25 de ago. de 2026

Soldado GENERAL sempre defendeu o Brasil


Lemas como "Dos Praças aos Generais, sempre defendendo a Nação" ecoam como um lembrete da dedicação daqueles que integram as Forças Armadas com honra e a plena satisfação do dever cumprido. Muitas datas marcam a história do Brasil, mas 25 de agosto sobressai-se como um dos dias mais importantes por homenagear um dos maiores expoentes militares que já defendeu a Pátria Brasil. Em 25 de agosto de 1803 nascia Luís Alves de Lima e Silva (1803–1880), o Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, cuja trajetória foi consagrada a honrar a estabilidade e a liberdade da Nação.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026


Caxias foi cadete desde os cinco anos de idade e, fruto de sua disciplina exemplar e rigor moral, tornou-se Brigadeiro (atual General de Brigada) aos trinta e nove anos. Conhecido como o "Pacificador", o Duque de Caxias encarnou o ideal do Soldado por sua habilidade fantástica de aliar a ação militar à sabedoria política e diplomática, sabendo usar a força com firmeza para garantir a integridade do território nacional e, ao mesmo tempo, promover o diálogo e a conciliação para apaziguar conflitos internos, consolidando a Unidade Nacional do Brasil.

O brado proclamado por Caxias "Sigam-me os que forem brasileiros!" foi tanto um chamado de liderança nos campos de batalha como, também, uma convocação perpétua à unidade, um apelo para que todos os brasileiros se unissem sob a mesma bandeira em prol de um objetivo comum.

Reconhecido como o "Conselheiro da Paz", o Duque de Caxias incorporou a responsabilidade de alcançar os objetivos mais complexos de seu tempo. Sendo brilhante oficial militar e político astutamente competente, provou sua lealdade ao derrotar revoltas contra o regime e atuou decisivamente como estadista.

Luís Alves de Lima e Silva ocupa um lugar sublime na mitologia nacional e tem seu nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Tamanho é o seu valor que, ao prestarem juramento durante a cerimônia de graduação, os Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) proclamam com orgulho e admiração: "Recebo o sabre de CAXIAS como o próprio símbolo da Honra Militar!".

Em 25 de agosto, dia do nascimento do Duque de Caxias, celebra-se o DIA DO SOLDADO no Brasil. No DIA DO SOLDADO felicita-se cada militar que segue os passos de Caxias servindo ao seu país em tempo de guerra ou de paz, com honra, dignidade, respeito e sem medir esforços para o bem de sua Nação.

Que o exemplo inesquecível de Caxias permita manter a força dos cidadãos do Brasil para se unirem em prol do objetivo comum de manter o país sempre soberano, estável e unificado.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/08/2026

P.S.: No artigo “Um soldado general dos generais”, presta-se uma deferência ao excelente Duque de Caxias, apresentando-se felicitações pela passagem do Dia do Soldado (disponível em: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/22108-um-soldado-general-dos-generais).

22 de ago. de 2026

O Letramento é base para a Cidadania e Sustentabilidade


No artigo intitulado "Ler e escrever garantem a sustentabilidade", propus uma reflexão indispensável ao defender que a alfabetização não é apenas uma exigência acadêmica ou pedagógica, mas sim o pilar essencial sobre o qual se erguem a equidade social e o desenvolvimento sustentável das nações. A capacidade real de transformar a informação em conhecimento emancipatório e progresso concreto depende, intrinsecamente, do domínio pleno da leitura e da escrita.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Negar o letramento a um indivíduo equivale a privá-lo de suas potencialidades básicas, produzindo uma espécie de anulação social que compromete não apenas a vida individual, mas o próprio futuro coletivo. A exclusão educacional além de ser uma deficiência técnica é uma grave violação de direitos que perpetua a miséria e o subdesenvolvimento.

