15 de jun. de 2026

Em 1996, o futuro de 2026 já era antecipado.


Ao folhear as páginas da edição número 85 do informativo Vida Universitária (da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), referente às publicações de Junho/Julho de 1996, encontra-se registro que é resgatado, celebrado e, acima de tudo, que abre espaço para considerações disruptivas sem precedentes.

Sob o título "Matemática Através do Computador", foi divulgada, em notícia institucional, a abertura do Curso de Extensão Universitária em “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” o qual foi realizado na PUCPR sob chancela do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da PUCPR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

À frente da iniciativa estava eu como proponente, coordenador e ministrante daquela Ação Extensionista cujo teor, três décadas depois, se mostra mais que necessário para o desenvolvimento e o progresso, se apresentando, essencialmente, também, com o peso de um “prenúncio” de fenômeno que mudaria o mundo.

Em 1996, a Internet ainda era incipiente no Brasil e os computadores pessoais estavam longe de ter o poder de processamento atual. Mesmo assim, já defendia uma verdade que hoje rege a Ciência de Dados e a Inteligência Artificial (IA): a interrelação entre Informática e Matemática.

“A Informática sem a sempre otimização e aplicação da Matemática aos problemas do mundo real é apenas uma ilusão”.

Mais do que apenas transferir a Diferenciação e a Integração do papel para a tela, minha iniciativa entendia a Tecnologia Computacional como uma “ferramenta de emancipação cognitiva”.

“O computador é apenas o meio; a Matemática sempre será o fim e o verdadeiro motor da inteligência”.

Ao pontuar que os Softwares Algébricos permitem uma "maior visualização de conceitos matemáticos" e promovem uma "ampla interação", rompe-se com o ensino puramente mecânico e abstrato dados ser a Matemática viva, experimental e visual.

Tirar os Acadêmicos da repetição exaustiva de fórmulas manuais e introduzi-los na automatização de problemas e na visualização científica de dados foi um divisor de águas. Essa postura não apenas preparou os Estudantes da PUCPR para o “Mercado do Novo Milênio” como, também, pavimentou o caminho para a moderna interdisciplinaridade que se replica, constantemente, atualmente.

Recordar aquela notícia não é apenas um exercício de nostalgia; é um ato de reconhecimento dado que iniciativas como aquela podem provar que “a verdadeira inovação nasce da efetiva transformação da sala de aula em um laboratório do amanhã”.

Trinta anos depois, colhe-se os frutos das sementes plantadas como naquele Curso, no qual se “assumiu a transição instrumental para a otimização algorítmica como procedimento necessário (e sem qualquer possibilidade de retorno) de se atingir a inovação tecnológica”.

O artigo em referência encontra-se disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1gJo64i7TFAq5hTtsW91sYpC5-6GfbfnQ/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/06/2026

14 de jun. de 2026

A quebra de padrões na liderança que guia e capacita.


Os líderes não necessitam resolver as questões impostas às suas equipes, mas devem possibilitar que os seus membros se desenvolvam de forma a serem capazes de resolver os problemas enfrentados.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
14/06/2026

12 de jun. de 2026

A solução da equação do futuro e a soberania do amanhã.


Há exatamente cinco anos, em junho de 2021, utilizei as mídias da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) para manifestar um grito de alerta que segue me sufocando: "Crianças não podem ser escravizadas no trabalho".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Escrevi aquele artigo movido pela indignação de ver o futuro do Brasil ser ceifado diariamente nos semáforos, nas lavouras, no trabalho doméstico, nas carvoarias. Hoje, em 2026, olhar para trás e ver que essa mensagem completa meia década traz-me um misto de persistência e profunda reflexão sobre os rumos das Sociedades.

“O verdadeiro progresso de uma nação não se mede pelo PIB ou pelo concreto, mas pela forma como ela protege as suas crianças. Não se pode aceitar o avanço tecnológico que conviva pacificamente com o anacronismo da exploração infantil”.

