21 de mai. de 2026

Vanguarda Digital na Matemática Superior.


Com chancela do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) ministrei o Curso de Extensão Universitária em “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” o qual teve, também, meu protagonismo haja vista ser o propositor da correspondente atividade (elaborando o Projeto de Abertura e Desenvolvimento do Curso) e coordenador.

Iniciado em 21 de maio de 1996, aquele Curso de Extensão Universitária de 20 horas-aula teve por objetivo apresentar “Aplicativos Computacionais” que permitiam a otimização da solução de diversos problemas no Cálculo Diferencial e Integral, bem como, possibilitavam as respectivas representações em 2D e 3D.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Durante aquela atividade extensionista ministrei as palestras: (1) Operações Algébricas e Transcendentes através de Aplicativos Computacionais (em 21/05/1996); (2) Limites, Derivadas e Integrais através de Aplicativos Computacionais (em 22/05/1996); e, (3) Representação de Funções e Relações através de Aplicativos Computacionais (em 28/05/1996 e em 29/05/1996). Tais palestras (hoje, trinta anos depois) são tomadas como de vanguarda evidenciando o rigor metodológico do ecossistema de aprendizagem que criava.

“Em uma época (1996) na qual a Internet dava seus primeiros passos no Brasil e o Ensino de Cálculo ainda era majoritariamente analítico, antecipar a transição do esforço cognitivo do cálculo mecânico para a interpretação conceitual e a modelagem gráfica 2D/3D mediante o suporte computacional foi um divisor de águas pedagógico e/ou tecnológico”.

Tratei com rigor formal associado às ferramentas tecnológicas disponíveis na época a solução, a simplificação e a manipulação computacional de funções polinomiais e transcendentais; a aceleração e otimização na resolução de taxas de variação, problemas de maximização/minimização e determinação de áreas e volumes; a visualização gráfica dinâmica de funções e de relações em malhas bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) com estudo geométrico de superfícies complexas. Foi muito denso e inovador.

Sempre considero a presença irreversível da Matemática em qualquer das Áreas do Saber. Atualmente, a Ciência de Dados (“Data Science”), a Inteligência Artificial (IA) e os Modelos complexos em geral mostram que é de todo apenas impossível deixar de lado a Matemática se é almejado o progresso de qualquer que seja a Ciência ou a Tecnologia.

A Computação voltada ao Ensino do Cálculo Diferencial e Integral representou uma quebra de padrão metodológico: “o deslocamento do Cálculo puramente mecânico para a modelagem conceitual e a interpretação geométrica”; permitindo, de um lado, uma maior experimentação e, de outro, possibilitando a ampliação significativa das aplicações.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/05/2026

20 de mai. de 2026

O Legislativo Fluminense e o fortalecimento da Amazônia Azul.


Conectando as ações do cenário fluminense ao conceito estratégico nacional da Amazônia Azul foi apresentada, no dia 6 de maio de 2026, a palestra intitulada “A Economia do Mar no Âmbito do Processo Legislativo do Estado do Rio de Janeiro”, a qual foi promovida pelo CEMBRA (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro).

Cembra - 2026

Convidado pelo CEMBRA a participar do evento tive a satisfação de conhecer como o planejamento institucional está transformando o potencial marítimo em vetor permanente de crescimento sustentável e fortalecendo a “Amazônia Azul”.

A expressão "Amazônia Azul", cunhada pela Marinha do Brasil, designa os mais de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de águas jurisdicionais brasileiras, representando um patrimônio imensurável de biodiversidade, recursos energéticos, minerais e rotas comerciais essenciais para a soberania e a economia do Brasil.

Contudo, traduzir o correspondente potencial da “Amazônia Azul” em riqueza real e preservação ambiental exige que o conceito saia das cartas náuticas e ganhe corpo nas políticas públicas e nas Assembleias Legislativas. É exatamente tal movimento que consolida a Economia do Mar como um projeto estruturado de desenvolvimento regional no Rio de Janeiro.