Enquanto o analfabetismo absoluto priva o sujeito da capacidade mais rudimentar de decodificar códigos escritos, o analfabetismo funcional atinge indivíduos que, embora reconheçam letras e números, não conseguem interpretar textos complexos ou utilizar a matemática básica para resolver problemas do cotidiano. Semelhante distinção demonstra que a escolarização superficial cria uma falsa ilusão de inclusão: o analfabeto funcional vivencia uma cidadania mutilada, mantendo-se vulnerável à manipulação política, à desinformação e ao subemprego, à margem dos benefícios do desenvolvimento técnico e econômico.

No artigo em tela observo que a população analfabeta do mundo se concentra em países em desenvolvimento refletindo uma estrutura histórica de exclusão. No cenário brasileiro, a estatística de que uma em cada quatro pessoas é analfabeta absoluta ou funcional revela um fosso profundo entre o potencial econômico do país e a realidade social de seu povo, reforçando a impossibilidade de se atingir um desenvolvimento equilibrado enquanto parcelas tão expressivas da população permanecerem à margem do conhecimento.

A verdadeira sustentabilidade exige a integração harmoniosa entre a justiça social, o crescimento econômico e a responsabilidade ecológica. Um povo desprovido de letramento não tem como participar ativamente das decisões políticas de seu país, compreender o impacto de práticas ambientais ou inserir-se de forma qualificada em um mercado de trabalho crescentemente exigente.

Assegurar o aprendizado da leitura e da escrita deve ser tratado como uma Política de Estado prioritária, permanente e imune a oscilações ideológicas ou governamentais. Garantir que cada cidadão saiba ler, escrever e interpretar o mundo ao seu redor é o dever primordial de qualquer nação soberana que aspire ao verdadeiro progresso.

O artigo está disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1DdSSdRSQU5Xqv_4MVug1fQo4GWrXqPrr/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/08/2026

21 de ago. de 2026

A Ciência e a Tecnologia ao Serviço do Progresso Humano


É com renovado entusiasmo e consciente do rigor científico exigido pelas transformações disruptivas do tempo que celebro a realização do II SEQUANTEI (Segundo Seminário de Quantificação Aplicada em Engenharia e na Indústria), promovido no Câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Sob o tema indutor "Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação", a segunda edição do evento em tela consolida os caminhos trilhados, avançando na construção de pontes entre o saber acadêmico e as demandas pragmáticas do setor produtivo e da sociedade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2016

A proposta central do II SEQUANTEI nasceu do diagnóstico pouco animador de que persistia um distanciamento brutal entre Ciência e Tecnologia. Rompendo com a perspectiva de que a Ciência deva ser tratada como um ente estático, neutro e puramente autônomo, e recusando-se a enxergar a Tecnologia apenas como instrumento subordinado a interesses econômicos, o II SEQUANTEI propôs uma convergência viva e simbiótica.

Tal articulação ganhou forma no trabalho conjunto de dois grupos de pesquisa cadastrados no CNPq e sediados na UTFPR sob minha liderança: o GPLFC (Grupo de Pesquisa em Lógica e Filosofia da Ciência, fundado em 2013) e o GPDTCEI (Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento Tecnológico e Científico em Engenharia e na Indústria, fundado em 2014). A união da fundamentação lógica e epistemológica com a modelagem matemática, computacional e estatística visa à criação de métodos rigorosos e raciocínios validados para a geração de conhecimento aplicado.

Centrado em minha particular visão da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação, o II SEQUANTEI tomou a Inovação como motor de transformação socioeconômica. Mais do que um debate teórico, o evento fundamentou-se tanto em Modelos e Métodos Quantificados Aplicados em Engenharia e na Indústria quanto alinhou-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Durante o II SEQUANTEI, as palestras abordaram desde a Álgebra Computacional e a Ergonomia até a Engenharia Química na Indústria 4.0, Redes Bayesianas e os Modelos Inferenciais Dedutivos, buscando a realização de discussões frutíferas, movidas pelo compromisso da extensão universitária.

