11 de jul. de 2026

Celebrando o Registro de "Extratos Lógicos Atemporais"


Em 11/07/2016, um marco jurídico e intelectual era consolidado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Sob o número de Registro 712.861, lavrado no Livro 1.378, à Folha 268 do Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), a obra "Extratos Lógicos Atemporais" recebia formalmente a sua certidão de nascimento perante a Propriedade Intelectual (PI) do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Com primeira edição publicada no final de 2015 sob o ISBN 978-85-88925-24-3, a obra já nasceu com a proposta de ser, genuinamente, atemporal. No prefácio de "Extratos Lógicos Atemporais", destaco que o livro nunca teve a pretensão de ser um manual rígido, sequencial ou academicamente engessado. Pelo contrário, foi proposto um conjunto de "extratos" e de reflexões que deveriam flutuar livremente entre a precisão e as fronteiras do refletir.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

Celebrar a data do Registro de PI em pauta é recordar o concatenar dos saberes envolvidos. "Extratos Lógicos Atemporais" estruturou-se em cinco capítulos que funcionam de maneira independente, mas dialogam em uma sinfonia interdisciplinar.

Nos Capítulos I, II e III, tem-se uma base formal. A jornada começa ancorando a Teoria dos Conjuntos na Lógica Matemática Sentencial, passa pela densidade filosófica e linguística da concepção de Rudolf Carnap (1891-1970) sobre a Matemática, e deságua no Raciocínio Lógico Dedutivo Proposicional, onde ferramentas formais desmascaram falácias e sofismas de forma cirúrgica.

Nos Capítulos IV e V, o olhar se volta ao futuro, dado que o livro avança para a Computação em Nuvem, debatendo os pilares de segurança digital que hoje, em 2026, são mais críticos do que nunca. Por fim, a obra eleva o debate ao patamar da Engenharia Universal, conectando de forma lógica a Química Verde à Sustentabilidade e à Engenharia Química.

Dez anos após o seu registro oficial no Ministério da Cultura, o livro cumpre com louvor o seu maior objetivo: fornecer perspectivas que permitam extensões e motivem estudos mais aprofundados.

Rememorar o Registro de PI de "Extratos Lógicos Atemporais" é lembrar que a Ciência e a Filosofia não precisam ser lineares para serem profundas. Neste décimo aniversário de Registro, segue-se convidando a pensar o conhecimento de forma livre para o transcender.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/07/2026

Referências:
(1) DIAS, Carlos Magno Corrêa (org.); DIAS, J. C. G. C.; DIAS, M. C. G. C. Extratos lógicos atemporais. [Registro de Propriedade Intelectual número 712.861, Livro 1.378, Folha 268]. Escritório de Direitos Autorais (EDA), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Ministério da Cultura (MinC), Rio de Janeiro (RJ), 11 jul. 2016.
(2) Prefácio da obra "Extratos Lógicos Atemporais" disponível em: https://repositorio-entelechia-logicae.blogspot.com/2024/03/prefacio-primeira-edicao-de-extratos.html.

8 de jul. de 2026

O banquete e a migalha.


Uns têm dinheiro, outros saúde. Há quem desfrute de felicidade, emprego e descanso. Mas, há, também, batalhões de desgraçados que dividem o frio e a fome.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
08/07/2026

6 de jul. de 2026

Reflexões sobre a Razão e a Dignidade Humana.


No fluxo incessante do tempo, certas datas funcionam como âncoras para a memória intelectual. Em 2026, celebro o jubileu de cristal (15 anos) do Registro de Propriedade Intelectual de minha obra "Dilemas cotidianos" (PI 532.257 / Livro 1.011 / Folha 352), cujo documento foi emitido em 06 de julho de 2011 pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional (BN). O correspondente Registro de PI é a salvaguarda de uma reflexão sobre a condição humana e que foi eternizada sob o selo do Ministério da Cultura (MinC).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela minha obra, chancelada com o ISBN de número 978-85-88925-12-0, surgiu como um convite ao embate filosófico. Propus que o "dilema" fosse adotado como uma "intensa batalha contínua" entre conceitos e valores. “Dilemas cotidianos” interroga a sociedade moderna sobre a falta de humanização, questionando se a razão deve redefinir o homem para adequá-lo a um papel desumano ou se deve gerar uma versão de ser que denuncie uma possível decadência.

