12 de jul. de 2026

O alerta sobre a fome infantil continua.


Em julho de 2021, o Brasil enfrentava período desafiador de sua história recente muito em decorrência do impacto econômico e social da pandemia de Covid-19. Mazelas estruturais antigas ganharam contornos ainda mais dramáticos. Foi naquele cenário que foi publicado o meu artigo "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil", veiculado, inicialmente, na página oficial do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), e, dias depois, na Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

Celebrar o aniversário de cinco anos das publicações do artigo em referência não significa festejar o tema central abordado (a dor da Insegurança Alimentar), mas sim homenagear o papel crucial da escrita e da tomada de consciência social por setores fundamentais da sociedade civil, como o da Engenharia.

A Engenharia Humanitária (ou Socioengenharia) afasta-se da visão puramente tecnocrática para focar no impacto direto das ações possíveis na qualidade de vida, na dignidade humana e no desenvolvimento sustentável. Sob essa ótica, a “técnica” não é um fim em si mesma, mas um meio para resolver problemas humanos concretos.

"A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil" não é apenas um diagnóstico estatístico; é um grito de socorro em nome da infância. Ao apontar que a fome "aniquilava a vida de crianças", coloca-se em evidência o aspecto mais cruel da desigualdade: a interrupção do futuro. A subnutrição na primeira infância deixa sequelas irreversíveis no desenvolvimento cognitivo e motor, cobrando um preço alto de gerações inteiras.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Trazendo uma reflexão sobre o papel das Ciências Exatas e da Infraestrutura na construção de uma Nação, o texto é um chamado e relembra que a técnica deve sempre servir à vida. Não há desenvolvimento tecnológico ou crescimento econômico real em um país que não consegue garantir o prato de comida para as suas crianças. A fome, afinal, é, também, um problema de Engenharia, de Logística de Distribuição e de Soberania Alimentar.

Passados cinco anos daquele julho de 2021, o artigo permanece como um marco de memória e um termômetro para ações presentes. Ele força a olhar para trás e segue perguntando: o quanto se avança na proteção das crianças?

As políticas públicas implementadas desde então foram suficientes para mitigar o cenário de horror descrito em "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil"?

O alerta continua vivo, lembrando que a erradicação da fome infantil não é uma meta abstrata para o futuro, mas uma urgência ética e inadiável para o dia de hoje.

O artigo em tela encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6329-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20369-artigo-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/07/2026

11 de jul. de 2026

Celebrando o Registro de "Extratos Lógicos Atemporais"


Em 11/07/2016, um marco jurídico e intelectual era consolidado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Sob o número de Registro 712.861, lavrado no Livro 1.378, à Folha 268 do Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), a obra "Extratos Lógicos Atemporais" recebia formalmente a sua certidão de nascimento perante a Propriedade Intelectual (PI) do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Com primeira edição publicada no final de 2015 sob o ISBN 978-85-88925-24-3, a obra já nasceu com a proposta de ser, genuinamente, atemporal. No prefácio de "Extratos Lógicos Atemporais", destaco que o livro nunca teve a pretensão de ser um manual rígido, sequencial ou academicamente engessado. Pelo contrário, foi proposto um conjunto de "extratos" e de reflexões que deveriam flutuar livremente entre a precisão e as fronteiras do refletir.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

Celebrar a data do Registro de PI em pauta é recordar o concatenar dos saberes envolvidos. "Extratos Lógicos Atemporais" estruturou-se em cinco capítulos que funcionam de maneira independente, mas dialogam em uma sinfonia interdisciplinar.

Nos Capítulos I, II e III, tem-se uma base formal. A jornada começa ancorando a Teoria dos Conjuntos na Lógica Matemática Sentencial, passa pela densidade filosófica e linguística da concepção de Rudolf Carnap (1891-1970) sobre a Matemática, e deságua no Raciocínio Lógico Dedutivo Proposicional, onde ferramentas formais desmascaram falácias e sofismas de forma cirúrgica.

Nos Capítulos IV e V, o olhar se volta ao futuro, dado que o livro avança para a Computação em Nuvem, debatendo os pilares de segurança digital que hoje, em 2026, são mais críticos do que nunca. Por fim, a obra eleva o debate ao patamar da Engenharia Universal, conectando de forma lógica a Química Verde à Sustentabilidade e à Engenharia Química.

Dez anos após o seu registro oficial no Ministério da Cultura, o livro cumpre com louvor o seu maior objetivo: fornecer perspectivas que permitam extensões e motivem estudos mais aprofundados.

Rememorar o Registro de PI de "Extratos Lógicos Atemporais" é lembrar que a Ciência e a Filosofia não precisam ser lineares para serem profundas. Neste décimo aniversário de Registro, segue-se convidando a pensar o conhecimento de forma livre para o transcender.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/07/2026

Referências:
(1) DIAS, Carlos Magno Corrêa (org.); DIAS, J. C. G. C.; DIAS, M. C. G. C. Extratos lógicos atemporais. [Registro de Propriedade Intelectual número 712.861, Livro 1.378, Folha 268]. Escritório de Direitos Autorais (EDA), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Ministério da Cultura (MinC), Rio de Janeiro (RJ), 11 jul. 2016.
(2) Prefácio da obra "Extratos Lógicos Atemporais" disponível em: https://repositorio-entelechia-logicae.blogspot.com/2024/03/prefacio-primeira-edicao-de-extratos.html.

8 de jul. de 2026

O banquete e a migalha.


Uns têm dinheiro, outros saúde. Há quem desfrute de felicidade, emprego e descanso. Mas, há, também, batalhões de desgraçados que dividem o frio e a fome.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
08/07/2026

6 de jul. de 2026

Reflexões sobre a Razão e a Dignidade Humana.


No fluxo incessante do tempo, certas datas funcionam como âncoras para a memória intelectual. Em 2026, celebro o jubileu de cristal (15 anos) do Registro de Propriedade Intelectual de minha obra "Dilemas cotidianos" (PI 532.257 / Livro 1.011 / Folha 352), cujo documento foi emitido em 06 de julho de 2011 pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional (BN). O correspondente Registro de PI é a salvaguarda de uma reflexão sobre a condição humana e que foi eternizada sob o selo do Ministério da Cultura (MinC).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela minha obra, chancelada com o ISBN de número 978-85-88925-12-0, surgiu como um convite ao embate filosófico. Propus que o "dilema" fosse adotado como uma "intensa batalha contínua" entre conceitos e valores. “Dilemas cotidianos” interroga a sociedade moderna sobre a falta de humanização, questionando se a razão deve redefinir o homem para adequá-lo a um papel desumano ou se deve gerar uma versão de ser que denuncie uma possível decadência.

DIAS, Carlos Magno Corrèa - 2011

A arquitetura de "Dilemas cotidianos" reflete a complexidade envolvida em dois momentos distintos e complementares: (a) no primeiro momento, versos "gritam suas intenções"; sendo utilizada a lírica como ferramenta de exposição das angústias que impedem a evolução do ser pensante; não se tratando de uma exposição categórica, mas de uma provocação sensorial e emocional; (b) na segunda parte, a obra transita para a objetividade mediante a exposição de preceitos diretos os quais, afirmados em aforismos, explicitam inquietudes e posições envolvidas no processo de desumanização oferecendo ao leitor um espelho das contradições sociais.

