25 de fev. de 2026

Engenharia Lógica e a transição para o futuro.


No início de 2016, enquanto alguns conceitos inovadores sobre Tecnologia ainda ganhavam tração no Brasil, identifiquei a necessidade de transpor os muros da Academia e fomentar uma discussão prática sobre o papel da Lógica nas Engenharias da época. Foi sob semelhante premissa que propus, organizei, coordenei e ministrei a Oficina intitulada "Engenharia Lógica nos Caminhos da Quarta Revolução Industrial".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

Desenvolvi a Oficina em referência no Câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) a qual foi chancelada pelo DAMAT (Departamento Acadêmcio de Matemática) da TECNOLÓGICA (UTFPR).

A Engenharia Lógica foi o fio condutor de um cronograma que planejei para desmistificar o impacto das novas Tecnologias (disruptivas) no Mercado de Trabalho e na Pesquisa na área das Engenharias. A organização daquela Oficina exigiu uma articulação entre a teoria e a aplicação. O objetivo era claro: preparar os participantes para um cenário onde a eficiência produtiva estaria intrinsecamente ligada à capacidade de modelagem lógica e algorítmica.

Especificamente, partindo de uma contextualização histórica sobre as três primeiras Revoluções Industriais que transformaram o mundo, na Palestra (Oficina) em questão tratei dos “pressupostos da Engenharia Lógica que determinam os fundamentos lógicos e necessários da Quarta Revolução Industrial no que diz respeito, especificamente, à necessária fusão de tecnologias e combinação da Internet dos Objetos com os Metadados para se estabelecer as indistinguíveis linhas delimitadoras entre as esferas físicas e digitais que transformam o panorama econômico e político mundial”.

A experiência da Oficina de 2016 serviu como um laboratório de ideias. Ao olhar para trás, percebo que os fundamentos da Engenharia Lógica lá discutidos na recordada Oficina tornaram-se, hoje, requisitos básicos para a sobrevivência técnica. A Oficina foi espaço de construção de pensamento crítico sobre como a tecnologia deve servir ao progresso humano de forma estruturada.

Passados mais de dez anos, a Engenharia Lógica continua a sinalizar possibilidades simbióticas entre Consciência Humana e Metadados. O "pensar cibernético" das “máquinas”, centrado na Engenharia Lógica, segue evoluindo.

Como afirmei na época “as máquinas inteligentes herdarão o campo do bem raciocinar. O futuro da "Consciência Cibernética" (CC) já havia começado. Um novo "mundo possível" já se fazia presente e se desenvolvia com velocidade espantosa. A Engenharia Lógica avançou.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Naquele tempo a Engenharia Lógica já evidenciava a exigência de uma Lógica Condicional no mundo das Tecnologias para se perspectivar novas extensões e evitar os erros cometidos de se tratar as Ciências e as Tecnologias com distanciamento inaceitável (distanciamento aquele que em muito delimitou desenvolvimentos e progressos).

Carlos Magno Corrêa Dias
25/02/2026

24 de fev. de 2026

Algebrização e Axiomatização de Sistemas Lógicos.


A Lógica Matemática e a Teoria de Sistemas Formais constituem o cerne do desenvolvimento tecnológico e computacional contemporâneo. No início de 2016, propus e coordenei o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica intitulado "Algebrização e Axiomatização de Sistemas Lógicos", realizado no Câmpus Curitiba da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

O objetivo central daquele evento de extensão foi transitar da intuição lógica para o rigor das estruturas algébricas, fornecendo aos Estudantes de Engenharia da TECNOLÓGICA (UTFPR) “ferramentas” para a fundamentação de sistemas complexos.

O projeto foi desenhado para abranger uma carga horária dividida entre o planejamento acadêmico, a organização metodológica e a execução docente. Como coordenador, a prioridade foi estabelecer uma ponte entre a Lógica Proposicional Clássica e as Lógicas Não-Clássicas, utilizando o Método Axiomático como fio condutor.

A organização estruturou-se em dois pilares fundamentais: (1) Axiomatização: a definição de um conjunto mínimo de axiomas e regras de inferência capazes de derivar todos os teoremas de um sistema; (2) Algebrização: a tradução desses sistemas para uma linguagem algébrica (como a Álgebra Booleana), permitindo o tratamento de problemas lógicos por meio de ferramentas matemáticas.