DIAS, Carlos Magno Corrèa - 2011

A arquitetura de "Dilemas cotidianos" reflete a complexidade envolvida em dois momentos distintos e complementares: (a) no primeiro momento, versos "gritam suas intenções"; sendo utilizada a lírica como ferramenta de exposição das angústias que impedem a evolução do ser pensante; não se tratando de uma exposição categórica, mas de uma provocação sensorial e emocional; (b) na segunda parte, a obra transita para a objetividade mediante a exposição de preceitos diretos os quais, afirmados em aforismos, explicitam inquietudes e posições envolvidas no processo de desumanização oferecendo ao leitor um espelho das contradições sociais.

O legado de "Dilemas cotidianos" reside na defesa intransigente da dignidade. Procuro resgatar o imperativo categórico ao sugerir que a humanidade só atingirá sua excelência quando o homem for entendido como um fim em si mesmo, e não como um meio para atingir outros objetivos.

Ao abordar temas como a opressão, a escravidão e a negação da liberdade, o texto transcende para se tornar atemporal, argumentando que a dignidade é o atributo essencial da humanização, dado que sem o seu respeito absoluto, a humanidade sobrepuja a si mesma em um ciclo de degradação.

Celebrar os 15 anos deste registro é reconhecer a necessidade continuada da "promoção humana". Na redação do conteúdo de “Dilemas cotidianos” busquei a disseminação de um olhar "menos condicionado" e "mais profundo".

Ao revisitar "Dilemas cotidianos" nesta data festiva, renova-se o compromisso com a reflexão, esperando que continuamente se possa testemunhar a capacidade humana de transpor seus próprios limites e alcançar a almejada dignidade.

A utopia de um mundo justo e verdadeiramente humano não depende de avanços tecnológicos ou acúmulo de riquezas, mas sim da capacidade de olhar para o outro e enxergar um valor absoluto, e nunca uma utilidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/07/2026

5 de jul. de 2026

Estratégia de comunicação centrada na Amazônia Azul.


No último dia 29/06/2026, a convite do Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro), tive a oportunidade ímpar de acompanhar a palestra “A Amazônia Azul como um Conceito de Comunicação Estratégica”, realizada em Niterói (RJ) e coordenada pelo Cembra.

O encontro, transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube do Cembra, reuniu especialistas e autoridades para discutir três eixos fundamentais: soberania, consciência marítima e construção narrativa do patrimônio oceanográfico brasileiro.

Cembra / Adaptação / Divulgação - 2026

A expressão “Amazônia Azul”, criada, originalmente, pela Marinha do Brasil, estabelece uma analogia direta com a “Amazônia Verde”, evocando biodiversidade, riqueza e soberania. A correspondente formulação simbólica surgiu como resposta a uma carência histórica: a falta de percepção da sociedade civil sobre a importância estratégica do mar para a sobrevivência geopolítica, econômica e ambiental do país.

Tradicionalmente, temas ligados à defesa e ao direito do mar eram restritos a círculos técnicos e militares. O desafio era traduzir tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), em uma linguagem acessível. Com a “Amazônia Azul” o mar do Brasil deixou de ser apenas um espaço físico e passou a integrar a identidade nacional.

A comunicação estratégica, nesse contexto, não se limita a informar: ela constrói realidades políticas e sociais. Apesar de o Brasil possuir mais de 7,4 mil km de costa, por onde circulam 95% do comércio exterior e de onde se extrai grande parte do petróleo e gás, a sociedade ainda sofre de uma “cegueira estratégica” em relação ao mar.

A consolidação da Amazônia Azul como símbolo de soberania nacional deu legitimidade a investimentos de longo prazo em programas estratégicos, como o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) e o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul). Além disso, fornece base científica para a expansão da plataforma continental brasileira junto à ONU.

No campo socioeconômico, o conceito impulsiona a Economia Azul, que abrange pesca sustentável, biotecnologia marinha, turismo costeiro e preservação de recursos minerais e energéticos. Essa abordagem busca harmonizar desenvolvimento industrial e conservação ecológica, projetando o Brasil como protagonista em debates globais sobre sustentabilidade e uso responsável dos oceanos.

A Amazônia Azul demonstra que o futuro e a projeção internacional do Brasil dependem não apenas da posse física de suas riquezas, mas da capacidade de comunicar sua importância de forma persuasiva e unificada. Fortalecer a consciência marítima por meio de estratégias de comunicação integradas é o caminho definitivo para assegurar que o Brasil reconheça, valorize e proteja a imensidão que o define.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2026

4 de jul. de 2026

A Alquimia do Progresso.


