28 de abr. de 2026

Curso de Especialização em Lógica do Conhecimento Científico.


O ano de 1996 representou um período de transição fundamental para o Brasil, marcado, principalmente, pela estabilização econômica do Plano Real e pela abertura definitiva do país para a “Globalização Tecnológica”. 1996 foi um ano de "lançamento de sementes" que transformariam o Brasil em um dos maiores Mercados digitais do mundo nas décadas seguintes.

Diante daquele quadro de transformações e profundos desafios disruptivos propus, organizei e coordenei o Curso de Especialização (Pós-Graduação Lato Sensu) em “Lógica do Conhecimento Científico” na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), para desenvolvimento no período de 03/04/96 atá 18/12/96, com carga horária total de 375 horas-aula obrigatórias e 105 horas-aula opcionais (em disciplinas Didático-Pedagógicas).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Pode-se afirmar que no panorama acadêmico da década de 1990 a busca por uma fundamentação rigorosa do saber científico encontrou um solo fértil PUC-PR no Curso de Especialização em “Lógica do Conhecimento Científico” o qual emergiu como um manifesto em favor do "bem pensar".

A ação acadêmica robusta de 375 horas-aula mobilizou intelectuais de diversas áreas para enfrentar aquele desafio contemporâneo que era a necessidade de transcender o ensino meramente técnico-utilitário em favor de uma formação lógica estruturante.

A justificativa do Curso ressoa com atualidade. Transpondo a Transição Tecnológica entre épocas se conseguia identificarar que a Ciência gerava produtos extraordinários muito além do simples formar de Profissionais “utilizáveis". A ideia central da Especialização foi investir na “compreensão dos pressupostos lógicos da criação”.

O curso propunha uma interação lógica entre as diversas áreas do conhecimento. A premissa era clara: o homem só é sujeito de sua história quando se integra ao universo de forma consciente e crítica. Ao dotar Professores e Profissionais de métodos para identificar falácias e estruturar argumentos consistentes, a PUC-PR não estava apenas ensinando Matemática ou Filosofia, mas fortalecendo os alicerces da Cidadania e da Inovação.

A estrutura curricular do curso revelava uma ambição enciclopédica e moderna, abrangendo desde a tradição clássica até as fronteiras da computação e da inteligência artificial.

Celebrar o curso de “Lógica do Conhecimento Científico” de 1996 é reconhecer a importância da lucidez intelectual. Em um mundo saturado de informações, a habilidade de realizar inferências válidas e desmascarar sofismas (objetivos centrais daquela Especialização) permanece como a ferramenta mais valiosa de qualquer Profissional.

O acontecimento experimental não deve comandar o universo da certeza; pois deve-se ensinar o educando a construir as ferramentas servindo-se dos pressupostos lógicos que lhe deram origem.

Carlos Magno Corrêa Dias
28/04/2026

27 de abr. de 2026

O Legado do III Ciclo de Palestras na PUC-PR.


Em 27/04/1996, era publicado no Jornal Gazeta do Povo, na página 10, em Curitiba (PR), o artigo intitulado “Palestras na PUC abordam a Matemática” tomando-se por base entrevista que prestei.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A notícia divulgava o “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUC-PR: Diferenciação e Integração Vetorial” o qual propus e coordenei na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). No evento em referência misnistrei, também, as conferências “Estudo das Integrais de Superfície”; “O Teorema de Stokes e suas aplicações”; bem como “Teorema da Divergência e suas aplicações”.

Aquele registro é uma cápsula do tempo que testemunha o vigor acadêmico e o compromisso com a disseminação do conhecimento exato na capital paranaense. Ao se celebrar os 30 anos do evento, olha-se para trás e se constata o pioneirismo que transformou as manhãs de sábado em redutos de alta abstração e aplicabilidade técnica.

O texto de divulgação em questão revela uma preocupação que permanece atual: a conexão entre a teoria pura e a prática profissional. O evento não se restringia aos muros da PUC-PR. Pelo contrário, buscava atingir Profissionais e Acadêmicos de diversas áreas (da Física à Aerodinâmica) reforçando a ideia de que o Cálculo Diferencial e Integral é a linguagem fundamental que sustenta o progresso tecnológico.

