22 de abr. de 2026

Uma data e múltiplos significados.


O calendário é, muitas vezes, uma tapeçaria onde fios de diferentes épocas e propósitos se cruzam. O dia 22 de abril é um exemplo emblemático dessa complexidade. Longe de ser apenas uma marcação cronológica, a data carrega camadas de significados que vão desde a revisão crítica das origens coloniais até o reconhecimento do pioneirismo científico e da bravura militar.

Embora as caravelas de Pedro Álvares Cabral (1467 ou 1468 - c.1520) tenham aportado no litoral sul da Bahia no dia 22/04/1500, a expressão "descobrimento do Brasil" não é apropriada haja vista que antes dos portugueses, já existia Pindorama (a "Terra das Palmeiras" em tupi) habitada por populações indígenas, com culturas, cosmologias e sistemas sociais complexos. Então, celebre-se a chegada dos portugueses em Pindorama em 22/04/1500.

22 de abril é dia importante, também, por ser o DIA DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA o qual ampliando a visão sobre a formação da identidade nacional, celebra os laços com Portugal.

No âmbito do desenvolvimento nacional, 22 de abril homenageia o legado do Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva (1889-1976), o qual nasceu em 22/04/1889 e é o Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil sendo um dos responsáveis pela criação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela implementação das bases do Programa Nuclear Brasileiro. Em 22 de abril comemora-se o DIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DA MARINHA DO BRASIL.

Em 22/04/1945, durante a Segunda Guerra Mundial, a Força Aérea Brasileira (FAB) escreveu um dos capítulos mais heroicos de sua história. O 1º Grupo de Aviação de Caça realizou um feito impressionante: 44 missões de combate em um único dia nos céus da Itália. Semelhante demonstração de resistência e bravura consolidou o dia 22 de abril como o DIA DA AVIAÇÃO DE CAÇA NO BRASIL, servindo como tributo aos pilotos e equipes de apoio que lutaram pela liberdade.

Saindo das fronteiras nacionais, o 22 de abril ressoa mundialmente como o DIA DA TERRA (Earth Day). Instituído em 1970, a data lembra a vulnerabilidade do planeta Terra. Em um mundo que enfrenta crises climáticas sem precedentes, a celebração serve para promover a conscientização ambiental; incentivar políticas públicas de sustentabilidade; bem como para chamar a atenção sobre a necessidade de se reduzir os impactos negativos da atividade humana nos ecossistemas.

O 22 de abril é, portanto, uma data multifacetada que obriga “a olhar para trás e honrar os antigos habitantes de Pindorama; a olhar para o lado e fortalecer os laços com a comunidade lusófona; a olhar para o alto em respeito aos nossos heróis da aviação; e a olhar para o futuro, investindo em ciência e na preservação da Terra”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

É um dia que resume a essência humana: a capacidade de navegar rumo ao desconhecido, de lutar por ideais, de inovar e, acima de tudo, a necessidade vital de cuidar da nossa casa comum.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/04/2026

20 de abr. de 2026

Tiradentes forjou o espírito de uma Nação.


A força entre o fato histórico e a imortalidade mítica é ímpar quando se trata de Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), o Tiradentes. Mais do que um personagem, Tiradentes é a “ideia de liberdade”, o Patrono Cívico do Brasil e o único herói nacional a quem o calendário reserva um feriado exclusivo, em 21 de abril.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Embora a narrativa popular tenha construído uma imagem icônica de Tiradentes (barbudo e de longos cabelos, assemelhando-se a um símbolo de redenção e sacrifício), o Tiradentes histórico era um homem de múltiplas faces e profunda humanidade. Alferes da Cavalaria de Dragões Reais de Minas, ele foi, também, dentista amador, tropeiro, minerador e comerciante.

