14 de set. de 2026

Cembra discute o futuro da Amazônia Azul


A convite do Centro de Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra), assisti ao webinário “Ameaças e Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável do Mar Brasileiro: Poluição, Mudanças Climáticas, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica”, encontro virtual realizado nos dias 01 e 02 de setembro de 2026 com apoio do próprio Cembra.

Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro) - 2026 

O evento integra a preparação para a 4ª edição da obra “O Brasil e o Mar no Século XXI – Subsídios para o Desenvolvimento Sustentável do Mar Brasileiro”, referência nacional em assuntos marítimos. Dando continuidade às edições históricas de 1998, 2012 e 2022, a nova versão alinhar-se-á às metas da Década da Ciência Oceânica da ONU, reunindo diagnósticos e propostas multidisciplinares para atualizar os capítulos dedicados à poluição e às transformações climáticas, fortalecendo a economia do mar e a preservação da Amazônia Azul.

Atuando sem fins lucrativos, de forma intensa e inovadora, o Cembra articula suas ações por meio do modelo da Tríplice Hélice, integrando Governo, Academia e Indústria (padrão que costumo denominar como Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação e que defendo há décadas). A instituição conta com uma ampla rede composta por Parceiros Fundadores (Marinha do Brasil, Coppe/UFRJ e FURG) e Parceiros Estratégicos (DGDNTM, FEMAR, UFF, UFPA e UFRN), reunindo especialistas para formular subsídios a políticas públicas e consolidar a mentalidade marítima no País.

A Amazônia Azul é um conceito geopolítico, estratégico e econômico criado pela Marinha do Brasil no início dos anos 2000 para conscientizar a sociedade sobre a imensa importância das águas jurisdicionais brasileiras. O termo faz uma analogia direta à Floresta Amazônica terrestre devido à sua magnitude territorial e à riqueza inestimável de biodiversidade e recursos naturais.

Compreendendo o Mar Territorial, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e a extensão da Plataforma Continental do Brasil no Oceano Atlântico, a Amazônia Azul tem seu conceito apoiado, legalmente, na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), garantindo ao país direitos soberanos para explorar, gerir e conservar os recursos vivos e não vivos no mar e no subsolo marinho.

A relevância econômica e estratégica dessa área é gigantesca. Mais de 95% do petróleo e cerca de 80% do gás natural do Brasil são extraídos de suas águas, com destaque para as reservas do Pré-Sal. Além disso, por volta de 95% do comércio exterior brasileiro trafega por rotas marítimas no Atlântico Sul, tornando essa faixa oceânica indispensável para o abastecimento e a economia nacional.

O webinário em tela contribuiu significativamente para a construção colaborativa do livro em referência, ajudando a traçar caminhos mais sustentáveis, seguros e inovadores para a Amazônia Azul.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/09/2026

13 de set. de 2026

Um decênio de “Entelechia Logicae”


Em setembro de 2016, era lançado o primeiro volume da Revista “Entelechia Logicae” (ISSN 2447-7877) a qual constitui veículo de divulgação científica que objetiva a construção de pontes entre a Lógica, a Filosofia da Ciência e as diversas áreas do conhecimento humano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

Fundada sob os auspícios da Lógica e Filosofia da Ciência, a publicação nasceu com o compromisso de promover a avaliação e a correção formal de raciocínios estruturados, aliando a precisão do Cálculo Proposicional e de Predicados da Lógica Matemática às exigências contemporâneas da Filosofia Analítica.

Desde o seu primeiro editorial, sob minha liderança como editor-chefe, a Revista “Entelechia Logicae” estabeleceu um propósito que vai além dos muros estritamente acadêmicos: a produção e disseminação do chamado "Conhecimento Útil". Sob essa perspectiva, o estudo da Lógica e dos fundamentos formais das Ciências Exatas e Humanas não se encerra em uma abstração teórica, mas converte-se em ferramenta essencial para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento soberano e sustentável da nação.

A trajetória do periódico reflete o compromisso com a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Ao se constituir como um espaço plural, aberto ao diálogo e a convergências entre diferentes matrizes do pensamento, a revista tem permitido encontros dedicados à fundamentação das teorias científicas e à inovação metodológica.