O legado de "Dilemas cotidianos" reside na defesa intransigente da dignidade. Procuro resgatar o imperativo categórico ao sugerir que a humanidade só atingirá sua excelência quando o homem for entendido como um fim em si mesmo, e não como um meio para atingir outros objetivos.

Ao abordar temas como a opressão, a escravidão e a negação da liberdade, o texto transcende para se tornar atemporal, argumentando que a dignidade é o atributo essencial da humanização, dado que sem o seu respeito absoluto, a humanidade sobrepuja a si mesma em um ciclo de degradação.

Celebrar os 15 anos deste registro é reconhecer a necessidade continuada da "promoção humana". Na redação do conteúdo de “Dilemas cotidianos” busquei a disseminação de um olhar "menos condicionado" e "mais profundo".

Ao revisitar "Dilemas cotidianos" nesta data festiva, renova-se o compromisso com a reflexão, esperando que continuamente se possa testemunhar a capacidade humana de transpor seus próprios limites e alcançar a almejada dignidade.

A utopia de um mundo justo e verdadeiramente humano não depende de avanços tecnológicos ou acúmulo de riquezas, mas sim da capacidade de olhar para o outro e enxergar um valor absoluto, e nunca uma utilidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/07/2026

5 de jul. de 2026

Estratégia de comunicação centrada na Amazônia Azul.


No último dia 29/06/2026, a convite do Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro), tive a oportunidade ímpar de acompanhar a palestra “A Amazônia Azul como um Conceito de Comunicação Estratégica”, realizada em Niterói (RJ) e coordenada pelo Cembra.

O encontro, transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube do Cembra, reuniu especialistas e autoridades para discutir três eixos fundamentais: soberania, consciência marítima e construção narrativa do patrimônio oceanográfico brasileiro.

Cembra / Adaptação / Divulgação - 2026

A expressão “Amazônia Azul”, criada, originalmente, pela Marinha do Brasil, estabelece uma analogia direta com a “Amazônia Verde”, evocando biodiversidade, riqueza e soberania. A correspondente formulação simbólica surgiu como resposta a uma carência histórica: a falta de percepção da sociedade civil sobre a importância estratégica do mar para a sobrevivência geopolítica, econômica e ambiental do país.

Tradicionalmente, temas ligados à defesa e ao direito do mar eram restritos a círculos técnicos e militares. O desafio era traduzir tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), em uma linguagem acessível. Com a “Amazônia Azul” o mar do Brasil deixou de ser apenas um espaço físico e passou a integrar a identidade nacional.

A comunicação estratégica, nesse contexto, não se limita a informar: ela constrói realidades políticas e sociais. Apesar de o Brasil possuir mais de 7,4 mil km de costa, por onde circulam 95% do comércio exterior e de onde se extrai grande parte do petróleo e gás, a sociedade ainda sofre de uma “cegueira estratégica” em relação ao mar.

A consolidação da Amazônia Azul como símbolo de soberania nacional deu legitimidade a investimentos de longo prazo em programas estratégicos, como o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) e o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul). Além disso, fornece base científica para a expansão da plataforma continental brasileira junto à ONU.

No campo socioeconômico, o conceito impulsiona a Economia Azul, que abrange pesca sustentável, biotecnologia marinha, turismo costeiro e preservação de recursos minerais e energéticos. Essa abordagem busca harmonizar desenvolvimento industrial e conservação ecológica, projetando o Brasil como protagonista em debates globais sobre sustentabilidade e uso responsável dos oceanos.

A Amazônia Azul demonstra que o futuro e a projeção internacional do Brasil dependem não apenas da posse física de suas riquezas, mas da capacidade de comunicar sua importância de forma persuasiva e unificada. Fortalecer a consciência marítima por meio de estratégias de comunicação integradas é o caminho definitivo para assegurar que o Brasil reconheça, valorize e proteja a imensidão que o define.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2026

4 de jul. de 2026

A Alquimia do Progresso.


A história das nações e o desenvolvimento da civilização humana estão intrinsecamente ligados à capacidade da humanidade de transformar a matéria, compreender suas nuances mais íntimas e converter a teoria científica em bem-estar social. No ápice dessa jornada de descobertas e transformações encontram-se os Profissionais da Química.

No Brasil, o dia 18 de junho resgata e celebra essa trajetória de dedicação, marcando o momento em que a Ciência da Transformação ganhou o devido amparo legal e institucional com a promulgação da Lei número 2.800, de 18 de junho de 1956 (a histórica "Lei Mater dos Químicos").

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao regulamentar a profissão e instituir os Conselhos Federais e Regionais de Química (CFQ/CRQs), o país não apenas formalizou um ofício, mas reconheceu uma força motriz indispensável para a sua soberania e progresso. No dia 18 de junho de 2026, a promulgação da "Lei Mater dos Químicos" completou, exatamente, 70 anos (as chamadas Bodas de Vinho).

O papel da Química na estrutura de uma sociedade moderna vai muito além dos laboratórios acadêmicos ou dos complexos industriais isolados; ele se faz presente no cotidiano, na base da economia e na preservação da vida. Da formulação de novos materiais à garantia da potabilidade da água, passando pelo desenvolvimento do agronegócio e pela transição para fontes de energia mais limpas, a inteligência química atua de forma transversal. Profissionais da área carregam o peso e a honra de decifrar o invisível para edificar o tangível, moldando o avanço tecnológico que dita o ritmo do crescimento sustentável de um país.

O protagonismo dos Profissionais da Química em crises como a pandemia de Covid-19 é ainda mais marcante, com destaque em múltiplas frentes. Na esfera da pesquisa científica pura e aplicada, atuaram no desenvolvimento de insumos farmacêuticos e na viabilização de testes diagnósticos fundamentais. Simultaneamente, no chão de fábrica e nas cadeias de suprimentos, a expertise química garantiu a produção escalonada, a segurança e a rigorosa fiscalização de saneantes, desinfetantes hospitalares, álcool em gel e equipamentos de proteção que se tornaram as primeiras barreiras de defesa da população contra o novo coronavírus.

Celebrar o Químico, especialmente neste 2026 quando se completam sete décadas da promulgação da Lei número 2.800/1956, é render homenagens aos pesquisadores, técnicos, engenheiros, tecnólogos e professores que mantêm acesa a chama do conhecimento e da inovação.

Mais do que uma efeméride “calendarizada”, o 18 de junho consolida-se como um tributo à ciência que protege, que cura, que desenvolve e que, silenciosamente, assegura a dignidade e o futuro da sociedade.

A Ciência da Transformação, ao estudar a matéria, mostra-se como uma força capaz de reorganizar a complexidade do mundo e contribui para o futuro das Tecnologias e da própria humanidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/07/2026

3 de jul. de 2026

Para além da órbita da Ilusão.


Desde o eco histórico do "pequeno passo" de um homem na Lua até o feito contemporâneo do Programa Artemis II e o avanço cirúrgico das sondas chinesas Chang'e, a narrativa da exploração espacial costuma ser pintada com as cores do triunfo inevitável. No entanto, por trás do brilho do metal dos foguetes esconde-se uma barreira muito mais intransigente do que a própria gravidade: os limites da Engenharia atual face à vastidão do tempo e do espaço.

No artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral", proponho uma reflexão que exige ir além dos cálculos de empuxo e combustível. Trata-se de uma análise interligada entre as dimensões físicas, filosóficas e psicológicas do tempo, confrontadas com a crua realidade prática da tecnologia humana (atualmente “limitante”).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A grande ilusão da Era Espacial é acreditar que visitar o cosmos é o mesmo que conquistá-lo. Enquanto celebra-se o ineditismo da Apollo 11 e os passos ensaiados para o retorno à Lua, a Ciência e as Tecnologias forçam a encarar um fato incontestável: “o ser humano permanece apenas um inquilino temporário no universo, umbilicalmente preso ao planeta Terra”.

Semelhante dependência não é um capricho; é uma limitação técnica (real e determinante). Para que a humanidade se torne verdadeiramente uma espécie multiplanetária, duas fronteiras da Engenharia precisam ser radicalmente superadas: (a) a capacidade de minerar, processar e utilizar recursos diretamente no corpo celeste de destino (como, por exemplo, a água para sobreviver); e, (b) a criação de sistemas de suporte à vida em circuito fechado que funcionem perfeitamente por décadas, replicando a biosfera terrestre sem falhas.

Mais do que a distância em quilômetros, a verdadeira barreira é o tempo. O impacto psicológico do isolamento cósmico e a degradação física do corpo humano no espaço revelam que a biologia do homem foi moldada para o ecossistema terrestre. Viajar pelo espaço sideral com a Engenharia atual da humanidade não chega a ser sequer um desafio logístico, é, na verdade, uma impossibilidade quando se pretende manter a resistência para se viver, de forma permanente, fora da Terra.

Mas, reconhecer que ainda o homem não se tem a Engenharia necessária para viver fora da Terra é o primeiro passo científico para desenvolver o correspondente conhecimento que permitirá à humanidade transitar naturalmente pelo espaço.

O artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral" encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7653-artigo-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral?showall=1 e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23938-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/07/2026

2 de jul. de 2026

A riqueza comum dos homens.


O Conhecimento é patrimônio da Sociedade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
02/07/2026

1 de jul. de 2026

Celebrando publicação sobre a transição para os ODS.


No dia 30 de junho de 2016, foi publicado no Boletim Mensal do MNODS-PR (Movimento Nacional ODS Nós Podemos Paraná) o meu artigo intitulado “Dos ODM aos ODS a Humanidade Caminha para um Mundo Melhor”. A publicação marcou um momento de transição histórica: o encerramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a inauguração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) os quais passaram a orientar a humanidade rumo a um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Embora os ODM tenham promovido avanços significativos tais como a redução da pobreza extrema, a ampliação do acesso à educação e a diminuição da mortalidade infantil, os desafios globais se tornaram mais complexos e exigiram uma nova agenda. Assim nasceu a Agenda 2030, com seus 17 ODS, com suas 169 metas, ampliando o escopo dos ODM e trazendo para o centro da discussão temas como desigualdade, inovação, cidades sustentáveis e combate às mudanças climáticas.

Celebrar a publicação em referência é importante por vários motivos; sendo que o principal está centrado na possibilidade de reforçar que o desenvolvimento sustentável somente será possível com cooperação internacional e engajamento coletivo.

O artigo relembrado não apenas celebra conquistas, mas, também, continua chamando à ação, pois “a humanidade deve agir para alcançar um mundo melhor e sustentável de forma que cada um, integrando os esforços de suas comunidades, contribua para se atingir os ODS”.

Ao se comemorar aquela publicação chama-se, uma vez mais, responsabilidades e se reconhece que cada passo dado rumo aos ODS é fruto da consciência de que o planeta é um bem comum; reafirmando-se que, mesmo diante das crises contemporâneas, o horizonte de um mundo melhor continua sendo possível (desde que haja vontade política, solidariedade e inovação).

Como Coordenador do NIES (Núcleo de Instituições de Ensino Superior) do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Conselho de Responsabilidade Corporativa e Social do Sistema Fiep, fui Membro do Colegiado do MNODS-PR e tive o privilégio de contribuir voluntariamente para diversas ações em prol do comprimento tanto dos ODM quanto dos ODS.

O MNODS-PR, trabalhando para o alcance dos ODM e dos ODS, segue firme contribuindo para “maximizar ganhos para as Pessoas e para o Planeta, visando a Prosperidade e a Paz, por meio de Parcerias”. O MNODS-PR é uma rede que envolve Empresas, Universidades, Organizações da Sociedade Civil e Cidadãos, todos comprometidos em alinhar práticas e projetos com a Agenda 2030 da ONU.

O artigo “DOS ODM AOS ODS A HUMANIDADE CAMINHA PARA UM MUNDO MELHOR” pode ser lido no endereço: https://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/dos-odm-aos-ods-a-humanidade-caminha-para-um-mundo-melhor-1-2013-320827.shtml.

Carlos Magno Corrêa Dias
01/07/2026

30 de jun. de 2026

Reflexões juninas decenais e quinquenais.


Como venho fazendo ao término de cada mês, seguem, nos próximos parágrafos, observações que visam recordar (e/ou comemorar) as postagens veiculadas nos ambientes digitais em junho de 2016 e em junho de 2021 (mantendo a periodização determinada pelo “lustro romano”, o quinquênio).

Celebrar/rememorar o conjunto das produções intelectuais em referência, sob o olhar presente do ano de 2026, corrobora a premissa de que minhas posições foram fundadas em ideias universais engendradas para pairar acima das vicissitudes individuais dado que continuam vigentes. Tem-se um mosaico disruptivo cuja potência dedutiva e o compromisso com meus valores permanecem como faróis imutáveis que iluminam, de forma esclarecida, a caminhada assumida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela produção sintetiza reflexões e desempenha papel fundamental na preservação da memória individual. A celebração das publicações realizadas há cinco e dez anos, reapresentadas no agora de junho de 2026, representa, também, a reafirmação da importância da escrita como prática cultural e identidade intelectual, mostrando, para além do simples comunicar, a natureza de ideias e a razão de algumas das atividades extensionistas realizadas.

Dá-se continuidade, então, ao processo de 
amadurecimento estilístico e aprofundamento temático, de forma que cada texto contribuiu para a formação de um acervo digital significativo. O conjunto dos textos de junho/2016 e de junho/2021 demonstra a persistência do hábito de escrever e a exigência das contínuas e constantes reflexões.

Ao revisitar as publicações e disponibilizá-las, novamente, em 2026, o ato comemorativo transcende a simples recordação. A preservação dos correspondentes arquivos eletrônicos, disponibilizados em plataformas acessíveis, reforça a ideia de que a memória digital é parte integrante do patrimônio cultural contemporâneo. Celebrar tais publicações é, portanto, reafirmar o valor da escrita como prática que conecta passado, presente e futuro.

A recordação em tela evidencia a importância da escrita como instrumento de expressão, memória e identidade. Mais do que arquivos eletrônicos, os textos representam fragmentos de uma história pessoal que se inscreve na rede mundial, contribuindo para a construção de um legado cultural.

No endereço https://drive.google.com/file/d/15hWCWqKIdlpdRObGq16q4ojQKg0jrDwA/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2016.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1zJxSkionk2LQaT3AhXK4UVUzJpgslUWs/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/06/2026

25 de jun. de 2026

Simbiose urgente entre o Saber e a Inovação.