O retrato de 1940, de José Wasth Rodrigues (1891-1957), apresenta Joaquim José da Silva Xavier em seu uniforme de Alferes, símbolo de sua atuação ativa na Capitania de Minas Gerais. Contudo, é na sua alma inconformada e generosa que reside a verdadeira grandeza: um homem apaixonado por livros, defensor do conhecimento e detentor de uma coragem infinita, que acreditava piamente que o esforço pessoal e a justiça seriam, ao fim, recompensados.

Influenciado pelo Iluminismo e pela revolta contra a opressão tributária da Coroa Portuguesa, Tiradentes defendia a imediata Proclamação da República. Enquanto a elite mineira hesitava ou buscava saídas menos custosas, o Alferes manteve-se firme em sua palavra. Quando o movimento foi delatado e a devassa se instalou, Tiradentes foi o único a confessar sua participação, assumindo para si a responsabilidade que outros negaram. Seu grito de fé ecoa até hoje: "Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal".

A sentença executada em 21 de abril de 1792 foi brutal: enforcamento, decapitação e esquartejamento. O Império buscou apagar sua memória. Mas, o efeito foi o inverso. Ao dar a vida pela independência, Joaquim José da Silva Xavier ressignificou a identidade brasileira. Cada vez mais Tiradentes de mártir virou mito, sagrou-se lenda; tornando-se Herói Imortal.

Em 1965 Tiradentes foi declarado Patrono da Nação Brasileira pela Lei nº 4.897; em 1992 o nome de Joaquim José da Silva Xavier foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria; atualmente é reconhecido, também, como Patrono Nacional das Polícias Militares e Civis.

Tiradentes é o "Mártir da Inconfidência", “Herói Nacional”, porque sua morte não foi o fim, mas o nascimento de um símbolo de resistência anticolonialista. Joaquim José da Silva Xavier provou ser possível fazer do Brasil uma grande Nação soberana.

No artigo intitulado “Tiradentes, o Patrono da Nação Brasileira”, disponível em https://www.fne.org.br/artigos/6255-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20139-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira, presto homenagens ao imortal Tiradentes.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/04/2026

Os Catalisadores de Equipes.


Os líderes criam as condições para que toda equipe avance cada vez mais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
20/04/2026

19 de abr. de 2026

"PÁTRIA! BRASIL!"


O simbolismo por trás do 19 de abril guarda, frequentemente, a mística que envolve o surgimento do Exército Brasileiro. Um evento tático-militar se transformou no mito fundacional da identidade nacional do Brasil.

As Nações Soberanas celebram incessantemente suas histórias. Assim, no Brasil, em 19 de abril, comemora-se o DIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO. A data foi escolhida em memória à primeira Batalha dos Guararapes ocorrida em 19/04/1648 deflagrada contra a invasão holandesa no Nordeste do Brasil.

Exército Verde-Oliva do Brasil

Saliente-se que a primeira Batalha dos Guararapes ocorreu como parte da Insurreição Pernambucana e é considerada como o “Berço da Nacionalidade” do Brasil quando militares portugueses, brasileiros nascidos no Brasil, brancos, negros libertos, índios potiguares, todos, em uma fusão de raças movida pela defesa da liberdade de um só povo, defenderam com suas vidas o Brasil de todos.

Aquela primeira Batalha dos Guararapes tornou-se um evento especial não é apenas pela vitória militar sobre os holandeses, mas porque estabeleceu: (a) a união das “Três Raças” (brancos, negros e indígenas); e, (b) o conceito de Pátria: o sentimento de pertencer a algo maior que uma colônia começou a florescer, unindo os habitantes da terra contra um inimigo comum.

A evolução da Força Terrestre (o Exército Verde-Oliva do Brasil) desde 1648 consolidou o lema “Braço Forte, Mão Amiga”: (1) Braço Forte: refere-se à prontidão operacional, à defesa da soberania e à garantia da integridade do território nacional; (2) Mão Amiga: reflete a atuação em missões subsidiárias, como o apoio em desastres naturais, construção de infraestrutura (estradas e poços) e operações humanitárias.

