21 de mar. de 2026

A infância é a base da humanidade.


Como a maioria das pessoas sabem o DIA DA CRIANÇA é celebrado (no Brasil) em 12 de outubro de cada ano, o qual foi oficializado em 1924 e popularizado na década de 1960 por uma campanha publicitária. Todavia, poucos conhecem o DIA MUNDIAL DA INFÂNCIA que se comemora a cada 21 de março e que foi criado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para focar estritamente na proteção e nos direitos básicos das Crianças.

Também, não muito conhecido é o DIA DA INFÂNCIA (24 de agosto) que é uma data nacional do Brasil dedicada a promover a reflexão sobre os direitos e condições de vida das Crianças; ou o DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA o qual, festejado em 1º de junho, desde 1925 quando foi estabelecido na Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança e, posteriormente, adotada com vigor pelo bloco socialista (incluindo a China e países que compunham a União Soviética).

Observe-se ainda, como curiosidade, que a ONU (Organização das Nações Unidas) considera o dia 20 de novembro como o DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, sendo referenciado para exaltar a Declaração dos Direitos da Criança (1959) e a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989).

Pode parecer curioso ter várias datas que, embora pareçam redundantes, servem para reforçar diferentes camadas da proteção infantil. Mas, como a “Criança é o chão da humanidade”, nunca é demais chamar atenção especial para o cuidado com as Crianças.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Se a criança é o "chão", a INFÂNCIA não é apenas uma fase de transição, mas a base de sustentação de tudo o que o homem constrói como sociedade. “Se o chão é firme, o edifício da humanidade cresce com equilíbrio; se é negligenciado, toda a estrutura acima se torna frágil”.

Entretanto, cada data dentre as citadas tem um propósito específico como é o caso do dia 12 de outubro que se tornou uma data muito ligada ao consumo e ao lazer no Brasil, ou os dias 21 de março e 24 de agosto que são usados por ONGs (Organizações Não Governamentais) e órgãos governamentais para pautas mais políticas e sociais; sendo o dia 20 de novembro uma data com maior peso diplomático internacional.

Mas, é em 21 de março (DIA MUNDIAL DA INFÂNCIA) que se buscar mais intensamente lembrar ao mundo que a INFÂNCIA não é uma fase de espera, mas uma etapa crucial para o desenvolvimento humano, exigindo cuidados constantes e respeito absoluto aos DIREITOS DAS CRIANÇAS.

Objetivando promover a conscientização sobre os DIREITOS DAS CRIANÇAS, visando um ambiente saudável, educação de qualidade e proteção contra a violência a data de 21 de março “foca na proteção, educação e combate ao trabalho infantil, garantindo desenvolvimento seguro e digno para todas”.

No DIA MUNDIAL DA INFÂNCIA tem-se a oportunidade “para reforçar que a INFÂNCIA necessita ser vivida com segurança, amor e oportunidades de aprendizado”.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/03/2026

20 de mar. de 2026

O legado do marinheiro Marquês de Tamandaré.


A história de uma Nação (soberana) é frequentemente esculpida pela têmpera de seus heróis, e no panteão brasileiro, poucos nomes resplandecem com tanta força quanto o de Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré (1807-1897).

Mais do que um estrategista militar, Joaquim Marques Lisboa foi a personificação da resiliência e da lealdade tendo sua trajetória confundida com a história da Marinha do Brasil.

Nascido em Rio Grande (RS), em 13/12/1807, Joaquim Marques Lisboa demonstrou um destino vocacionado ao mar desde cedo. Ao alistar-se aos 15 anos, já adotou o compromisso de sangue com a independência do Brasil. Aos 19 anos durante a Guerra da Cisplatina assumiu o comando de embarcações e revelou ser um líder nato, cuja coragem era acompanhada por uma habilidade técnica incomum para a época (verdadeiro “gênio dos mares”).

Ao longo do século XIX, o Almirante Tamandaré atuou como o braço forte do Império contra as forças da fragmentação. Sua participação decisiva na contenção de revoltas internas, como a Confederação do Equador, a Sabinada e a Balaiada, foi fundamental para que o Brasil não se esfacelasse em pequenas repúblicas. Ficou conhecido historicamente pelo título de Patrono da Marinha do Brasil.

O Marquês de Tamandaré é tão central para a identidade naval do brasil que o dia de seu nascimento é celebrado anualmente como o Dia da Marinha. Joaquim Marques Lisboa foi a garantia de que a ordem e a unidade brasileira permaneceriam inabaláveis.