A capacidade de transformar Conhecimento Científico em Inovação com real impacto econômico e social consolidou-se como um dos debates mais urgentes e estratégicos para o futuro da América Latina a qual, historicamente, produz Ciência de excelência nas Universidades, mas enfrenta um grave dilema: o medo da apropriação indevida de ideias ainda limita a circulação do saber no Brasil.

O impasse se mantém: se o trabalho de pesquisa é publicado para garantir o pioneirismo científico, quebra-se o critério de novidade exigido pelo direito patentário; se guarda segredo para negociar com a Indústria, freia-se a pesquisa aberta. Ssse isolamento defensivo transforma Universidades em "torres de marfim", distantes da realidade produtiva.

Para atacar de frente as feridas profundas do Ecossistema Científico, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizou em 8 de junho de 2026, no Rio de Janeiro (RJ), o evento internacional intitulado “A Interface Ciência-Inovação na América Latina” o qual reuniu Cientistas, Gestores e Especialistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e Peru.

Finep - Ianas - ABC - 2026

Realizado em parceria com a Ianas (Rede Interamericana de Academias de Ciências) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o encontro destacou a diplomacia científica do continente sendo catalisador para propor uma aproximação urgente entre Academia e Mercado baseada em políticas públicas integradas. O ponto alto e de impacto mais duradouro do evento foi a formulação de uma declaração conjunta entre as Academias participantes.

Há décadas venho observando e defendendo uma premissa simples e poderosa: se a pesquisa científica é financiada com recursos públicos, seus resultados pertencem à sociedade. O conhecimento é um patrimônio da humanidade e não pode ficar aprisionado nas “torres de marfim” que se transformam as Universidades.

Cobrar por artigos científicos através de paywalls (bloqueios de acesso pago) ou trancar o saber sob patentes restritivas significa fazer o cidadão pagar duas vezes: primeiro para produzir a Ciência, depois para acessá-la. Uma ideia trancada na gaveta por medo de cópia neutraliza seu próprio valor, não gera riqueza e não transforma a realidade.

Para que o saber flua com segurança dos laboratórios para as linhas de produção, defendo uma "Engenharia da Confiança", baseada nos pilares da Inovação Aberta (“Open Innovation”) e do Acesso Aberto (“Open Access”).

Transpor o abismo entre a realidade das Academias e o Mercado demanda segurança jurídica, desburocratização e, acima de tudo, uma mudança cultural. A “Inovação Sustentável” somente se consolidará quando o ambiente acadêmico compreender que o meio de produção é o laboratório de testes da vida real, e quando o setor produtivo entender que a produção científica de base é o alicerce de qualquer tecnologia disruptiva.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/06/2026

23 de jun. de 2026

O trabalho como pilar do empreendedorismo.


O "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Paraná" que distingue o "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná", concedido em Sessões Solenes promovidas pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) em torno do Dia do Trabalhador, consolida-se como o reconhecimento prático de que o conhecimento técnico e a integridade individual só ganham sentido pleno quando geram transformação coletiva e melhoria real na vida dos cidadãos”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A premiação, concebida em uma sólida parceria da ALEP com a Central Força Trabalhista do Brasil (CFTB) e a Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar), possui um papel estratégico: valorizar trajetórias dedicadas ao aprimoramento de áreas essenciais para o Estado do Paraná. No cerne dessa honraria está a premissa de que a educação, a técnica e o empreendedorismo constituem as ferramentas mais poderosas para o progresso socioeconômico. Mais do que laurear o mérito isolado, o prêmio busca expandir uma rede sustentável de colaborações e parcerias, unindo líderes de diferentes setores em prol do fortalecimento do Paraná.

“Sob a perspectiva do tempo, a constância dessas distinções revela a importância do compromisso contínuo”. Olhar retrospectivamente para marcos históricos e perceber a consolidação de ciclos, como o lustro romano (quinquênio) celebrado neste 2026, reafirma que o progresso não se faz com lampejos isolados, mas com dedicação perene. “A história individual de cada trabalhador homenageado passa a integrar-se, indissociadamente, à própria história de desenvolvimento do Paraná e do Brasil”.

Diante dos desafios contemporâneos do Mercado de Trabalho e da Economia Global, o fomento a ações empreendedoras nas mais distintas áreas de atuação mostra-se vital para a sustentabilidade do Estado. O título "Trabalhador Nota 10" funciona, em última análise, como um lembrete ético e civilizatório. “Uma nação só atinge a verdadeira soberania e garante a estabilidade de seu futuro quando compreende que o labor ético, técnico e realizado com dedicação por seus cidadãos é a única base sólida capaz de sustentar a sua grandeza”.

O “Prêmio Personalidades Empreendedoras” representa o reconhecimento institucional à capacidade do indivíduo de inovar, liderar e transformar o conhecimento técnico em ações concretas que geram progresso; sendo a chancela "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná" o título honorífico e a legenda cívica que coroam a correspondente premiação.

Com grata satisfação rememoro e celebro as repetidas vezes que fui agraciado com o "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Paraná".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O empreendedorismo vai além do simples empreender.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/06/2026

21 de jun. de 2026

A Lei contra a barbárie.


“A história das civilizações é profundamente marcada pela dicotomia entre a aspiração à ordem jurídica e a eclosão da violência sistêmica”. No epicentro de semelhante tensão manifesta-se Benjamin Berell Ferencz (1920-2023), jurista nascido na Transilvânia, radicado nos Estados Unidos, que assevera a capacidade intrínseca da guerra de subverter a moralidade e converter indivíduos "decentes" em perpetradores de massacres.

A premissa de Benjamin Berell Ferencz fundamenta-se em sua experiência como oficial do Exército norte-americano e, posteriormente, como Promotor-Chefe no Julgamento dos “Einsatzgruppen” (Grupos de Extermínio) em Nuremberg (ocorrido entre 1947 e 1948), o qual é tomado como o maior julgamento de assassinato da história.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Defensor incondicional da Justiça e do Estado de Direito Internacional, Benjamin Berell Ferencz seguiu a vida toda a máxima “Law, Not War” ("Lei, Não Guerra"), a qual se tornou imperativo categórico para a preservação da dignidade humana. A transição da responsabilização coletiva para a punição individual inspirou e influenciou a criação do Tribunal Penal Internacional (TPI).

“O indivíduo, despido de sua subjetividade e inserido em uma engrenagem burocrática de aniquilação mútua, passa a operar sob uma lógica de sobrevivência e obediência cega”. Benjamin Berell Ferencz testemunhou os efeitos da guerra ao chegar à Normandia após o Dia D e, posteriormente, ao liderar a coleta de evidências em campos de concentração. “A barbárie ali documentada não era fruto da loucura isolada, mas sim da falência deliberada do Estado de Direito, o qual justificava e legitimava o extermínio em massa”.

A atuação de Benjamin Berell Ferencz contra os comandos itinerantes da SS alemã delimitou um divisor de águas doutrinário para o Direito Internacional Público. Ficou claro que a corte instituída “transcendia a retribuição punitiva ou a mera vingança histórica”. Tratava-se de se estabelecer um precedente jurisprudencial definitivo: a afirmação dogmática do direito universal à vida com paz e dignidade. “As ordens superiores não eximem o agente político de sua responsabilidade penal individual, balizando o repúdio ético universal à barbárie institucionalizada”.