Além de proponente e coordenador do II SEQUANTEI, ministrei, em 24/08/2016, a palestra “Modelos Inferenciais Dedutivos”, na qual apresentei técnicas formais de avaliação de Raciocínios Lógicos. Também ministrei, em 25/08/2016, a palestra “Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação na RI 4.0”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O II SEQUANTEI cumpriu, assim, o seu papel: o de demonstrar que a quantificação rigorosa, quando guiada pela lógica, pela filosofia e pela responsabilidade social, é a ferramenta indispensável para a produção de conhecimento útil, capaz de impulsionar o progresso pleno da Nação e transformar, de forma efetiva, a qualidade de vida das pessoas.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/08/2026

20 de ago. de 2026

Celebrando Publicação sobre o Patrimônio Histórico de Jacarezinho


Em agosto de 2026, celebro o quinquênio da publicação do artigo intitulado "Monumentais obras se perpetuam na Capital Estudantil do Norte Pioneiro", de minha autoria, veiculado originalmente em agosto de 2021 nos portais do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

Elaborado em alusão ao Dia Nacional do Patrimônio Cultural, o texto permanece como uma contribuição para a conscientização sobre a importância da preservação do acervo histórico, arquitetônico e artístico do Brasil enquanto pilar de sua memória.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Na obra, resgato a trajetória do município de Jacarezinho, no Paraná, abordando desde sua formação ligada ao Ciclo do Café e à expansão agropecuária até sua consolidação como Polo Regional de Ciência, Tecnologia e Ensino de Excelência. Entre os marcos históricos citados está o tombamento do emblemático Colégio Cristo Rei, instituição inaugurada na década de 1930. A instituição atuou como importante centro de formação e recebeu alunos de diversas regiões do país, incluindo membros da Família Imperial Brasileira, filhos de políticos importantes e de fazendeiros.

Além da vocação educacional que rendeu a Jacarezinho o título de "Capital Estudantil do Norte Pioneiro", o artigo dedica especial atenção ao valor artístico e arquitetônico da Catedral Diocesana. O templo em formato de basílica abriga um acervo de quase 600 metros quadrados de murais modernistas pintados à mão nos anos 1950. A ousadia da obra residiu em retratar os próprios moradores e personalidades da cidade da época como figuras bíblicas, criando uma forte ligação entre a história sagrada e a comunidade local.

Completam o correspondente acervo as expressivas esculturas em madeira e pedra enriquecidas pela policromia. Ao completar cinco anos de sua divulgação, o estudo em tela reitera que valorizar e proteger as obras monumentais e o patrimônio histórico de uma região é condição indispensável para manter viva a identidade e a cultura de todo o povo brasileiro.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

De forma geral, apresento os artistas que tornaram possível a edificação daquela construção emblemática, destacando a atmosfera singular e o uso de técnicas disponíveis que encantam e despertam reflexões nos visitantes até hoje.

O artigo “Monumentais obras se perpetuam na Capital Estudantil do Norte Pioneiro” pode ser acessado através dos links: FNE: http://www.fne.org.br/artigos/6378-artigo-monumentais-obras-se-perpetuam-na-capital-estudantil-do-norte-pioneiro (de 19/08/2021) e SEESP: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20494-artigo-monumentais-obras-se-perpetuam-na-capital-estudantil-do-norte-pioneiro (de 20/08/2021).

Carlos Magno Corrêa Dias
20/08/2026

15 de ago. de 2026

Dez Anos do SLAIDEL


No período de 15 a 19 de agosto de 2016, no Câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), tive a grata satisfação e a honra institucional de propor, organizar, coordenar e desenvolver como docente a Ação de Extensão Universitária e Tecnológica intitulada Seminário de Lógica Algébrica Inferencial Dedutiva em Engenharia Lógica (SLAIDEL).

Ao alcançar em 2026 uma década da realização do primeiro SLAIDEL, é celebrada a reafirmação dos pressupostos científicos e epistemológicos que motivaram a sua concepção original. O primeiro SLAIDEL foi planejado como um espaço de convergência analítica para demonstrar que o avanço tecnológico sustentável e o progresso da computação exigem fundamentos lógicos rigorosos, nos quais a precisão conceitual e a coerência do raciocínio são requisitos estruturais primordiais.