É importante lembrar que o Exército do Brasil é um corpo multifacetado composto por: (1) Armas: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, as quais fazem o combate direto e o apoio de fogo; (2) Quadros: Engenharia e Comunicações, responsáveis pelo suporte técnico e estrutural no campo; (3) Serviços: Intendência, Saúde, que prestam Logística, suprimentos e cuidado humano.

“Da união dos Povos do Brasil para expulsar os invasores holandeses nasceu o ideal da Pátria, a Nacionalidade, o Exército Brasileiro e o sentimento de Soberania Nacional”. Pela primeira vez o Povo do Brasil utilizava a palavra PÁTRIA. Em maio de 1998, como homenagem àqueles que morrem lutando para libertar o Brasil da invasão holandesa, instituiu-se a saudação “PÁTRIA”, com a resposta “BRASIL”.

Correspondente saudação sintetiza o compromisso inabalável que nasceu há quase quatro séculos (378 anos) nos montes de Pernambuco e que continua a definir a missão dos militares brasileiros até hoje. A saudação em tela “é o eco moderno do grito de liberdade dado em Pernambuco; sendo o reconhecer que o Exército não é uma entidade isolada, mas o próprio povo fardado em defesa de seu solo”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve o Exército do Brasil!

Carlos Magno Corrêa Dias
19/04/2026

17 de abr. de 2026

Da humildade do campo à glória no campo de batalha.


Com o espírito reverente, ressaltando o valor da memória e do sacrifício, se presta continência nas linhas a seguir ao nobre Sargento José Barbosa Sobrinho, que no dia 15 de abril de 2026 veio a falecer passando a integrar a Galeria dos Imortais com todo brilho que merece.

Aos 108 anos, José Barbosa Sobrinho, integrante essencial do História do Brasil, ajudou a escrever com sangue, suor e muita coragem a história da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao compor a FEB (Força Expedicionária Brasileira).

Natural da Paraíba, do sertão de Piancó, nascido em 28 de abril de 1917, o Pracinha carregava em si a resiliência do povo nordestino, transportada das plantações de algodão para as gélidas e perigosas montanhas da Itália.

José Barbosa Sobrinho alistou-se (voluntariamente) no 23º Batalhão de Caçadores em 1942, partindo em fevereiro de 1945 para enfrentar os horrores da sangrenta e descomunal guerra pela liberdade.

Membro do 6º Regimento de Infantaria (6º RI) da FEB, fez parte da unidade que foi protagonista da rendição da temida 148ª Divisão de Infantaria Alemã em Fornovo di Taro local onde o destino do mundo era decidido. O 6º RI, o "Regimento Ipiranga", foi fundamental naquela manobra que resultou na captura de quase 15 mil soldados do Eixo sem contar os diversos equipamentos e material bélico. A rendição da 148ª Divisão de Infantaria Alemã é considerada um feito raríssimo na história militar mundial. É notável que a FEB, uma força expedicionária bem menor, conseguiu forçar a rendição de uma divisão inteira). Tudo graças a homens destemidos como o Sargento José Barbosa Sobrinho.

Após ser ferido em combate, o bravo José Barbosa Sobrinho não permitiu ser retirado da luta por completo porque assumiu a missão de Padioleiro. Há poucas funções tão humanitárias e corajosas numa guerra quanto a de remover feridos sob fogo, trocando o fuzil pela maca para preservar a vida de seus irmãos de farda feridos em combate.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O avanço inevitável do tempo retira do convívio físico as testemunhas oculares do triunfo da liberdade sobre a tirania. Contudo, como bem ensina a Filosofia, o conhecimento e o exemplo são os únicos bens que a morte não pode subtrair. O Sargento José Barbosa Sobrinho habita agora, também, a Eternidade.

A vida do Cobra Fumante José Barbosa Sobrinho foi testemunho de que a idade pode ser, sim, uma dádiva quando acompanhada de uma biografia imaculada. Ele foi o "brilho que irradia", a luz que agora se torna farol para as futuras gerações de brasileiros.