A história das nações e o desenvolvimento da civilização humana estão intrinsecamente ligados à capacidade da humanidade de transformar a matéria, compreender suas nuances mais íntimas e converter a teoria científica em bem-estar social. No ápice dessa jornada de descobertas e transformações encontram-se os Profissionais da Química.

No Brasil, o dia 18 de junho resgata e celebra essa trajetória de dedicação, marcando o momento em que a Ciência da Transformação ganhou o devido amparo legal e institucional com a promulgação da Lei número 2.800, de 18 de junho de 1956 (a histórica "Lei Mater dos Químicos").

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao regulamentar a profissão e instituir os Conselhos Federais e Regionais de Química (CFQ/CRQs), o país não apenas formalizou um ofício, mas reconheceu uma força motriz indispensável para a sua soberania e progresso. No dia 18 de junho de 2026, a promulgação da "Lei Mater dos Químicos" completou, exatamente, 70 anos (as chamadas Bodas de Vinho).

O papel da Química na estrutura de uma sociedade moderna vai muito além dos laboratórios acadêmicos ou dos complexos industriais isolados; ele se faz presente no cotidiano, na base da economia e na preservação da vida. Da formulação de novos materiais à garantia da potabilidade da água, passando pelo desenvolvimento do agronegócio e pela transição para fontes de energia mais limpas, a inteligência química atua de forma transversal. Profissionais da área carregam o peso e a honra de decifrar o invisível para edificar o tangível, moldando o avanço tecnológico que dita o ritmo do crescimento sustentável de um país.

O protagonismo dos Profissionais da Química em crises como a pandemia de Covid-19 é ainda mais marcante, com destaque em múltiplas frentes. Na esfera da pesquisa científica pura e aplicada, atuaram no desenvolvimento de insumos farmacêuticos e na viabilização de testes diagnósticos fundamentais. Simultaneamente, no chão de fábrica e nas cadeias de suprimentos, a expertise química garantiu a produção escalonada, a segurança e a rigorosa fiscalização de saneantes, desinfetantes hospitalares, álcool em gel e equipamentos de proteção que se tornaram as primeiras barreiras de defesa da população contra o novo coronavírus.

Celebrar o Químico, especialmente neste 2026 quando se completam sete décadas da promulgação da Lei número 2.800/1956, é render homenagens aos pesquisadores, técnicos, engenheiros, tecnólogos e professores que mantêm acesa a chama do conhecimento e da inovação.

Mais do que uma efeméride “calendarizada”, o 18 de junho consolida-se como um tributo à ciência que protege, que cura, que desenvolve e que, silenciosamente, assegura a dignidade e o futuro da sociedade.

A Ciência da Transformação, ao estudar a matéria, mostra-se como uma força capaz de reorganizar a complexidade do mundo e contribui para o futuro das Tecnologias e da própria humanidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/07/2026

3 de jul. de 2026

Para além da órbita da Ilusão.


Desde o eco histórico do "pequeno passo" de um homem na Lua até o feito contemporâneo do Programa Artemis II e o avanço cirúrgico das sondas chinesas Chang'e, a narrativa da exploração espacial costuma ser pintada com as cores do triunfo inevitável. No entanto, por trás do brilho do metal dos foguetes esconde-se uma barreira muito mais intransigente do que a própria gravidade: os limites da Engenharia atual face à vastidão do tempo e do espaço.

No artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral", proponho uma reflexão que exige ir além dos cálculos de empuxo e combustível. Trata-se de uma análise interligada entre as dimensões físicas, filosóficas e psicológicas do tempo, confrontadas com a crua realidade prática da tecnologia humana (atualmente “limitante”).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A grande ilusão da Era Espacial é acreditar que visitar o cosmos é o mesmo que conquistá-lo. Enquanto celebra-se o ineditismo da Apollo 11 e os passos ensaiados para o retorno à Lua, a Ciência e as Tecnologias forçam a encarar um fato incontestável: “o ser humano permanece apenas um inquilino temporário no universo, umbilicalmente preso ao planeta Terra”.

Semelhante dependência não é um capricho; é uma limitação técnica (real e determinante). Para que a humanidade se torne verdadeiramente uma espécie multiplanetária, duas fronteiras da Engenharia precisam ser radicalmente superadas: (a) a capacidade de minerar, processar e utilizar recursos diretamente no corpo celeste de destino (como, por exemplo, a água para sobreviver); e, (b) a criação de sistemas de suporte à vida em circuito fechado que funcionem perfeitamente por décadas, replicando a biosfera terrestre sem falhas.