“Historicamente visto como vocação natural do estado, o ambiente marinho fluminense vive um momento de transição institucional. Com uma infraestrutura portuária robusta, uma cadeia de óleo e gás consolidada e um forte setor de turismo e pesca, o Rio de Janeiro reúne os ativos necessários para liderar a agenda oceânica nacional. Mas, o grande gargalo sempre foi a falta de um arcabouço jurídico integrador. Iniciativas isoladas não dão conta da complexidade que a governança das águas exige; faz-se necessária uma arquitetura normativa que ofereça previsibilidade ao investidor, reduza riscos regulatórios e garanta a sustentabilidade”.

A palestra em referência debateu a engrenagem essencial apresentando-se como um marco de articulação. O evento virtual tratou das Leis já aprovadas e os projetos em tramitação que estão desenhando o futuro econômico do Estado do Rio de Janeiro. Iniciativas concretas, como o programa “Empregos Azuis” demonstram que a estratégia já está gerando impactos sociais reais, conectando a mão de obra local às demandas da indústria naval e “offshore”.

O evento pôs em evidência que “valorizar a Economia do Mar no âmbito Legislativo é salvaguardar a própria Amazônia Azul”. “O pioneirismo do Rio de Janeiro serve de bússola para os demais Estados costeiros do Brasil, mostrando que o oceano deve ser encarado como uma plataforma de desenvolvimento de longo prazo, capaz de aliar competitividade econômica, inclusão social e preservação ecológica.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/05/2026

19 de mai. de 2026

Fóruns da Indústria conectam demandas locais a estratégias globais.


Em 4 de maio de 2026, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), no Auditório Mário De Mari, foi realizado mais uma edição do Fórum Regional da Indústria, evento que possibilitou colher contribuições para construir um Paraná mais forte, inovador e competitivo.

Sistema Fiep - 2026

“A força econômica de um Estado não se constrói de forma isolada; ela depende diretamente da capacidade de articulação entre seus principais atores produtivos”. É com esse olhar estratégico que o Sistema Fiep promoveu o encontro que reuniu empresários, lideranças industriais, autoridades e representantes de entidades da região Leste do Estado do Paraná.

“Muito mais do que um espaço de debate, o evento integra um novo ciclo de encontros do Sistema Fiep desenhado para transformar ideias em ações concretas. O objetivo central é intensificar o diálogo com o setor produtivo para construir, de forma colaborativa, uma agenda estratégica focada no aumento da competitividade e no fortalecimento do ecossistema industrial paranaense”.

Ao longo do evento foram tratados temas fundamentais para a tomada de decisões das empresas locais tais como: (1) Sondagem Industrial: apresentação de dados regionais sobre as expectativas, gargalos e prioridades do setor; (2) Políticas Estratégicas: discussões focadas em pilares essenciais como infraestrutura, energia, empregabilidade e produtividade; (3) Expo+Indústria: apresentação exclusiva da feira programada para agosto, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, que terá como foco a inovação tecnológica.

A exemplo da edição do Fórum Regional da Indústria Leste, realizado em Curitiba (PR), os Fóruns Regionais da Indústria, iniciativa estratégica promovida pelo Sistema Fiep, visam “descentralizar o debate econômico e estruturar propostas de desenvolvimento industrial a partir das realidades e particularidades locais de cada região do Estado do Paraná”.

O objetivo central dos Fóruns Regionais da Indústria baseia-se: (1) na Escuta Ativa e Diagnóstico Regional; (2) na construção de uma Política Industrial Descentralizada; (3) em Eixos Temáticos e Integração de Serviços; (4) na Mão de Obra e Empregabilidade; (5) na Infraestrutura e Energia; (6) na Produtividade e Inovação.

Os Fóruns Regionais da Indústria “atuam como canais de governança local, mobilizando a opinião pública qualificada para transformar o Paraná em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo, sustentável e atento às suas assimetrias regionais”.

