DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Escrevi aquele artigo movido pela indignação de ver o futuro do Brasil ser ceifado diariamente nos semáforos, nas lavouras, no trabalho doméstico, nas carvoarias. Hoje, em 2026, olhar para trás e ver que essa mensagem completa meia década traz-me um misto de persistência e profunda reflexão sobre os rumos das Sociedades.
“O verdadeiro progresso de uma nação não se mede pelo PIB ou pelo concreto, mas pela forma como ela protege as suas crianças. Não se pode aceitar o avanço tecnológico que conviva pacificamente com o anacronismo da exploração infantil”.
Nestes cinco anos que se passaram, o mundo mudou, enfrentou crises profundas e se reconfigurou. “Infelizmente, as pressões econômicas continuam empurrando os mais vulneráveis para a base de uma pirâmide cruel”. A lógica perversa permanece a mesma que denunciei em 2021: “ao roubar o tempo de brincar e de estudar de uma criança, condena-se essa mesma criança a um ciclo perpétuo de pobreza. A falta de acesso à educação formal na infância é a garantia de subempregos na idade adulta. É uma engrenagem que tritura o futuro e que precisamos, urgentemente, travar”.
Lembrar os cinco anos daquelas publicações é um chamado à resistência. O combate ao trabalho infantil não pode ser uma bandeira lembrada apenas no dia 12 de junho (“Dia Mundial contra o Trabalho Infantil”). Ele exige a atenção diária, a cobrança por políticas públicas eficazes, a fiscalização punitiva e, fundamentalmente, uma mudança cultural que pare de normalizar a exploração sob o manto da "ajuda familiar".
O “Dia Mundial contra o Trabalho Infantil” é celebrado desde 2002 e foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para ampliar a conscientização sobre a magnitude do problema e reunir esforços para eliminar o trabalho infantil. Em 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) declarou 2021 o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil.
Minhas palavras de cinco anos atrás continuam vivas e, se necessário, continuarei a repeti-las pelos próximos anos: “a INFÂNCIA é sagrada”. “Lugar de criança é na Escola, protegida, sonhando e se preparando para construir o amanhã. O futuro do Brasil (e de todo Planeta) depende, exclusivamente, da capacidade do homem de proteger as crianças hoje”.
O artigo “Crianças não podem ser escravizadas no trabalho” encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6303-artigo-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-no-trabalho e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20291-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-com-o-trabalho.
Carlos Magno Corrêa Dias
12/06/2026
-CMCD-L.png)






-CMCD-L.png)




-CMCD-L.png)