No fluxo incessante do tempo, certas datas funcionam como âncoras para a memória intelectual. Em 2026, celebro o jubileu de cristal (15 anos) do Registro de Propriedade Intelectual de minha obra "Dilemas cotidianos" (PI 532.257 / Livro 1.011 / Folha 352), cujo documento foi emitido em 06 de julho de 2011 pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional (BN). O correspondente Registro de PI é a salvaguarda de uma reflexão sobre a condição humana e que foi eternizada sob o selo do Ministério da Cultura (MinC).
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Aquela minha obra, chancelada com o ISBN de número 978-85-88925-12-0, surgiu como um convite ao embate filosófico. Propus que o "dilema" fosse adotado como uma "intensa batalha contínua" entre conceitos e valores. “Dilemas cotidianos” interroga a sociedade moderna sobre a falta de humanização, questionando se a razão deve redefinir o homem para adequá-lo a um papel desumano ou se deve gerar uma versão de ser que denuncie uma possível decadência.
DIAS, Carlos Magno Corrèa - 2011
A arquitetura de "Dilemas cotidianos" reflete a complexidade envolvida em dois momentos distintos e complementares: (a) no primeiro momento, versos "gritam suas intenções"; sendo utilizada a lírica como ferramenta de exposição das angústias que impedem a evolução do ser pensante; não se tratando de uma exposição categórica, mas de uma provocação sensorial e emocional; (b) na segunda parte, a obra transita para a objetividade mediante a exposição de preceitos diretos os quais, afirmados em aforismos, explicitam inquietudes e posições envolvidas no processo de desumanização oferecendo ao leitor um espelho das contradições sociais.
O legado de "Dilemas cotidianos" reside na defesa intransigente da dignidade. Procuro resgatar o imperativo categórico ao sugerir que a humanidade só atingirá sua excelência quando o homem for entendido como um fim em si mesmo, e não como um meio para atingir outros objetivos.
Ao abordar temas como a opressão, a escravidão e a negação da liberdade, o texto transcende para se tornar atemporal, argumentando que a dignidade é o atributo essencial da humanização, dado que sem o seu respeito absoluto, a humanidade sobrepuja a si mesma em um ciclo de degradação.
Celebrar os 15 anos deste registro é reconhecer a necessidade continuada da "promoção humana". Na redação do conteúdo de “Dilemas cotidianos” busquei a disseminação de um olhar "menos condicionado" e "mais profundo".
Ao revisitar "Dilemas cotidianos" nesta data festiva, renova-se o compromisso com a reflexão, esperando que continuamente se possa testemunhar a capacidade humana de transpor seus próprios limites e alcançar a almejada dignidade.
A utopia de um mundo justo e verdadeiramente humano não depende de avanços tecnológicos ou acúmulo de riquezas, mas sim da capacidade de olhar para o outro e enxergar um valor absoluto, e nunca uma utilidade.
Carlos Magno Corrêa Dias
06/07/2026
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