O reconhecimento definitivo de seu gênio militar consolidou-se na Guerra do Paraguai. Como comandante das forças navais, Tamandaré compreendeu que o domínio dos rios era a chave para a vitória no coração do continente. Sua liderança estratégica foi o alicerce para triunfos como a Batalha do Riachuelo, onde a Marinha Brasileira impôs sua supremacia, alterando o curso do conflito e garantindo o suprimento das tropas aliadas.

Os títulos de Barão, Visconde e Marquês não foram meras honrarias, mas o reconhecimento de um Estado que via em Joaquim Marques Lisboa o seu porto seguro. No campo da ética pública o Brasil teve no Almirante Tamandaré o exemplo da “lealdade inquebrantável”. Mesmo após a Proclamação da República, o Patrono da Marinha do Brasil permaneceu fiel ao Império, demonstrando que seu caráter não se dobrava a conveniências políticas. Para ele, o juramento feito à bandeira e ao Imperador eram sagrados.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Tem-se em Joaquim Marques Lisboa a preservação dos valores de honra, dever e sacrifício; sendo um símbolo eterno de que a grandeza de um país depende da integridade e da bravura de seus filhos. O legado do Marquês de Tamandaré navega até os dias de hoje, inspirando gerações de brasileiros a guardarem, com o mesmo vigor, as riquezas e a liberdade da "Amazônia Azul" do Brasil.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/03/2026

19 de mar. de 2026

Lógica sobre contingências reais.


Em AFORISMOS CONTINGENTES, disponível em https://drive.google.com/file/d/1ylOQOC1nk0TY-2e2o7bVF5i2atdmhYlx/view?usp=sharing, tem-se uma coleção de reflexões de minha autoria na qual apresento impressões sobre a condição humana, a ética e as estruturas sociais que chamam minha atenção periodicamente por representarem exigências sobre a Natureza Humana e Dilemas do Cotidiano.

AFORISMOS CONTINGENTES (ACT) representam uma síntese do pensamento desenvolvido ao longo da observação. Aquelas reflexões sintetizadas na forma de “aforismos” não buscam verdades absolutas e imutáveis, mas sim procuram capturar a natureza "contingente" (não necessária) das relações humanas e das estruturas que se criam para existir (ou subsistir).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A trajetória pública dos correspondentes aforismos consolidou-se em dois registros bibliográficos: (1) “Dilemas cotidianos” (2010, ISBN: 978-85-88925-12-0): obra na qual aqueles aforismos expandidos foram apresentados pela primeira vez; e, (2) “Paradigmas da necessidade” (2011, ISBN: 978-85-88925-14-4): livro no qual os aforismos originais passaram a dialogar com outros aforismos segundo exigências impostas.

O corpo dos ACT, agora contando com 99 aforismos selecionados, revisados e corrigidos, gravita em torno de temas fundamentais que desafiam sair da zona de conforto intelectual para avançar nos campos das possibilidades dos juízos de valor.

Tratando da dualidade humana, o conjunto dos ACT explora o conflito entre a racionalidade e a "natureza brutal e meramente animal" do homem (ACT09), sugerindo que a violência muitas vezes é o recurso daqueles que carecem de inteligência (ACT25) e evidencia como a coletividade muitas vezes anula a individualidade (ACT02, ACT98).

O conjunto de aforismos em referência aborda, também, a hipocrisia como sendo um veneno que adoece a consciência (ACT08), enquanto a honestidade é vista como algo nato, e não adquirido (ACT48). Chamando a Educação e o Conhecimento para evidenciar a importância da continuidade da transmissão do saber entre gerações (ACT07), bem como para mostrar o papel do compromisso daqueles que "vivem a Ciência" (ACT66); ACT formam um alerta para se refletir.

Diferente de dogmas rígidos, os ACT operam sob a lógica de que "todas as coisas têm a sua razão", mesmo que o sentido das respostas impostas pela causalidade escape vez ou outra (ACT96). Ao serem rotulados como "contingentes", se reforça que a realidade é uma construção frágil, muitas vezes mascarada (ACT56), onde a liberdade é sempre condicionada (ACT93).

AFORISMOS CONTINGENTES lembram que, embora o homem tenha nascido "condenado à morte" (ACT62), é por meio da arte, da razão e da superação da estupidez (ACT60, ACT91) que se pode buscar uma evolução real, sempre caminhando "em frente" (ACT92) em direção ao entendimento e à edificação de uma sociedade cada vez melhor que priorize o bem-estar do homem.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/03/2026

18 de mar. de 2026

Anestesia voluntária da repetição.