Na etapa de ministração do curso explorei a Semântica e a Sintaxe dos Sistemas Lógicos. O foco recaiu sobre a capacidade de provar a Completude e a Correção (“Corretude”) de Sistemas, competências essenciais para as Engenharias, Computação e Matemática.

“O Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ALGEBRIZAÇÃO E AXIOMATIZAÇÃO DE SISTEMAS LÓGICOS teve por principal objetivo apresentar a Álgebra da Lógica Formal Dedutiva de Primeira Ordem em associação com Sistemas Axiomáticos necessários para a instituição da Teoria da Prova e da Teoria da Argumentação Lógica aplicadas na Análise Lógica da Validade e da Consistência de Argumentos e Inferências Proposicionais e Predicativas centradas na Completude e na Corretude”.

A experiência demonstrou que a formalização lógica não é apenas um exercício teórico, mas uma necessidade técnica. Por meio do curso em referência foi possível: fomentar o pensamento analítico rigoroso; discutir a aplicação de Sistemas Axiomáticos na verificação de Software e Hardware, bem como consolidar a extensão universitária como um espaço de alta densidade técnica e teórica.

A Algebrização da Lógica permite uma compreensão mais profunda da estrutura da “verdade formal”, transformando conceitos abstratos em modelos operacionais prontos para a aplicação tecnológica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A Axiomatização permite que a mente siga regras lógicas consistentes e a Algebrização transforma as correspondentes regras em operações matemáticas que a máquina pode processar.

Carlos Magno Corrêa Dias
24/02/2026

23 de fev. de 2026

Estruturas Algébricas Bivalentes e Dicotômicas.


A Docência Universitária não se encerra nos limites das grades curriculares da Graduação uma vez que se expande, ganha fôlego e dialoga com a Comunidade por intermédio das Atividades de Extensão, as quais formam um território onde o rigor teórico encontra a aplicação prática e o compartilhamento do saber. Em fevereiro de 2011, materializei, uma vez mais, semelhante visão ao propor, organizar e coordenar o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ministrei o Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná), no período de 07/02/2011 a 23/02/2011, com chancela do DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2011

Naquela época assumi a responsabilidade não apenas do encargo administrativo, mas, também, da curadoria do correspondente conteúdo visando acrescentar à formação dos futuros Engenheiros conteúdos densos e acessíveis no campo da Álgebra Moderna e da Lógica Formal.

Desenvolvi a ação ~extensionista exclusivamente para meus alunos dos Cursos de Engenharia do Câmpus Curitiba da UTFPR quando tratei (formalmente, analiticamente) as relações de impregnação entre a Inteligência Lógica e a Engenharia Inferencial (ou Engenharia Lógica) que sou o proponente e que já há algum tempo venho desenvolvendo.

No Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS abordei, também, com o necessário rigor, a Teoria da Demonstração Dedutiva e as principais Estruturas Algébricas dos Cálculos Lógicos aplicados à Teoria da Argumentação em Sistemas Algébricos Dicotômicos e Bivalentes.

Assim, para além da coordenação, estive à frente do ministrar o correspondente curso o qual constituiu, efetivamente, um exercício de transposição didática quando explorei os Sistemas Bivalentes e Dicotômicos tratando cada Operação Lógica como Operação Algébrica (precisa). Durante o curso meu objetivo foi demonstrar como a “abstração matemática” por meio de Sistemas Algébricos serve de alicerce para a Computação, a Teoria dos Circuitos de Chaveamento e a própria fundamentação do Raciocínio Lógico Formal.

De um lado a realização do Curso de Extensão Universitária e Tecnológica em ESTRUTURAS ALGÉBRICAS EM SISTEMAS LÓGICOS BIVALENTES E DICOTÔMICOS reafirmou o papel da TECNOLÓGICA como um polo irradiador de conhecimento técnico-científico desde sempre e, de outro, contribuiu para mostrar que “Estruturas Bivalentes e Dicotômicas” são ferramentas capazes de bem organizar o pensamento analítico.

Extensão Universitária e Tecnológica é o caminho mais curto para manter o conhecimento vivo, relevante e em constante diálogo com a Sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/02/2026

21 de fev. de 2026

Nestor da Silva é o Guerreiro Imortal.


