5 de jul. de 2026

Estratégia de comunicação centrada na Amazônia Azul.


No último dia 29/06/2026, a convite do Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro), tive a oportunidade ímpar de acompanhar a palestra “A Amazônia Azul como um Conceito de Comunicação Estratégica”, realizada em Niterói (RJ) e coordenada pelo Cembra.

O encontro, transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube do Cembra, reuniu especialistas e autoridades para discutir três eixos fundamentais: soberania, consciência marítima e construção narrativa do patrimônio oceanográfico brasileiro.

Cembra - Adaptação - (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro) - 2026

A expressão “Amazônia Azul”, criada, originalmente, pela Marinha do Brasil, estabelece uma analogia direta com a “Amazônia Verde”, evocando biodiversidade, riqueza e soberania. A correspondente formulação simbólica surgiu como resposta a uma carência histórica: a falta de percepção da sociedade civil sobre a importância estratégica do mar para a sobrevivência geopolítica, econômica e ambiental do país.

Tradicionalmente, temas ligados à defesa e ao direito do mar eram restritos a círculos técnicos e militares. O desafio era traduzir tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), em uma linguagem acessível. Com a “Amazônia Azul” o mar do Brasil deixou de ser apenas um espaço físico e passou a integrar a identidade nacional.

A comunicação estratégica, nesse contexto, não se limita a informar: ela constrói realidades políticas e sociais. Apesar de o Brasil possuir mais de 7,4 mil km de costa, por onde circulam 95% do comércio exterior e de onde se extrai grande parte do petróleo e gás, a sociedade ainda sofre de uma “cegueira estratégica” em relação ao mar.

A consolidação da Amazônia Azul como símbolo de soberania nacional deu legitimidade a investimentos de longo prazo em programas estratégicos, como o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) e o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul). Além disso, fornece base científica para a expansão da plataforma continental brasileira junto à ONU.

No campo socioeconômico, o conceito impulsiona a Economia Azul, que abrange pesca sustentável, biotecnologia marinha, turismo costeiro e preservação de recursos minerais e energéticos. Essa abordagem busca harmonizar desenvolvimento industrial e conservação ecológica, projetando o Brasil como protagonista em debates globais sobre sustentabilidade e uso responsável dos oceanos.

A Amazônia Azul demonstra que o futuro e a projeção internacional do Brasil dependem não apenas da posse física de suas riquezas, mas da capacidade de comunicar sua importância de forma persuasiva e unificada. Fortalecer a consciência marítima por meio de estratégias de comunicação integradas é o caminho definitivo para assegurar que o Brasil reconheça, valorize e proteja a imensidão que o define.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2026

4 de jul. de 2026

A Alquimia do Progresso.


A história das nações e o desenvolvimento da civilização humana estão intrinsecamente ligados à capacidade da humanidade de transformar a matéria, compreender suas nuances mais íntimas e converter a teoria científica em bem-estar social. No ápice dessa jornada de descobertas e transformações encontram-se os Profissionais da Química.

No Brasil, o dia 18 de junho resgata e celebra essa trajetória de dedicação, marcando o momento em que a Ciência da Transformação ganhou o devido amparo legal e institucional com a promulgação da Lei número 2.800, de 18 de junho de 1956 (a histórica "Lei Mater dos Químicos").

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao regulamentar a profissão e instituir os Conselhos Federais e Regionais de Química (CFQ/CRQs), o país não apenas formalizou um ofício, mas reconheceu uma força motriz indispensável para a sua soberania e progresso. No dia 18 de junho de 2026, a promulgação da "Lei Mater dos Químicos" completou, exatamente, 70 anos (as chamadas Bodas de Vinho).

O papel da Química na estrutura de uma sociedade moderna vai muito além dos laboratórios acadêmicos ou dos complexos industriais isolados; ele se faz presente no cotidiano, na base da economia e na preservação da vida. Da formulação de novos materiais à garantia da potabilidade da água, passando pelo desenvolvimento do agronegócio e pela transição para fontes de energia mais limpas, a inteligência química atua de forma transversal. Profissionais da área carregam o peso e a honra de decifrar o invisível para edificar o tangível, moldando o avanço tecnológico que dita o ritmo do crescimento sustentável de um país.

