15 de mar. de 2026

O Rigor Matemático em Retrospectiva.


Nos meses de janeiro e fevereiro de 1991, há mais de 35 anos passados, ministrei o “Curso de Verão em Álgebra Linear e Cálculo Numérico” e o “Curso de Verão em Cálculo Diferencial e Integral” nas então Faculdades Positivo, especificamente na Faculdade de Informática.

No primeiro dos cursos em referência ministrei conteúdos como: Matrizes; Determinantes; Sistemas de Equações Lineares; e Álgebra Vetorial. No segundo curso tratei temas como: Integrais Indefinidos; Integrais Definidos; Aplicações Geométricas dos Integrais Definidos; bem como Equações Diferenciais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Embora reproduzisse o exemplo das principais Universidades ofertando “Cursos de Verão”, naquela Faculdade de Informática (em particular) a realização de atividades acadêmicas correspondentes era inolvidável e inovadora, constituindo verdadeiramente “ação de vanguarda” na época. Aqueles “Cursos de Verão” que elaborei e ministrei respondiam a um contexto histórico e educacional muito específico do Brasil o qual vivia uma importante transição no período.

Em 1991, experimentava-se o fim da Reserva de Mercado de Informática. Havia uma demanda urgente por Profissionais que entendessem de Computação, mas o currículo regular das Faculdades não dava conta da velocidade das mudanças. A ideia era que os “Cursos de Verão” em áreas chaves das Ciências Exatas serviriam para nivelar rapidamente os Estudantes para que pudessem avançar nas disciplinas técnicas de Programação que estavam surgindo.

Aqueles “Cursos de Verão” tanto permitiam que os Estudantes pudessem “antecipar créditos” quanto reforçar a base de Matemática em Nível Superior. Era uma forma interessante de maximizar tanto o tempo quanto oferecer uma formação mais intensiva, permitido, em contrapartida, que o fluxo de Estudantes não estancasse e os Cursos de Graduação pudessem ser concluídos mais rapidamente (ou se podia, também, resolver pendências acadêmicas nas correspondentes disciplinas).

Estando no "olho do furacão" da modernização do Ensino Tecnológico ao ministrar “Cursos de Verão” em Cálculo e Álgebra Linear em 1991 significava preparar a base intelectual para a primeira grande geração de Profissionais de TI (Tecnologias da Informação).

“Cursos de Verão” como os que elaborei e ministrei pavimentaram o caminho analítico dos Jovens que buscavam dominar a Computação; sendo desenhados para serem disruptivos e inovadores. Enquanto o país ainda se adaptava às rápidas mudanças tecnológicas, avançava-se tratando com precisão e detalhamento assuntos fundamentais para desenvolvimentos da Computação e de áreas afins.

Por entender que a Matemática não é um fim em si mesma, mas a linguagem que permite a comunicação eficiente com as “máquinas”, os Cursos de Verão em referência foram pensados para tornar os Profissionais da Computação capazes de modelar fenômenos reais em ambiente digital.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/03/2026

14 de mar. de 2026

Momento lúdico celebra constante analítica internacional.


Em 14 de março (14/3), no horário de uma hora e 59 minutos da madrugada (1h59min), ou seja, em 3/14/1/59 (na notação: Mês/Dia/Hora/Minuto), os primeiros algarismos do número irracional PI (3,14159265358979323846...) se apresentaram novamente na contagem do tempo. Assim, o momento em referência é a ocasião particular de se celebrar, então, mais um DIA INTERNACIONAL DO PI.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Sempre é fascinante como a estrutura do tempo, quando observada sob a lente da Matemática, revela coincidências simbólicas que transformam um simples instante em uma celebração.

O Dia do Pi (a constante analítica mais famosa do mundo) transcende o ambiente acadêmico por representar a onipresença da geometria na realidade física, desde a curvatura de uma onda sonora até as órbitas dos corpos celestes.

A escolha do momento exato (1h 59min do dia 14 de março) permite expressar uma aproximação de cinco casas decimais (3,14159) do Pi, o que confere ao momento, guardadas as questões analíticas envolvidas, um caráter quase “ritualístico” para a Lógica e a Ciência.

O Pi é um dos números irracionais (nunca se repete em padrões e nunca termina, simbolizando o infinito dentro de uma razão finita: a razão entre o perímetro pelo diâmetro).