No SLAIDEL 2016, apresentei as seguintes palestras: Engenharia Lógica e Teoria da Prova Dedutiva (em 19/08/2016); Corretude e Completude em Sistemas Consistentes (em 18/08/2016); Análise Inferencial e Teoria da Argumentação Lógica (em 17/08/2016); Cálculos Lógicos e Álgebra da Lógica Dedutiva (em 16/08/2016); e, Semântica e Sintaxe de Linguagens Formais de Primeira Ordem (em 15/08/2016).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Assim sendo, observa-se que jornada em questão se pautou na Avaliação Formal da Validade de Argumentos Dedutivos, assentada na premissa categórica de que no ecossistema científico e tecnológico não basta apenas pensar de forma intuitiva ou difusa, mas é absolutamente inescapável e imperativo pensar de forma rigorosamente lógica e consistente.

O objetivo central do SLAIDEL 2016 foi apresentar os condicionantes Algébricos Operacionais que venho desenvolvendo no âmbito da Engenharia Lógica em associação com o Cálculo Sentencial, necessários para o desenvolvimento da Prova Formal de Argumentos e de Inferências Dedutivas de Primeira Ordem orientados por Sistemas Axiomáticos Lógicos.

Nos Sistemas envolvidos, a Corretude Lógica e a Completude Lógica são exigências para a manutenção da Consistência Analítica e para a promoção da Eficiência Mental na instanciação de interfaces fundamentadas em uma relação simbiótica, relacional e procedimental lógica entre a linguagem binária dos sistemas artificiais e os processos eletroquímicos dos neurônios no cérebro humano. Semelhante visão integrada colocou em evidência a capacidade da Engenharia Lógica de atuar como ponte causal entre o código discreto da tecnologia e o substrato contínuo e complexo da neurobiologia.

Seguindo a concepção de que não basta a Inteligência Artificial (IA), mas é indispensável a construção de uma Consciência Cibernética (CC), os pressupostos analíticos da Engenharia Lógica foram novamente chamados para evidenciar o interfaceamento do híbrido lógico-cibernético e promover a aproximação causal entre Ciência e Tecnologia no nível nanométrico.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/08/2026

13 de ago. de 2026

Reflexões em Tempos de Metamorfose


Celebrar meia década de uma reflexão escrita é, acima de tudo, ter a oportunidade de confrontar as ideias teóricas com a soberania do tempo.

No dia 13 de agosto de 2021, em pleno auge das incertezas e transformações aceleradas pela pandemia de Covid-19, foi publicado o meu artigo "Parâmetros norteadores para seguir em um mundo disruptivo" nas páginas oficiais da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp).

Aquele texto nasceu do incômodo e da constatação de que o trabalho (e as formas de se posicionar frente a ele) havia mudado irreversivelmente. Considerei a transição paradigmática entre o tradicional mundo VUCA (“Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity”, em português: Volatilidade, Incerteza, Complexidade, Ambiguidade) e o emergentíssimo mundo BANI (“Brittle, Anxious, Nonlinear, Incomprehensible”, em português: Frágil, Ansioso, Não Linear, Incompreensível).

Argumentei, então, que tentar aplicar antigas fórmulas de planejamento em um cenário frágil e sobrecarregado de informações seria inútil: era necessário, imperativamente, "aprender a aprender", desaprender e reaprender a todo instante.

Celebrar os 5 anos de publicação daquele artigo traz um sentimento de gratidão, pois as premissas levantadas em 2021 continuam a ressoar com assustadora atualidade. A Quarta Revolução Industrial seguiu seu ritmo vertiginoso, a Inteligência Artificial (IA) reorganizou ainda mais as profissões e as relações profissionais, e a constante necessidade de inteligência emocional, resiliência e adaptabilidade provou não ser apenas um jargão temporário, mas o único porto seguro para os trabalhadores e corporações.