Nestes cinco anos que se passaram, o mundo mudou, enfrentou crises profundas e se reconfigurou. “Infelizmente, as pressões econômicas continuam empurrando os mais vulneráveis para a base de uma pirâmide cruel”. A lógica perversa permanece a mesma que denunciei em 2021: “ao roubar o tempo de brincar e de estudar de uma criança, condena-se essa mesma criança a um ciclo perpétuo de pobreza. A falta de acesso à educação formal na infância é a garantia de subempregos na idade adulta. É uma engrenagem que tritura o futuro e que precisamos, urgentemente, travar”.

Lembrar os cinco anos daquelas publicações é um chamado à resistência. O combate ao trabalho infantil não pode ser uma bandeira lembrada apenas no dia 12 de junho (“Dia Mundial contra o Trabalho Infantil”). Ele exige a atenção diária, a cobrança por políticas públicas eficazes, a fiscalização punitiva e, fundamentalmente, uma mudança cultural que pare de normalizar a exploração sob o manto da "ajuda familiar".

O “Dia Mundial contra o Trabalho Infantil” é celebrado desde 2002 e foi instituído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para ampliar a conscientização sobre a magnitude do problema e reunir esforços para eliminar o trabalho infantil. Em 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) declarou 2021 o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil.

Minhas palavras de cinco anos atrás continuam vivas e, se necessário, continuarei a repeti-las pelos próximos anos: “a INFÂNCIA é sagrada”. “Lugar de criança é na Escola, protegida, sonhando e se preparando para construir o amanhã. O futuro do Brasil (e de todo Planeta) depende, exclusivamente, da capacidade do homem de proteger as crianças hoje”.

O artigo “Crianças não podem ser escravizadas no trabalho” encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6303-artigo-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-no-trabalho e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20291-criancas-nao-podem-ser-escravizadas-com-o-trabalho.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/06/2026

7 de jun. de 2026

O gênio digital divisor de realidades.


Alan Mathison Turing (“O Arquiteto do Amanhã”) faleceu em 7 de junho de 1954, aos 41 anos, em Wilmslow, Cheshire (Inglaterra). A genialidade inolvidável de Alan Mathison Turing o coloca como “O Divisor de Realidades”.

A história da humanidade é pontuada por mentes brilhantes, mas poucas foram tão profundamente transformadoras quanto a de Alan Mathison Turing (1912 - 1954). Matemático, lógico, criptoanalista, filósofo e biólogo teórico, Alan Mathison Turing não foi apenas um Cientista de seu tempo; ele foi “o Arquiteto do presente da humanidade”.

Aclamado como o Pai da Ciência da Computação Teórica e o Pai da Inteligência Artificial (IA), sua trajetória intelectual representa um verdadeiro divisor de realidades. Antes de Alan Mathison Turing, o mundo operava sob as limitações mecânicas e analógicas; depois de Alan Mathison Turing, a humanidade inaugurou a “Era Digital”, transformando o impossível em simples cotidiano.

Muito antes da existência dos modernos computadores digitais que hoje cabem nos bolsos de qualquer pessoa, Alan Mathison Turing idealizou o conceito que mudou, efetivamente, o rumo da civilização: a Máquina de Turing ou Máquina Universal a qual, concebida de forma puramente teórica, provou que um dispositivo abstrato (capaz de manipular símbolos em uma fita de papel em conformidade com uma série de regras) poderia simular qualquer processo lógico humano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Alan Mathison Turing tornou-se a figura central em Bletchley Park (o Centro Britânico de Criptoanálise). Sob sua liderança foi desenvolvida a "Bombe", uma máquina eletromecânica projetada especificamente para quebrar as configurações diárias da "Enigma", a máquina alemã utilizada para transmitir comunicações militares secretas. A quebra dos códigos alemães forneceu aos Aliados uma vantagem estratégica incalculável, gerando informações vitais sobre movimentos de tropas e estratégias navais.

A capacidade de enxergar além de seu tempo fez com que Alan Mathison Turing desafiasse os dogmas da própria cognição humana. Alan Mathison Turing afirmava que as máquinas, ao processarem informações de forma lógica e autônoma, possuíam a capacidade de “pensar”, ainda que de uma forma dessemelhante da humana.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O mundo contemporâneo é inegavelmente e infinitamente melhor graças aos trabalhos de Alan Mathison Turing. Sem as contribuições e a ousadia de Alan Mathison Turing, a Tecnologia e a própria Civilização estariam profundamente atrasadas, limitadas em suas possibilidades de progresso. As ideias visionárias de Alan Mathison Turing permanecem vivas, expandindo os limites do possível e continuando a inspirar as novas gerações. Ao gênio eterno de Alan Mathison Turing, sempre o mais profundo respeito e o eterno reconhecimento.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/06/2026

6 de jun. de 2026

O legado coletivo culminou no “Dia D”.