"A vitória não é apenas o fim do conflito, mas a preservação da memória de quem o enfrentou."

"A COBRA FUMOU e o brilho de sua coragem permanecerá aceso na memória nacional."

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal José Barbosa Sobrinho!

Carlos Magno Corrêa Dias
17/04/2026

15 de abr. de 2026

Quando a bravura desafiou a História.


A história das Nações Soberanas é frequentemente escrita pelo sangue daqueles que, em momentos de decisão extrema, escolhem o dever em detrimento da própria vida. Na trajetória militar brasileira, poucos episódios são tão carregados de simbolismo e emoção quanto o destino dos soldados FEBianos Arlindo Lúcio da Silva (12/02/1920-14/04/1945), Geraldo Baeta da Cruz (20/10/1914-14/04/1945) e Geraldo Rodrigues de Souza (22/10/1919-14/04/1945).

Os Pracinhas citados, conhecidos como os "Três Heróis de Montese", serviram no 11º Regimento de Infantaria de São João del-Rei da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial; falecendo na mesma data, em combate, na Batalha de Montese, após resistirem brava e heroicamente ao avanço de uma Companhia inimiga completa (uma Companhia da “Wehrmacht” com mais de 100 soldados alemães a qual era conhecida por sua disciplina rígida e raras concessões sentimentais).

Cercados e isolados de sua Unidade, formando Patrulha de Reconhecimento, sem chance alguma de vencer, os três Pracinhas mineiros sozinhos receberem ordem de rendição do inimigo. Entretanto, como recusaram-se a baixar as armas e não se entregaram, continuando a lutar, foram sumariamente executados.

O próprio exército alemão, em sinal de respeito à bravura demonstrada pelos Cobras Fumantes Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza teria realizado o sepultamento os corpos colocando uma cruz de madeira com a inscrição: "Drei Brasilianische Helden" (“Três Heróis Brasileiros”); tornando aqueles Soldados uma legenda mundialmente reconhecida até mesmo pelo inimigo.

Era 14 de abril de 1945, a ofensiva para a tomada de Montese apresentava-se como um dos maiores desafios táticos da FEB. O terreno era hostil, e a resistência alemã, desesperada.

Lutando "até o último cartucho", os bravos heróis Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza, com ferocidade e determinação, mantiveram suas posições contra uma força esmagadoramente superior.

O reconhecimento do sacrifício dos "Três Heróis de Montese" atravessou fronteiras e tornou-se um marco mundial de bravura, honra e determinação para salvaguardar a liberdade colocando o Brasil como referência naquele insano conflito que foi a Segunda Guerra Mundial.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A sangrenta Batalha de Montese, vencida duramente pelos FEBianos, é amplamente reconhecida pelos Historiadores Militares como a ação mais difícil travada pela FEB durante a Campanha da Itália. Embora a Cidade de Montese tenha sido praticamente destruída, os Pracinhas são lembrados até hoje, mais de 80 anos depois, com carinho e admiração, como os “Libertadores de Cidades”.

"Cobras Fumantes, eterna é sua vitória!"

Carlos Magno Corrêa Dias
15/04/2026

14 de abr. de 2026

A Cobra Fumou bonito em Montese.


Enquanto o mundo observava o crepúsculo da Segunda Guerra Mundial, os Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) mergulhavam em uma das lutas mais sangrentas e viscerais do conflito: a tomada de Montese.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Diferente de outros exércitos, o contingente brasileiro (os icônicos Cobras Fumantes) carregava consigo um diferencial que até hoje emociona os historiadores: o ideal de corpo e o profundo respeito pela vida civil. Em Montese, o soldado da FEB não lutava apenas contra um inimigo entrincheirado; ele lutava para devolver a liberdade a um povo subjugado, agindo com uma humanidade que o comandante do IV Corpo-de-Exército Americano, reconheceu como sendo magistral.