Que seja sempre possível seguir atentos às transformações, abertos ao aprendizado contínuo e conscientes de que, por mais incerto ou incompreensível que o amanhã possa parecer, a capacidade humana de se reinventar sempre prevalecerá.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O artigo “Parâmetros norteadores para seguir em um mundo disruptivo” encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6370-parametros-norteadores-para-seguir-em-um-mundo-disruptivo e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20480-artigo-parametros-norteadores-para-seguir-em-um-mundo-disruptivo.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/08/2026

Referências:
(1) DIAS, Carlos Magno Corrêa. Parâmetros norteadores para seguir em um mundo disruptivo. Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Brasília, DF, 13 ago. 2021. Artigos. Disponível em: https://www.fne.org.br/artigos/6370-parametros-norteadores-para-seguir-em-um-mundo-disruptivo.
(2) DIAS, Carlos Magno Corrêa. Parâmetros norteadores para seguir em um mundo disruptivo. Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), São Paulo, 13 ago. 2021. Notícias. Disponível em: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20480-artigo-parametros-norteadores-para-seguir-em-um-mundo-disruptivo.

11 de ago. de 2026

FBN é integrada com “Extratos lógicos atemporais”


Em agosto de 2026, completam-se dez anos (uma década) da incorporação dos meus “Extratos lógicos atemporais” (ISBN: 978-85-88925-24-3) ao acervo da Divisão de Depósito Legal (DDL) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

Efetivado com aceitamento formal a partir de 11/08/2016, conforme o Recibo número 3.138/16, o Depósito Legal de “Extratos lógicos atemporais” na FBN representa o cumprimento da Lei Federal 10.994/2004, marco regulatório do Depósito Legal no Brasil, que assegura o registro, a guarda e a salvaguarda da produção intelectual brasileira, garantindo a preservação da Coleção Memória Nacional da FBN, possibilitando o controle bibliográfico e divulgando a Bibliografia Brasileira corrente.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

“Extratos lógicos atemporais” (ISBN: 978-85-88925-24-3) objetiva promover, de um lado, extensões e, de outro, reflexões, não constituindo defesa unilateral de posições revolucionárias acerca dos correspondentes conhecimentos selecionados. A obra, embora contenha determinadas discussões sistematizadas sobre os assuntos contemplados, não tem por objetivo uma compreensão no sentido estrito do termo, mas, antes, almeja constituir uma impressão sobre os temas expostos sem levar em conta, entretanto, as amarras do tempo ou a contingência do concatenar sequencial de saberes para um fim anunciado.

Não se trata, em sentido rigoroso, de um livro estrito sobre “Lógica” (mesmo que em alguns capítulos em muito se assemelhe). A obra apresenta considerações específicas sobre tópicos de Lógica Matemática, mas sem a preocupação sistêmica de se seguir uma sequência estruturada de exposição ou de encadeamento dos temas tratados. Porém, aborda, também, outros temas que procuram relacionamentos ou aproximações com a “Lógica” para instanciar a geração de novos ou inovadores conhecimentos.

A obra em questão, reunindo trabalhos adaptados de publicações anteriores, foi organizada em cinco capítulos: Capítulo I (Lógica Matemática e Teoria dos Conjuntos); Capítulo II (A Concepção de Rudolf Carnap sobre a Matemática); Capítulo III (Raciocínio Lógico Dedutivo Proposicional); Capítulo IV (Realidade e Segurança nas Nuvens); e Capítulo V (Engenharia Universal e Sustentabilidade).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

“Extratos lógicos atemporais” (ISBN: 978-85-88925-24-3), mesmo depois de uma década de Depósito na DDL/FBN e integrando o acervo da fantástica Biblioteca Nacional, segue cumprindo seu principal objetivo de fornecer perspectivas que permitam extensões e motivem estudos mais aprofundados.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/08/2026

Referências:
(1) DIAS, Carlos Magno Corrêa. Extratos lógicos atemporais [Recibo de Depósito Legal]. Rio de Janeiro (RJ): Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Divisão de Depósito Legal (DDL), 11 ago. 2016. Recibo número 3.138/2016.
(2) Prefácio da obra "Extratos Lógicos Atemporais" disponível em: https://repositorio-entelechia-logicae.blogspot.com/2024/03/prefacio-primeira-edicao-de-extratos.html.

10 de ago. de 2026

A Educação como Pilar da Sustentabilidade


Neste agosto de 2026, celebro a publicação do artigo "Educação efetiva é condição para sustentabilidade", veiculado em 8 de agosto de 2016 no blog Giro Sustentável do jornal Gazeta do Povo.