A história humana é moldada por rupturas dramáticas, mas poucas datas ressoam com a magnitude ética e militar do 6 de junho de 1944. Nas praias da Normandia, na costa noroeste da França, o mundo testemunhou o início da Operação Overlord, popularmente imortalizada como o Dia D (“D-Day”). Mais do que a maior ofensiva anfíbia já registrada pela Engenharia e bravura militares, o Dia D representou o ponto de inflexão crucial contra a barbárie, inaugurando o desfecho da Segunda Guerra Mundial, o conflito mais descomunal e absurdo da história contemporânea.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

O desembarque aliado na Normandia foi um ato de coragem suprema que desafiou as fortificações aparentemente intransponíveis da "Muralha Atlântica". Ao lançar milhares de navios, aeronaves e jovens soldados de diversas nacionalidades as Forças Aliadas desferiram um golpe mortal na espinha dorsal do Terceiro Reich.

O sucesso da operação pavimentou o caminho para a libertação da França e o subsequente desmoronamento do totalitarismo na Europa Ocidental. A partir daquela cabeça de praia conquistada com muitas perdas materiais e humanas, desenhou-se o epílogo de uma guerra horrível.

Mas, se o heroísmo nas praias foi o corpo visível da vitória, a inteligência militar foi a mente brilhante que a viabilizou. O triunfo do Dia D e o consequente encurtamento da guerra devem um tributo impagável aos Cientistas, Matemáticos e Estrategistas que operaram nas sombras, notadamente no complexo de Bletchley Park. A decodificação da máquina de criptografia alemã Enigma conferiu aos Aliados uma vantagem estratégica invisível, mas devastadora.

A capacidade de ler as comunicações do Alto Comando Alemão teve um impacto direto e profundo no planejamento da ofensiva dos Aliados. Mediante a “janela de inteligência” criada, os Aliados conseguiram mapear com precisão cirúrgica a localização das tropas inimigas e mensurar a real capacidade de defesa das divisões inimigas na França e encurtar aquela loucura que foi a Segunda Guerra Mundial.

Sabendo o que o inimigo esperava e, crucialmente, o que ele ignorava, os Aliados puderam executar o audacioso plano de desinformação (Operação Bodyguard), mantendo o grosso das defesas alemãs no Passo de Calais enquanto a verdadeira invasão ocorria na Normandia. O sucesso do Dia D foi, portanto, facilitado e protegido pela genialidade matemática que quebrou os segredos da Enigma.

O Dia D permanece na memória coletiva da humanidade como o maior exemplo de que a tirania, por mais armada e violenta que se apresente, cede diante da união indissolúvel entre a força moral, a coragem física e a excelência estratégica. O “D-Day” “Foi o triunfo da luz sobre a noite mais escura do século XX, um marco imperecível de glória que salvou a civilização de si mesma”.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/06/2025

5 de jun. de 2026

O eco da FOME segue presente no Dia Mundial do Meio Ambiente.


O dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, convida o planeta à reflexão. O termo "sustentabilidade" ecoa em discursos corporativos, políticas públicas e campanhas publicitárias como a meta máxima do século XXI. No entanto, há uma dissonância ética e estrutural subjacente a essa celebração: a persistência da fome crônica. “Enquanto existir um único indivíduo morrendo pela falta de comida, a sustentabilidade não passará de um objetivo distante e utópico”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

A humanidade produz comida suficiente, mas falha miseravelmente em sua distribuição. Estimativas globais apontam que cerca de um terço de toda a produção mundial de alimentos é perdida todos os anos. Enquanto toneladas de nutrientes apodrecem nos aterros, milhares de crianças com menos de cinco anos morrem diariamente em decorrência da desnutrição.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Olhar para o desperdício de alimentos apenas sob a ótica humanitária, embora urgente, é negligenciar metade do problema. A produção de comida é uma das atividades humanas que mais consome recursos naturais, demandando vastas extensões de terra, bilhões de litros de água, além do uso intensivo de energia e insumos químicos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Quando um terço da comida é descartado, desperdiça-se também: a água utilizada na irrigação; o combustível do transporte e da maquinaria agrícola; o esforço humano e a biodiversidade sacrificada para a abertura de pastos e lavouras.