O Sistema Fiep representa o Setor Industrial do Estado do Paraná e promove o desenvolvimento e a competitividade das indústrias paranaenses.

Tenho a grata satisfação de ser seguidamente convidado pelo Sistema Fiep a participar das edições dos Fóruns Regionais da Indústria.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/05/2026

18 de mai. de 2026

A miragem caótica da justificativa impossível.


Por mais que se tente “encontrar” uma justificativa racional, não haverá nunca como encontrar uma razão para se defender a insanidade de qualquer guerra.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
18/05/2026

17 de mai. de 2026

A Humanidade poderá ser Gado ou Dado.


O desenvolvimento das Tecnologias, em especial da Inteligência Artificial (IA), têm provocado profundas reflexões acerca do destino e do papel da civilização humana no cosmos. Diante desse cenário de transição tecnológica e existencial, o artigo intitulado “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos”, de minha autoria, é apresentado como uma advertência filosófica e científica que exige, no mínimo, reflexão; senão, vem solicitar alguma preocupação. Proponho no texto um exercício de alteridade radical e desmistificação do antropocentrismo ao avaliar as vulnerabilidades da espécie humana sob perspectivas estritamente biológicas, lógicas e tecnológicas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Para o ser humano, o boi e outros animais de corte nada mais representam do que um "estoque de proteína" ou recursos utilitários para a manutenção de sua própria supremacia e subsistência. No artigo em tela, estendo a correspondente premissa para uma escala cósmica, postulando que, diante do eventual contato com civilizações tecnologicamente avançadas provenientes do espaço sideral, a humanidade poderia perfeitamente ocupar a mesmíssima posição de vulnerabilidade caso a Terra fosse reduzida a uma mera reserva de insumos nutricionais.

Todavia, apresento, também, a alternativa lógica para evitar a total extinção física da raça humana. Se no campo biológico o homem fosse obsoleto ou puramente comestível para uma inteligência astronômica avançada (superior), o cenário se modifica quando houvesse a mitigação para o domínio da Ciência dos Sistemas Computacionais mais complexos.

Assim sendo, vislumbro a possibilidade de uma transição da existência física para a digital, funcionando como uma espécie de "moeda de troca" para a preservação da essência da humanidade.

Semelhante transição digital só se mostraria viável se a humanidade possuísse uma relevância informacional substancial para os eventuais invasores soberanos. O cerne desse argumento fundamenta-se na hipótese de que o arranjo lógico, a cultura, o acúmulo cognitivo e a arquitetura neural da raça humana constituíssem um sistema tão singular e intrincado que o custo computacional da destruição seria um desperdício de dados. Nesta parte do artigo, avento a possibilidade de ser mais vantajoso para a inteligência superior “emular do que reciclar” a existência humana.

O artigo “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos” encontra-se disponível no endereço: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23823-a-humanidade-como-gado-arrebanhado-ou-dado-em-algoritmos30/04/2026; o qual é datado de 30/04/2026 com chancela do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo).

Carlos Magno Corrêa Dias
17/05/2026

15 de mai. de 2026

Matemática Superior por meio de Aplicativos Computacionais.


Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), por meio de seu periódico informativo Vida Universitária, em maio de 1996 era publicada uma nota curta no título, mas densa em significado científico e pedagógico, sob a rubrica de "Matemática Superior". O artigo noticiava a abertura do meu Curso de Extensão Universitária sobre “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais” e fixava um marco metodológico cujos reflexos moldariam as décadas seguintes do ecossistema educacional e tecnológico regional.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O cerne filosófico e prático daquela publicação residia em minha percepção quanto à onipresença do saber matemático. Conforme registrado em "Matemática Superior", era asseverado, de modo categórico, minha posição que “as estruturas da matemática estão presentes, de forma irreversível, em áreas como física, química, biologia, engenharia, economia, administração, medicina, ciências sociais, informática e ciências do meio ambiente".