O artigo delineou uma tese fundante: não há possibilidade de consolidação do desenvolvimento sustentável, em quaisquer de suas dimensões, sem que haja uma educação de qualidade capaz de assegurar o aprendizado efetivo e a formação cidadã plena das novas gerações.

A reflexão proposta transcende o diagnóstico conjuntural lançando luz sobre a estrutura do problema educacional brasileiro. Tomando como ponto de partida analítico os dados do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), promovido pela OCDE, o texto examina de forma minuciosa a trajetória do país nas áreas essenciais de Leitura, Matemática e Ciências.

A constatação trazida pela análise dos resultados do PISA 2012 revela um cenário alarmante, no qual o Brasil figurou nas últimas colocações entre os 65 países avaliados (58º em Matemática, 55º em Leitura e 59º em Ciências), demonstrando graves limitações dos estudantes na interpretação textual, na aplicação de conceitos científicos no cotidiano e na resolução de problemas matemáticos fundamentais.

Mais do que expor números, o artigo realiza uma denúncia indispensável sobre a cultura do esquecimento e a pulverização da responsabilidade social no país. Há uma incoerente desconexão entre a indignação temporária provocada pela divulgação de diagnósticos educacionais negativos e a falta de ações sérias e continuadas para reverter esse quadro. Sem uma transformação drástica e contínua nas políticas públicas, o ciclo de estagnação se perpetua, comprometendo o horizonte das futuras gerações e fragilizando as bases do desenvolvimento socioeconômico nacional.

No artigo é considerado que a educação não representa uma meta isolada, mas o motor central para o êxito de todos os demais objetivos globais, desde a erradicação da pobreza e a promoção da saúde até a inovação tecnológica, o trabalho digno e o combate às mudanças climáticas.

Revisitar o artigo em tela é reafirmar que a busca pela sustentabilidade exige o engajamento consciente de toda a sociedade. A mensagem veiculada em 2016 permanece urgente, servindo como farol reflexivo para lembrar que a verdadeira sustentabilidade não se constrói com discursos abstratos, mas sim com o fortalecimento de uma educação efetiva, transformadora e verdadeiramente inclusiva.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O artigo está disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1OY5kVILBBpK-KtJ6oDaTSBx5-mP7ODxU/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/08/2026

9 de ago. de 2026

Refletindo sobre um bem de todos


A discussão sobre as dinâmicas globais de produção, circulação e apropriação do saber ganha um capítulo particular no artigo "O Conhecimento como Patrimônio da Humanidade".

O texto em tela propõe uma reflexão crítica e profundamente necessária ao posicionar a Ciência Aberta e o Acesso Aberto não como escolhas metodológicas secundárias, mas como imperativos éticos e políticos inalienáveis.

No artigo em referência sustento que todo conhecimento científico financiado com recursos públicos deve ser categorizado como um bem comum universal, pertencente de forma irrestrita a toda a sociedade.

Ao se contextualizar a realidade da América Latina, região que construiu historicamente uma tradição sólida e pioneira no cenário global ao estruturar ecossistemas de acesso aberto mantidos por infraestruturas públicas e plataformas acadêmicas não comerciais, o texto expõe o paradoxo financeiro imposto aos pesquisadores e instituições do Sul Global, que enfrentam barreiras econômicas perversas criadas por grandes editoras internacionais através de elevadas taxas de publicação.

Além dos entraves financeiros, o artigo detalha os conflitos estruturais entre a partilha aberta e a lógica mercantil da proteção por patentes. Demonstra-se que a circulação irrestrita das evidências científicas é o caminho mais eficiente para reduzir custos, evitar duplicações desnecessárias de pesquisas e acelerar a descoberta de soluções para os desafios contemporâneos.

Para fundamentar a superação dos correspondentes gargalos, estabelece-se um paralelo com a secular Lei do Depósito Legal ao propor a urgência de uma Engenharia da Confiança (uma arquitetura voltada a garantir a auditabilidade, a reprodutibilidade dos experimentos e a segurança do patrimônio científico nacional contra obsolescências ou cercamentos privados).