A programação do evento abordou temas centrais da Análise Vetorial como: Derivadas Direcionais; Teorema de Green; Teoremas de Stokes e da Divergência; Geometria Diferencial.

Nota-se o peso institucional do evento, que contou com a participação de Pesquisadores e do então Pró-Reitor Acadêmico da PUC-PR. A notícia considerou o “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUC-PR: Diferenciação e Integração Vetorial” de extrema importância haja vista que ao abordar temas tão complexos em um Ciclo de Palestras demonstrava que a PUC-PR há muito tempo já mergulhava nas profundezas do conhecimento analítico para formar uma base sólida em seus Acadêmicos.

Comemorar o correspondente texto é celebrar a continuidade do saber. Em uma era de informações rápidas e superficiais como atualmente, o registro de 1996 faz lembrar que o domínio da técnica exige tempo e dedicação. Aquele recorte de jornal é a prova de que a Ciência no Paraná sempre teve alicerces fortes construídos sobre o Ensino/Aprendizagem nas Ciências Exatas.

Que a memória do III Ciclo de Palestras em referência sirva de inspiração para as futuras gerações que, assim como em 1996, continuam a desvendar os mistérios do universo por intermédio da Matemática Superior centrada na Análise Lógica e Vetrial do Cálculo Diferencial e Inegral.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1-lSGNRWAhC3Z9ikPn3qHBF6V2YZdzWES/view?usp=sharing é apresentado o texto da correspondente notícia publicada.

Carlos Magno Corrêa Dias
27/04/2026

26 de abr. de 2026

O imperativo humano deve ser o norte da inovação.


Somente se justifica o avanço das Tecnologias se for para gerar melhor qualidade de vida para os homens.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026 

Carlos Magno Corrêa Dias
26/04/2026

24 de abr. de 2026

Ciclo sobre a Matemática na PUC-PR mostra elo entre abstração e realidade.


Neste 25/04/2026, celebro o artigo intitulado “Matemática é tema de palestra na Católica”, publicado no Jornal Diário da Tarde, na página 10, em Curitiba (PR), em 25/04/1996, que faz a divulgação do “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), com o tema “Diferenciação e Integração Vetorial”, após entrevista que prestei àquele órgão de divulgação. 

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Fui o propositor e coordenador do “III Ciclo de Palestras de Matemática da PUCPR: Diferenciação e Integração Vetorial”, ministrando, também, as palestras: “Estudo das Integrais de Superfície”; “O Teorema de Stokes e suas aplicações”; bem como “Teorema da Divergência e suas aplicações”.

O evento noticiado na época, chancelado pelo Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da PUC-PR, fez parte de um movimento que, embora focado em cálculos e teoremas, ecoaria na estrutura do Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Paraná.

O Ciclo de Palestras reforçou que a função da Matemática é, essencialmente, a de contribuir para a redução de esforço na pesquisa de soluções. Ao celebrar aquele evento, comemora-se, também, o entendimento que a Matemática é o alicerce para o planejamento de construções e experiências humanas.

"A matemática tem a função de ajudar no planejamento de construções e experiências, e na redução do esforço na pesquisa de soluções."

Ao se rememorar a notícia sobre o evento em referência tem-se o recorte histórico sobre a consolidação de uma visão acadêmica que contribuiu, fortemente, para o processo contínuo de transformação do Ensino das Exatas em uma ferramenta prática poderosa.

O artigo destacava a premissa fundamental (que defendo até os dias atuais) de que “a Matemática não existe em um vácuo de fórmulas vazias”. O evento propôs desvendar a natureza lógica e vetorial do Cálculo Diferencial e Integral.

Ao abordar temas como Estruturação das Derivadas Direcionais; Estudo e Aplicações das Integrais de Linha e Teorema de Green; Estudos e Aplicações das Integrais de Superfície; Aplicações do Teorema de Stokes e da Divergência; e, Geometria Diferencial, o “Ciclo de Palestras” não visava apenas a erudição acadêmica, mas objetivava fornecer a Profissionais e Universitários o instrumental necessário para otimizar resultados em campos vitais do saber.