Na metade da década de 1990, a interdisciplinaridade ainda engatinhava como conceito formal nas diretrizes curriculares nacionais. Ao correlacionar a “Matemática Superior” de forma "irreversível" a campos diversos o ecossistema acadêmico da PUCPR antecipava a centralidade dos modelos matemáticos complexos que atualmente governam a Inteligência Artificial (IA), a Bioinformática e a Análise de Dados (“Data Science”).

Para transpor a filosofia do plano teórico para o pragmático, chancelado pelo Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da PUCPR, promovi e desenvolvi, entre os dias 21 e 29 de maio de 1996, o Curso de Extensão em referência divulgado, previamente, no Jornal Vida Universitária da PUCPR, o qual assumiu um caráter pioneiro de transição instrumental. Tratava-se da otimização algorítmica a serviço da intuição matemática.

Celebrar a publicação da página 04 do Jornal Vida Universitária de maio de 1996 é reconhecer a historicidade da inovação tecnológica no Paraná. Aquele Curso de Extensão foi um manifesto prático de que a Matemática Superior não deveria ser ensinada isolada em torres de marfim, mas sim integrada às ferramentas tecnológicas de seu tempo para capacitar os futuros Profissionais a decifrar as estruturas do mundo visível e invisível. Passadas três décadas, o artigo "Matemática Superior" permanece como uma herança indelével e inspiradora na memória da educação paranaense.

O artigo em referência (“MATEMÁTICA Superior. Jornal Vida Universitária da PUCPR, Curitiba, ano 11, n. 84, p. 4, maio 1996. Divulgação do Curso de Extensão do Professor Carlos Magno Corrêa Dias intitulado “Cálculo Diferencial e Integral através de Aplicativos Computacionais.”) encontra-se disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1hwNjCUBvH62xY0Hr8ajMmUpL2ZdGhAC-/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/05/2026

14 de mai. de 2026

Reflexão sobre a “Era da Replicação”.


Objetivando reflexão sobre a transição da Robótica de um estágio puramente experimental para uma fase de escala industrial, em 14/05/2021, foi publicado, nas páginas da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), o meu artigo intitulado “Sophia vai habitar o planeta formando um batalhão de iguais”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao analisar a robô humanoide Sophia, uma “máquina” com sistema de Inteligência Artificial (IA) ativada em 14/02/2016, que é capaz de aprender (e apreender) além de conseguir, também, expressar “emoções” como humanos, procuro ir além da descrição tecnológica para cogitar implicações sociológicas e éticas da coexistência entre humanos e máquinas produzidas em massa.

Certamente, porém, um “batalhão de iguais” sugere uma padronização da interação humana: ao contrário da diversidade biológica e psíquica dos indivíduos, a introdução de milhares de “entidades idênticas”, dotadas de uma mesma "personalidade" programada, impõe um novo paradigma à organização social e à habitação do planeta.

Minha argumentação no artigo toma os limites físicos como determinantes dado que enquanto o ser humano obtém a sua autonomia por intermédio da alimentação biológica, a Sophia e seus “iguais” dependem de fontes elétricas e sistemas de carregamento que na época ainda representavam um entrave à plena liberdade de movimentos. Embora a IA siga avançando a passos largos, a sua manifestação física (a Robótica) permanece submetida à necessidade de Energia para funcionar.

Considero, também, uma preocupação humanística. A integração de humanoides capazes de expressar emoções e realizar tarefas complexas no quotidiano humano levanta questões sobre o mercado de trabalho e a própria identidade do "ser". Se as Tecnologias permitem criar um “batalhão de iguais” com eficiência superior e sem as fadigas humanas, o espaço reservado à singularidade e à imperfeição dos homens vai sofrer modificações.

É impossível viver sem a IA e sem a integração dos "cérebros digitais" em corpos robóticos cada vez mais ágeis. Mas, ao se comemorar o artigo em referência não se pode esquecer que as Engenharias não devem se limitar ao "fazer", pois é fundamental garantir que a habitação do planeta Terra sempre ocorra sob a égide da melhoria da qualidade da vida humana.