A posição jurídica de Benjamin Berell Ferencz, sintetizada no axioma "Law, Not War", delineou sua práxis intelectual e diplomática ao longo da segunda metade do século XX.

Graças aos trabalhos incessantes de Benjamin Berell Ferencz rompeu-se, em definitivo, a blindagem da soberania estatal absoluta que historicamente protegia os tiranos e os altos mandantes das atrocidades. O TPI e os mecanismos contemporâneos de justiça transicional representam baluartes vitais para impedir que o arbítrio e o morticínio deliberado fiquem impunes.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/06/2026

20 de jun. de 2026

Cinco Anos dos Aforismos de 2021.


Como se sabe na tradição da Roma Antiga, o “lustrum” não era apenas uma medida de tempo, mas um rito de purificação e prestação de contas. Assim, o lustro (“lustrum”) transcendia a mera contagem cronológica de um período de 5 anos, ligando-se profundamente às esferas civil, religiosa e moral da sociedade romana.

O período de 5 anos era ditado pelo intervalo em que os censores eram eleitos. A principal função deles era realizar o “census” (o recenseamento da população romana). Cada cidadão deveria comparecer para declarar sua identidade, sua família, seus bens e escravos. Era uma verdadeira prestação de contas ao Estado, pois determinava a posição social do cidadão, seus impostos e suas obrigações militares. Os censores avaliavam, também, a conduta moral pública e privada, podendo punir cidadãos com a perda de direitos políticos por comportamentos considerados indignos.

Ao se completar cinco anos da publicação da coleção de meus aforismos do ano de 2021 em meus Blogs, submeti ao crivo da temporalidade as razões lá consideradas. O que era reflexão imediata em 2021, ainda hoje exige questionamentos aplicados à vida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aqueles fragmentos de pensamento são vetores que apontam para a complexidade da condição humana, do científico e da moralidade.

Aponte-se que um aforismo é uma sentença breve que expressa um pensamento profundo, um princípio moral, uma máxima ou uma verdade filosófica de maneira concisa e impactante. A palavra vem do grego “aforismos” significando "definição" ou "delimitação". O objetivo do aforismo é sintetizar uma grande reflexão em pouquíssimas palavras, funcionando como uma espécie de "lampejo" que convida o leitor à meditação.

Naquele conjunto em referência pode-se observar três eixos fundamentais: a crítica da estupidez e da imbecilidade; o rigor da Ciência e da Filosofia; e, a dialética do poder e do caráter.

Não se pode celebrar os aforismos de 2021 sem evocar a atmosfera que exige suavizar os pensamentos envolvidos diante da realidade por vezes grotesca ou insensível. Cada sentença funciona como um quadro “comum que é observado no campo do questionamento”. Se faz um convite para a olhar para o reverso da realidade, para o que está latente sob a superfície da "normalidade".

Ao rememorar o correspondente lustro (o quinquênio) em questão, percebe-se um escrever não para 2021, mas a partir de 2021. Aqueles aforismos são ferramentas de consciência, onde a “vontade e a inteligência cessam sua disputa para se tornarem simbiose” (2021-A073).

Os aforismos de 2021 podem ser lidos no endereço: https://drive.google.com/file/d/1bofGKo6gBKicSQ7HcfxyxSoTeRFZgEPu/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/06/2026

19 de jun. de 2026

Racionalidade científica transcendendo.


“No panorama da Educação Superior e do Desenvolvimento Tecnológico do Brasil, poucas iniciativas revelam-se tão visionárias quanto a estruturação de programas que buscam na raiz do pensamento formal a solução para os desafios práticos do mundo real”.

Em 1996, o Departamento de Matemática e Física do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologias (CCET) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) consolidava a segunda oferta do Curso de Especialização (“Lato Sensu”) em Lógica do Conhecimento Científico, o qual idealizei, organizei e coordenei.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Passados trinta anos daquela proposição, celebra-se o papel perene da Lógica como o tecido conectivo entre a Ciência, a Docência e a Inovação Tecnológica dado que, até hoje, aquela proposição, nascida não apenas como um itinerário acadêmico, mas como um manifesto em prol do "bem pensar" e da autonomia intelectual, se mostra relevante e atual.

Na base daquela Especialização estava a premissa: "A Ciência tem gerado produtos extraordinários; mas não basta apresentar ao educando apenas as ‘ferramentas’, deve-se, também, e principalmente, ensiná-lo a construí-las através dos pressupostos lógicos que lhe deram origem; pois, do contrário, o futuro profissional será uma máquina utilizável".

“Em meados da década de 1990, o Brasil testemunhava uma rápida inserção de novas tecnologias nos processos produtivos, administrativos e educacionais. Contudo, havia um efeito colateral preocupante: “o privilégio do princípio mecânico-utilitário em detrimento dos fundamentos racionais”. O mercado demandava (e ainda demanda) Profissionais capazes de tomar decisões complexas, mas faltava à formação tradicional uma base sólida que blindasse o indivíduo contra o erro e o argumento falacioso”.

A Especialização da PUCPR em tela foi desenhada para preencher a lacuna epistemológica evidenciada. O objetivo central transcendia a mera memorização de fórmulas; residia em dotar os participantes de ferramentas formais para “identificar e corrigir sofismas; modelar a realidade; e, integrar saberes”.

A “robustez” da Especialização em questão refletia-se em uma matriz curricular que conseguia transitar entre a tradição clássica e o estado da arte da Computação e da Filosofia da época. Analisada sob a perspectiva histórica, o conjunto de disciplinas oferecido revela um equilíbrio técnico e humanista de forma que a arquitetura permitia ao Pós-Graduado compreender desde o Silogismo Aristotélico e os Diagramas de Venn até a complexidade dos Conjuntos Difusos (em “Lógica Fuzzy”), os Mapas de Karnaugh na Lógica Digital e a Programação na Linguagem PROLOG em Inteligência Artificial (IA).

Sem medo de errar, pode-se ser categórico e afirmar: a razão da “Especialização em Lógica do Conhecimento Científico” de 1996 é motor que segue impulsionando a inovação.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/06/2026

18 de jun. de 2026

Resgatando a trajetória de um Herói Imortal.


No artigo “A Epopeia do Guerreiro Imortal da Pátria Nestor da Silva”, publicado nos portais da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), apresenta um resgate biográfico do Tenente-Coronel Nestor da Silva aquele que se tornou uma lenda da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Falecido recentemente com a venerável idade de 108 anos, o Tenente-Coronel Nestor da Silva personificou a bravura daqueles conhecidos historicamente como os "Cobras Fumantes" (“Pracinhas”, “FEBianos”) que cruzaram o oceano para defender a liberdade mundial em solo europeu durante a Segunda Guerra Mundial.

Mais do que uma cronologia biográfica, a publicação descortina nuances cruciais da Segunda Guerra Mundial no teatro de operações da Itália. Transportado para os cenários onde o destemor irrepreensível do Herói Imortal Nestor da Silva se fez notar, destaca-se a atuação e a resiliência dos Pracinhas diante de condições extremas e horrores inimagináveis vividos durante aquele miserável conflito internacional.