Converter a informação física bruta em modelos matemáticos; operar os correspondentes modelos por intermédio de métodos rigorosos; bem como devolver o resultado ao mundo físico em forma de soluções viáveis, constituem tríade fundamental que permanece, trinta anos depois, como o fundamento de qualquer Inovação Tecnológica, da Inteligência Artificial (IA) às Engenharias.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1VDuIGITBpxgdhxYlqgdkxuBtj3-sAS5k/view?usp=sharing é apresentado o texto da correspondente notícia publicada.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/04/2026

A redundância do fim que também termina.


Tudo é finito. Qualquer situação acaba. Até o fim termina. Mas, não se percebe o pleonasmo existente em um “resultado final”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
24/04/2026

23 de abr. de 2026

Rememorando homenagem a Tiradentes.


Recordo, seguindo a periodização determinada pelo lustro romano (quinquênio) adotada, a publicação do meu artigo intitulado “Tiradentes, o Patrono da Nação Brasileira” nas páginas oficiais da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), em 21 de abril de 2021 (há, portanto, cinco anos), quando tratei da importância histórica de Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), o Tiradentes.

O Patrono Cívico da Nação Brasileira, Tiradentes, oficialmente declarado pela Lei número 4.897/1965, de 09 de dezembro de 1965, tem no dia de sua execução (a qual ocorreu em 21 de abril de 1792) feriado nacional para homenageá-lo tamanha é sua importância para a Nação do Brasil.

No artigo "Tiradentes, o Patrono da Nação Brasileira" abordo a trajetória histórica e o legado de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Detalho as diversas facetas de Tiradentes, mencionando que ele foi dentista amador, tropeiro, minerador, comerciante e militar (Alferes da Cavalaria de Dragões Reais de Minas).

De outro lado, evidencio, na correspondente narrativa, que o ativismo de Tiradentes foi influenciado pelas Leis Constitucionais dos Estados Unidos e pela Independência Americana (1776); destacando a indignação de Tiradentes com a exploração de riquezas pelo Reino de Portugal através de impostos como o "quinto" e a ameaça da "derrama".

Descrevo, também, o movimento da Inconfidência Mineira como uma conspiração para separar a Capitania de Minas Gerais de Portugal, ressaltando que Tiradentes foi o membro mais radical e o único que confessou sua participação após a repressão da Coroa em 1789.

Sempre, em todo 21 de abril, é tempo de rememorar o martírio de Tiradentes e, principalmente, seu simbolismo. Enforcado, decapitado e esquartejado em 21 de abril de 1792, morreu Tiradentes para que Joaquim José da Silva Xavier se tornasse um ícone máximo de liberdade e da Independência do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2024

No artigo reforço a relevância de Tiradentes como um Herói Nacional cuja fé na Independência e no potencial do Brasil serviu de base para a construção da identidade do país (mesmo que se tentasse, em vão, apagá-lo da história).

O texto “Tiradentes, o Patrono da Nação Brasileira” encontra-se disponível para leitura nos endereços: http://www.fne.org.br/index.php/artigos/6255-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira e https://www.seesp.org.br/site/index.php/comunicacao/noticias/item/20139-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/04/2026

22 de abr. de 2026

Uma data e múltiplos significados.


O calendário é, muitas vezes, uma tapeçaria onde fios de diferentes épocas e propósitos se cruzam. O dia 22 de abril é um exemplo emblemático dessa complexidade. Longe de ser apenas uma marcação cronológica, a data carrega camadas de significados que vão desde a revisão crítica das origens coloniais até o reconhecimento do pioneirismo científico e da bravura militar.

Embora as caravelas de Pedro Álvares Cabral (1467 ou 1468 - c.1520) tenham aportado no litoral sul da Bahia no dia 22/04/1500, a expressão "descobrimento do Brasil" não é apropriada haja vista que antes dos portugueses, já existia Pindorama (a "Terra das Palmeiras" em tupi) habitada por populações indígenas, com culturas, cosmologias e sistemas sociais complexos. Então, celebre-se a chegada dos portugueses em Pindorama em 22/04/1500.