A história das nações é escrita pelo sangue e pela coragem de seus filhos, mas poucas trajetórias brilham com a intensidade e a longevidade da do Tenente-Coronel Nestor da Silva. O lendário "Pracinha" mineiro não é apenas um sobrevivente da Segunda Guerra Mundial; ele é a personificação viva da honra militar brasileira e um dos maiores heróis que este país já viu.

Nascido em 13 de julho de 1917, em Belo Horizonte (MG), Nestor da Silva iniciou sua jornada na base da hierarquia, assentando praça como voluntário em 1938. Quando o mundo mergulhou nas trevas do totalitarismo, ele embarcou para a Itália em 1944 como Segundo-Sargento do 11º Regimento de Infantaria. Nos campos gelados e mortais da Europa, Nestor da Silva comandou mais de 20 patrulhas em território inimigo, desafiando a morte em confrontos cruciais e mortais como Monte Castelo e Castelnuovo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No entanto, foi na Batalha de Montese que seu nome foi gravado de forma indelével na história. Após a queda em combate do comandante de seu pelotão, o então Sargento Nestor da Silva assumiu o comando da fração com uma audácia que mudou o curso da ação. Seu desempenho foi tão excepcional que o comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), tomou uma decisão raríssima: promoveu Nestor da Silva a Segundo-Tenente por bravura em pleno campo de batalha.

A farda do Tenente-Coronel Nestor da Silva é um mapa de glórias. Detentor da Cruz de Combate de 1ª Classe (a maior honraria por bravura individual do Brasil) ele também ostenta as medalhas de Sangue do Brasil, de Campanha, da Ordem do Mérito Militar e a do Pacificador.

Após a guerra, sua sede de servir não arrefeceu. Nestor da Silva tornou-se um oficial de elite, servindo na Brigada de Infantaria Paraquedista por sete anos, onde se especializou como Mestre de Salto, e integrando o Estado-Maior do Exército. Sua carreira é o exemplo máximo da transição do "soldado do povo" para o oficial altamente respeitado.

Em sessões solenes no Senado e na ALESP, o gigante Tenente-Coronel Nestor da Silva foi a figura central das celebrações dos 80 anos da Vitória. “Ver um homem centenário que outrora enfrentou as metralhadoras nazistas (as temidas e mortais metralhadoras MG 42 alemãs apelidadas de “Lurdinhas”), levantar-se para saudar a bandeira com a mesma lucidez de um jovem cadete, é uma lição de patriotismo que comove gerações”.

Sua longevidade parece ser, também, uma missão: a de garantir que o sacrifício dos brasileiros que foram à Itália jamais seja esquecido. Nestor da Silva é o "último escalão", a testemunha ocular que mantém acesa a chama da “Cobra que Fumou”.

O Tenente-Coronel Nestor da Silva não é apenas um veterano; ele é um monumento nacional. Sua trajetória ensina que o verdadeiro herói é feito de resiliência, humildade e um amor incondicional à liberdade.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve o Herói Imortal Nestor da Silva!

Carlos Magno Corrêa Dias
21/02/2026

19 de fev. de 2026

Novo Profissional enfrenta concurso entre técnica e adaptabilidade.


O cenário laboral atual atravessa uma das metamorfoses mais profundas, impulsionada por uma convergência de avanços tecnológicos, mudanças nas relações de produção e novas exigências sociais. Sob o título "O Mercado de Trabalho chama um novo Profissional", escrevi e foi publicado na página da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e na página do SEESP (Sindicato dos Engenheiros em São Paulo) artigo no qual lanço considerações sobre a urgência de uma reconfiguração do perfil do trabalhador, especialmente no campo das Engenharias, mas com implicações que se estendem a todas as áreas do conhecimento.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No artigo, considero o momento em que a IA (Inteligência Artificial), a Automação e a Transição Energética deixaram de ser promessas futuras para se tornarem imperativos do presente. O "Novo Profissional" não é apenas aquele que domina as ferramentas digitais, mas aquele capaz de navegar na incerteza. “O mercado já não se satisfaz com a especialização estanque; ele exige a interdisciplinaridade”.