A Revista “Entelechia Logicae” é uma publicação técnica, científica e cultural focada em áreas como Lógica, Engenharia Lógica, Matemática, Educação e Filosofia da Ciência.

Tem por Linha Editorial a divulgação de ensaios, artigos de revisão, reflexões conceituais, produções acadêmicas e análises interdisciplinares que articulam o pensamento lógico formal, a extensão universitária e o desenvolvimento tecnológico.

“Entelechia” (ou “enteléquia”, em português) é um conceito filosófico criado para designar o estado de realização plena ou atualização completa de uma potencialidade. A palavra, etimologicamente, significa "ter o seu próprio fim em si mesmo" ou "estar em estado de realização do seu propósito".

Então, “Entelechia Logicae” (ou “Entelequia da Lógica”) significa a realização ou concretização da Lógica; isto é, o estado em que a capacidade do raciocínio estruturado deixa de ser apenas uma potencialidade abstrata e atinge a sua forma final e funcionalidade plena.

Celebra-se, portanto, o dinamismo de um veículo que soube cultivar o rigor epistemológico sem perder de vista o impacto social da ciência. Ao completar dez anos de circulação, a revista reafirma sua missão original de ser um vetor de integração interdisciplinar, inspirando novas gerações a utilizar o raciocínio estruturado como instrumento de transformação, ética e progresso para toda a sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/09/2026

Celebrando uma Década da Obra “Pressupostos Lógicos na RI 4.0”


Publicada em Curitiba em 10 de setembro de 2016, a obra “Pressupostos Lógicos na RI 4.0” (ISBN: 978-85-88925-27-4), por mim organizada, alcança seu décimo aniversário mantendo sua relevância acadêmica e epistemológica. O livro demarcou um momento de transição ao considerar as bases teóricas, estruturais e lógicas necessárias para sustentar avanços, demonstrando que a evolução científica e tecnológica requer rigor formal, clareza axiomática e responsabilidade socioambiental.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

A análise histórica proposta pela publicação resgata as rupturas produtivas da humanidade (da mecanização a vapor na Indústria 1.0, passando pela eletricidade e produção em massa na RI 2.0, até a informática e a microeletrônica na RI 3.0), evidenciando que a Quarta Revolução Industrial (RI 4.0) introduziu um salto qualitativo singular.

A fusão entre o mundo físico e o ambiente digital passou a exigir do ser humano o aprendizado contínuo de novas estruturas de dados, transformando a Engenharia Lógica e a Modelagem Formal na própria infraestrutura cognitiva necessária para garantir a coerência e a interoperabilidade dos processos ciber-físicos na nova era do conhecimento.

O livro permanece como um registro documental da maturidade intelectual da ciência brasileira, confirmando que o futuro do desenvolvimento humano e tecnológico depende do alinhamento cada vez mais estrito entre o rigor da lógica, a inovação aplicada e o compromisso ético com a vida.

Os textos reunidos na obra mostram alguns dos caminhos já iniciados em direção à RI 4.0 e que, à época, já provocavam reflexões sobre a nova realidade que o homem estava construindo e que passou a fazer parte da tomada de decisão.

No primeiro capítulo (“Perspectivas na nova era do conhecimento”), é apresentada uma série de artigos de minha autoria, produzida e publicada anteriormente, relacionada especificamente com CTI (Ciência, Tecnologia e Inovação) e que sinalizava entendimentos sobre necessidades presentes na RI 4.0.

Orientado pela necessidade da sustentabilidade, reúne-se no Capítulo 2 (“ODM e ODS nos caminhos da sustentabilidade”) um conjunto de textos, também de minha autoria, que sustentava a necessidade de considerar os ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) e os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) para cumprir os propósitos da Revolução Industrial (RI 4.0).

Finalizando a obra, são apresentadas no Capítulo 3 (“Inovação tecnológica e TIC”) e no Capítulo 4 (“Solvente eutético profundo na indústria”) exposições sobre Inovação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), bem como observações sobre “solventes verdes” para a instituição de uma indústria sustentável adequada.

