6 de set. de 2026

A Chama Eterna da Liberdade


Em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, ecoava o brado "Independência ou Morte!". Mais de dois séculos se passaram desde aquele momento histórico liderado por Dom Pedro I (1798–1834), marco fundador de um Brasil soberano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2024

Cognominado "o Libertador", "Pai da Pátria" e "o Rei Soldado", o primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I, desempenhou um papel central na disseminação dos ideais liberais que permitiram tanto ao Brasil quanto a Portugal romperem com os regimes absolutistas que cerceavam o desenvolvimento de seus povos.

Ainda que existam controvérsias historiográficas e análises sobre o contexto exato do ato às margens do Ipiranga, é inegável o impacto geopolítico e identitário da decisão de Dom Pedro I.

Desde o "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822, até a recusa definitiva frente às exigências desmedidas recebidas no percurso entre Santos e São Paulo, o jovem príncipe selou o destino de uma nova nação. A história confirma que a preservação da unidade territorial brasileira e a superação da tirania imperial devem-se, em grande medida, ao ato de coragem e à resolução política do líder que optou por permanecer ao lado do povo brasileiro.

Celebrar o 7 de Setembro é também dar voz ao sentimento de liberdade imortalizado na música e na poesia. A Independência do Brasil não foi apenas proclamada com espada e documentos, mas também cantada em estrofes vibrantes. Curiosamente, a melodia do Hino da Independência foi composta pelo próprio Dom Pedro I, enquanto a letra foi escrita por Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799–1837).

O Hino da Independência é um verdadeiro manifesto pela liberdade e um convite permanente à reflexão sobre o dever contínuo de resguardar a Pátria. Seus versos convocam a cidadania a rejeitar a subserviência e a enxergar a soberania nacional como um bem inestimável construído pela união de peitos e braços que funcionam como verdadeiras muralhas protetoras do país.

O Hino da Independência celebra o marco fundador e a epopeia histórica; contudo, a festividade do 7 de Setembro é abrilhantada também pela execução do Hino Nacional do Brasil. Com melodia composta por Francisco Manuel da Silva (1795–1865) e letra oficializada quase um século depois, em 1922, por Joaquim Osório Duque Estrada (1870–1927), o Hino Nacional funciona como uma ode à beleza, às riquezas, ao povo e ao futuro do país.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Uma nação verdadeiramente soberana reconhece sua história, honra a memória de seus heróis e celebra suas vitórias. A lembrança do brado do Ipiranga e a escuta atenta dos hinos pátrios nos lembram que a liberdade é um exercício diário e vigilante.

No artigo “Sempre ordem para o progresso” considero breve narrativa alusiva ao 7 de setembro a qual pode ser lida nos endereços https://www.fne.org.br/artigos/7446-artigo-sempre-ordem-para-o-progresso e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23512-sempre-ordem-para-o-progresso.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/09/2026

5 de set. de 2026

A Proteção de Dados e os Novos Paradigmas do Mercado


O cenário corporativo contemporâneo exige das organizações uma postura cada vez mais alinhada aos princípios de governança, transparência e integridade. Em tal contexto, a evolução tecnológica e a intensificação do uso da Inteligência Artificial (IA) trazem consigo transformações profundas no ambiente de negócios, demandando reflexões constantes sobre a privacidade de dados e a ética operacional.

Em 31 de agosto de 2026, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep, na Sala Prospectiva XP, em Curitiba, ocorreu o encontro da Rede Paranaense de Compliance com o tema central "Mudanças no Mercado com Proteção de Dados", evento para o qual fui convidado a participar pela própria organização do encontro.

Sistema Fiep - Rede Paranaense de Compliance - 2026

A iniciativa do encontro se consolidou como um espaço privilegiado para o debate sobre as responsabilidades regulatórias e os desafios práticos que acompanham a adoção acelerada da tecnologia nas empresas. Mais do que atender às exigências legais da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o evento objetivou promover a troca de experiências e o fortalecimento de uma cultura corporativa voltada à conformidade e ao desenvolvimento sustentável.