Em conformidade com a síntese das ideias apresentadas, assumo que este novo perfil profissional se encontra assentado em três pilares fundamentais:
(1) Hibridismo de Competências (Hard e Soft Skills): se no passado o diploma era a garantia de sucesso, afirmo que hoje ele é apenas o ponto de partida. A capacidade de comunicação, a inteligência emocional, o trabalho em Equipe e a liderança ética surgem como diferenciais competitivos. Deve-se conciliar o rigor do cálculo com a sensibilidade da gestão de pessoas.
(2) Aprendizagem Contínua (“Lifelong Learning”): a obsolescência do conhecimento é acelerada. No artigo reforço que a educação não termina na graduação. O novo profissional deve adotar uma postura de "eterno aprendiz", atualizando-se constantemente perante tecnologias disruptivas.
(3) Compromisso Social e Sustentabilidade: a atuação profissional está agora, mais do que nunca, sob o escrutínio do impacto ambiental e social. O mercado de trabalho chama profissionais que compreendam a economia circular e que projetem soluções que respeitem os limites do planeta e promovam a equidade.

O "chamamento" do mercado de trabalho não é apenas por mais mão de obra, mas por uma nova mentalidade. O Profissional do futuro próximo é um agente transformador, capaz de unir a competência técnica à visão humanística. Em última análise, no artigo reitero que, embora a Tecnologia mude as ferramentas, a capacidade humana de criar, adaptar-se e agir com ética permanece como o núcleo central da relevância profissional.

O artigo "O Mercado de Trabalho chama um novo Profissional" encontra-se disponível para leitura nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7565-artigo-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23724-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/02/2026

P.S.:
(a) DIAS, Carlos Magno Corrêa. O mercado de trabalho chama um novo profissional. In página oficial da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros. Disponível em: <https://www.fne.org.br/artigos/7565-artigo-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional>. Postado originalmente em: 11 fev. 2026.
(b) DIAS, Carlos Magno Corrêa. O mercado de trabalho chama um novo profissional. In página do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo). Disponível em: <https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23724-o-mercado-de-trabalho-chama-um-novo-profissional>. Postado originalmente em: 18 fev. 2026.

18 de fev. de 2026

A LGPD e a Ressignificação dos Dados Pessoais.


A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei número 13.709/2018), a LGPD, não representa apenas uma mudança no ordenamento jurídico brasileiro ou uma nova camada de burocracia para as empresas.

No meu artigo “LGPD estabelece ressignificação dos dados pessoais”, publicado pelo Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) e pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), destaco que se está diante de uma verdadeira "ressignificação" do que representam os dados pessoais na era digital uma vez que passam a ser entendidos como extensões da própria personalidade do indivíduo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O ponto central da análise que realizo reside na compreensão de que a LGPD estabelece um novo patamar de respeito à privacidade e à autodeterminação informativa. Antes da LGPD, a coleta e o tratamento de dados ocorriam, muitas vezes, em um "terreno sem Lei", onde o titular das informações tinha pouco ou nenhum controle sobre como sua vida digital era monetizada ou compartilhada.

Para o setor das Engenharias e Tecnologia a LGPD impõe uma revisão profunda nos processos de desenvolvimento. A proteção de dados deve ser pensada desde a concepção de sistemas (“Privacy by Design”) e mantida por padrão (“Privacy by Default”). Com a LGPD os dados pessoais passam a constituir “um ativo do cidadão”, e não da organização que os coleta.

A ressignificação que menciono implica que a segurança da informação deixa de ser uma preocupação meramente técnica para se tornar uma questão ética e estratégica. Profissionais da área devem agora considerar o impacto social do tratamento de dados, garantindo que a inovação tecnológica não atropele os direitos fundamentais.

A LGPD estabelece que o tratamento de dados deve ser fundamentado em bases legais claras (como o consentimento, o cumprimento de obrigação legal ou o legítimo interesse). Isso força uma mudança na cultura organizacional brasileira.

Conforme discuto no artigo em referência, a LGPD não veio para frear o progresso, mas para humanizá-lo. A ressignificação dos dados pessoais é o reconhecimento de que, na sociedade da informação, a privacidade é um valor inegociável. A adequação à LGPD deve ser vista como um investimento na credibilidade institucional e proteção dos dados de forma que o ambiente digital se torne cada vez mais seguro.

O artigo encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/rtigos/6175-artigo-lgpd-estabelece-ressignificacao-dos-dados-pessoais e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/19963-lgpd-estabelece-ressignificacao-dos-dados-pessoais.

Carlos Magno Corrêa Dias
18/02/2026

17 de fev. de 2026

O acordo silencioso das aparências.


Ética e caráter, eternas rivais, não se misturam publicamente.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
17/02/2026

16 de fev. de 2026

O legado do Seminário MAPLE V na TECNOLÓGICA.


