a liderança sustentável e a educação de qualidade. Em abril de 2021, reforcei a importância da cidadania e solidariedade para o alcance da Agenda 2030, relembrando a transição dos antigos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para os atuais ODS.

Aquelas postagens celebram a compreensão de que é direito e dever humano aprender e apreender. Se temos que escrever, escrevamos livros.

Os registros em tela demonstram uma atuação que une a Lógica à sensibilidade da preservação da memória nacional e do progresso humano. Os escritos publicados em abril de 2016 e em abril de 2021 podem ser sintetizados em três pilares fundamentais: (1) Reconhecimento, (2) Ensino e Pesquisa, (3) Comemorações Institucionais.

Utilizo datas internacionais para refletir sobre desafios globais e ética tipo: (a) a defesa constante dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU; (b) as reflexões sobre a igualdade de gênero, o combate à estupidez humana, a importância da saúde plena; bem como (c) o enfatizar o poder transformador do livro e da leitura; como ferramentas essenciais para a libertação da mente e construção da cidadania.

Os textos revelam uma preocupação com a lógica científica, a educação pública de qualidade e o resgate dos valores nacionais, sempre sob uma perspectiva de solidariedade e progresso global.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1t6d9a7X40vzqJmRGNvgg2U1M19BxgXs0/view?usp=sharing encontram-se disponíveis os correspondentes conteúdos das postagens em Blogs do Autor em abril/2016.

No endereço https://drive.google.com/file/d/18R857gChJRsjsJ0grSSN4u7ZK3cfiTj8/view?usp=sharing encontram-se disponíveis os correspondentes conteúdos das postagens em Blogs do Autor em abril/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/04/2026

29 de abr. de 2026

A História preserva a marcha daqueles que lutaram pela liberdade.


Em 24 de abril de 2026, o Brasil e o mundo livre despediu-se do Pracinha centenário Altair Pinto Alaluna que aos 105 anos passou a brilhar eternamente na Galeria dos Imortais.

Natural de Sumidouro, no Rio de Janeiro, nascido em 22 de setembro de 1920, o veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) personificou a bravura silenciosa e a dignidade daqueles que cruzaram o Atlântico para combater o arbítrio e o totalitarismo nos campos da Itália durante a sangreta e miserável Segunda Guerra Mundial.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Muitas vezes, o imaginário popular limita o heroísmo ao disparo da arma no campo de batalha. No entanto, a trajetória do Cobra Fumante FEBiano Soldado Altair Pinto Alaluna da 1ª Companhia de Intendência da FEB faz recordar que uma guerra não se vence apenas com munição, mas com a resiliência estratégica da logística.

Embarcando em julho de 1944 para os campos de batalha, Altair Pinto Alaluna atuou como motorista, transportando mantimentos, combustíveis e munições do Vale do Serchio até a ofensiva final na região do Rio Pó para as tropas brasileiras em combate.

Sob o frio implacável dos Apeninos e o risco constante de emboscadas, o bravo Pracinha garantiu que a linha de frente tivesse o suporte necessário para avançar. “Sua missão era o "sangue" que corria pelas veias da FEB, permitindo que o pavilhão brasileiro tremulasse vitorioso em solo europeu a despeito dos horrores vivenciados continuamente a cada novo dia durante aquele mortal conflito”.

A longevidade de Altair Alaluna foi um presente para a memória nacional. Ao atravessar um século de vida, ele serviu como um elo inquebrável entre o Brasil contemporâneo e a geração que lutou pela liberdade global. Sua existência foi uma aula contínua de resistência, dignidade, humildade.

Exemplo de cidadão, após cumprir seu dever histórico, Altair Pinto Alaluna retornou à sua terra natal construindo um legado de vida e trabalho. "Sua história ensina e educou gerações a entenderem que a peerseverança e o amor à terra natal são valores incondicionaos”.

O legado do Herói Imortal Altair Pinto Alaluna é imune ao tempo e reforça que o sacrifício dos valorosos Expedicionários da FEB sempre esteve cravado na identidade do Brasil.

Em um mundo que rapidamente esquece as lições do passado, a figura do notável “motorista da liberdade” lembra que o preço da democracia foi pago com a coragem de homens simples como Altair Pinto Alaluna que se tornaram gigantes em solo estrangeiro.

O ex-Combatente Altair Pinto Alaluna recebeu ao longo de sua vida e carreira diversas honrarias que reconhecem tanto sua bravura em combate quanto sua dedicação à preservação da memória militar brasileira.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Altair Pinto Alaluna!

Carlos Magno Corrêa Dias
29/04/2026