Presente na Engenharia, na Lógica, na Física Quântica e até no Processamento de Sinais das Tecnologias tradicionais ou disruptivas, o Pi é “transcendental” (no sentido matemático restrito) não sendo raiz de nenhuma equação polinomial com coeficientes inteiros.

Pode-se dizer que o número irracional Pi consegue, também, unir a precisão do Cálculo ao caos da existência. O número Pi atua como uma ponte entre a “ordem absoluta” das leis geométricas e a “imprevisibilidade” característica dos sistemas complexos.

Para a Engenharia Lógica, o Pi representa o limite da precisão humana. O "caos da existência" impõe atritos, perdas de energia e imperfeições que o Cálculo procura, incessantemente, mitigar. Ao usar o Pi em modelos complexos ou em simulações que extrapolar a realidade usual do engendrar se está trabalhando a Lógica Matemática sobre a entropia do universo físico.

Nunca é demais repetir que o número Pi é uma constante da Matemática que representa a razão entre o comprimento de uma circunferência e o seu diâmetro. Em termos simples, se se medir o contorno de qualquer círculo perfeito e dividir esse valor pela distância que atravessa o seu centro, o resultado será sempre o mesmo número: aproximadamente 3,14159.

“O Pi é o ponto de encontro entre o finito e o infinito”. Enquanto o círculo é uma forma fechada e perfeita (finita), a constante que o define é infinita e imprevisível em suas casas decimais. É a "assinatura matemática" da redondeza da natureza.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/03/2026

13 de mar. de 2026

Aforismos acentuando posições sobre a realidade.


Um “aforismo” é uma sentença curta que expressa um pensamento, um princípio moral ou uma verdade universal de maneira concisa e, muitas vezes, lapidada. O termo deriva do grego “aforismos”, que significa "definição" ou "delimitação". Diferente de um simples provérbio popular, o “aforismo” costuma ter uma autoria definida e carrega uma carga intelectual ou filosófica mais acentuada.

Os “aforismos” são distinguidos pela: (a) brevidade: a ideia é transmitida com o mínimo de palavras possível; (b) autonomia: a estrutura possui sentido completo por si só; (c) força: provoca uma reflexão imediata; (c) intuição: funciona como regra de conduta ou observação aguda sobre a natureza humana.

“O aforismo funciona como um ‘cristal de pensamento’; necessitando ser sólido, transparente e capaz de refletir a luz de várias direções”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Por algum tempo criei aforismos sem registrá-los formalmente até que em 2010, no meu livro “Dilemas cotidianos”, com ISBN: 978-85-88925-12-0, passei a registrá-los, os quais, em muitas das vezes, proferia, naturalmente, em minhas aulas, principalmente, nas de Lógica Matemática.

Na segunda parte de “Dilemas-Cotidianos”, reunidos com o título AFORISMOS CONTINGENTES, são expostos aforismos centrados na tradução particular de alguns dos “supostos dilemas que impedem o homem de avançar na caminhada que o levaria à efetiva evolução enquanto ser que se sujeitaria pensar a sua humanidade”.

AFORISMOS CONTINGENTES são apresentados, também, na minha obra denominada “Paradigmas da necessidade”, editada e publicada em 2011, com ISBN: 978-85-88925-14-4, cujo prefácio está disponível em: https://drive.google.com/file/d/1yNQYnrSf6KKq8kHYDVeRuddY5ZK3ZD0P/view?usp=sharing. Saliente-se que o livro “Paradigmas da necessidade” completa 15 anos neste 2026, merecendo, então, entrar nos lustros das recordações pretendidas.

Na obra “Paradigmas da necessidade”, além da apresentação dos aforismos reunidos em AFORISMOS CONTINGENTES foram considerados outros aforismos denominados: Aforismos Causais, Aforismos Dependentes, Aforismos Incontidos, Aforismos Jamais Suficientes, Aforismos Moderados, Aforismos Necessários, bem com Aforismos Projetados.

Como faço observar no prefácio de “Paradigmas da necessidade” a obra PARADIGMAS DA NECESSIDADE “é destes livros estranhos que embora não pretendam disseminar os dogmas de uma filosofia é apenas uma filosofia declaratória de alguém que se obriga filosofar”.

PARADIGMAS DA NECESSIDADE não tem a intenção revelada de “traçar possíveis limites para o pensar”, mas traz a sugestão de se “avançar as fronteiras de pensamentos induzidos para sujeitar a interiorização de preceitos necessários deduzidos dos valores da reflexão”.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/03/2026

P.S.: Os referidos Aforismos (com adequações e/ou atualizações) podem ser lidos no endereço https://drive.google.com/file/d/1T7Dr8Kfjbzbi5vUhh5_Shbpb5B-idbio/view?usp=sharing.