O artigo em referência encontra-se disponibilizado nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6275-artigo-sophia-vai-habitar-o-planeta-formando-um-batalhao-de-iguais e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20211-artigo-sophia-vai-habitar-o-planeta-formando-um-batalhao-de-iguais.

Carlos Magno Corrêa Dias
14/05/2026

12 de mai. de 2026

Entre o Estigma e a Realidade Prática.


Após entrevista que prestei ao Jornal Gazeta do Povo foi publicado, em 13 de maio de 1996, naquele mesmo jornal, na página 03, matéria com o título “Aprender Matemática depende de dedicação”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

“Dados publicados pela Gazeta do Povo em 1996, fundamentados em pesquisas do Ministério da Educação (MEC), já apontavam que apenas 30% dos estudantes dominavam operações básicas. No entanto, o problema transcendia a dificuldade com números; ele residia na incapacidade de transpor o conhecimento teórico para a funcionalidade do cotidiano, revelando uma lacuna profunda na formação do raciocínio lógico”.

Conforme apresentado no artigo em tela, corroborando a análise que apresentei na época, “tudo era uma questão de lógica” dado que “os estudantes só se davam bem [principalmente em Matemática] quando aprendiam a sintaxe e a semântica da linguagem”. “Os alunos precisam se envolver mais com o assunto e não apenas decorar fórmulas ou memorizar regras”.

À época, o relatório do MEC destacou que alunos concluintes do Ensino Médio não possuíam competência para preencher uma guia de depósito bancário ou interpretar o manual de uma furadeira. Esse fenômeno evidencia que o Ensino, muitas vezes, foca na memorização mecânica de fórmulas em detrimento da alfabetização funcional.

Tomando por base meu relato na entrevista o artigo faz observar que o aluno não conhecendo a lógica das estruturas é incapaz de "ler" o mundo por intermédio do conhecimento formalizado na Escola.

O artigo em questão da Gazeta do Povo afirma que o fator motivacional desempenha, também, papel determinante. A resistência à disciplina é frequentemente alimentada por uma didática que não contagia ou que apresenta a matéria como um bloco hermético de regras. “A ojeriza relatada por muitos estudantes sugere que o ensino precisa abandonar o caráter puramente abstrato para se tornar uma ferramenta de emancipação prática”.

Em suma, o artigo enfatiza que o fracasso no aprendizado da Matemática não é uma condição intrínseca à disciplina, mas uma consequência de um modelo de ensino desconectado da realidade. Para reverter o grave quadro em discussão, é imperativo que a Escola priorize o raciocínio lógico e a aplicação contextualizada do conteúdo. Somente quando a Matemática deixar de ser vista como um conjunto de fórmulas a serem decoradas e passar a ser entendida como uma ferramenta essencial para a autonomia do cidadão, ela deixará de ser o “bicho-papão” das salas de aula.

O conteúdo na íntegra do artigo em referência (“APRENDER matemática depende de dedicação. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, p. 3, 13 maio 1996.”) pode ser lido no endereço: https://drive.google.com/file/d/1nB4jFLL8BfoAFsW9h9o94Qu60Lx6t_7I/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/05/2026

Reconhecimentos seguidos como “Trabalhador Nota Dez”.


As homenagens prestadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) em torno do Dia do Trabalhador são muito mais que protocolos; são marcos que unem a produção técnica ao coração da Sociedade. Receber o "Prêmio Personalidades Empreendedoras" (o carinhoso "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná") é o reconhecimento de que o esforço individual só ganha sentido pleno quando gera impacto real na vida das pessoas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O título "Trabalhador Nota 10" carrega um simbolismo especial. Ele representa o compromisso com a qualidade técnica e, acima de tudo, com a integridade. O "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Estado do Paraná" é a honraria que celebra a trajetória daqueles que dedicam décadas de suas vidas ao aprimoramento de áreas essenciais entendendo que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa para o bem-estar coletivo.