No endereço https://drive.google.com/file/d/14ppoJAqyS1wpforQIBK5f70ion0rWZoz/view?usp=sharing encontra-se o prefácio da obra em tela o qual foi por mim assinado.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/09/2026

11 de set. de 2026

Desmistificando visões da Matemática Medieval.


No último dia 9 de setembro de 2026 celebrei, com júbilo, os dez anos de publicação de meu artigo “A Matemática é Preservada na Idade Média” no número inaugural da Revista Entelechia Logicae (ISSN: 2447-7877).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O texto examina a relevância do período medieval na salvaguarda e no avanço do conhecimento científico e matemático. O estudo argumenta que o desenvolvimento contemporâneo da matemática não é fruto exclusivo da Idade Moderna, mas sim do esforço contínuo de intelectuais medievais que garantiram a transmissão e a continuidade da cultura clássica ocidental.

Ao desconstruir a visão reducionista que rotula a Idade Média como uma época estéril, naquele texto mostro que o progresso das ciências dependeu da postura, da mentalidade e do compromisso pedagógico dos pensadores medievais para resgatar as sementes do conhecimento antigo.

A fundamentação teórica do artigo estrutura-se a partir de uma tríade representativa composta por Boécio, Fibonacci e Regiomontano.

Boécio (c. 480–526), qualificado como o último romano e o primeiro escolástico, atuou no contexto de colapso do Império Romano, traduzindo e resumindo compêndios de Aritmética e Geometria da Grécia antiga e sistematizando o Quadrivium (Aritmética, Geometria, Música e Astronomia), que serviu de base pedagógica para o ensino europeu por mais de um milênio. Séculos mais tarde, Fibonacci (c. 1180–1250) estabeleceu a ponte entre o saber árabe-islâmico e o Ocidente cristão ao introduzir e promover a adoção do sistema de numeração indo-arábico, transformando a aritmética e o cálculo prático. Por fim, Regiomontano (1436–1476) atuou como o agente de transição entre a Idade Média e o Renascimento, consolidando obras em latim que sinalizaram o início do florescimento da ciência moderna.

Em síntese, o texto evidencia que os resultados e as potencialidades desfrutados pela matemática hodierna derivam diretamente dos trabalhos da tríade referenciada. O trabalho reafirma que a compreensão dos fundamentos e dos limites da matemática exige um olhar integrado sobre a História, a Lógica e a Filosofia, reconhecendo a importância decisiva das inteligências medievais na sustentação do edifício científico ocidental.

A Revista Entelechia Logicae (ISSN: 2447-7877) afirma-se como um veículo de divulgação científica voltado ao exame crítico das intersecções entre História, Lógica, Filosofia e os Fundamentos da Ciência. A publicação busca oferecer um espaço para o resgate de trajetórias intelectuais e o debate de temas teóricos que moldaram o pensamento ocidental, conferindo atenção especial ao desenvolvimento e à preservação das disciplinas formais, como a Matemática.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

No endereço https://drive.google.com/file/d/1-tX3MQZ-5LRHeOXrciGKE8elD5uqoXEQ/view?usp=sharing encontra-se o texto da publicação em referência.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/09/2026

9 de set. de 2026

Urgência de Saúde Pública e Responsabilidade Corporativa


A depressão e o suicídio persistem como tabus profundamente enraizados no ambiente corporativo, a despeito de os indicadores estatísticos demonstrarem um aumento contínuo e alarmante de transtornos mentais associados ao trabalho. Na contemporaneidade, a saúde psíquica ultrapassou a condição de pauta secundária para se consolidar como uma exigência ética, estratégica e de saúde pública.

O terreno no qual o sofrimento psíquico se multiplica é estruturado por uma cultura que valoriza a alta performance irrestrita, impõe jornadas exaustivas, cobra resultados de forma ininterrupta e fomenta uma competitividade exacerbada em detrimento do reconhecimento humano. O modelo organizacional desgasta progressivamente as reservas emocionais e físicas dos indivíduos, gerando quadros severos de esgotamento.

