Lembro-me de cada sigla vencida (IC, CC, CTI, UTI, SIC, ERG), barreiras que aprendi a superar com a força e determinação. O que começou como uma intercorrência miocárdica severa, fruto de uma isquemia cardíaca crônica e da aterosclerose que desafiou a potência da minha máquina cardiovascular biológica, transformou-se em uma prova de resiliência. Seguidos infartos quase me tiraram da rota.
"A máquina cardiovascular biológica se supera em sequência cíclica e bate firme. Então, 'ao infinito e além', muito além. A FORÇA triunfa."
Uma isquemia miocárdica é a redução ou a interrupção drástica do fluxo sanguíneo para o coração. Como o sangue é o veículo responsável por transportar oxigênio e nutrientes essenciais (como a glicose) para as células, a falta dele provoca um déficit energético imediato. Sem suprimento adequado de oxigênio (hipóxia) e nutrientes, as células do tecido afetado começam a sofrer danos em seu metabolismo e funcionamento.
A isquemia, que leva ao infarto, geralmente é provocada por alterações nos vasos sanguíneos, sendo a aterosclerose (o acúmulo de placas de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias) uma das causas mais comuns.
A Isquemia Miocárdica é quando a isquemia ocorre especificamente no músculo cardíaco (miocárdio), significa que as artérias coronárias não estão conseguindo fornecer sangue suficiente para o coração. O dano causado pela isquemia depende do tempo de duração e da intensidade do bloqueio. Se a circulação for restabelecida rapidamente, o tecido pode se recuperar. Caso contrário, a falta prolongada de oxigênio leva à morte celular, conhecida como infarto ou necrose.
Anos se passaram desde aquela última grande intervenção, e o meu coração segue batendo forte, firme e renovado. Cada 25 de setembro não é apenas a marca do tempo que avança, mas a celebração solene da vitória da vida sobre a adversidade.


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