22 de abril é dia importante, também, por ser o DIA DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA o qual ampliando a visão sobre a formação da identidade nacional, celebra os laços com Portugal.

No âmbito do desenvolvimento nacional, 22 de abril homenageia o legado do Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva (1889-1976), o qual nasceu em 22/04/1889 e é o Patrono da Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil sendo um dos responsáveis pela criação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela implementação das bases do Programa Nuclear Brasileiro. Em 22 de abril comemora-se o DIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DA MARINHA DO BRASIL.

Em 22/04/1945, durante a Segunda Guerra Mundial, a Força Aérea Brasileira (FAB) escreveu um dos capítulos mais heroicos de sua história. O 1º Grupo de Aviação de Caça realizou um feito impressionante: 44 missões de combate em um único dia nos céus da Itália. Semelhante demonstração de resistência e bravura consolidou o dia 22 de abril como o DIA DA AVIAÇÃO DE CAÇA NO BRASIL, servindo como tributo aos pilotos e equipes de apoio que lutaram pela liberdade.

Saindo das fronteiras nacionais, o 22 de abril ressoa mundialmente como o DIA DA TERRA (Earth Day). Instituído em 1970, a data lembra a vulnerabilidade do planeta Terra. Em um mundo que enfrenta crises climáticas sem precedentes, a celebração serve para promover a conscientização ambiental; incentivar políticas públicas de sustentabilidade; bem como para chamar a atenção sobre a necessidade de se reduzir os impactos negativos da atividade humana nos ecossistemas.

O 22 de abril é, portanto, uma data multifacetada que obriga “a olhar para trás e honrar os antigos habitantes de Pindorama; a olhar para o lado e fortalecer os laços com a comunidade lusófona; a olhar para o alto em respeito aos nossos heróis da aviação; e a olhar para o futuro, investindo em ciência e na preservação da Terra”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

É um dia que resume a essência humana: a capacidade de navegar rumo ao desconhecido, de lutar por ideais, de inovar e, acima de tudo, a necessidade vital de cuidar da nossa casa comum.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/04/2026

20 de abr. de 2026

Tiradentes forjou o espírito de uma Nação.


A força entre o fato histórico e a imortalidade mítica é ímpar quando se trata de Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), o Tiradentes. Mais do que um personagem, Tiradentes é a “ideia de liberdade”, o Patrono Cívico do Brasil e o único herói nacional a quem o calendário reserva um feriado exclusivo, em 21 de abril.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Embora a narrativa popular tenha construído uma imagem icônica de Tiradentes (barbudo e de longos cabelos, assemelhando-se a um símbolo de redenção e sacrifício), o Tiradentes histórico era um homem de múltiplas faces e profunda humanidade. Alferes da Cavalaria de Dragões Reais de Minas, ele foi, também, dentista amador, tropeiro, minerador e comerciante.

O retrato de 1940, de José Wasth Rodrigues (1891-1957), apresenta Joaquim José da Silva Xavier em seu uniforme de Alferes, símbolo de sua atuação ativa na Capitania de Minas Gerais. Contudo, é na sua alma inconformada e generosa que reside a verdadeira grandeza: um homem apaixonado por livros, defensor do conhecimento e detentor de uma coragem infinita, que acreditava piamente que o esforço pessoal e a justiça seriam, ao fim, recompensados.

Influenciado pelo Iluminismo e pela revolta contra a opressão tributária da Coroa Portuguesa, Tiradentes defendia a imediata Proclamação da República. Enquanto a elite mineira hesitava ou buscava saídas menos custosas, o Alferes manteve-se firme em sua palavra. Quando o movimento foi delatado e a devassa se instalou, Tiradentes foi o único a confessar sua participação, assumindo para si a responsabilidade que outros negaram. Seu grito de fé ecoa até hoje: "Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal".

A sentença executada em 21 de abril de 1792 foi brutal: enforcamento, decapitação e esquartejamento. O Império buscou apagar sua memória. Mas, o efeito foi o inverso. Ao dar a vida pela independência, Joaquim José da Silva Xavier ressignificou a identidade brasileira. Cada vez mais Tiradentes de mártir virou mito, sagrou-se lenda; tornando-se Herói Imortal.