A Síndrome de Esgotamento Profissional configura-se como um sério distúrbio derivado do estresse crônico laboral não gerido adequadamente. Caracterizada por cansaço extremo, desmotivação, cinismo funcional e isolamento social, essa condição frequentemente atua como porta de entrada para a depressão. 

No contexto empresarial, o diagnóstico precoce da depressão enfrenta barreiras expressivas, pois seus sinais são corriqueiramente interpretados de forma equivocada como queda involuntária de desempenho ou falta de engajamento, desencadeando punições ou estigmatização em vez de acolhimento e encaminhamento médico apropriado.

A prevenção do suicídio, considerado um fenômeno complexo e multifatorial de saúde pública, é plenamente viável mediante a adoção de estratégias conscientes e coordenadas. Em sintonia com iniciativas globais como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, estabelecido no dia dez de setembro pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, as corporações precisam assumir sua responsabilidade social e promover uma mudança estrutural de paradigma.

Reconhecer a depressão como uma questão de saúde organizacional, estruturar políticas efetivas de bem-estar e capacitar lideranças para identificar o sofrimento com empatia, mantendo o devido sigilo, constituem posições urgentes. Desmistificar os estigmas por meio do incentivo ao diálogo aberto e seguro constitui o passo fundamental para que a busca por auxílio ocorra de forma precoce, transformando o ambiente corporativo em um espaço de preservação e valorização da vida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Alinhado às reflexões sobre a depressão e o suicídio no trabalho, no artigo "Depressão pode levar o trabalhador ao suicídio", apresento algumas considerações. O artigo encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7467-artigo-depressao-pode-levar-o-trabalhador-ao-suicidio e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23565-depressao-pode-levar-o-trabalhador-ao-suicidio

Carlos Magno Corrêa Dias
10/09/2026

Engenharia Lógica promovendo disrupção.


A convergência contemporânea entre os mundos físico, digital e biológico demanda uma infraestrutura teórico-metodológica que vá além dos modelos puramente estatísticos e probabilísticos da computação tradicional. No cenário em tela, que demanda profundas transformações, a Engenharia Lógica (ou Engenharia Inferencial) posiciona-se como uma área do saber transversal e estruturante.

Concebida ao longo de quase quatro décadas, minha Engenharia Lógica propõe que a inovação tecnológica necessita do respaldo rigoroso da Lógica Matemática, articulando o Cálculo Proposicional, o Cálculo de Predicados e a Silogística Categórica para fundamentar o avanço técnico em bases dedutivas sólidas.

Ao atuar na interseção epistemológica entre a Lógica Formal, a Ciência da Computação e a Teoria Geral de Sistemas, a Engenharia Lógica estabelece o elo indispensável entre o formalismo sintático-semântico e a operacionalidade das tecnologias disruptivas. Semelhante ecossistema teórico foi amadurecido ao longo dos anos por meio de uma série de seminários e colóquios científicos, como o Selogmas, o Secafunp e o Coentelog, que promoveram a transição da lógica contemplativa para o estado de aplicação prática na cognição e na modelagem de sistemas complexos.

A Engenharia Lógica passa a atuar como o motor conceitual dos Sistemas Ciber-Físicos e da Internet Industrial das Coisas. Enquanto grande parte da indústria tradicional padece de assimetrias de informação e foca na manufatura física para apenas depois tentar a digitalização, a abordagem lógica permite modelar, otimizar e validar dedutivamente os processos operacionais no ambiente cibernético antes de sua materialização. A correspondente precisão estende-se à relação entre Metadados e Nanociência, oferecendo diretrizes para a responsabilidade ambiental e governança no âmbito da Tríplice Hélice.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026





Presume-se que a culminância ontológica da Engenharia Lógica será manifestada na transição da Inteligência Artificial (IA) convencional para a Consciência Cibernética (CC). Ao superar a opacidade explicativa dos modelos estatísticos, o rigor lógico atua como o código genético para a emergência de propriedades cognitivas avançadas, permitindo que algoritmos recursivos operem sobre suas próprias regras para desenvolver autopercepção e intencionalidade.