Com a previsão de que a população mundial atinja 9 bilhões de pessoas em meados do século, manter o atual padrão de descarte significará expandir a fronteira agrícola de forma predatória. O resultado será um impacto ambiental desastroso e irreversível sobre os ecossistemas, acelerando as mudanças climáticas e a escassez de recursos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa

Diante de um cenário assustador como o atual no campo da simbiose entre a sustentabilidade e o meio ambiente, o lema "Pensar. Comer. Conservar. Diga Não ao Desperdício", permanece tragicamente atual.

Para que a sustentabilidade deixe de ser um conceito abstrato e se torne realidade, é imperativo desenhar soluções que unam a preservação ambiental à justiça social. Isso exige uma revisão profunda que vai desde a colheita e o transporte até o comportamento do consumidor final, habituado à cultura do excesso e da rejeição a alimentos fora dos padrões estéticos comerciais.

O “Dia Mundial do Meio Ambiente” não deve servir apenas como uma data de celebração da natureza, mas um momento de autocrítica civilizatória. “A morte pela fome é absolutamente inconciliável com qualquer definição idônea de desenvolvimento sustentável. Combater o desperdício e erradicar a fome não são pautas paralelas à Ecologia, mas sim o alicerce fundamental sobre o qual a verdadeira sustentabilidade deve ser construída”.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/06/2026

4 de jun. de 2026

O legado visionário do PROAC 90/93 na PUCPR.


Entre os anos de 1990 e 1991 tive o privilégio de elaborar o Levantamento Estatístico e o Tratamento Computacional do Projeto de Pesquisa Apoio ao Discente 90/93 (PROAC 90/93) desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) por meio da Vice-Reitoria Acadêmica da PUCPR. O Projeto “Apoio ao Discente” integrou o Programa “Melhoria da Qualidade do Processo Ensino/Aprendizagem” da PUCPR.

“Celebrar marcos temporais é um exercício de resgate histórico e reconhecimento”. Ao se olhar para o retrovisor da Educação Superior do Estado do Paraná e avistar o horizonte de desde o início das ações do Projeto Apoio ao Discente (PROAC 90/93) não se está apenas comemorando a passagem do tempo. Se celebra uma iniciativa que, já na virada dos anos 1990, compreendeu que o futuro da Educação residia na fusão entre a sensibilidade humana e o rigor da Ciência de Dados.

Desenvolvido na PUCPR, sob a égide da Vice-Reitoria Acadêmica, o PROAC 90/93 não foi apenas um projeto burocrático; foi um divisor de águas institucional. Inserido no programa estratégico de “Melhoria da Qualidade do Processo Ensino/Aprendizagem”, o projeto colocou o Educando no centro do fazer pedagógico.

“Para que uma Instituição de Ensino possa acolher, ela precisa, primeiramente, conhecer”. Em tal cenário, a atuação técnica e analítica ganhou contornos de pioneirismo. Em uma época em que os recursos computacionais eram rudimentares, a estruturação de um Levantamento Estatístico e o desenho de seu Tratamento Computacional foram verdadeiros atos de “Engenharia Intelectual”.

“Transformar dados brutos em informação estratégica naquela época exigiu muito trabalho árduo. O esforço computacional dispendido permitiu deixar de lado o empirismo e as suposições, passando a mapear com exatidão científica as reais necessidades, potencialidades e vulnerabilidades do seu Corpo Discente”.

Desmembrados meticulosamente por Curso, por Centro Acadêmico e, finalmente, consolidados em âmbito institucional, meus Relatórios Analíticos, concluídos em 1991, foram muito além de gráficos e tabelas. Eles deram rosto, voz e contorno à comunidade acadêmica da PUCPR, estabelecendo de forma inédita o “Perfil Acadêmico do Educando”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Por intermédio daquela “radiografia”, a PUCPR recebeu um espelho de si mesma. Meus relatórios permitiram aos Colegiados de Curso e à Alta Administração a tomada de decisões baseada em evidências, refinando currículos, direcionando apoios pedagógicos e antecipando soluções para a evasão e para o rendimento escolar.