A mania é um tipo de ópio da conveniência.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
18/03/2026

17 de mar. de 2026

Sentinela segue sua epopeia centenária.


É uma satisfação ter o privilégio de escrever sobre os integrantes da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que lutaram defendo o mundo livre na Segunda Guerra Mundial.

Claro que não se conseguirá, em palavras, apresentar um tributo à altura daqueles gigantes que colocaram a vida em favor da paz e da liberdade frente à opressão e tirania do inimigo. Quando muito se obterá uma narrativa que faz lembrar o feito memorável dos Heróis da FEB.

Tal é o caso de escrever sobre o Capitão Nélson de Paula Reis, um dos mais destacados e condecorados membros da FEB, pois todo compêndio “não seria apenas narrar uma biografia, mas teria que documentar um capítulo vivo da democracia mundial”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Em um mundo que muitas vezes esquece o preço da sua própria liberdade, o Brasil se curva diante de um homem que escreveu a história com o próprio suor e tensões nos Apeninos da Itália. O Capitão Nélson de Paula Reis, veterano da FEB, ao atingir a marca monumental de 104 anos em 2026, consolida-se como dos símbolos vivos da resiliência nacional.

O FEBiano Nélson de Paula Reis não escolheu o caminho mais fácil. Como integrante do lendário 11º Regimento de Infantaria (Regimento Tiradentes), ele formou o grupo dos bravos que cruzaram o Atlântico para enfrentar o totalitarismo. No inverno rigoroso de 1944-1945, entre a lama e o aço, o então jovem soldado provou que os "Pracinhas" possuíam uma têmpera inquebrável.

Sua participação na Tomada de Monte Castelo foi uma demonstração de coragem sob fogo cerrado. Ali, onde a estratégia encontrava o sacrifício, Nélson de Paula Reis e seus companheiros mostraram ao mundo que "a cobra ia fumar" (e “fumou bonito”, em favor da liberdade. A liderança de Nélson de Paula Reis sob fogo intenso lhe rendeu diversas condecorações, incluindo a Cruz de Combate de 1ª Classe.

Homenagear Nélson de Paula Reis é celebrar sua lucidez que permanece como o guardião dos acontecimentos presenciados naquele teatro de guerra sombrio que viveu; é reconhecer sua trajetória magnífica a qual sempre foi pautada pela discrição e pelo compromisso com os valores éticos e morais; é entender que o patriotismo não é um conceito abstrato, mas que é refletido durante toda uma vida dedicada ao dever assumido.

"Não se celebram apenas os anos que o Herói Nélson de Paula Reis viveu, mas sua vida que garantiu para as gerações futuras uma realidade digna e livre". A longevidade do Cobra Fumante Nélson de Paula Reis é um presente para o Brasil e para o mundo.

Ao centenário Herói Imortal Capitão Nélson de Paula Reis, reconhecido por sua bravura, sempre a continência mais respeitosa. A glória sempre lhe pertencerá. Sua luz continuará a guiar os novos soldados e a inspirar todos os brasileiros que acreditam na força da coragem e na honradez do patriotismo.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Capitão Nélson de Paula Reis!

Carlos Magno Corrêa Dias
17/03/2026

16 de mar. de 2026

Lógica Matemática Aplicada à Teoria da Argumentação Dedutiva.


Lá em 14 de março de 2011, já completando 15 anos neste 2026, ministrava o “Curso de Extensão Universitária em Lógica Matemática Aplicada à Teoria da Argumentação Dedutiva”, o qual foi desenvolvido no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná), com chancela do DAMAT (Departamento Acadêmico de Matemática) da UTFPR e promoção da DIECE (Divisão de Cursos de Extensão) da UTFPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2011

Direcionado exclusivamente para Acadêmicos dos Cursos de Engenharia dos Campi da TECNOLÓGICA, fui, também, o proponente e organizador daquela Atividade de Extensão Universitária a qual até os dias atuais é considerada referência e representa um marco de excelência no aprofundamento do rigor intelectual destinado aos Estudantes de Graduação e Engenharia do Sistema UTFPR.

Ao ministrar o “Curso de Extensão Universitária em Lógica Matemática Aplicada à Teoria da Argumentação Dedutiva” não apenas oportunizei uma complementação na formação dos Acadêmicos, mas auxiliei no estabelecimento de alicerce fundamental para o desenvolvimento do raciocínio analítico e da estruturação do pensamento crítico. A relevância atestada daquela proposta reside na simbiose entre a abstração da Matemática e a aplicabilidade prática da Lógica Formal na validação de argumentos, competência essencial para todo Profissional que lida com sistemas complexos e tomadas de decisão baseadas em evidências irrefutáveis.