Ao longo dos anos, tive a honra de receber esta distinção por mais de uma vez na Tribuna de Honra da ALEP. Mais do que colecionar os prêmios, celebro a constância desse legado. Olhando para trás, sob a perspectiva de ciclos de dedicação contínua, percebo que essa sequência de honrarias conferidas pela ALEP em conjunto com a CFTB (Central Força Trabalhista do Brasil) e a Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar) reafirma o propósito de construir uma rede de colaboração voltada para a melhoria de vida de cada Cidadão do Estado do Paraná.

Em especial, neste 2026, recordo, com júbilo, a obtenção da Honraria do Mérito "Personalidades Empreendedoras do Estado do Paraná" que já completa o período do lustro romano (o quinquênio).

A distinção de "Trabalhador Nota Dez" é, no fim das contas, um lembrete de que o labor realizado com dedicação é o que sustenta a grandeza e o futuro de toda Nação Soberana.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/05/2026

10 de mai. de 2026

ABC celebra 110 anos de protagonismo.


No cenário intelectual brasileiro, poucas instituições carregam o peso e a relevância da ABC (Academia Brasileira de Ciências). Ao completar 110 anos, a ABC reafirma seu papel como o coração pulsante do desenvolvimento científico, social e econômico do país. A ABC dá início às comemorações dos seus 110 anos com o seminário inaugural da série “Legado e Futuro: os 110 Anos da ABC”.

Convidado pela ABC a participar das correspondentes comemoraões, o evento de abertura das celebrações dos 110 anos da ABC ocorreu no último dia 28 de abril de 2026 quando foram evidenciados o que foi construído pela ABC de 1916 até 2026 e o que se projeta para as próximas décadas no campo da Ciência do Brasil.

ABC - 2026

Na palestra de abertura do evento, intitulada “Os 110 Anos da Academia Brasileira de Ciências”, além de uma retrospectiva linear, foi lançado luz sobre os diversos e difíceis embates fundamentais que a ABC enfrentou ao longo de sua história.

Fundada em 16 de maio de 1916, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, seu nome original era “Sociedade Brasileira de Sciencias”. O objetivo era reunir pesquisadores de diversas áreas (Matemática, Física, Química, Biologia e Ciências da Terra) para estimular a pesquisa nacional.

Em 1928, a instituição passou a se chamar oficialmente “Academia Brasileira de Ciências”. No ano seguinte, se iniciou a publicação dos Anais da ABC a qual é a mais antiga do Brasil com circulação ininterrupta e é reconhecida internacionalmente pela qualidade dos artigos acadêmicos que publica, principalmente em inglês, para garantir visibilidade global à Ciência do Brasil.

A ABC não é apenas um “clube de excelência”; pois sempre atuou como um órgão consultivo estratégico para o Estado brasileiro. A ABC foi uma das vozes mais ativas na defesa da criação de órgãos federais de fomento à pesquisa na década de 1950 como CNPq e CAPES. Em décadas recentes, a ABC tem coordenado grupos de trabalho para fornecer bases científicas para legislações críticas e políticas de sustentabilidade tais como Código Florestal e Mudanças Climática.

Atualmente, a ABC é dividida em 10 áreas especializadas, incluindo Ciências Matemáticas, Físicas, Químicas, da Terra, Biológicas, Biomédicas, da Saúde, Agrárias, Engenharia e Sociais.

Fruto de parceria estratégica com o MAST (Museu de Astronomia) e financiado pela Faperj o site do Centro de Memória da ABC José Murilo de Carvalho, um presente para a sociedade brasileira, é um dos pontos altos da celebração dos 110 anos da ABC. "Preservar a memória não é apenas olhar para o passado, é garantir que as gerações futuras tenham os fundamentos necessários para inovar".

“As comemorações dos 110 anos da ABC transcendem o ambiente acadêmico; sendo um convite a todo cidadão que acredita no conhecimento como ferramenta de emancipação e desenvolvimento contínuo”.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/05/2026