O protagonismo dos Profissionais da Química em crises como a pandemia de Covid-19 é ainda mais marcante, com destaque em múltiplas frentes. Na esfera da pesquisa científica pura e aplicada, atuaram no desenvolvimento de insumos farmacêuticos e na viabilização de testes diagnósticos fundamentais. Simultaneamente, no chão de fábrica e nas cadeias de suprimentos, a expertise química garantiu a produção escalonada, a segurança e a rigorosa fiscalização de saneantes, desinfetantes hospitalares, álcool em gel e equipamentos de proteção que se tornaram as primeiras barreiras de defesa da população contra o novo coronavírus.

Celebrar o Químico, especialmente neste 2026 quando se completam sete décadas da promulgação da Lei número 2.800/1956, é render homenagens aos pesquisadores, técnicos, engenheiros, tecnólogos e professores que mantêm acesa a chama do conhecimento e da inovação.

Mais do que uma efeméride “calendarizada”, o 18 de junho consolida-se como um tributo à ciência que protege, que cura, que desenvolve e que, silenciosamente, assegura a dignidade e o futuro da sociedade.

A Ciência da Transformação, ao estudar a matéria, mostra-se como uma força capaz de reorganizar a complexidade do mundo e contribui para o futuro das Tecnologias e da própria humanidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/07/2026

3 de jul. de 2026

Para além da órbita da Ilusão.


Desde o eco histórico do "pequeno passo" de um homem na Lua até o feito contemporâneo do Programa Artemis II e o avanço cirúrgico das sondas chinesas Chang'e, a narrativa da exploração espacial costuma ser pintada com as cores do triunfo inevitável. No entanto, por trás do brilho do metal dos foguetes esconde-se uma barreira muito mais intransigente do que a própria gravidade: os limites da Engenharia atual face à vastidão do tempo e do espaço.

No artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral", proponho uma reflexão que exige ir além dos cálculos de empuxo e combustível. Trata-se de uma análise interligada entre as dimensões físicas, filosóficas e psicológicas do tempo, confrontadas com a crua realidade prática da tecnologia humana (atualmente “limitante”).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A grande ilusão da Era Espacial é acreditar que visitar o cosmos é o mesmo que conquistá-lo. Enquanto celebra-se o ineditismo da Apollo 11 e os passos ensaiados para o retorno à Lua, a Ciência e as Tecnologias forçam a encarar um fato incontestável: “o ser humano permanece apenas um inquilino temporário no universo, umbilicalmente preso ao planeta Terra”.

Semelhante dependência não é um capricho; é uma limitação técnica (real e determinante). Para que a humanidade se torne verdadeiramente uma espécie multiplanetária, duas fronteiras da Engenharia precisam ser radicalmente superadas: (a) a capacidade de minerar, processar e utilizar recursos diretamente no corpo celeste de destino (como, por exemplo, a água para sobreviver); e, (b) a criação de sistemas de suporte à vida em circuito fechado que funcionem perfeitamente por décadas, replicando a biosfera terrestre sem falhas.

Mais do que a distância em quilômetros, a verdadeira barreira é o tempo. O impacto psicológico do isolamento cósmico e a degradação física do corpo humano no espaço revelam que a biologia do homem foi moldada para o ecossistema terrestre. Viajar pelo espaço sideral com a Engenharia atual da humanidade não chega a ser sequer um desafio logístico, é, na verdade, uma impossibilidade quando se pretende manter a resistência para se viver, de forma permanente, fora da Terra.

Mas, reconhecer que ainda o homem não se tem a Engenharia necessária para viver fora da Terra é o primeiro passo científico para desenvolver o correspondente conhecimento que permitirá à humanidade transitar naturalmente pelo espaço.

O artigo "A humanidade não tem Engenharia para conquistar o espaço sideral" encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/7653-artigo-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral?showall=1 e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23938-a-humanidade-nao-tem-engenharia-para-conquistar-o-espaco-sideral.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/07/2026

2 de jul. de 2026

A riqueza comum dos homens.


O Conhecimento é patrimônio da Sociedade.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
02/07/2026

1 de jul. de 2026

Celebrando publicação sobre a transição para os ODS.


No dia 30 de junho de 2016, foi publicado no Boletim Mensal do MNODS-PR (Movimento Nacional ODS Nós Podemos Paraná) o meu artigo intitulado “Dos ODM aos ODS a Humanidade Caminha para um Mundo Melhor”. A publicação marcou um momento de transição histórica: o encerramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a inauguração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) os quais passaram a orientar a humanidade rumo a um futuro mais justo, inclusivo e sustentável.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Embora os ODM tenham promovido avanços significativos tais como a redução da pobreza extrema, a ampliação do acesso à educação e a diminuição da mortalidade infantil, os desafios globais se tornaram mais complexos e exigiram uma nova agenda. Assim nasceu a Agenda 2030, com seus 17 ODS, com suas 169 metas, ampliando o escopo dos ODM e trazendo para o centro da discussão temas como desigualdade, inovação, cidades sustentáveis e combate às mudanças climáticas.