Trinta e cinco anos depois, as sementes plantadas pelos meus Relatórios Analíticos do PROAC 90/93 continuam a render frutos. O que hoje o Mercado e a Academia chamam de “Learning Analytics”, “Inteligência Institucional” ou “big Data Educacional”, já era desenhado, testado e implementado de forma pioneira naqueles saudosos anos de dedicação.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/06/2026

3 de jun. de 2026

A arquiteta da eternidade impõe ao tempo o antídoto do esquecimento.


A História além de ser a grande responsável pela eliminação do esquecimento é, na verdade, uma máquina de imortalidade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
03/06/2026

2 de jun. de 2026

Os 103 Anos de um Legado Vivo.


“Todos os cidadãos que gozam da liberdade devem um profundo agradecimento aos Pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira)”. A trajetória do Soldado Agostinho Ferreira da Silva, abrilhantada pela extrema coragem diante da miséria da Segunda Guerra Mundial, transformou-se em um farol de esperança e em uma inspiração na busca por um futuro melhor.

O Herói Imortal Agostinho Ferreira da Silva não pertence apenas ao passado ou aos livros de história; ele é um patrimônio moral do Brasil, Herói Imortal, um exemplo centenário vivo de que o amor à pátria e a dedicação à justiça são eternos.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

“Há páginas na história de uma nação que são escritas com tinta, mas as mais profundas e duradouras são gravadas com a coragem, o sacrifício e o sangue de seus filhos mais bravos. No solo capixaba, em Guaçuí, na Região do Caparaó, reside Agostinho Ferreira da Silva um dos gigantes da história contemporânea que sofreu os horrores daquela insana e descomunal guerra mundial, mas que jamais se afastou dos ideais de justiça e liberdade.

Nascido em 24 de maio de 1923, o centenário FEBiano enfrentou o caos e as enormes agruras daquela miserável e sangrenta guerra que foi a Segunda Guerra Mundial. Mais do que um sobrevivente de um dos períodos mais sombrios da humanidade, o Cobra Fumante Agostinho Ferreira da Silva é um “Herói dos Povos Livres” que prestou serviços de relevância incomensurável ao Brasil e ao mundo.

A bravura de Agostinho Ferreira da Silva não se limitou à sua presença no teatro de operações na Itália; ela se manifestou na função de altíssimo risco que desempenhou. Como Sinaleiro e Esclarecedor da 1ª Companhia do 1º Batalhão do 1º Regimento de Infantaria (o lendário Regimento Sampaio), sua missão era marchar à frente da própria linha de frente.

A função de um Esclarecedor era inspecionar o terreno hostil antes do avanço do grosso das tropas. Significava ser os olhos e os ouvidos do Regimento, desbravando o desconhecido sob a constante ameaça de emboscadas, minas e o fogo inimigo.

O Regimento Sampaio foi um dos três Regimentos da FEB que participaram da Segunda Guerra Mundial e que se transformou na principal peça tática do vitorioso e histórico ataque brasileiro a Monte Castelo na Itália. Foi com coragem inabalável que o Pracinha Agostinho Ferreira da Silva participou da tomada de Monte Castelo em 1944.

Ferido em combate por ação direta das forças inimigas, Agostinho Ferreira da Silva, consagrado como “Soldado da Caserna de Sampaio”, carregou no próprio corpo as marcas do preço da liberdade; sendo laureado com a prestigiada Medalha "Sangue do Brasil".

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve, Salve o Cobra Fumante Agostinho Ferreira da Silva! Glória eterna ao Pracinha FEBiano, Herói Imortal Agostinho Ferreira da Silva!

Carlos Magno Corrêa Dias
02/06/2026

1 de jun. de 2026

O custo elevado de se pensar livre.


A audácia de se pensar por si mesmo (e corretamente) causa aflição naqueles que insistem em julgar erradamente.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
01/06/2026