Em 1965 Tiradentes foi declarado Patrono da Nação Brasileira pela Lei nº 4.897; em 1992 o nome de Joaquim José da Silva Xavier foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria; atualmente é reconhecido, também, como Patrono Nacional das Polícias Militares e Civis.

Tiradentes é o "Mártir da Inconfidência", “Herói Nacional”, porque sua morte não foi o fim, mas o nascimento de um símbolo de resistência anticolonialista. Joaquim José da Silva Xavier provou ser possível fazer do Brasil uma grande Nação soberana.

No artigo intitulado “Tiradentes, o Patrono da Nação Brasileira”, disponível em https://www.fne.org.br/artigos/6255-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20139-artigo-tiradentes-o-patrono-da-nacao-brasileira, presto homenagens ao imortal Tiradentes.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/04/2026

Os Catalisadores de Equipes.


Os líderes criam as condições para que toda equipe avance cada vez mais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
20/04/2026

19 de abr. de 2026

"PÁTRIA! BRASIL!"


O simbolismo por trás do 19 de abril guarda, frequentemente, a mística que envolve o surgimento do Exército Brasileiro. Um evento tático-militar se transformou no mito fundacional da identidade nacional do Brasil.

As Nações Soberanas celebram incessantemente suas histórias. Assim, no Brasil, em 19 de abril, comemora-se o DIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO. A data foi escolhida em memória à primeira Batalha dos Guararapes ocorrida em 19/04/1648 deflagrada contra a invasão holandesa no Nordeste do Brasil.

Exército Verde-Oliva do Brasil

Saliente-se que a primeira Batalha dos Guararapes ocorreu como parte da Insurreição Pernambucana e é considerada como o “Berço da Nacionalidade” do Brasil quando militares portugueses, brasileiros nascidos no Brasil, brancos, negros libertos, índios potiguares, todos, em uma fusão de raças movida pela defesa da liberdade de um só povo, defenderam com suas vidas o Brasil de todos.

Aquela primeira Batalha dos Guararapes tornou-se um evento especial não é apenas pela vitória militar sobre os holandeses, mas porque estabeleceu: (a) a união das “Três Raças” (brancos, negros e indígenas); e, (b) o conceito de Pátria: o sentimento de pertencer a algo maior que uma colônia começou a florescer, unindo os habitantes da terra contra um inimigo comum.

A evolução da Força Terrestre (o Exército Verde-Oliva do Brasil) desde 1648 consolidou o lema “Braço Forte, Mão Amiga”: (1) Braço Forte: refere-se à prontidão operacional, à defesa da soberania e à garantia da integridade do território nacional; (2) Mão Amiga: reflete a atuação em missões subsidiárias, como o apoio em desastres naturais, construção de infraestrutura (estradas e poços) e operações humanitárias.

É importante lembrar que o Exército do Brasil é um corpo multifacetado composto por: (1) Armas: Infantaria, Cavalaria, Artilharia, as quais fazem o combate direto e o apoio de fogo; (2) Quadros: Engenharia e Comunicações, responsáveis pelo suporte técnico e estrutural no campo; (3) Serviços: Intendência, Saúde, que prestam Logística, suprimentos e cuidado humano.

“Da união dos Povos do Brasil para expulsar os invasores holandeses nasceu o ideal da Pátria, a Nacionalidade, o Exército Brasileiro e o sentimento de Soberania Nacional”. Pela primeira vez o Povo do Brasil utilizava a palavra PÁTRIA. Em maio de 1998, como homenagem àqueles que morrem lutando para libertar o Brasil da invasão holandesa, instituiu-se a saudação “PÁTRIA”, com a resposta “BRASIL”.

Correspondente saudação sintetiza o compromisso inabalável que nasceu há quase quatro séculos (378 anos) nos montes de Pernambuco e que continua a definir a missão dos militares brasileiros até hoje. A saudação em tela “é o eco moderno do grito de liberdade dado em Pernambuco; sendo o reconhecer que o Exército não é uma entidade isolada, mas o próprio povo fardado em defesa de seu solo”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve o Exército do Brasil!

Carlos Magno Corrêa Dias
19/04/2026