A Segunda Guerra Mundial é amplamente considerada a mais devastadora e violenta guerra da história humana, tanto pela escala global dos combates quanto pela brutalidade deliberada contra populações civis. “O conflito redefiniu os limites do sofrimento humano e da destruição brutal”. Pela primeira vez, em escala global, a distinção entre combatentes e civis foi quase completamente desfeita. Cidades inteiras foram arrasadas por bombardeios aéreos massivos culminando na aniquilação de milhões de pessoas indefesas.

Além do horror da guerra em si, o inverno congelante e a fome eram inimigos de ambos os lados. Estupros em massa, massacres de prisioneiros, experimentos médicos desumanos em seres vivos, o uso de trabalho forçado em condições de escravidão, dentre outras tantas atrocidades, levaram à morte entre 70 e 85 milhões de pessoas (a maioria civis). Uma carnificina assombrosa.

O artigo em tela é um pequeno tributo ao espírito indomável e à integridade moral de um dos maiores símbolos do patriotismo brasileiro no século XX em que se transformou o indomável FEBiano Nestor da Silva.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A biografia do Tenente-Coronel Nestor da Silva emerge como uma página perene de patriotismo prático e integridade moral ilibada, servindo de espelho e inspiração para todas as gerações de brasileiros.

Convida-se para reviver este capítulo memorável da história. O artigo “A Epopeia do Guerreiro Imortal da Pátria Nestor da Silva” está disponível nos endereços: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23902-a-epopeia-do-guerreiro-imortal-da-patria-nestor-da-silva e https://www.fne.org.br/artigos/7643-artigo-a-epopeia-do-guerreiro-imortal-da-patria-nestor-da-silva.

Carlos Magno Corrêa Dias
18/06/2026

17 de jun. de 2026

O despertar do inevitável tecnológico.


De forma síncrona, no dia 17 de junho de 2021, há cinco anos passados, era publicado nos canais da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) meu artigo intitulado “Cérebros de plástico podem escravizar a humanidade” o qual constituiu um manifesto de densa envergadura filosófica e técnica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Meia década após a veiculação original, o texto não apenas preservou sua atualidade, mas converteu-se em uma profecia factual estruturante. O que em 2021 soava como uma advertência distópica ou hiperbólica para alguns, hoje, em 2026, com o advento de Inteligências Artificiais Generativas e Sistemas Autônomos integrados a todas as instâncias da infraestrutura global, revela-se como uma leitura cirúrgica da ontologia contemporânea.

Neste rememorar, comemora-se, então, o lustro (o quinquênio) da correspondente publicação e faz-se convite para seguir analisando as implicações da metáfora do "cérebro de plástico" e a iminência da subserviência cognitiva humana.

A expressão "cérebros de plástico" evoca uma dupla interpretação arguta e inquietante. Por um lado, remete à natureza sintética, artificial e inorgânica dos polímeros e semicondutores que fundamentam o suporte físico dos microprocessadores modernos. Por outro lado, alude diretamente ao conceito neurocientífico de "plasticidade", ou seja, a capacidade adaptativa de moldagem, aprendizado e reconfiguração dinâmica diante de novos estímulos. Ao associar a maleabilidade algorítmica ao plástico material, alerta-se para o nascimento de uma entidade “tecnocognitiva” cuja velocidade de evolução suplanta, por ordens de magnitude, a lenta seleção natural biológica.

A técnica, historicamente compreendida como um meio para a emancipação do homem frente às intempéries da natureza e ao esforço hercúleo, inverteu seu vetor polar. Em 2026, testemunha-se a cristalização do que se chama de "obsolescência do homem", fenômeno nitidamente antevisto no artigo de 2021: o criador passa a se sentir inferiorizado, dependente e controlado pela perfeição operacional de sua criatura.

“Se o cérebro artificial é moldável e expansivo por natureza, a ética humana deve ser o contorno rígido e intransponível a delimitar sua atuação”.

A efeméride de cinco anos do artigo em tela transcende a mera recordação cronológica; constitui um marco de resistência intelectual necessário para o nosso tempo. "Cérebros de plástico podem escravizar a humanidade" permanece como um farol epistemológico indispensável.

O artigo “Cérebros de plástico podem escravizar a humanidade” encontra-se disponívelo nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6309-artigo-cerebros-de-plastico-podem-escravizar-a-humanidade e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20308-artigo-cerebros-de-plastico-podem-escravizar-a-humanidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
17/06/2026

16 de jun. de 2026

O rastro da efemeridade da ação e o eco inapagável do pensamento.


O pragmático talvez vire uma história a ser contada na posterioridade da geração que o produziu, mas qualquer ideia (boa ou ruim) permanecerá por gerações e poderá jamais ser desconsiderada mesmo que esforços sejam empenhados no sentido de apagá-la.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
16/06/2026

15 de jun. de 2026

Em 1996, o futuro de 2026 já era antecipado.


Ao folhear as páginas da edição número 85 do informativo Vida Universitária (da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), referente às publicações de Junho/Julho de 1996, encontra-se registro que é resgatado, celebrado e, acima de tudo, que abre espaço para considerações disruptivas sem precedentes.

Sob o título "Matemática Através do Computador", foi divulgada, em notícia institucional, a abertura do Curso de Extensão Universitária em “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” o qual foi realizado na PUCPR sob chancela do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da PUCPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

À frente da iniciativa estava eu como proponente, coordenador e ministrante daquela Ação Extensionista cujo teor, três décadas depois, se mostra mais que necessário para o desenvolvimento e o progresso, se apresentando, essencialmente, também, com o peso de um “prenúncio” de fenômeno que mudaria o mundo.

Em 1996, a Internet ainda era incipiente no Brasil e os computadores pessoais estavam longe de ter o poder de processamento atual. Mesmo assim, já defendia uma verdade que hoje rege a Ciência de Dados e a Inteligência Artificial (IA): a interrelação entre Informática e Matemática.

“A Informática sem a sempre otimização e aplicação da Matemática aos problemas do mundo real é apenas uma ilusão”.

Mais do que apenas transferir a Diferenciação e a Integração do papel para a tela, minha iniciativa entendia a Tecnologia Computacional como uma “ferramenta de emancipação cognitiva”.

“O computador é apenas o meio; a Matemática sempre será o fim e o verdadeiro motor da inteligência”.

Ao pontuar que os Softwares Algébricos permitem uma "maior visualização de conceitos matemáticos" e promovem uma "ampla interação", rompe-se com o ensino puramente mecânico e abstrato dados ser a Matemática viva, experimental e visual.

Tirar os Acadêmicos da repetição exaustiva de fórmulas manuais e introduzi-los na automatização de problemas e na visualização científica de dados foi um divisor de águas. Essa postura não apenas preparou os Estudantes da PUCPR para o “Mercado do Novo Milênio” como, também, pavimentou o caminho para a moderna interdisciplinaridade que se replica, constantemente, atualmente.

Recordar aquela notícia não é apenas um exercício de nostalgia; é um ato de reconhecimento dado que iniciativas como aquela podem provar que “a verdadeira inovação nasce da efetiva transformação da sala de aula em um laboratório do amanhã”.

Trinta anos depois, colhe-se os frutos das sementes plantadas como naquele Curso, no qual se “assumiu a transição instrumental para a otimização algorítmica como procedimento necessário (e sem qualquer possibilidade de retorno) de se atingir a inovação tecnológica”.