11 de mar. de 2026

Reflexões sobre uma "Reprise Assustadora".


Quando escrevi o artigo "Covid-19 é uma reprise assustadora com final desconhecido", publicado em março de 2021 nos portais da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), a humanidade atravessava um dos períodos críticos da sua história recente. Hoje, ao revisitar o texto em questão, percebo que ele não foi apenas um alerta técnico, mas um desabafo necessário diante de um cenário que desafiava os homens.

Em março de 2021, era completado um ano desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarava a pandemia de Covid-19. O que se esperava ser uma "curva de aprendizado" havia se tornado um ciclo de incertezas e sofrimentos. A escolha do termo "reprise" no título não foi por acaso: a humanidade revia cenas de hospitais lotados, escassez de recursos e o luto se tornando rotina, mas com um agravante dado que a sensação de que o filme estava mais sombrio do que na primeira exibição ocorrida entre 1918 e 1920, na chamada de “Gripe Espanhola”, a qual guardou paralelos impressionantes com a Covid-19.

Durante o período da Covid-19 a Sociedade viva três pontos fundamentais angustiantes: (1) Inércia e Negacionismo: faltava uma coordenação centralizada e eficaz, o que transformava o enfrentamento à doença em um esforço fragmentado; (2) Colapso do Sistema: não se tratava apenas de falta de leitos, mas de um exaurimento físico e mental dos Profissionais de linha de frente; (3) Final Desconhecido: enquanto o mundo corria para se vacinar, em muitas regiões ainda se tateava em meio a dilemas políticos e logísticos, o que tornava impossível prever quando aquele pesadelo terminaria.

Escrever aquele artigo permitiu que mais uma mensagem chegasse a outras pessoas que puderam, em suas áreas de relacionamentos, solicitar o necessário planejamento e cobrar a estrutura que mais faltava naquele momento.

Revisitar aquela publicação constitui um exercício de memória essencial. O "final desconhecido" citado na época hoje já possui contornos definidos pelas cicatrizes que a pandemia deixou. O artigo serviu como um registro histórico da urgência do agir coletivo e da importância da Ciência e das Tecnologias (do SABER) sobre a ideologia.

Que o compartilhamento daquele artigo publicado nos dias 11 e 12 de março de 2021 tenha possibilitado o entendimento sobre a importância de se estar preparado para o que ainda não se conhece e que pode, também, causar muito sofrimento e destruição.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O artigo “Covid-19 é uma reprise assustadora com final desconhecido” encontra-se disponível para leitura nos endereços https://www.fne.org.br/index.php/artigos/6200-artigo-covid-19-e-uma-reprise-assustadora-com-final-desconhecido e https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/20036-artigo-covid-19-e-uma-reprise-assustadora-com-final-desconhecido.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/03/2026

Cálculo Proposicional em Lógica Matemática.


Ao olhar para trás e revisitar o artigo "Lógica matemática: uma introdução ao cálculo proposicional", publicado originalmente em março de 1991, na Revista Acadêmica da PUC-PR, celebro não apenas um registro bibliográfico, mas o marco de 35 anos de um trabalho dedicado ao pensamento estruturado e à educação científica e tecnológica.

Naquela época, em Curitiba, o objetivo era claro: oferecer uma base sólida e acessível sobre os fundamentos que regem o raciocínio lógico. Entendo o Cálculo Proposicional como a pedra angular para disciplinas como a Matemática e a Computação. Publicar aquele trabalho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) foi um passo para consolidar o diálogo entre a Academia e a aplicação prática da Lógica.

O artigo, que ocupa as páginas 11 a 15 do terceiro fascículo daquela edição semestral, propõe uma jornada estruturada pelos conectivos lógicos, tabelas-verdade e a validade dos argumentos. Embora as Tecnologias tenham evoluído exponencialmente desde 1991, os Princípios Lógicos ali expostos permanecem imutáveis e mais relevantes do que nunca, especialmente no contexto da Inteligência Artificial (IA) e da Engenharia Lógica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Hoje, com satisfação, vejo que o trabalho de três décadas atrás está preservado e acessível a novas gerações de Estudantes e Pesquisadores por meio do Repositório Institucional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (RIUT). Ter o texto disponível digitalmente permite que aquela semente plantada no início dos anos 90 continue a frutificar, servindo de referência para quem busca compreender a estrutura do pensamento racional.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 1991

Rever "Lógica matemática: uma introdução ao cálculo proposicional" é reafirmar, também, meu compromisso com a Ciência, com as Tecnologias e com o Ensino. A Lógica não é apenas uma ferramenta poderosa da Matemática; é (como sempre digo) a Linguagem que possibilita organizar o caos e construir o conhecimento com clareza e precisão.