Mais do que a distância em quilômetros, a verdadeira barreira é o tempo. O impacto psicológico do isolamento cósmico e a degradação física do corpo humano no espaço revelam que a biologia do homem foi moldada para o ecossistema terrestre. Viajar pelo espaço sideral com a Engenharia atual da humanidade não chega a ser sequer um desafio logístico, é, na verdade, uma impossibilidade quando se pretende manter a resistência para se viver, de forma permanente, fora da Terra.

Mas, reconhecer que ainda o homem não se tem a Engenharia necessária para viver fora da Terra é o primeiro passo científico para desenvolver o correspondente conhecimento que permitirá à humanidade transitar naturalmente pelo espaço.

O artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral" encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7653-artigo-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral?showall=1 e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23938-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/07/2026

2 de jul. de 2026

A riqueza comum dos homens.


O Conhecimento é patrimônio da Sociedade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
02/07/2026

1 de jul. de 2026

Celebrando publicação sobre a transição para os ODS.


No dia 30 de junho de 2016, foi publicado no Boletim Mensal do MNODS-PR (Movimento Nacional ODS Nós Podemos Paraná) o meu artigo intitulado “Dos ODM aos ODS a Humanidade Caminha para um Mundo Melhor”. A publicação marcou um momento de transição histórica: o encerramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a inauguração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) os quais passaram a orientar a humanidade rumo a um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Embora os ODM tenham promovido avanços significativos tais como a redução da pobreza extrema, a ampliação do acesso à educação e a diminuição da mortalidade infantil, os desafios globais se tornaram mais complexos e exigiram uma nova agenda. Assim nasceu a Agenda 2030, com seus 17 ODS, com suas 169 metas, ampliando o escopo dos ODM e trazendo para o centro da discussão temas como desigualdade, inovação, cidades sustentáveis e combate às mudanças climáticas.

Celebrar a publicação em referência é importante por vários motivos; sendo que o principal está centrado na possibilidade de reforçar que o desenvolvimento sustentável somente será possível com cooperação internacional e engajamento coletivo.

O artigo relembrado não apenas celebra conquistas, mas, também, continua chamando à ação, pois “a humanidade deve agir para alcançar um mundo melhor e sustentável de forma que cada um, integrando os esforços de suas comunidades, contribua para se atingir os ODS”.

Ao se comemorar aquela publicação chama-se, uma vez mais, responsabilidades e se reconhece que cada passo dado rumo aos ODS é fruto da consciência de que o planeta é um bem comum; reafirmando-se que, mesmo diante das crises contemporâneas, o horizonte de um mundo melhor continua sendo possível (desde que haja vontade política, solidariedade e inovação).

Como Coordenador do NIES (Núcleo de Instituições de Ensino Superior) do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Conselho de Responsabilidade Corporativa e Social do Sistema Fiep, fui Membro do Colegiado do MNODS-PR e tive o privilégio de contribuir voluntariamente para diversas ações em prol do comprimento tanto dos ODM quanto dos ODS.

O MNODS-PR, trabalhando para o alcance dos ODM e dos ODS, segue firme contribuindo para “maximizar ganhos para as Pessoas e para o Planeta, visando a Prosperidade e a Paz, por meio de Parcerias”. O MNODS-PR é uma rede que envolve Empresas, Universidades, Organizações da Sociedade Civil e Cidadãos, todos comprometidos em alinhar práticas e projetos com a Agenda 2030 da ONU.

O artigo “DOS ODM AOS ODS A HUMANIDADE CAMINHA PARA UM MUNDO MELHOR” pode ser lido no endereço: https://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/dos-odm-aos-ods-a-humanidade-caminha-para-um-mundo-melhor-1-2013-320827.shtml.

Carlos Magno Corrêa Dias
01/07/2026

30 de jun. de 2026

Reflexões juninas decenais e quinquenais.


Como venho fazendo ao término de cada mês, seguem, nos próximos parágrafos, observações que visam recordar (e/ou comemorar) as postagens veiculadas nos ambientes digitais em junho de 2016 e em junho de 2021 (mantendo a periodização determinada pelo “lustro romano”, o quinquênio).

