Após entrevista que prestei ao Jornal Gazeta do Povo foi publicado, em 13 de maio de 1996, naquele mesmo jornal, na página 03, matéria com o título “Aprender Matemática depende de dedicação”.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
“Dados publicados pela Gazeta do Povo em 1996, fundamentados em pesquisas do Ministério da Educação (MEC), já apontavam que apenas 30% dos estudantes dominavam operações básicas. No entanto, o problema transcendia a dificuldade com números; ele residia na incapacidade de transpor o conhecimento teórico para a funcionalidade do cotidiano, revelando uma lacuna profunda na formação do raciocínio lógico”.
Conforme apresentado no artigo em tela, corroborando a análise que apresentei na época, “tudo era uma questão de lógica” dado que “os estudantes só se davam bem [principalmente em Matemática] quando aprendiam a sintaxe e a semântica da linguagem”. “Os alunos precisam se envolver mais com o assunto e não apenas decorar fórmulas ou memorizar regras”.
À época, o relatório do MEC destacou que alunos concluintes do Ensino Médio não possuíam competência para preencher uma guia de depósito bancário ou interpretar o manual de uma furadeira. Esse fenômeno evidencia que o Ensino, muitas vezes, foca na memorização mecânica de fórmulas em detrimento da alfabetização funcional.
Tomando por base meu relato na entrevista o artigo faz observar que o aluno não conhecendo a lógica das estruturas é incapaz de "ler" o mundo por intermédio do conhecimento formalizado na Escola.
O artigo em questão da Gazeta do Povo afirma que o fator motivacional desempenha, também, papel determinante. A resistência à disciplina é frequentemente alimentada por uma didática que não contagia ou que apresenta a matéria como um bloco hermético de regras. “A ojeriza relatada por muitos estudantes sugere que o ensino precisa abandonar o caráter puramente abstrato para se tornar uma ferramenta de emancipação prática”.
Em suma, o artigo enfatiza que o fracasso no aprendizado da Matemática não é uma condição intrínseca à disciplina, mas uma consequência de um modelo de ensino desconectado da realidade. Para reverter o grave quadro em discussão, é imperativo que a Escola priorize o raciocínio lógico e a aplicação contextualizada do conteúdo. Somente quando a Matemática deixar de ser vista como um conjunto de fórmulas a serem decoradas e passar a ser entendida como uma ferramenta essencial para a autonomia do cidadão, ela deixará de ser o “bicho-papão” das salas de aula.
O conteúdo na íntegra do artigo em referência (“APRENDER matemática depende de dedicação. Jornal Gazeta do Povo, Curitiba, p. 3, 13 maio 1996.”) pode ser lido no endereço: https://drive.google.com/file/d/1nB4jFLL8BfoAFsW9h9o94Qu60Lx6t_7I/view?usp=sharing.
Carlos Magno Corrêa Dias
13/05/2026



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