Celebrar a publicação em referência é importante por vários motivos; sendo que o principal está centrado na possibilidade de reforçar que o desenvolvimento sustentável somente será possível com cooperação internacional e engajamento coletivo.

O artigo relembrado não apenas celebra conquistas, mas, também, continua chamando à ação, pois “a humanidade deve agir para alcançar um mundo melhor e sustentável de forma que cada um, integrando os esforços de suas comunidades, contribua para se atingir os ODS”.

Ao se comemorar aquela publicação chama-se, uma vez mais, responsabilidades e se reconhece que cada passo dado rumo aos ODS é fruto da consciência de que o planeta é um bem comum; reafirmando-se que, mesmo diante das crises contemporâneas, o horizonte de um mundo melhor continua sendo possível (desde que haja vontade política, solidariedade e inovação).

Como Coordenador do NIES (Núcleo de Instituições de Ensino Superior) do CPCE (Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial) do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Conselho de Responsabilidade Corporativa e Social do Sistema Fiep, fui Membro do Colegiado do MNODS-PR e tive o privilégio de contribuir voluntariamente para diversas ações em prol do comprimento tanto dos ODM quanto dos ODS.

O MNODS-PR, trabalhando para o alcance dos ODM e dos ODS, segue firme contribuindo para “maximizar ganhos para as Pessoas e para o Planeta, visando a Prosperidade e a Paz, por meio de Parcerias”. O MNODS-PR é uma rede que envolve Empresas, Universidades, Organizações da Sociedade Civil e Cidadãos, todos comprometidos em alinhar práticas e projetos com a Agenda 2030 da ONU.

O artigo “DOS ODM AOS ODS A HUMANIDADE CAMINHA PARA UM MUNDO MELHOR” pode ser lido no endereço: https://www.fiepr.org.br/nospodemosparana/dos-odm-aos-ods-a-humanidade-caminha-para-um-mundo-melhor-1-2013-320827.shtml.

Carlos Magno Corrêa Dias
01/07/2026

30 de jun. de 2026

Reflexões juninas decenais e quinquenais.


Como venho fazendo ao término de cada mês, seguem, nos próximos parágrafos, observações que visam recordar (e/ou comemorar) as postagens veiculadas nos ambientes digitais em junho de 2016 e em junho de 2021 (mantendo a periodização determinada pelo “lustro romano”, o quinquênio).

Celebrar/rememorar o conjunto das produções intelectuais em referência, sob o olhar presente do ano de 2026, corrobora a premissa de que minhas posições foram fundadas em ideias universais engendradas para pairar acima das vicissitudes individuais dado que continuam vigentes. Tem-se um mosaico disruptivo cuja potência dedutiva e o compromisso com meus valores permanecem como faróis imutáveis que iluminam, de forma esclarecida, a caminhada assumida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela produção sintetiza reflexões e desempenha papel fundamental na preservação da memória individual. A celebração das publicações realizadas há cinco e dez anos, reapresentadas no agora de junho de 2026, representa, também, a reafirmação da importância da escrita como prática cultural e identidade intelectual, mostrando, para além do simples comunicar, a natureza de ideias e a razão de algumas das atividades extensionistas realizadas.

Dá-se continuidade, então, ao processo de 
amadurecimento estilístico e aprofundamento temático, de forma que cada texto contribuiu para a formação de um acervo digital significativo. O conjunto dos textos de junho/2016 e de junho/2021 demonstra a persistência do hábito de escrever e a exigência das contínuas e constantes reflexões.

Ao revisitar as publicações e disponibilizá-las, novamente, em 2026, o ato comemorativo transcende a simples recordação. A preservação dos correspondentes arquivos eletrônicos, disponibilizados em plataformas acessíveis, reforça a ideia de que a memória digital é parte integrante do patrimônio cultural contemporâneo. Celebrar tais publicações é, portanto, reafirmar o valor da escrita como prática que conecta passado, presente e futuro.

A recordação em tela evidencia a importância da escrita como instrumento de expressão, memória e identidade. Mais do que arquivos eletrônicos, os textos representam fragmentos de uma história pessoal que se inscreve na rede mundial, contribuindo para a construção de um legado cultural.