Como observado no final do texto em questão, “... o Estado deve exercer seu papel indutor indispensável, financiando o risco tecnológico e subsidiando os custos de inserção dos pesquisadores locais no cenário internacional. A formulação de manifestos técnicos e declarações conjuntas entre academias de ciências internacionais simboliza o caminho a seguir, haja vista a necessidade de uma diplomacia científica unificada, forte e focada na premissa inalienável de que o saber não é propriedade de corporações, mas sim um patrimônio perpétuo de toda a humanidade”.

Faz-se, então, o convite para a leitura na íntegra do artigo "O Conhecimento como Patrimônio da Humanidade", o qual está disponível em: (1) FNE: https://www.fne.org.br/artigos/7673-o-conhecimento-como-patrimonio-da-humanidade e (2) Seesp: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23988-o-conhecimento-como-patrimonio-da-humanidade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
09/08/2026

8 de ago. de 2026

A Ilusão da Era Conectada


Poucas experiências foram tão reveladoras quanto o dia em que decidi alterar a dinâmica de uma avaliação de Cálculo Diferencial e Integral 3 para uma turma de Engenharia Mecânica. O exame, focado em Integrais envolvendo Funções Hiperbólicas, fora planejado tradicionalmente: sem consulta, sem calculadoras e sem formulários. No entanto, após repassar as orientações rotineiras, surpreendi os estudantes com um anúncio inusitado: “A avaliação de hoje poderá ser realizada com consulta a todo material e recursos que estejam em seu poder agora. Apenas mantenham a prova individual, sem troca física de informações com os colegas da sala.”

O impacto foi imediato. Tomados por um silêncio atônito, os acadêmicos entreolhavam-se sem acreditar. Vindo do fundo da sala, um aluno perguntou: “Posso mandar mensagens pelo celular para a minha mãe, professor?”

Ao que respondi: “Claro que sim. Podem usar internet, livros, cadernos, notebook, smartphone, formulários, WhatsApp ou até sinais de fumaça. Só não podem sair da sala ou receber material físico de fora.” Outro estudante, perplexo, desabafou: “Desta vez morri. Só trouxe uma caneta.”

Superada a agitação inicial, a atmosfera mudou quando os alunos perceberam que todas as questões da prova eram idênticas aos exercícios resolvidos das listas distribuídas previamente ao longo do semestre. Murmúrios tomaram a sala: “Todas as questões são iguais às das listas.”

A euforia, contudo, durou pouco. Diversos estudantes começaram a entregar a prova em branco ou incompleta, apresentando justificativas estarrecedoras: “Assim não vale, professor, pois as questões da prova são cópias das listas, mas eu não tenho mais os arquivos”; “Apaguei os exercícios do celular para liberar memória”; “Meu notebook descarregou e esqueci o carregador em casa”; “Achei que as listas não serviam para nada”.

Aquele episódio escancarou um contraste desconcertante entre a abundância tecnológica e o letramento funcional na universidade. O paradoxo central residia na distância entre o dado disponível e a capacidade real de interpretá-lo e aplicá-lo.

Ao delegar a memória e a atenção integralmente aos dispositivos virtuais, o estudante moderno torna-se refém da própria ferramenta que deveria libertá-lo. Ter a informação a um toque de dedos difere substancialmente de possuir o conhecimento consolidado no pensamento.

A lição foi clara: a verdadeira autonomia acadêmica não está na posse do dispositivo, mas na capacidade crítica de gerenciar a informação. A mera disponibilidade de acervos não garante o aprendizado real; ao contrário, pode nutrir uma falsa sensação de sabedoria imediata que desestimula o estudo contínuo e a assimilação profunda.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Diante dos resultados alarmantes, obriguei-me a cancelar aquela avaliação e não mais repetir a experiência. Restou o alerta sobre o enorme fosso que ainda separa a conectividade técnica da maturidade intelectual nas universidades.

Carlos Magno Corrêa Dias
08/08/2026