Celebrar/rememorar o conjunto das produções intelectuais em referência, sob o olhar presente do ano de 2026, corrobora a premissa de que minhas posições foram fundadas em ideias universais engendradas para pairar acima das vicissitudes individuais dado que continuam vigentes. Tem-se um mosaico disruptivo cuja potência dedutiva e o compromisso com meus valores permanecem como faróis imutáveis que iluminam, de forma esclarecida, a caminhada assumida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela produção sintetiza reflexões e desempenha papel fundamental na preservação da memória individual. A celebração das publicações realizadas há cinco e dez anos, reapresentadas no agora de junho de 2026, representa, também, a reafirmação da importância da escrita como prática cultural e identidade intelectual, mostrando, para além do simples comunicar, a natureza de ideias e a razão de algumas das atividades extensionistas realizadas.

Dá-se continuidade, então, ao processo de 
amadurecimento estilístico e aprofundamento temático, de forma que cada texto contribuiu para a formação de um acervo digital significativo. O conjunto dos textos de junho/2016 e de junho/2021 demonstra a persistência do hábito de escrever e a exigência das contínuas e constantes reflexões.

Ao revisitar as publicações e disponibilizá-las, novamente, em 2026, o ato comemorativo transcende a simples recordação. A preservação dos correspondentes arquivos eletrônicos, disponibilizados em plataformas acessíveis, reforça a ideia de que a memória digital é parte integrante do patrimônio cultural contemporâneo. Celebrar tais publicações é, portanto, reafirmar o valor da escrita como prática que conecta passado, presente e futuro.

A recordação em tela evidencia a importância da escrita como instrumento de expressão, memória e identidade. Mais do que arquivos eletrônicos, os textos representam fragmentos de uma história pessoal que se inscreve na rede mundial, contribuindo para a construção de um legado cultural.

No endereço https://drive.google.com/file/d/15hWCWqKIdlpdRObGq16q4ojQKg0jrDwA/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2016.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1zJxSkionk2LQaT3AhXK4UVUzJpgslUWs/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/06/2026

25 de jun. de 2026

Simbiose urgente entre o Saber e a Inovação.


A capacidade de transformar Conhecimento Científico em Inovação com real impacto econômico e social consolidou-se como um dos debates mais urgentes e estratégicos para o futuro da América Latina a qual, historicamente, produz Ciência de excelência nas Universidades, mas enfrenta um grave dilema: o medo da apropriação indevida de ideias ainda limita a circulação do saber no Brasil.

O impasse se mantém: se o trabalho de pesquisa é publicado para garantir o pioneirismo científico, quebra-se o critério de novidade exigido pelo direito patentário; se guarda segredo para negociar com a Indústria, freia-se a pesquisa aberta. Ssse isolamento defensivo transforma Universidades em "torres de marfim", distantes da realidade produtiva.

Para atacar de frente as feridas profundas do Ecossistema Científico, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizou em 8 de junho de 2026, no Rio de Janeiro (RJ), o evento internacional intitulado “A Interface Ciência-Inovação na América Latina” o qual reuniu Cientistas, Gestores e Especialistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e Peru.

Finep - Ianas - ABC - 2026

Realizado em parceria com a Ianas (Rede Interamericana de Academias de Ciências) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o encontro destacou a diplomacia científica do continente sendo catalisador para propor uma aproximação urgente entre Academia e Mercado baseada em políticas públicas integradas. O ponto alto e de impacto mais duradouro do evento foi a formulação de uma declaração conjunta entre as Academias participantes.

Há décadas venho observando e defendendo uma premissa simples e poderosa: se a pesquisa científica é financiada com recursos públicos, seus resultados pertencem à sociedade. O conhecimento é um patrimônio da humanidade e não pode ficar aprisionado nas “torres de marfim” que se transformam as Universidades.

Cobrar por artigos científicos através de paywalls (bloqueios de acesso pago) ou trancar o saber sob patentes restritivas significa fazer o cidadão pagar duas vezes: primeiro para produzir a Ciência, depois para acessá-la. Uma ideia trancada na gaveta por medo de cópia neutraliza seu próprio valor, não gera riqueza e não transforma a realidade.

Para que o saber flua com segurança dos laboratórios para as linhas de produção, defendo uma "Engenharia da Confiança", baseada nos pilares da Inovação Aberta (“Open Innovation”) e do Acesso Aberto (“Open Access”).

Transpor o abismo entre a realidade das Academias e o Mercado demanda segurança jurídica, desburocratização e, acima de tudo, uma mudança cultural. A “Inovação Sustentável” somente se consolidará quando o ambiente acadêmico compreender que o meio de produção é o laboratório de testes da vida real, e quando o setor produtivo entender que a produção científica de base é o alicerce de qualquer tecnologia disruptiva.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/06/2026