Em julho de 2021, o Brasil enfrentava período desafiador de sua história recente muito em decorrência do impacto econômico e social da pandemia de Covid-19. Mazelas estruturais antigas ganharam contornos ainda mais dramáticos. Foi naquele cenário que foi publicado o meu artigo "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil", veiculado, inicialmente, na página oficial do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), e, dias depois, na Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).
Celebrar o aniversário de cinco anos das publicações do artigo em referência não significa festejar o tema central abordado (a dor da Insegurança Alimentar), mas sim homenagear o papel crucial da escrita e da tomada de consciência social por setores fundamentais da sociedade civil, como o da Engenharia.
A Engenharia Humanitária (ou Socioengenharia) afasta-se da visão puramente tecnocrática para focar no impacto direto das ações possíveis na qualidade de vida, na dignidade humana e no desenvolvimento sustentável. Sob essa ótica, a “técnica” não é um fim em si mesma, mas um meio para resolver problemas humanos concretos.
"A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil" não é apenas um diagnóstico estatístico; é um grito de socorro em nome da infância. Ao apontar que a fome "aniquilava a vida de crianças", coloca-se em evidência o aspecto mais cruel da desigualdade: a interrupção do futuro. A subnutrição na primeira infância deixa sequelas irreversíveis no desenvolvimento cognitivo e motor, cobrando um preço alto de gerações inteiras.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Trazendo uma reflexão sobre o papel das Ciências Exatas e da Infraestrutura na construção de uma Nação, o texto é um chamado e relembra que a técnica deve sempre servir à vida. Não há desenvolvimento tecnológico ou crescimento econômico real em um país que não consegue garantir o prato de comida para as suas crianças. A fome, afinal, é, também, um problema de Engenharia, de Logística de Distribuição e de Soberania Alimentar.
Passados cinco anos daquele julho de 2021, o artigo permanece como um marco de memória e um termômetro para ações presentes. Ele força a olhar para trás e segue perguntando: o quanto se avança na proteção das crianças?
As políticas públicas implementadas desde então foram suficientes para mitigar o cenário de horror descrito em "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil"?
O alerta continua vivo, lembrando que a erradicação da fome infantil não é uma meta abstrata para o futuro, mas uma urgência ética e inadiável para o dia de hoje.
O artigo em tela encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6329-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20369-artigo-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil.
Carlos Magno Corrêa Dias
12/07/2026

-CMCD-L.png)

-CMCD-L.png)
-CMCD-L-1.jpg)
-CMCD-L.jpg)
-CMCD-L.png)

-CMCD-L-I.png)
-CMCD-L.png)