A evolução do Ensino/Aprendizagem da Matemática Superior tem sido marcada pela transição do rigor puramente manual para a integração de ferramentas computacionais avançadas. No cenário inovador correspondente, o Seminário "Utilização do Maple V no Ensino e Aprendizagem do Cálculo Diferencial e Integral", realizado em 10/02/2011, o qual idealizei, organizei, coordenei e ministrei, se transformou como marco pedagógico no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Promovido por meio do Departamento Acadêmico de Matemática (DAMAT) do Câmpus Curitiba da UTFPR, o Seminário em referência objetivou apresentar Metodologias de Ensino/Aprendizagem centradas em Software Algébrico de ponta para uma das disciplinas mais desafiadoras das Engenharias e das Ciências Exatas que é o Cálculo Diferencial e Integral.

O MAPLE V é um Sistema de Computação Algébrica que permite a manipulação de expressões simbólicas, cálculos numéricos e, crucialmente, a visualização gráfica complexa. No contexto do Cálculo Diferencial e Integral, a ferramenta atua como uma ponte entre a teoria abstrata e a aplicação prática.

Minha proposta do Seminário fundamentou-se em três pilares principais: (1) Visualização Dinâmica: a capacidade de gerar gráficos bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) em tempo real para a melhor compreensão de conceitos como limites, derivadas e integrais múltiplas de forma espacial e intuitiva; (2) Redução da Carga Procedimental: ao automatizar cálculos extensos e repetitivos, o software libera o usuário para focar no raciocínio lógico e na interpretação dos resultados, em vez de se perder em etapas puramente mecânicas; e, (3) Experimentação Investigativa: exploração de como é possível testar hipóteses e observar o comportamento de funções sob diferentes parâmetros, transformando qualquer exercício em um “laboratório de descobertas”.

A realização do Seminário sobre a utilização do MAPLE V reforçava meu compromisso com a “disrupção tecnológica” haja vista minha intenção em institucionalizar a utilização “normal” de “Computer Algebra Systems” (CAS) no currículo acadêmico.

O evento constituiu uma capacitação que visava mitigar as grandes dificuldades associadas ao Cálculo diferencial e Integral. Ao introduzir o MAPLE V nas Engenharias da época promovi a necessária reflexão sobre como as Tecnologias podem ser uma aliada poderosa no desenvolvimento do conhecimento técnico-científico.

Embora realizado em 2011, os princípios que discuti naquele Seminário permanecem atuais. A transição para o “Ensino/Aprendizagem Digital” e o uso de “Inteligência Computacional” são desdobramentos diretos de iniciativas pioneiras como aquela que serviu como um catalisador para que a Matemática ministrada na Academia deixasse de ser vista como uma disciplina estática, posicionando-a como uma Ciência viva e interativa.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/02/2026

15 de fev. de 2026

Além dos Cálculos e da Lógica ficam as memórias.


Em 09/02/2001, recebia a distinção como Professor Homenageado da Turma EC-2000/PUC-PR (Turma de 2000 do Curso de Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), na cerimônia de Colação de Grau ocorrida no Auditório Mário de Mari do então Cietep (Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Estado do Paraná), atualmente chamado “Campus da Indústria” do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Paraná).

Convite Formatura - 2000

Celebro, nesta data, o quarto de século das homenagens recebidas. A Colação de Grau além de ser um espetacular “rito de passagem” marca oficialmente a conclusão da Jornada Acadêmica formalizando o surgimento de Profissionais reconhecidos perante a lei. Mas, já são mais de 30 anos desde os primeiros dias de aula quando Professor e Acadêmicos compartilharam Cálculos e Lógica fundamentais (os quais foram ministrados com o devido rigor científico e intensificado grau de complexidade).

A Graduação exige anos de esforço, noites sem dormir e abdicação. A Formatura é, para além do simples reconhecimento, momento no qual se consolida a transição de Estudante (Acadêmico) para Profissional. Como Professor, ser homenageado naquele especial momento da Formatura é dos prêmios aquele que constitui grande relevância e apreço.