Foi objetivado apresentar as Operações e as Relações da Álgebra Proposicional em Lógica Matemática de Primeira Ordem necessárias para o Estudo e a Análise de Validade de Argumentos Dedutivos Sentenciais e identificação imediata de Falácias ou de Sofismas.

O Programa do “Curso de Extensão Universitária em Lógica Matemática Aplicada à Teoria da Argumentação Dedutiva” foi estruturado para atender desde os pressupostos algébricos do Cálculo Proposicional até o domínio sofisticado das relações de implicação e equivalência. Ao focar na análise de validade de argumentos dedutivos sentenciais, procurei capacitar os interessados a decodificar fórmulas e, primordialmente, a identificar Falácias com precisão cirúrgica, uma habilidade que transcende as salas de aula para se tornar uma ferramenta de vida (conforme os próprios participantes seguem relatam).

“A imersão técnica em Lógica de Primeira Ordem funciona como um catalisador da inteligência lógica, permitindo que o Profissional, principalmente, oriundo dos Cursos de Engenharia, compreenda a arquitetura invisível que sustenta a verdade formal e o encadeamento das ideias”.

Aquela ação reafirmava, uma vez mais, a posição da TECNOLÓGICA como um polo inovador de irradiação de saber científico e tecnológico, onde a Lógica deixa de ser apenas uma disciplina teórica para se tornar a linguagem mestra do progresso intelectual e da integridade argumentativa.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/03/2026

15 de mar. de 2026

O Rigor Matemático em Retrospectiva.


Nos meses de janeiro e fevereiro de 1991, há mais de 35 anos passados, ministrei o “Curso de Verão em Álgebra Linear e Cálculo Numérico” e o “Curso de Verão em Cálculo Diferencial e Integral” nas então Faculdades Positivo, especificamente na Faculdade de Informática.

No primeiro dos cursos em referência ministrei conteúdos como: Matrizes; Determinantes; Sistemas de Equações Lineares; e Álgebra Vetorial. No segundo curso tratei temas como: Integrais Indefinidos; Integrais Definidos; Aplicações Geométricas dos Integrais Definidos; bem como Equações Diferenciais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Embora reproduzisse o exemplo das principais Universidades ofertando “Cursos de Verão”, naquela Faculdade de Informática (em particular) a realização de atividades acadêmicas correspondentes era inolvidável e inovadora, constituindo verdadeiramente “ação de vanguarda” na época. Aqueles “Cursos de Verão” que elaborei e ministrei respondiam a um contexto histórico e educacional muito específico do Brasil o qual vivia uma importante transição no período.

Em 1991, experimentava-se o fim da Reserva de Mercado de Informática. Havia uma demanda urgente por Profissionais que entendessem de Computação, mas o currículo regular das Faculdades não dava conta da velocidade das mudanças. A ideia era que os “Cursos de Verão” em áreas chaves das Ciências Exatas serviriam para nivelar rapidamente os Estudantes para que pudessem avançar nas disciplinas técnicas de Programação que estavam surgindo.

Aqueles “Cursos de Verão” tanto permitiam que os Estudantes pudessem “antecipar créditos” quanto reforçar a base de Matemática em Nível Superior. Era uma forma interessante de maximizar tanto o tempo quanto oferecer uma formação mais intensiva, permitido, em contrapartida, que o fluxo de Estudantes não estancasse e os Cursos de Graduação pudessem ser concluídos mais rapidamente (ou se podia, também, resolver pendências acadêmicas nas correspondentes disciplinas).

Estando no "olho do furacão" da modernização do Ensino Tecnológico ao ministrar “Cursos de Verão” em Cálculo e Álgebra Linear em 1991 significava preparar a base intelectual para a primeira grande geração de Profissionais de TI (Tecnologias da Informação).

“Cursos de Verão” como os que elaborei e ministrei pavimentaram o caminho analítico dos Jovens que buscavam dominar a Computação; sendo desenhados para serem disruptivos e inovadores. Enquanto o país ainda se adaptava às rápidas mudanças tecnológicas, avançava-se tratando com precisão e detalhamento assuntos fundamentais para desenvolvimentos da Computação e de áreas afins.