"A Divisão Brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade."

O eco da bravura dos Soldados do Brasi permanece mais vibrante do que nunca. Ao celebrar a vitória da FEB na sangrenta Batalha de Montese, não se recorda apenas um triunfo estratégico militar, mas sim o nascimento de uma lenda: a dos "Libertadores de Cidades". O feito da FEB em abril de 1945 transcende a tática de guerra e é testemunho da alma humana e da coragem indômita do Soldado Brasileiro.

Enquanto outras forças focavam no poder de fogo bruto, os FEBianos (eternos Heróis), demonstravam uma "capacidade de combate" que privilegiava a proteção dos inocentes, tornando-se “o paradigma da libertação ética”.

A queda de Montese foi o golpe duro nas pretensões do Eixo na Itália. Ao abrir caminho para a ofensiva final, os Pracinhas aceleraram o fim da insanidade que consumia o planeta. A Tomada de Montese (ocorrida de 14 a 17 de abril de 1945) foi um dos confrontos mais sangrentos da FEB na Segunda Guerra Mundial, resultando em um total de cerca de mil baixas (somando-se ambos os lados) dentre mortos, feridos e alguns desaparecidos.

Hoje, ao se visitar o Museu Histórico de Montese compreende-se que o Brasil não enviou apenas soldados para a lutar na Segunda Guerra Mundial na Europa; enviou LIBERTADORES. Até os dias atuais as novas gerações de italianos não param de prestar homenagens emocionadas aos imortais heróis da FEB.

Que a história de Montese continue a ser contada, não apenas como um relato de guerra, mas como o exemplo máximo de que a coragem brasileira é capaz de iluminar os tempos mais sombrios. A cobra fumou, deixando um rastro de liberdade, dignidade e glória eterna.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve os Cobra Fumantes, os Pracinhas, os FEBianos, aqueles Heróis Imortais formidáveis da FEB!

Carlos Magno Corrêa Dias
14/04/2026

13 de abr. de 2026

Lustros sobre celebrações de acordes soberanos.


Neste 13 de abril de 2026, seguindo a periodização determinada pelo lustro romano, a comemoração é dupla: celebro os 195 anos da primeira vez que o Hino Nacional do Brasil foi executado e os cinco anos de publicação do meu artigo intitulado “Hino Nacional em comemoração” quando 13 de abril de 2021 festeja os correspondentes 190 anos daquela mesma execução.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Centrado na introspecção e no júbilo cívico, o ciclo de cinco anos (quinquênio ou lustro) segue marcando tanto a renovação quanto a preservação da memória ao se observar o passar da história. Há 195 anos, há quase dois séculos, naquela noite memorável em 1831, no Teatro São Pedro de Alcântara, na Cidade do Rio de Janeiro (RJ), quando os magníficos acordes ecoaram pela primeira vez, se marcava o despertar de uma nova consciência de brasilidade e que perdurou e que se manterá na história para sempre ser recordada com júbilo.

Escrever sobre o Hino Nacional não é apenas tratar de uma composição musical; é analisar a própria alma da Nação Brasil traduzida em métrica e melodia. Desde a minha última incursão literária sobre o tema, em 2021, o Brasil e o mundo atravessaram transformações profundas. No entanto, o Hino permanece como a âncora que prende os Brasileiros ao solo pátrio.

A música, que sobreviveu à transição da Monarquia para a República e que recebeu, décadas depois, seus versos parnasianos, é a prova de que a identidade de um povo é uma construção contínua.

Ao revisitar minhas palavras publicadas nos endereços https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20114-artigo-hino-nacional-em-comemoracao e http://www.fne.org.br/artigos/6239-artigo-hino-nacional-em-comemoracao há meia década, noto que a essência do meu argumento permanece sólida: o Hino Nacional é um instrumento de união técnica e emocional. Para a construção do país Brasil, os símbolos nacionais servem como o "projeto estrutural" da Sociedade Brasileira.