O artigo em referência encontra-se disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1gJo64i7TFAq5hTtsW91sYpC5-6GfbfnQ/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/06/2026

14 de jun. de 2026

A quebra de padrões na liderança que guia e capacita.


Os líderes não necessitam resolver as questões impostas às suas equipes, mas devem possibilitar que os seus membros se desenvolvam de forma a serem capazes de resolver os problemas enfrentados.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
14/06/2026

12 de jun. de 2026

A solução da equação do futuro e a soberania do amanhã.


Há exatamente cinco anos, em junho de 2021, utilizei as mídias da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) para manifestar um grito de alerta que segue me sufocando: "Crianças não podem ser escravizadas no trabalho".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Escrevi aquele artigo movido pela indignação de ver o futuro do Brasil ser ceifado diariamente nos semáforos, nas lavouras, no trabalho doméstico, nas carvoarias. Hoje, em 2026, olhar para trás e ver que essa mensagem completa meia década traz-me um misto de persistência e profunda reflexão sobre os rumos das Sociedades.

“O verdadeiro progresso de uma nação não se mede pelo PIB ou pelo concreto, mas pela forma como ela protege as suas crianças. Não se pode aceitar o avanço tecnológico que conviva pacificamente com o anacronismo da exploração infantil”.

Nestes cinco anos que se passaram, o mundo mudou, enfrentou crises profundas e se reconfigurou. “Infelizmente, as pressões econômicas continuam empurrando os mais vulneráveis para a base de uma pirâmide cruel”. A lógica perversa permanece a mesma que denunciei em 2021: “ao roubar o tempo de brincar e de estudar de uma criança, condena-se essa mesma criança a um ciclo perpétuo de pobreza. A falta de acesso à educação formal na infância é a garantia de subempregos na idade adulta. É uma engrenagem que tritura o futuro e que precisamos, urgentemente, travar”.

Lembrar os cinco anos daquelas publicações é um chamado à resistência. O combate ao trabalho infantil não pode ser uma bandeira lembrada apenas no dia 12 de junho (“Dia Mundial contra o Trabalho Infantil”). Ele exige a atenção diária, a cobrança por políticas públicas eficazes, a fiscalização punitiva e, fundamentalmente, uma mudança cultural que pare de normalizar a exploração sob o manto da "ajuda familiar".

O “Dia Mundial contra o Trabalho Infantil” é celebrado desde 2002 e foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para ampliar a conscientização sobre a magnitude do problema e reunir esforços para eliminar o trabalho infantil. Em 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) declarou 2021 o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil.

Minhas palavras de cinco anos atrás continuam vivas e, se necessário, continuarei a repeti-las pelos próximos anos: “a INFÂNCIA é sagrada”. “Lugar de criança é na Escola, protegida, sonhando e se preparando para construir o amanhã. O futuro do Brasil (e de todo Planeta) depende, exclusivamente, da capacidade do homem de proteger as crianças hoje”.

O artigo “Crianças não podem ser escravizadas no trabalho” encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6303-artigo-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-no-trabalho e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20291-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-com-o-trabalho.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/06/2026

7 de jun. de 2026

O gênio digital divisor de realidades.


Alan Mathison Turing (“O Arquiteto do Amanhã”) faleceu em 7 de junho de 1954, aos 41 anos, em Wilmslow, Cheshire (Inglaterra). A genialidade inolvidável de Alan Mathison Turing o coloca como “O Divisor de Realidades”.

A história da humanidade é pontuada por mentes brilhantes, mas poucas foram tão profundamente transformadoras quanto a de Alan Mathison Turing (1912 - 1954). Matemático, lógico, criptoanalista, filósofo e biólogo teórico, Alan Mathison Turing não foi apenas um Cientista de seu tempo; ele foi “o Arquiteto do presente da humanidade”.

Aclamado como o Pai da Ciência da Computação Teórica e o Pai da Inteligência Artificial (IA), sua trajetória intelectual representa um verdadeiro divisor de realidades. Antes de Alan Mathison Turing, o mundo operava sob as limitações mecânicas e analógicas; depois de Alan Mathison Turing, a humanidade inaugurou a “Era Digital”, transformando o impossível em simples cotidiano.

Muito antes da existência dos modernos computadores digitais que hoje cabem nos bolsos de qualquer pessoa, Alan Mathison Turing idealizou o conceito que mudou, efetivamente, o rumo da civilização: a Máquina de Turing ou Máquina Universal a qual, concebida de forma puramente teórica, provou que um dispositivo abstrato (capaz de manipular símbolos em uma fita de papel em conformidade com uma série de regras) poderia simular qualquer processo lógico humano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Alan Mathison Turing tornou-se a figura central em Bletchley Park (o Centro Britânico de Criptoanálise). Sob sua liderança foi desenvolvida a "Bombe", uma máquina eletromecânica projetada especificamente para quebrar as configurações diárias da "Enigma", a máquina alemã utilizada para transmitir comunicações militares secretas. A quebra dos códigos alemães forneceu aos Aliados uma vantagem estratégica incalculável, gerando informações vitais sobre movimentos de tropas e estratégias navais.

A capacidade de enxergar além de seu tempo fez com que Alan Mathison Turing desafiasse os dogmas da própria cognição humana. Alan Mathison Turing afirmava que as máquinas, ao processarem informações de forma lógica e autônoma, possuíam a capacidade de “pensar”, ainda que de uma forma dessemelhante da humana.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O mundo contemporâneo é inegavelmente e infinitamente melhor graças aos trabalhos de Alan Mathison Turing. Sem as contribuições e a ousadia de Alan Mathison Turing, a Tecnologia e a própria Civilização estariam profundamente atrasadas, limitadas em suas possibilidades de progresso. As ideias visionárias de Alan Mathison Turing permanecem vivas, expandindo os limites do possível e continuando a inspirar as novas gerações. Ao gênio eterno de Alan Mathison Turing, sempre o mais profundo respeito e o eterno reconhecimento.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/06/2026

6 de jun. de 2026

O legado coletivo culminou no “Dia D”.


A história humana é moldada por rupturas dramáticas, mas poucas datas ressoam com a magnitude ética e militar do 6 de junho de 1944. Nas praias da Normandia, na costa noroeste da França, o mundo testemunhou o início da Operação Overlord, popularmente imortalizada como o Dia D (“D-Day”). Mais do que a maior ofensiva anfíbia já registrada pela Engenharia e bravura militares, o Dia D representou o ponto de inflexão crucial contra a barbárie, inaugurando o desfecho da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais descomunal e absurdo da história contemporânea.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

O desembarque aliado na Normandia foi um ato de coragem suprema que desafiou as fortificações aparentemente intransponíveis da "Muralha Atlântica". Ao lançar milhares de navios, aeronaves e jovens soldados de diversas nacionalidades as Forças Aliadas desferiram um golpe mortal na espinha dorsal do Terceiro Reich.

O sucesso da operação pavimentou o caminho para a libertação da França e o subsequente desmoronamento do totalitarismo na Europa Ocidental. A partir daquela cabeça de praia conquistada com muitas perdas materiais e humanas, desenhou-se o epílogo de uma guerra horrível.