Por entender que a Matemática não é um fim em si mesma, mas a linguagem que permite a comunicação eficiente com as “máquinas”, os Cursos de Verão em referência foram pensados para tornar os Profissionais da Computação capazes de modelar fenômenos reais em ambiente digital.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/03/2026

14 de mar. de 2026

Momento lúdico celebra constante analítica internacional.


Em 14 de março (14/3), no horário de uma hora e 59 minutos da madrugada (1h59min), ou seja, em 3/14/1/59 (na notação: Mês/Dia/Hora/Minuto), os primeiros algarismos do número irracional PI (3,14159265358979323846...) se apresentaram novamente na contagem do tempo. Assim, o momento em referência é a ocasião particular de se celebrar, então, mais um DIA INTERNACIONAL DO PI.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Sempre é fascinante como a estrutura do tempo, quando observada sob a lente da Matemática, revela coincidências simbólicas que transformam um simples instante em uma celebração.

O Dia do Pi (a constante analítica mais famosa do mundo) transcende o ambiente acadêmico por representar a onipresença da geometria na realidade física, desde a curvatura de uma onda sonora até as órbitas dos corpos celestes.

A escolha do momento exato (1h 59min do dia 14 de março) permite expressar uma aproximação de cinco casas decimais (3,14159) do Pi, o que confere ao momento, guardadas as questões analíticas envolvidas, um caráter quase “ritualístico” para a Lógica e a Ciência.

O Pi é um dos números irracionais (nunca se repete em padrões e nunca termina, simbolizando o infinito dentro de uma razão finita: a razão entre o perímetro pelo diâmetro).

Presente na Engenharia, na Lógica, na Física Quântica e até no Processamento de Sinais das Tecnologias tradicionais ou disruptivas, o Pi é “transcendental” (no sentido matemático restrito) não sendo raiz de nenhuma equação polinomial com coeficientes inteiros.

Pode-se dizer que o número irracional Pi consegue, também, unir a precisão do Cálculo ao caos da existência. O número Pi atua como uma ponte entre a “ordem absoluta” das leis geométricas e a “imprevisibilidade” característica dos sistemas complexos.

Para a Engenharia Lógica, o Pi representa o limite da precisão humana. O "caos da existência" impõe atritos, perdas de energia e imperfeições que o Cálculo procura, incessantemente, mitigar. Ao usar o Pi em modelos complexos ou em simulações que extrapolar a realidade usual do engendrar se está trabalhando a Lógica Matemática sobre a entropia do universo físico.

Nunca é demais repetir que o número Pi é uma constante da Matemática que representa a razão entre o comprimento de uma circunferência e o seu diâmetro. Em termos simples, se se medir o contorno de qualquer círculo perfeito e dividir esse valor pela distância que atravessa o seu centro, o resultado será sempre o mesmo número: aproximadamente 3,14159.

“O Pi é o ponto de encontro entre o finito e o infinito”. Enquanto o círculo é uma forma fechada e perfeita (finita), a constante que o define é infinita e imprevisível em suas casas decimais. É a "assinatura matemática" da redondeza da natureza.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/03/2026

13 de mar. de 2026

Aforismos acentuando posições sobre a realidade.


Um “aforismo” é uma sentença curta que expressa um pensamento, um princípio moral ou uma verdade universal de maneira concisa e, muitas vezes, lapidada. O termo deriva do grego “aforismos”, que significa "definição" ou "delimitação". Diferente de um simples provérbio popular, o “aforismo” costuma ter uma autoria definida e carrega uma carga intelectual ou filosófica mais acentuada.

Os “aforismos” são distinguidos pela: (a) brevidade: a ideia é transmitida com o mínimo de palavras possível; (b) autonomia: a estrutura possui sentido completo por si só; (c) força: provoca uma reflexão imediata; (c) intuição: funciona como regra de conduta ou observação aguda sobre a natureza humana.

“O aforismo funciona como um ‘cristal de pensamento’; necessitando ser sólido, transparente e capaz de refletir a luz de várias direções”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Por algum tempo criei aforismos sem registrá-los formalmente até que em 2010, no meu livro “Dilemas cotidianos”, com ISBN: 978-85-88925-12-0, passei a registrá-los, os quais, em muitas das vezes, proferia, naturalmente, em minhas aulas, principalmente, nas de Lógica Matemática.

Na segunda parte de “Dilemas-Cotidianos”, reunidos com o título AFORISMOS CONTINGENTES, são expostos aforismos centrados na tradução particular de alguns dos “supostos dilemas que impedem o homem de avançar na caminhada que o levaria à efetiva evolução enquanto ser que se sujeitaria pensar a sua humanidade”.