O texto completo (tal qual foi publicado) pode ser acessado diretamente no RIUT no endereço https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/419.

No texto argumento que Matemática e Lógica Matemática são interdependentes, mas a Matemática se constrói sobre uma base lógico-racional, enquanto a Lógica Matemática se consolida através de processos matemáticos. Ambas as Ciências operam no mundo da abstração formal, onde a "verdade" de um enunciado é determinada por sua forma (sintaxe) e não pelo seu significado semântico usual.

O texto em referência é tomado como um "manual de instruções" da infraestrutura lógica sobre a qual a sociedade moderna foi construída sendo de extrema relevância para a realidade contemporânea, especialmente porque vive-se na era da Transformação Digital e da IA, áreas que são, em última análise, aplicações práticas dos conceitos que discuti (formalmente) com desejado grau de complexidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/03/2026

10 de mar. de 2026

Convergências entre Ciência, Lógica e Indústria.


Desenvolvi no Câpus Curitiba da TECNOLÓGICA (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR), sob minha proposição, organização e coordenação, no período de 07/03/2016 a 23/03/2016, em um total de 42 (quarenta e duas) horas, o Projeto do II Seteciei (Seminário de Tecnologias e Ciências para Engenharia e Indústria) com o tema CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS NA QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

Efetivamente, o II Seteciei, foi apresentado ao público no período de 09/03/2016 a 18/03/2016, contando com as seguintes palestras: Trabalho e Ergonomia na Indústria (em 09/03/2016); Álgebra Linear Computacional (em 09/03/2016); Análise Lógica em Engenharia e na Indústria (em 10/03/2016); Aplicações das Equações Diferenciais na Indústria (em 10/03/2016); Aplicações da Estatística na Indústria (em 11/03/2016); e, Aplicações do Solvente Eutético Profundo na Indústria (em 11/03/2016).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O avanço das forças produtivas e a integração tecnológica sem precedentes que definem o século XXI impuseram um desafio inadiável às Instituições de Ensino e Pesquisa como na TECNOLÓGICA: a necessidade de harmonizar o rigor científico com as demandas dinâmicas do setor industrial. Foi sob semelhante prisma que fui compelido a realizar o II Seteciei em março de 2016, completando-se já uma década.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

O Seminário foi um esforço sistemático de imersão acadêmica. O objetivo primordial foi apresentar, de forma compendiada, os estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Científico em Engenharia e na Indústria (GPDTCEI) e pelo Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência (GPLFC), ambos sob minha liderança.

A essência do II Seteciei residiu na busca pelas convergências necessárias entre o Mundo Industrial de Produção e as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). No contexto da Quarta Revolução Industrial (caracterizada pela fusão de Tecnologias que transitam entre as esferas física, digital e biológica), as Engenharias não poderiam já naquela época serem tomadas apenas como uma aplicação meramente técnica. Exigia-se uma base epistemológica sólida.

No evento ministrei a conferência ANÁLISE LÓGICA EM ENGENHARIA E NA INDÚSTRIA, em 10/03/2016, quando tratei os pressupostos da ENGENHARIA LÓGICA, bem como defendi a premissa de que a Lógica tanto é uma ferramenta quanto constitui o alicerce fundamental para a estruturação de Sistemas Complexos e para a Tomada de Decisão Eficiente no ambiente de Produção Industrial possibilitando a decodificação, otimização e compreensão dos processos envolvidos.

Seminários como o II Seteciei são fundamentais para garantir que a Academia (a Universidade) do Brasil não apenas acompanhe a evolução tecnológica e científica, mas atue como protagonista na formulação de soluções inteligentes e logicamente estruturadas para resolver os desafios da Engenharia contemporânea.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/03/2026

9 de mar. de 2026

Estudantes continuam com medo da Matemática.