Durante as discussões, destacou-se que a implementação responsável das novas tecnologias exige governança contínua sobre as informações e mitigação proativa de riscos reputacionais. Ficou evidente que a conformidade regulatória e a privacidade não devem ser vistas como barreiras ao avanço corporativo, mas sim como vetores fundamentais de inovação, credibilidade e diferencial competitivo nas relações com o mercado.

Criada em março de 2018 pelo Sistema Fiep, em parceria com o CIFAL Curitiba (Centro Internacional de Formação de Atores Locais de Curitiba) e o UNITAR (Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa), a Rede Paranaense de Compliance nasceu para responder a essa demanda pela consolidação de ambientes éticos. A iniciativa reflete o compromisso contínuo do Sistema Fiep, instituição signatária do Pacto Global da ONU, em incentivar a gestão socialmente responsável no setor industrial e posicionar a governança como pilar essencial do desenvolvimento regional.

Como plataforma empresarial colaborativa, a Rede atua diretamente no fortalecimento de mecanismos de controle interno, na gestão de vulnerabilidades operacionais e na adoção das melhores práticas de gestão a longo prazo. Seu objetivo central permanece sendo a disseminação de uma sólida cultura de integridade por meio do compartilhamento de metodologias alinhadas às mais recentes tendências globais.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/09/2026

4 de set. de 2026

Caminhos Estratégicos para a Competitividade Industrial


A transformação de ideias aplicadas em ativos de alta competitividade exige mais do que visão estratégica e planejamento rigoroso; requer o domínio das rotas de financiamento e captação de recursos. No cenário contemporâneo, onde a transição tecnológica impõe um ritmo acelerado às organizações, a sustentabilidade dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação está intrinsecamente ligada à capacidade de mapear e acessar os instrumentos de crédito e fomento disponíveis no ecossistema nacional.

Sob a premissa em tela, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizou o workshop “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação”, o qual constituiu uma oportunidade ímpar para aprofundar as diretrizes operacionais que regem o financiamento da inovação no país. Realizado no dia 25 de agosto de 2026, o encontro proporcionou uma imersão prática nas principais linhas de apoio ativas e projetadas, conectando os desafios de estruturação de propostas às demandas reais das empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia.

CNI - Acesso a Crédito e Fomento para Inovação - 2026

Fui convidado pela CNI a participar do encontro
 “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação” no qual foi apresentado o panorama existente no Brasil que dispõe de uma arquitetura robusta de fomento operacionalizada por agentes centrais como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs).

A CNI é instância de articulação e defesa dos interesses do setor industrial do Brasil. Fundada em 1938 e sediada em Brasília, trata-se de uma organização privada de caráter sindical patronal que atua na interface entre o setor produtivo e as esferas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Sua missão central reside no fortalecimento da competitividade das empresas, na promoção da inovação e no acompanhamento contínuo de temas estruturantes para a economia do país, tais como a formulação de políticas públicas, reformas tributárias, legislação trabalhista, infraestrutura e comércio internacional.

O workshop em referência teve como um de seus pontos importantes a apresentação das oportunidades voltadas a vetores críticos da indústria moderna: a transformação digital, a eficiência energética e a sustentabilidade. A análise dos critérios de aderência e a discussão de casos práticos demonstraram que o sucesso no pleito por recursos não decorre apenas da qualidade técnica da ideia, mas sim da estruturação metodológica do projeto.

O compromisso contínuo com a busca por soluções aplicadas e a integração com os atores-chave do ecossistema de inovação seguem sendo razões determinantes para converter incertezas tecnológicas em projetos estruturados, impulsionando o desenvolvimento científico, a soberania industrial e a geração de valor para a sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/09/2026

2 de set. de 2026

Perspectivas para a Indústria Metalmecânica Paranaense


Fui convidado pelo Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), por meio dos seus Conselhos Temáticos e Setoriais, a participar do lançamento da Rota Estratégica da Indústria Metalmecânica 2035. A iniciativa reuniu a visão de especialistas, lideranças empresariais, instituições de ensino e o poder público para definir caminhos que fortaleçam a competitividade do setor industrial paranaense.