AFORISMOS CONTINGENTES são apresentados, também, na minha obra denominada “Paradigmas da necessidade”, editada e publicada em 2011, com ISBN: 978-85-88925-14-4, cujo prefácio está disponível em: https://drive.google.com/file/d/1yNQYnrSf6KKq8kHYDVeRuddY5ZK3ZD0P/view?usp=sharing. Saliente-se que o livro “Paradigmas da necessidade” completa 15 anos neste 2026, merecendo, então, entrar nos lustros das recordações pretendidas.

Na obra “Paradigmas da necessidade”, além da apresentação dos aforismos reunidos em AFORISMOS CONTINGENTES foram considerados outros aforismos denominados: Aforismos Causais, Aforismos Dependentes, Aforismos Incontidos, Aforismos Jamais Suficientes, Aforismos Moderados, Aforismos Necessários, bem com Aforismos Projetados.

Como faço observar no prefácio de “Paradigmas da necessidade” a obra PARADIGMAS DA NECESSIDADE “é destes livros estranhos que embora não pretendam disseminar os dogmas de uma filosofia é apenas uma filosofia declaratória de alguém que se obriga filosofar”.

PARADIGMAS DA NECESSIDADE não tem a intenção revelada de “traçar possíveis limites para o pensar”, mas traz a sugestão de se “avançar as fronteiras de pensamentos induzidos para sujeitar a interiorização de preceitos necessários deduzidos dos valores da reflexão”.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/03/2026

P.S.: Os referidos Aforismos (com adequações e/ou atualizações) podem ser lidos no endereço https://drive.google.com/file/d/1kc_shVV9YofaKtETP8O8zDXn5FI80QVY/view?usp=sharing.

11 de mar. de 2026

Reflexões sobre uma "Reprise Assustadora".


Quando escrevi o artigo "Covid-19 é uma reprise assustadora com final desconhecido", publicado em março de 2021 nos portais da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), a humanidade atravessava um dos períodos críticos da sua história recente. Hoje, ao revisitar o texto em questão, percebo que ele não foi apenas um alerta técnico, mas um desabafo necessário diante de um cenário que desafiava os homens.

Em março de 2021, era completado um ano desde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarava a pandemia de Covid-19. O que se esperava ser uma "curva de aprendizado" havia se tornado um ciclo de incertezas e sofrimentos. A escolha do termo "reprise" no título não foi por acaso: a humanidade revia cenas de hospitais lotados, escassez de recursos e o luto se tornando rotina, mas com um agravante dado que a sensação de que o filme estava mais sombrio do que na primeira exibição ocorrida entre 1918 e 1920, na chamada de “Gripe Espanhola”, a qual guardou paralelos impressionantes com a Covid-19.

Durante o período da Covid-19 a Sociedade viva três pontos fundamentais angustiantes: (1) Inércia e Negacionismo: faltava uma coordenação centralizada e eficaz, o que transformava o enfrentamento à doença em um esforço fragmentado; (2) Colapso do Sistema: não se tratava apenas de falta de leitos, mas de um exaurimento físico e mental dos Profissionais de linha de frente; (3) Final Desconhecido: enquanto o mundo corria para se vacinar, em muitas regiões ainda se tateava em meio a dilemas políticos e logísticos, o que tornava impossível prever quando aquele pesadelo terminaria.

Escrever aquele artigo permitiu que mais uma mensagem chegasse a outras pessoas que puderam, em suas áreas de relacionamentos, solicitar o necessário planejamento e cobrar a estrutura que mais faltava naquele momento.

Revisitar aquela publicação constitui um exercício de memória essencial. O "final desconhecido" citado na época hoje já possui contornos definidos pelas cicatrizes que a pandemia deixou. O artigo serviu como um registro histórico da urgência do agir coletivo e da importância da Ciência e das Tecnologias (do SABER) sobre a ideologia.

Que o compartilhamento daquele artigo publicado nos dias 11 e 12 de março de 2021 tenha possibilitado o entendimento sobre a importância de se estar preparado para o que ainda não se conhece e que pode, também, causar muito sofrimento e destruição.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O artigo “Covid-19 é uma reprise assustadora com final desconhecido” encontra-se disponível para leitura nos endereços https://www.fne.org.br/index.php/artigos/6200-artigo-covid-19-e-uma-reprise-assustadora-com-final-desconhecido e https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/20036-artigo-covid-19-e-uma-reprise-assustadora-com-final-desconhecido.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/03/2026