Digitalização Foto - Convite Formatura - 2000

Digitalização Foto - Convite Formatura - 2000

Entendo a Graduação como a construção de um motor potente: um diferencial estratégico que acompanha o Profissional por toda a vida. Mais do que transmitir conteúdo, o Ensino Superior ensina a pessoa a “aprender a aprender”. É nesse período que se consolidam os métodos científicos para resolver problemas e se desenvolve a capacidade de argumentação e a visão sistêmica. No entanto, é o compromisso contínuo do Profissional com o pensamento crítico que serve como o combustível indispensável para manter o correspondente motor em pleno funcionamento ao longo da carreira.

Na homenagem recebida, os Afilhados deixaram afirmado que “ensinar é crer, acreditar que se pode contribuir para a formação de um caráter, e compartilhar de sua própria existência. Ao Mestre, pelas lições de saber, pela orientação constante, pela dedicação e renúncias pessoais, por repartirem sua existência e auxiliar a trilharmos este caminho, nossa homenagem e gratidão”.

Ecoando as palavras de Henrique de Souza Filho (1944-1988), citadas pelos Afilhados: “não é o desafio com que nos deparamos que determina quem somos e o que estamos nos tornando, mas a maneira com que respondemos ao desafio. Somos combatentes, idealistas, mas plenamente conscientes. Porque e ter consciência não nos obriga a ter teoria sobre as coisas: só nos obriga a sermos conscientes. Problemas para vencer, liberdade para provar. E, enquanto acreditarmos no nosso sonho, nada é por acaso”, segue-se ao “infinito e além”, muito além.

Com júbilo rememoro, então, a especial homenagem recebida dos Afilhados da Turma EC-2000/PUC-PR.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/02/2026

14 de fev. de 2026

Sempre pela indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão.


No Brasil, a relação entre Ensino, Pesquisa e Extensão é fundamentada pelo princípio da indissociabilidade o qual estabelece que os pilares das Universidades (Ensino-Pesquisa-Extensão) não devem ser vistos como isolados, mas como um ciclo contínuo que define a identidade da Universidade de qualidade; sendo semelhante integração garantida pela Constituição Federal de 1988, no seu Artigo 207.

O “Ensino” é a base da formação, centrado na transmissão e construção de conhecimento sistematizado. O qual deve ser alimentado pela “Pesquisa” (para ser atualizado) e pela “Extensão” (para ser socialmente relevante).

A “Pesquisa” é responsável pela produção de novos conhecimentos. As Universidades são consideradas o principal polo de Ciência do país e a Pesquisa qualifica o Ensino devendo gerar soluções para problemas reais da Sociedade.

A “Extensão” é a ponte entre a Universidade e a Comunidade sendo por seu meio que o conhecimento produzido pode ser compartilhado.

Acreditando na indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão e para evitar que a Universidade se torne uma "torre de marfim" (isolada do mundo), sempre fiz questão de contribuir para que os três pilares fundamentais das Universidades se mantivessem consolidados.

Tal é o caso de ter sido o propositor, organizador e coordenador de eventos como: (1) Seminário de ATUAÇÃO DA AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UTFPR (ocorrido em 09/02/2011), (2) Curso de Extensão sobre A NOVA ORTOGRAFIA (realizado no período de 07/02/2011 a 08/02/2011), e, (3) Curso de Extensão em DIREITO À EDUCAÇÃO (realizado em 04/02/2011); os quais foram desenvolvidos no Câmpus Curitiba da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) e promovidos pelo DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Além de comporem “transversalidade acadêmica” os eventos, por transitarem pela inovação tecnológica, linguística e direito educacional, mantendo uma visão multidisciplinar e transversal, promoveu o necessário diálogo entre as Ciências Exatas e as Ciências Humanas gerando ativos tecnológicos que em muito contribuíram para a indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão.

Com o Seminário de ATUAÇÃO DA AGÊNCIA DE INOVAÇÃO DA UTFPR se evidenciou que a Agência de Inovação da UTFPR é o órgão responsável por gerir a política de inovação, propriedade intelectual e empreendedorismo dentro da TECNOLÓGICA (UTFPR) enquanto o Curso de Extensão sobre A NOVA ORTOGRAFIA mostrou os desafios e inseguranças de uma das maiores mudanças linguísticas ocorridas no Brasil.

Em 2011, o debate sobre o "Direito à Educação" estava no centro das Políticas Públicas de expansão do Ensino Técnico no Brasil e o Curso de Extensão em DIREITO À EDUCAÇÃO além de considerar a realidade da Educação no país tratava, também, as formas como o “Direito à Educação” permitia à Universidade existir e funcionar com suas limitações.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/02/2026