Construída de forma colaborativa (processo para o qual tive a oportunidade de apresentar uma série de contribuições), a Rota Estratégica da Indústria Metalmecânica 2035 identificou tendências, oportunidades de mercado, desafios e tecnologias capazes de impulsionar o setor na próxima década. O evento de lançamento ocorreu em 25 de agosto de 2026, no Auditório +Competitividade da Expotrade Pinhais, durante a Feira Expo+Indústria.

Sistema Fiep - 2026

O progresso socioeconômico de uma região é intrinsecamente ligado à capacidade de seu parque industrial de se reinventar, antecipar transformações e responder às demandas globais por sustentabilidade e eficiência. Nesse cenário, o documento consolidado pelo ecossistema de inovação do Paraná surge como um marco decisivo no planejamento de longo prazo, projetando diretrizes indispensáveis para os próximos anos.

Cabe destacar a relevância do método adotado para a construção dessa agenda. O futuro da produção avançada não se realiza de forma isolada; exige a convergência entre academia, setor produtivo, instituições de fomento e especialistas técnicos. Ao integrar conhecimentos de ponta, a iniciativa sintetiza visões plurais em ações concretas, articulando conceitos de logística, automação, engenharia de processos e competitividade sustentável.

A Indústria Metalmecânica figura como uma das espinhas dorsais da matriz produtiva do estado. O estabelecimento de metas balizadas para o horizonte de 2035 permite que as empresas alinhem suas decisões de investimento às tendências globais, reforçando que o desenvolvimento não é fruto do acaso, mas de um rigoroso exercício de prospectiva e inteligência estratégica.

O movimento ganhou ainda mais força durante a Feira Expo+Indústria, realizada de 25 a 27 de agosto de 2026, evento multissetorial voltado ao fortalecimento do setor produtivo, que apresentou tecnologias, serviços e soluções direcionadas ao ganho de produtividade. Promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em correalização com Sesi, Senai e IEL, a feira aproximou os interessados em otimizar processos daqueles que oferecem inovações para a transformação digital.

Sistema Fiep - 2026

O conjunto das atividades desenvolvidas simboliza o início de um compromisso coletivo entre os diversos atores da sociedade. Trata-se da reafirmação da Ciência, da Engenharia e da Gestão Estratégica como motores fundamentais para o crescimento econômico com impacto social positivo e elevação contínua da qualidade de vida.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/09/2026

1 de set. de 2026

O vetor invisível do saber


A razão, a lógica, o conhecimento, seguem “ao infinito e além”, muito além.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
01/09/2026

31 de ago. de 2026

Decênio das postagens de agosto de 2016


O mês de agosto de 2016 revelou-se um período de efervescência intelectual, científica e cívica em minha trajetória, refletida em uma série de publicações distribuídas por meus blogs.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Os textos em referência formam um conjunto articulado em que se entrelaçam a defesa da memória nacional, a formulação de novos modelos de inovação tecnológica voltados ao desenvolvimento sustentável, o entusiasmo pelas conquistas cívicas e esportivas e uma reflexão filosófica sobre os rumos da humanidade.

Celebro com júbilo o depósito e a incorporação de minha obra intitulada “Extratos Lógicos Atemporais” (ISBN 978-85-88925-24-3) ao acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, ressaltando o privilégio de contribuir para a guarda da Memória Nacional na sétima maior biblioteca do mundo e maior depositária da América Latina. A correspondente contribuição foi acompanhada pela outorga do Registro de Propriedade Intelectual (RPI 712.861-L1.378-F268), evidenciando como a produção autoral e a proteção da PI repercutem no fortalecimento e no reposicionamento institucional do país nos rankings internacionais.

A par do compromisso documental, a atuação acadêmica e propositiva naquele período se manifestou com vigor na construção do conceito da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação (THCI). Em minhas reflexões articulei a interação entre Governo, Indústria e Universidade tendo como eixo condutor e indutor o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o cumprimento da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.