"O Hino não é uma peça estática de museu, mas um organismo vivo que pulsa a cada vez que um Brasileiro, em qualquer canto do globo, entoa seus versos com o vigor de quem reconhece a própria terra."

Chegar aos 195 anos desta efeméride com a clareza de que a história deve ser celebrada em ciclos é um privilégio. Ao olhar para o retrovisor e ver o caminho percorrido desde o meu artigo de 2021, renovo meu compromisso com a divulgação da nossa herança cultural.

Que este 13 de abril de 2026 não seja apenas uma data no calendário, mas um momento de reafirmação do orgulho e da responsabilidade para com o futuro do Brasil. Que venham os próximos cinco anos, rumo ao bicentenário, com a mesma esperança e o mesmo "brado retumbante" que define como nação o Brasil.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/04/2026

11 de abr. de 2026

O valor da necessidade no silêncio e sem plateia.


O bem deve ser praticado quando é necessário e não quando outros podem ser plateia entusiasmada aplaudindo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
11/04/2026



10 de abr. de 2026

Salvaguardada "Transmutação reflexa".


A trajetória de uma obra de arte não se encerra na última pincelada; ela se expande e se consolida por intermédio da apreciação pública, do reconhecimento institucional e/ou da proteção jurídica que garantem sua perenidade no tempo. Em 2026, celebro o marco de 15 anos do registro oficial da minha obra "Transmutação reflexa", um óleo sobre tela que sintetiza a união entre a criação estética e o rigor documental.

Criada em 2007, a obra, com dimensões de 60cm x 80cm, não tardou a projetar sua relevância no cenário cultural brasileiro. No mesmo ano de sua produção, "Transmutação Reflexa" cruzou fronteiras geográficas para ser distinguida em São Luís, no Maranhão.

A obra recebeu Menção Honrosa no Prêmio Márcia Sandes 2007, concedido pelo Ministério Público do Maranhão. Tal distinção não apenas premiou a técnica da tela, mas validou o impacto intelectual e sensorial que "Transmutação reflexa" propõe ao espectador; sendo importante selo de qualidade da obra.

O Prêmio Márcia Sandes, concedido pelo Ministério Público do Maranhão, é uma honraria nacional diretamente ligada à preservação da Memória e ao incentivo das Artes Plásticas; sendo idealizado no início da década de 2000, tem como objetivo criar um "espaço democrático" dentro da Procuradoria Geral de Justiça para promover a integração entre a comunidade acadêmica, artistas plásticos e a sociedade; bem como valorizar a produção cultural maranhense e brasileira.

Especificamente, a entrega da Menção Honrosa ocorreu como parte das celebrações da Semana do Ministério Público. Naquele ano, o Prêmio Márcia Sanches consolidou-se como um distintivo de reconhecimento para obras que demonstravam excelência técnica e originalidade. "Transmutação Reflexa" reforçava o critério da premiação em destacar trabalhos que dialogavam com a sensibilidade contemporânea e a qualidade estética.

Embora "Transmutação reflexa" tenha nascido e sido premiada em 2007, foi em 14/12/2011 que recebeu sua "certidão de nascimento" formal no âmbito da Propriedade Intelectual do Brasil e do mundo. O Registro sob o número 63.363 (Livro 246, Folha 163), realizado na Escola de Belas Artes (EBA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), representa um pilar fundamental na História da Arte do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O título da obra, "Transmutação reflexa", sugere uma dialética entre mudança e espelhamento. Na técnica do óleo sobre tela, tem-se explorado a maleabilidade do material para evocar transformações que, embora internas ao quadro, refletem-se na percepção do observador.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2007/2011

A celebração destes 15 anos de Registro (2011–2026) da obra "Transmutação reflexa" (quase duas décadas da produção) faz referência a um documento histórico da produção artística brasileira do início do século XXI e é uma rememoração de obra já consagrada pela crítica especializada.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/04/2026