Mais informações sobre a Engenharia Inferencial (Engenharia Lógica) podem ser obtidas no meu artigo “Engenharia Lógica promovendo transformações” publicado recentemente nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7689-artigo-engenharia-logica-promovendo-transformacoes e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/24041-engenharia-logica-promovendo-transformacoes.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/09/2026

7 de set. de 2026

A Chama Eterna da Liberdade


Em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, ecoava o brado "Independência ou Morte!". Mais de dois séculos se passaram desde aquele momento histórico liderado por Dom Pedro I (1798–1834), marco fundador de um Brasil soberano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2024

Cognominado "o Libertador", "Pai da Pátria" e "o Rei Soldado", o primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I, desempenhou um papel central na disseminação dos ideais liberais que permitiram tanto ao Brasil quanto a Portugal romperem com os regimes absolutistas que cerceavam o desenvolvimento de seus povos.

Ainda que existam controvérsias historiográficas e análises sobre o contexto exato do ato às margens do Ipiranga, é inegável o impacto geopolítico e identitário da decisão de Dom Pedro I.

Desde o "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822, até a recusa definitiva frente às exigências desmedidas recebidas no percurso entre Santos e São Paulo, o jovem príncipe selou o destino de uma nova nação. A história confirma que a preservação da unidade territorial brasileira e a superação da tirania imperial devem-se, em grande medida, ao ato de coragem e à resolução política do líder que optou por permanecer ao lado do povo brasileiro.

Celebrar o 7 de Setembro é também dar voz ao sentimento de liberdade imortalizado na música e na poesia. A Independência do Brasil não foi apenas proclamada com espada e documentos, mas também cantada em estrofes vibrantes. Curiosamente, a melodia do Hino da Independência foi composta pelo próprio Dom Pedro I, enquanto a letra foi escrita por Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799–1837).

O Hino da Independência é um verdadeiro manifesto pela liberdade e um convite permanente à reflexão sobre o dever contínuo de resguardar a Pátria. Seus versos convocam a cidadania a rejeitar a subserviência e a enxergar a soberania nacional como um bem inestimável construído pela união de peitos e braços que funcionam como verdadeiras muralhas protetoras do país.

O Hino da Independência celebra o marco fundador e a epopeia histórica; contudo, a festividade do 7 de Setembro é abrilhantada também pela execução do Hino Nacional do Brasil. Com melodia composta por Francisco Manuel da Silva (1795–1865) e letra oficializada quase um século depois, em 1922, por Joaquim Osório Duque Estrada (1870–1927), o Hino Nacional funciona como uma ode à beleza, às riquezas, ao povo e ao futuro do país.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Uma nação verdadeiramente soberana reconhece sua história, honra a memória de seus heróis e celebra suas vitórias. A lembrança do brado do Ipiranga e a escuta atenta dos hinos pátrios nos lembram que a liberdade é um exercício diário e vigilante.

No artigo “Sempre ordem para o progresso” considero breve narrativa alusiva ao 7 de setembro a qual pode ser lida nos endereços https://www.fne.org.br/artigos/7446-artigo-sempre-ordem-para-o-progresso e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23512-sempre-ordem-para-o-progresso.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/09/2026

6 de set. de 2026

A severidade inescapável da razão


A Lógica não pode perdoar aqueles que dela não se servem.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
06/09/2026

5 de set. de 2026

A Proteção de Dados e os Novos Paradigmas do Mercado


O cenário corporativo contemporâneo exige das organizações uma postura cada vez mais alinhada aos princípios de governança, transparência e integridade. Em tal contexto, a evolução tecnológica e a intensificação do uso da Inteligência Artificial (IA) trazem consigo transformações profundas no ambiente de negócios, demandando reflexões constantes sobre a privacidade de dados e a ética operacional.

Em 31 de agosto de 2026, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep, na Sala Prospectiva XP, em Curitiba, ocorreu o encontro da Rede Paranaense de Compliance com o tema central "Mudanças no Mercado com Proteção de Dados", evento para o qual fui convidado a participar pela própria organização do encontro.