Além da atuação científica e institucional, os textos de agosto de 2016 expressam uma viva exaltação do espírito humano e dos exemplos de superação, civilidade e brasilidade. Destaco o reconhecimento internacional e a qualidade de vida de Curitiba, a dimensão histórica do Patrono da Aviação como o inventor da primeira aeronave dirigível prática e o valor cívico. Na esfera esportiva, ressaltei o momento histórico dos Jogos Olímpicos Rio 2016, registrando a melhor campanha do Brasil até então, a superação épica na canoagem, a genialidade de desportistas rompendo recordes milenares e a mensagem futurista deixada pela transição para Tóquio 2020 na cerimônia de encerramento.

Por fim, projeto as fronteiras da cibernética, da inteligência artificial e da própria filosofia da existência. Ao problematizar o avanço dos robôs e a metafísica do ciberespaço, vislumbro uma nova condição humana moldada pelo ambiente digital, sem, contudo, perder de vista a essencialidade da escolha ética e consciente.

No endereço
https://drive.google.com/file/d/1iHLxjiN2G46qAkFivWCQvgVHAEJNA4U1/view?usp=sharing encontram-se as publicações citadas de agosto/2016.

Carlos Magno Corrêa Dias
31/08/2026

30 de ago. de 2026

Mosaico Intelectual Reflexivo de Agosto de 2021


O conjunto das publicações veiculadas em meus blogs em agosto de 2021 constitui um mosaico reflexivo de rigor técnico, humanismo e exaltação do mérito. Naquele período, procurei articular temas aparentemente heterogêneos (como o esporte de alto rendimento, a memória nacional, a formação acadêmica, as Ciências Exatas, o planejamento urbano e a legislação ambiental), construindo uma narrativa sobre a excelência e o desenvolvimento humano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No campo desportivo, acompanhei os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, destacando a eficiência recorde da delegação olímpica brasileira e a marca histórica da centésima medalha de ouro paralímpica do país. Mais do que a contabilidade de pódios de atletas nacionais, meus escritos puderam enaltecer a resiliência e a determinação dos esportistas como exemplos inspiradores de superação de limites para a sociedade.

A preservação da memória histórica sobressai na homenagem a ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, reafirmando que o reconhecimento aos heróis do passado é um dever ético permanente para a defesa da liberdade. Paralelamente, o amor à docência e ao conhecimento transparece na celebração do Dia do Estudante e na colação de grau de minha filha caçula em Engenharia da Computação pela PUC-PR (instituição onde atuei como docente e fui cofundador daquele curso, recebendo distintas homenagens).

Defendi a necessidade do conhecimento rigoroso em Cálculo Diferencial e Lógica Matemática para fundamentar as inovações tecnológicas e sustentar a Quarta Revolução Industrial. Semelhante visão de futuro deságua no engajamento com pautas de governança e sustentabilidade, registradas na comemoração de Curitiba entre as comunidades mais inteligentes do mundo e na celebração da Lei Estadual nº 20.607/2021 (Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Paraná), processo no qual apresentei contribuições diretamente em fóruns e oficinas técnicas.

Tenho a observar, com júbilo, ao passar de mais um quinquênio, que o conjunto de minhas postagens em agosto de 2021 reafirma minha trajetória: sempre integrar o respeito à memória, o rigor da ciência e a responsabilidade socioambiental, apontando a Educação como caminho inegociável para o progresso da Nação.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1aqPCMNsVy3lvMCcU3681DwNybeclAasH/view?usp=sharing encontram-se as publicações citadas de agosto/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/08/2026

28 de ago. de 2026

Sempre Segurança no Mar e Poder Naval


O Centro de Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra) realizou, no dia 5 de agosto de 2026, às 09h00, o webinário “Segurança no Mar e Poder Naval: A garantia da Soberania e a Preservação da Vida no Mar”, reunindo autoridades, pesquisadores, acadêmicos e especialistas para debater temas de grande relevância estratégica para a soberania nacional. A convite do Cembra, tive o privilégio e a satisfação de participar do evento em tela.