Em março de 1996, há três décadas passadas, era divulgado no Nosso Jornal (Órgão de Informação do então Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná - Cefet-PR), na página 5, do número 47, o artigo intitulado “Estudantes têm medo da Matemática”, no qual se abordou as raízes das dificuldades com o Ensino/Aprendizagem da Matemática segundo minha particular visão ao identificar uma falha estrutural decorrente da falta de conhecimentos sobre Lógica Formal.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela notícia analisa, como resultado de reportagem de fevereiro de 1996, o distanciamento entre os estudantes brasileiros e o raciocínio matemático; mostrando que, em muitas das vezes, o “Analfabetismo Lógico” (segundo minhas afirmações) gera o "Horror à Matemática"; trazendo, também, um diagnóstico que, embora complete três décadas, permanece (assustadoramente) atual.

O ponto central do artigo, o qual sigo sustentando até hoje, reside na distinção entre mecanização e compreensão lógica. A reportagem aponta que o "horror" à disciplina não é uma incapacidade cognitiva inata, mas o subproduto de um Ensino que sempre privilegia a "receita de bolo" em detrimento da sintaxe e da semântica da linguagem formal envolvida. Quando o Aluno decora uma regra “analítica” qualquer sem entender a “lógica” ou a estrutura das funções envolvidas, cria-se um refém de modelos pré-concebidos. Sem a fundamentação lógica, toda variação em um problema torna-se (apenas) uma barreira intransponível.

O artigo detalha o que chamo de "bola de neve" pedagógica a qual está embasada em falha sistêmica e estrutural: (1) o Professor de uma série tolera a deficiência da série anterior, empurrando o problema adiante; (2) os Educadores sem habilitação específica ou domínio profundo da matéria limitam-se a reproduzir o apresentado em livros didáticos pouco “consistentes”; (3) o foco cego na técnica de resolução de exercícios específicos para exames, ignorando o "porquê" das teorias subjacentes.

Conforme a notícia cita, uma proposta de solução passa pela capacitação rigorosa dos Docentes sendo uma possibilidade um "Exame de Ordem" para Professores e o banimento de pessoas não devidamente habilitadas nos níveis iniciais. É posto que a Matemática deve ser tratada rigorosamente por quem a conhece profundamente dada a sua importância na construção do pensamento crítico e na evolução tecnológica.

O artigo de 1996 é um lembrete de que o Ensino da Matemática no Brasil sempre sofreu de um mal crônico: “a substituição do pensar pelo repetir”. Enquanto a Lógica Formal (Lógica Matemática) não for o pilar do Ensino, os saberes não serão entendidos e não será possível ao homem (de fato) transformar a realidade para melhor.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1skbkowR5cfV-tzK-gZO05KhXywrN3XzN/view?usp=sharing é apresentado o texto da correspondente notícia publicada em março de 1996 no Nosso Jornal do então Cefet-PR.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/03/2026

8 de mar. de 2026

A equação resolvida da ilusão frente ao lúdico.


Em termos lógicos, não se "joga" um jogo, mas, sim, se "resolve" o jogo; pois, deterministicamente, “alfa premissas continuam determinando, invariavelmente, beta conclusão”. A conclusão do “jogo” sempre será a “vitória” (mas, não, necessariamente, de quem “joga”).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
08/03/2026

7 de mar. de 2026

CNTU: fortalecimento, democracia e desenvolvimento.


Como membro efetivo do Conselho da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados), Conselheiro do Conselho das Mil Cabeças da CNTU (Conselho Consultivo), fui convidado pelo Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) a participar das celebrações alusivas aos 20 anos (duas décadas) de existência da CNTU ocorrida em 27/02/2026.

CNTU - 2026

CNTU - 2026

Fundada em 2006, a CNTU é uma organização que reúne Federações e Sindicatos de diversas Categorias Profissionais Liberais que exigem Formação Universitária e possuem Profissões devidamente regulamentadas por Lei. A CNTU é a voz unificada de Profissionais Graduados que buscam “alinhar os interesses de classe com o progresso técnico e social do Brasil”.

“A marca de duas décadas de existência da CNTU representa um marco temporal de sobrevivência institucional e uma trajetória de consolidação de ideais. Ao celebrar seus 20 anos (2006-2026), a CNTU se reafirma como um pilar fundamental na defesa dos Profissionais Liberais Graduados e no debate estratégico sobre o desenvolvimento do Brasil. A tríade que norteia este jubileu (Fortalecimento Sindical, Democracia e Desenvolvimento) sintetiza a missão da CNTU diante dos desafios contemporâneos do Brasil.