Sistema Fiep - Rede Paranaense de Compliance - 2026

A iniciativa do encontro se consolidou como um espaço privilegiado para o debate sobre as responsabilidades regulatórias e os desafios práticos que acompanham a adoção acelerada da tecnologia nas empresas. Mais do que atender às exigências legais da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o evento objetivou promover a troca de experiências e o fortalecimento de uma cultura corporativa voltada à conformidade e ao desenvolvimento sustentável.

Durante as discussões, destacou-se que a implementação responsável das novas tecnologias exige governança contínua sobre as informações e mitigação proativa de riscos reputacionais. Ficou evidente que a conformidade regulatória e a privacidade não devem ser vistas como barreiras ao avanço corporativo, mas sim como vetores fundamentais de inovação, credibilidade e diferencial competitivo nas relações com o mercado.

Criada em março de 2018 pelo Sistema Fiep, em parceria com o CIFAL Curitiba (Centro Internacional de Formação de Atores Locais de Curitiba) e o UNITAR (Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa), a Rede Paranaense de Compliance nasceu para responder a essa demanda pela consolidação de ambientes éticos. A iniciativa reflete o compromisso contínuo do Sistema Fiep, instituição signatária do Pacto Global da ONU, em incentivar a gestão socialmente responsável no setor industrial e posicionar a governança como pilar essencial do desenvolvimento regional.

Como plataforma empresarial colaborativa, a Rede atua diretamente no fortalecimento de mecanismos de controle interno, na gestão de vulnerabilidades operacionais e na adoção das melhores práticas de gestão a longo prazo. Seu objetivo central permanece sendo a disseminação de uma sólida cultura de integridade por meio do compartilhamento de metodologias alinhadas às mais recentes tendências globais.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/09/2026

4 de set. de 2026

Caminhos Estratégicos para a Competitividade Industrial


A transformação de ideias aplicadas em ativos de alta competitividade exige mais do que visão estratégica e planejamento rigoroso; requer o domínio das rotas de financiamento e captação de recursos. No cenário contemporâneo, onde a transição tecnológica impõe um ritmo acelerado às organizações, a sustentabilidade dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação está intrinsecamente ligada à capacidade de mapear e acessar os instrumentos de crédito e fomento disponíveis no ecossistema nacional.

Sob a premissa em tela, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizou o workshop “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação”, o qual constituiu uma oportunidade ímpar para aprofundar as diretrizes operacionais que regem o financiamento da inovação no país. Realizado no dia 25 de agosto de 2026, o encontro proporcionou uma imersão prática nas principais linhas de apoio ativas e projetadas, conectando os desafios de estruturação de propostas às demandas reais das empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia.

CNI - Acesso a Crédito e Fomento para Inovação - 2026

Fui convidado pela CNI a participar do encontro
 “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação” no qual foi apresentado o panorama existente no Brasil que dispõe de uma arquitetura robusta de fomento operacionalizada por agentes centrais como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs).

A CNI é instância de articulação e defesa dos interesses do setor industrial do Brasil. Fundada em 1938 e sediada em Brasília, trata-se de uma organização privada de caráter sindical patronal que atua na interface entre o setor produtivo e as esferas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Sua missão central reside no fortalecimento da competitividade das empresas, na promoção da inovação e no acompanhamento contínuo de temas estruturantes para a economia do país, tais como a formulação de políticas públicas, reformas tributárias, legislação trabalhista, infraestrutura e comércio internacional.

O workshop em referência teve como um de seus pontos importantes a apresentação das oportunidades voltadas a vetores críticos da indústria moderna: a transformação digital, a eficiência energética e a sustentabilidade. A análise dos critérios de aderência e a discussão de casos práticos demonstraram que o sucesso no pleito por recursos não decorre apenas da qualidade técnica da ideia, mas sim da estruturação metodológica do projeto.

O compromisso contínuo com a busca por soluções aplicadas e a integração com os atores-chave do ecossistema de inovação seguem sendo razões determinantes para converter incertezas tecnológicas em projetos estruturados, impulsionando o desenvolvimento científico, a soberania industrial e a geração de valor para a sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/09/2026