Centro de Excelência para o Mar Brasileiro (Cembra) - 2026

O encontro virtual (transmitido pelo canal do Cembra no YouTube) aprofundou discussões fundamentais sobre a segurança marítima, a proteção dos interesses do país no mar, a salvaguarda da vida humana e o fortalecimento do Poder Naval, funcionando como um espaço qualificado de debate e troca de experiências entre profissionais de destaque da área.

Semelhante iniciativa integrou a série de encontros virtuais promovidos pelo Cembra ao longo de 2026 com o propósito primordial de preparar a quarta edição impressa da obra “O Brasil e o Mar no Século XXI”, considerada uma das publicações mais abrangentes sobre os assuntos marítimos no país.

Fiel à sua missão de estimular o desenvolvimento sustentável da Amazônia Azul, o Cembra adota o Modelo da Tríplice Hélice (o qual arbitro chamar de Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação) para integrar Governo, Indústrias e Universidades, garantindo que o conhecimento gerado reflita as perspectivas técnicas, científicas e regionais da comunidade ligada ao mar.

O Cembra é uma organização civil sem fins lucrativos que tem como foco principal estimular, coordenar e conduzir estudos, projetos e ações estruturantes relacionados ao aproveitamento sustentável e à valorização do mar brasileiro, amplamente conhecido como Amazônia Azul.

As discussões e sugestões levantadas durante o webinário "Segurança no Mar e Poder Naval" foram estruturadas para subsidiar diretamente a atualização do capítulo correspondente, assegurando que a nova edição impressa incorpore os desafios e as demandas contemporâneas do setor. O evento destacou, também, a importância de manter a sociedade permanentemente engajada nos temas oceânicos, fortalecendo a mentalidade marítima brasileira e promovendo o diálogo contínuo entre a comunidade acadêmica, o setor produtivo e as instituições governamentais.

A programação da série de webinários do Cembra prossegue com os próximos encontros voltados para a atualização de outros temas cruciais para o patrimônio nacional, destacando-se os debates sobre Poluição Marinha, Desenvolvimento Sustentável, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Mudanças Climáticas.

A agenda do segundo semestre de 2026 prevê ainda reuniões específicas para tratar de Pesca e Maricultura, bem como de Exploração e Produção de Petróleo e Gás, Energia dos Oceanos e Recursos Minerais, mantendo aberto o canal permanente de colaboração com especialistas e interessados de todo o país.

Carlos Magno Corrêa Dias
28/08/2026

27 de ago. de 2026

Reflexões sobre a Ratificação do Acordo de Paris


Enquanto Conselheiro do COPLAD (Conselho de Planejamento e Administração) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em 23 de agosto de 2016, tive publicado na página eletrônica oficial do Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR) o meu artigo intitulado "Passamos a ser um dos primeiros países a confirmar a participação no Acordo de Paris".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Celebrava-se a aprovação pelo Senado Federal, em 11 de agosto de 2016, do projeto de decreto legislativo que ratificava formalmente o compromisso do Brasil perante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), no âmbito do histórico acordo firmado ao final da COP-21 (Acordo de Paris, que objetivava conter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, buscando esforços para limitá-lo a 1,5 °C).

Decorridos dez anos daquela publicação, revisitar as premissas e os horizontes vislumbrados constitui um exercício de memória institucional e um dever de avaliação sobre os rumos do desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo.

Diante do desafio normativo e técnico imposto pela adesão brasileira ao Acordo de Paris, vislumbrou-se prontamente a abertura de um vasto campo de estudos, pesquisas aplicadas, oportunidades de negócios e parcerias estratégicas articuladas sob o modelo da Tríplice Hélice: a cooperação entre Governo, Indústria e Universidade.

A experiência acumulada confirmou expressamente que a transição para uma economia de baixo carbono depende da simbiose produtiva entre o saber científico gerado nos centros tecnológicos, os marcos regulatórios e políticas públicas indutoras estabelecidos pelo Estado, e a capacidade de escala e investimento do setor produtivo industrial.