Mas, se o heroísmo nas praias foi o corpo visível da vitória, a inteligência militar foi a mente brilhante que a viabilizou. O triunfo do Dia D e o consequente encurtamento da guerra devem um tributo impagável aos Cientistas, Matemáticos e Estrategistas que operaram nas sombras, notadamente no complexo de Bletchley Park. A decodificação da máquina de criptografia alemã Enigma conferiu aos Aliados uma vantagem estratégica invisível, mas devastadora.

A capacidade de ler as comunicações do Alto Comando Alemão teve um impacto direto e profundo no planejamento da ofensiva dos Aliados. Mediante a “janela de inteligência” criada, os Aliados conseguiram mapear com precisão cirúrgica a localização das tropas inimigas e mensurar a real capacidade de defesa das divisões inimigas na França e encurtar aquela loucura que foi a Segunda Guerra Mundial.

Sabendo o que o inimigo esperava e, crucialmente, o que ele ignorava, os Aliados puderam executar o audacioso plano de desinformação (Operação Bodyguard), mantendo o grosso das defesas alemãs no Passo de Calais enquanto a verdadeira invasão ocorria na Normandia. O sucesso do Dia D foi, portanto, facilitado e protegido pela genialidade matemática que quebrou os segredos da Enigma.

O Dia D permanece na memória coletiva da humanidade como o maior exemplo de que a tirania, por mais armada e violenta que se apresente, cede diante da união indissolúvel entre a força moral, a coragem física e a excelência estratégica. O “D-Day” “Foi o triunfo da luz sobre a noite mais escura do século XX, um marco imperecível de glória que salvou a civilização de si mesma”.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/06/2025

5 de jun. de 2026

O eco da FOME segue presente no Dia Mundial do Meio Ambiente.


O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, convida o planeta à reflexão. O termo "sustentabilidade" ecoa em discursos corporativos, políticas públicas e campanhas publicitárias como a meta máxima do século XXI. No entanto, há uma dissonância ética e estrutural subjacente a essa celebração: a persistência da fome crônica. “Enquanto existir um único indivíduo morrendo pela falta de comida, a sustentabilidade não passará de um objetivo distante e utópico”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

A humanidade produz comida suficiente, mas falha miseravelmente em sua distribuição. Estimativas globais apontam que cerca de um terço de toda a produção mundial de alimentos é perdida todos os anos. Enquanto toneladas de nutrientes apodrecem nos aterros, milhares de crianças com menos de cinco anos morrem diariamente em decorrência da desnutrição.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Olhar para o desperdício de alimentos apenas sob a ótica humanitária, embora urgente, é negligenciar metade do problema. A produção de comida é uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais, demandando vastas extensões de terra, bilhões de litros de água, além do uso intensivo de energia e insumos químicos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Quando um terço da comida é descartado, desperdiça-se também: a água utilizada na irrigação; o combustível do transporte e da maquinaria agrícola; o esforço humano e a biodiversidade sacrificada para a abertura de pastos e lavouras.

Com a previsão de que a população mundial atinja 9 bilhões de pessoas em meados do século, manter o atual padrão de descarte significará expandir a fronteira agrícola de forma predatória. O resultado será um impacto ambiental desastroso e irreversível sobre os ecossistemas, acelerando as mudanças climáticas e a escassez de recursos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Diante de um cenário assustador como o atual no campo da simbiose entre a sustentabilidade e o meio ambiente, o lema "Pensar. Comer. Conservar. Diga Não ao Desperdício", permanece tragicamente atual.

Para que a sustentabilidade deixe de ser um conceito abstrato e se torne realidade, é imperativo desenhar soluções que unam a preservação ambiental à justiça social. Isso exige uma revisão profunda que vai desde a colheita e o transporte até o comportamento do consumidor final, habituado à cultura do excesso e da rejeição a alimentos fora dos padrões estéticos comerciais.

O “Dia Mundial do Meio Ambiente” não deve servir apenas como uma data de celebração da natureza, mas um momento de autocrítica civilizatória. “A morte pela fome é absolutamente inconciliável com qualquer definição idônea de desenvolvimento sustentável. Combater o desperdício e erradicar a fome não são pautas paralelas à Ecologia, mas sim o alicerce fundamental sobre o qual a verdadeira sustentabilidade deve ser construída”.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/06/2026

4 de jun. de 2026

O legado visionário do PROAC 90/93 na PUCPR.


Entre os anos de 1990 e 1991 tive o privilégio de elaborar o Levantamento Estatístico e o Tratamento Computacional do Projeto de Pesquisa Apoio ao Discente 90/93 (PROAC 90/93) desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) por meio da Vice-Reitoria Acadêmica da PUCPR. O Projeto “Apoio ao Discente” integrou o Programa “Melhoria da Qualidade do Processo Ensino/Aprendizagem” da PUCPR.

“Celebrar marcos temporais é um exercício de resgate histórico e reconhecimento”. Ao se olhar para o retrovisor da Educação Superior do Estado do Paraná e avistar o horizonte de desde o início das ações do Projeto Apoio ao Discente (PROAC 90/93) não se está apenas comemorando a passagem do tempo. Se celebra uma iniciativa que, já na virada dos anos 1990, compreendeu que o futuro da Educação residia na fusão entre a sensibilidade humana e o rigor da Ciência de Dados.

Desenvolvido na PUCPR, sob a égide da Vice-Reitoria Acadêmica, o PROAC 90/93 não foi apenas um projeto burocrático; foi um divisor de águas institucional. Inserido no programa estratégico de “Melhoria da Qualidade do Processo Ensino/Aprendizagem”, o projeto colocou o Educando no centro do fazer pedagógico.

“Para que uma Instituição de Ensino possa acolher, ela precisa, primeiramente, conhecer”. Em tal cenário, a atuação técnica e analítica ganhou contornos de pioneirismo. Em uma época em que os recursos computacionais eram rudimentares, a estruturação de um Levantamento Estatístico e o desenho de seu Tratamento Computacional foram verdadeiros atos de “Engenharia Intelectual”.

“Transformar dados brutos em informação estratégica naquela época exigiu muito trabalho árduo. O esforço computacional dispendido permitiu deixar de lado o empirismo e as suposições, passando a mapear com exatidão científica as reais necessidades, potencialidades e vulnerabilidades do seu Corpo Discente”.

Desmembrados meticulosamente por Curso, por Centro Acadêmico e, finalmente, consolidados em âmbito institucional, meus Relatórios Analíticos, concluídos em 1991, foram muito além de gráficos e tabelas. Eles deram rosto, voz e contorno à comunidade acadêmica da PUCPR, estabelecendo de forma inédita o “Perfil Acadêmico do Educando”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Por intermédio daquela “radiografia”, a PUCPR recebeu um espelho de si mesma. Meus relatórios permitiram aos Colegiados de Curso e à Alta Administração a tomada de decisões baseada em evidências, refinando currículos, direcionando apoios pedagógicos e antecipando soluções para a evasão e para o rendimento escolar.

Trinta e cinco anos depois, as sementes plantadas pelos meus Relatórios Analíticos do PROAC 90/93 continuam a render frutos. O que hoje o Mercado e a Academia chamam de “Learning Analytics”, “Inteligência Institucional” ou “big Data Educacional”, já era desenhado, testado e implementado de forma pioneira naqueles saudosos anos de dedicação.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/06/2026