A CNTU tem atuado para que a voz dos Profissionais associados seja ouvida e “para que o ‘eu’ profissional se transforme em um ‘nós’ coletivo”. Influenciando Políticas Públicas e defendendo condições de trabalho adequadas, a CNTU vem contribuindo para moldar a história dos Profissionais Liberais Universitários Regulamentados.

A CNTU, ao reunir lideranças de distintos espectros e representantes dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em suas comemorações, reafirma o seu papel como um espaço de diálogo republicano. A democracia se fortalece quando as organizações da sociedade civil, como a CNTU, ocupam o debate público, trazendo a perspectiva do trabalho qualificado para a mesa de decisão política.

A CNTU entende que um país que aspira ser justo, próspero e soberano depende, intrinsecamente, da qualidade técnica e do reconhecimento dos seus Profissionais Liberais. “O desenvolvimento não se limita ao crescimento econômico bruto; ele exige inovação, responsabilidade social e, acima de tudo, o pleno emprego da inteligência nacional. Ao defender as categorias que representam o progresso científico e técnico, a CNTU contribui para o fortalecimento de uma infraestrutura produtiva nacional, fundamental para que o Brasil reduza suas desigualdades e conquiste sua soberania no cenário global”.

Os 20 anos da CNTU são um testemunho de resiliência e propósito. “A CNTU vem mostrando que o movimento profissional organizado é um dos braços mais potentes para a transformação social. O desafio para as próximas décadas será manter essa chama acesa, adaptando-se às rápidas mutações do Mundo do Trabalho”.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/03/2026

6 de mar. de 2026

O futuro da Indústria Metalmecânica Paranaense 2035.


O desenvolvimento industrial de uma região não ocorre por acaso sendo o resultado de um planejamento deliberado, fundamentado na convergência de esforços entre os diversos atores que compõem o ecossistema produtivo. No Paraná, o processo é materializado com a “Rota Estratégica da Indústria Metalmecânica 2035”, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) que visa estabelecer um horizonte de prosperidade e inovação.

Observatório Sistema Fiep - Conselho Setorial Metalmecânico - 2026

A estruturação da Rota é uma construção colaborativa (que reuniu inteligências de distintas áreas). Ao envolver o Conselho Setorial Metalmecânico e uma grande rede de saberes de diversas regiões do Estado, o projeto garante uma capilaridade que respeita as vocações locais.

O objetivo do “Roadmap” de Ações Estratégicas visa integrar a Iniciativa Privada, o Governo, as Instituições de Ensino e o Setor de Ciências e Tecnologias; refletindo uma visão sistêmica onde “a inovação só é plena quando o conhecimento acadêmico encontra a demanda industrial e o suporte das políticas públicas” (fazendo girar a Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação que já anos tenho defendido).

Após etapas de escuta ativa, que incluíram entrevistas com “stakeholders” e painéis com especialistas (dos quais, também, participei), consolidou-se a visão de transformar o Paraná em um centro de Indústria Metalmecânica inovador, sustentável e com alta maturidade tecnológica, sem abdicar da valorização humana.

Para operacionalizar a visão, o Observatório Sistema Fiep organizou o planejamento em cinco Fatores Críticos de Sucesso: (1) Fornecedores e Materiais (FM): foco na resiliência e qualidade da cadeia de suprimentos; (2) Gestão e Pessoas (GP): ênfase na formação de talentos e modernização administrativa; (3) Negócios e Mercado (NM): ampliação da competitividade global e inserção em novas cadeias; (4) Produção (PD): eficiência operacional e integração de tecnologias 4.0; e, (5) Produtos e Serviços (PS): agregação de valor e sustentabilidade (ESG) no ciclo de vida do produto.

Na etapa (atual) de Validação de Ações tem-se o momento em que a teoria se confronta com a viabilidade técnica e prática. Convidado pela Equipe Observatório Sistema Fiep participei com contribuições analisando questões no horizonte temporal de implementação do Projeto o qual foi dividido as metas em curto (2026–2028), médio (2029–2031) e longo prazo (2032–2035).

A organização por blocos de afinidade permite que especialistas contribuam onde seu conhecimento é mais profundo, garantindo a qualidade técnica dos dados que nortearão as decisões governamentais e empresariais nos próximos anos.

A Rota Estratégica da Indústria Metalmecânica 2035 é um pacto pelo desenvolvimento do Paraná. Ao unir temas transversais como Tecnologias de Ponta e Princípios ESG (Ambiental, Social e Governança), o Estado do Paraná se posiciona na vanguarda da nova economia.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/03/2026