Passada uma década, o correspondente balanço revela conquistas, ao mesmo tempo em que escancara a urgência de intensificar e acelerar as ações climáticas. Se por um lado testemunhou-se o avanço vigoroso das fontes energéticas renováveis, a expansão do mercado de créditos de carbono, o fortalecimento da agenda ESG e a consolidação de paradigmas como a Indústria 4.0 e a Indústria 5.0 voltadas à eficiência de recursos, por outro lado a escalada dos eventos climáticos extremos em escala global demonstra que a margem de tempo para evitar danos irreversíveis ao planeta tornou-se ainda mais estreita.

Comemorar a divulgação do manifesto sobre a adesão do Brasil ao Acordo de Paris no Câmpus Curitiba da UTFPR representa renovar a confiança na ciência, na educação e no diálogo intersetorial. As reflexões travadas em agosto de 2016 permanecem plenamente vivas e imperativas: a busca pela sustentabilidade é uma jornada contínua e intergeracional.

O artigo está disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1Qt-ZxVwgX-jygGN2n4dobhaXrRXDnx03/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
27/08/2026

25 de ago. de 2026

A Arquitetura do Pensamento Exato


A construção da rigidez intelectual e da precisão analítica no ensino superior exige o retorno aos fundamentos do pensamento. Foi imbuído desse propósito que, no período de 23 de agosto a 27 de setembro de 2011, propus, organizei e ministrei o Curso de Extensão Universitária de Lógica Matemática Proposicional de Primeira Ordem, desenvolvido no Câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e promovido pelo Departamento Acadêmico de Matemática (DAMAT).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O projeto, de número 11.110 e viabilizado em parceria com a Divisão de Cursos de Extensão (DIECE) da TECNOLÓGICA (UTFPR), teve por objetivo capacitar os Acadêmicos no uso da linguagem e da Álgebra Proposicional do Cálculo dos Enunciados (Cálculo Proposiconla) em Lógica Matemática de Primeira Ordemo . Com uma carga horária total de 20 horas-aula ministradas, no turno noturno, o conteúdo programático abrangeu desde os fundamentos das linguagens formais e enunciados bivalentes até o estudo detalhado das operações lógicas fundamentais, relações de equivalência e implicação.

Aprofundou-se, ainda, a análise dos raciocínios lógicos, dos argumentos dedutivos válidos e a identificação precisa de falácias e sofismas, fornecendo instrumental sólido para o domínio das inferências e deduções formais.

Especificamente tratei dos seguintes temas: Linguagens Formais e Linguagem Proposicional; Enunciados Bivalentes e Dicotômicos; Operações Lógicas Fundamentais e Derivadas; Relações de Equivalência Lógica; Relações de Implicação Lógica; Raciocínios Lógicos; Argumentos Dedutivos; Argumentos Dedutivos Válidos; Falácias e Sofismas; bem como Deduções e Inferências.

Em uma era crescentemente dominada por recursos tecnológicos de apresentação, a opção metodológica adotada foi deliberada e consciente: a exposição pautou-se no uso exclusivo do giz e do quadro de giz. A escrita cadenciada no quadro, aliada ao raciocínio desenvolvido em tempo real, permitiu que os participantes acompanhassem a gênese de cada demonstração, a construção passo a passo das tabelas-verdade e a mecânica das regras de inferência, conferindo ao ensino da lógica um caráter artesanal acompanhado pelo tempo da assimilação intelectual.

Oferecido de forma inteiramente gratuita para os alunos e sem ônus para a instituição, o curso reafirmou a vocação da universidade pública no aprimoramento do raciocínio analítico e na difusão do conhecimento de base.

Celebrar os 15 anos de início da realização da atividade de extensão em referência significa reconhecer o valor do rigor do pensamento centrado em ferramentas fundamentais para a avaliação crítica, a precisão argumentativa e a correção estrutural do raciocínio científico.

Carlos Magno Corrêa Dias
26/08/2026