Neste 13 de abril de 2026, seguindo a periodização determinada pelo lustro romano, a comemoração é dupla: celebro os 195 anos da primeira vez que o Hino Nacional do Brasil foi executado e os cinco anos de publicação do meu artigo intitulado “Hino Nacional em comemoração” quando 13 de abril de 2021 festeja os correspondentes 190 anos daquela mesma execução.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025
Centrado na introspecção e no júbilo cívico, o ciclo de cinco anos (quinquênio ou lustro) segue marcando tanto a renovação quanto a preservação da memória ao se observar o passar da história. Há 195 anos, há quase dois séculos, naquela noite memorável em 1831, no Teatro São Pedro de Alcântara, na Cidade do Rio de Janeiro (RJ), quando os magníficos acordes ecoaram pela primeira vez, se marcava o despertar de uma nova consciência de brasilidade e que perdurou e que se manterá na história para sempre ser recordada com júbilo.
Escrever sobre o Hino Nacional não é apenas tratar de uma composição musical; é analisar a própria alma da Nação Brasil traduzida em métrica e melodia. Desde a minha última incursão literária sobre o tema, em 2021, o Brasil e o mundo atravessaram transformações profundas. No entanto, o Hino permanece como a âncora que prende os Brasileiros ao solo pátrio.
A música, que sobreviveu à transição da Monarquia para a República e que recebeu, décadas depois, seus versos parnasianos, é a prova de que a identidade de um povo é uma construção contínua.
Ao revisitar minhas palavras publicadas nos endereços https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20114-artigo-hino-nacional-em-comemoracao e http://www.fne.org.br/artigos/6239-artigo-hino-nacional-em-comemoracao há meia década, noto que a essência do meu argumento permanece sólida: o Hino Nacional é um instrumento de união técnica e emocional. Para a construção do país Brasil, os símbolos nacionais servem como o "projeto estrutural" da Sociedade Brasileira.
"O Hino não é uma peça estática de museu, mas um organismo vivo que pulsa a cada vez que um Brasileiro, em qualquer canto do globo, entoa seus versos com o vigor de quem reconhece a própria terra."
Chegar aos 195 anos desta efeméride com a clareza de que a história deve ser celebrada em ciclos é um privilégio. Ao olhar para o retrovisor e ver o caminho percorrido desde o meu artigo de 2021, renovo meu compromisso com a divulgação da nossa herança cultural.
Que este 13 de abril de 2026 não seja apenas uma data no calendário, mas um momento de reafirmação do orgulho e da responsabilidade para com o futuro do Brasil. Que venham os próximos cinco anos, rumo ao bicentenário, com a mesma esperança e o mesmo "brado retumbante" que define como nação o Brasil.
Carlos Magno Corrêa Dias
13/04/2026
-CMCD-L.png)