No endereço https://drive.google.com/file/d/15hWCWqKIdlpdRObGq16q4ojQKg0jrDwA/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2016.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1zJxSkionk2LQaT3AhXK4UVUzJpgslUWs/view?usp=sharing encontram-se disponíveis as correspondentes publicações de junho/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/06/2026

25 de jun. de 2026

Simbiose urgente entre o Saber e a Inovação.


A capacidade de transformar Conhecimento Científico em Inovação com real impacto econômico e social consolidou-se como um dos debates mais urgentes e estratégicos para o futuro da América Latina a qual, historicamente, produz Ciência de excelência nas Universidades, mas enfrenta um grave dilema: o medo da apropriação indevida de ideias ainda limita a circulação do saber no Brasil.

O impasse se mantém: se o trabalho de pesquisa é publicado para garantir o pioneirismo científico, quebra-se o critério de novidade exigido pelo direito patentário; se guarda segredo para negociar com a Indústria, freia-se a pesquisa aberta. Ssse isolamento defensivo transforma Universidades em "torres de marfim", distantes da realidade produtiva.

Para atacar de frente as feridas profundas do Ecossistema Científico, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizou em 8 de junho de 2026, no Rio de Janeiro (RJ), o evento internacional intitulado “A Interface Ciência-Inovação na América Latina” o qual reuniu Cientistas, Gestores e Especialistas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e Peru.

Finep - Ianas - ABC - 2026

Realizado em parceria com a Ianas (Rede Interamericana de Academias de Ciências) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o encontro destacou a diplomacia científica do continente sendo catalisador para propor uma aproximação urgente entre Academia e Mercado baseada em políticas públicas integradas. O ponto alto e de impacto mais duradouro do evento foi a formulação de uma declaração conjunta entre as Academias participantes.

Há décadas venho observando e defendendo uma premissa simples e poderosa: se a pesquisa científica é financiada com recursos públicos, seus resultados pertencem à sociedade. O conhecimento é um patrimônio da humanidade e não pode ficar aprisionado nas “torres de marfim” que se transformam as Universidades.

Cobrar por artigos científicos através de paywalls (bloqueios de acesso pago) ou trancar o saber sob patentes restritivas significa fazer o cidadão pagar duas vezes: primeiro para produzir a Ciência, depois para acessá-la. Uma ideia trancada na gaveta por medo de cópia neutraliza seu próprio valor, não gera riqueza e não transforma a realidade.

Para que o saber flua com segurança dos laboratórios para as linhas de produção, defendo uma "Engenharia da Confiança", baseada nos pilares da Inovação Aberta (“Open Innovation”) e do Acesso Aberto (“Open Access”).

Transpor o abismo entre a realidade das Academias e o Mercado demanda segurança jurídica, desburocratização e, acima de tudo, uma mudança cultural. A “Inovação Sustentável” somente se consolidará quando o ambiente acadêmico compreender que o meio de produção é o laboratório de testes da vida real, e quando o setor produtivo entender que a produção científica de base é o alicerce de qualquer tecnologia disruptiva.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/06/2026

23 de jun. de 2026

O trabalho como pilar do empreendedorismo.


O "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Paraná" que distingue o "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná", concedido em Sessões Solenes promovidas pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) em torno do Dia do Trabalhador, consolida-se como o reconhecimento prático de que o conhecimento técnico e a integridade individual só ganham sentido pleno quando geram transformação coletiva e melhoria real na vida dos cidadãos”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A premiação, concebida em uma sólida parceria da ALEP com a Central Força Trabalhista do Brasil (CFTB) e a Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar), possui um papel estratégico: valorizar trajetórias dedicadas ao aprimoramento de áreas essenciais para o Estado do Paraná. No cerne dessa honraria está a premissa de que a educação, a técnica e o empreendedorismo constituem as ferramentas mais poderosas para o progresso socioeconômico. Mais do que laurear o mérito isolado, o prêmio busca expandir uma rede sustentável de colaborações e parcerias, unindo líderes de diferentes setores em prol do fortalecimento do Paraná.

“Sob a perspectiva do tempo, a constância dessas distinções revela a importância do compromisso contínuo”. Olhar retrospectivamente para marcos históricos e perceber a consolidação de ciclos, como o lustro romano (quinquênio) celebrado neste 2026, reafirma que o progresso não se faz com lampejos isolados, mas com dedicação perene. “A história individual de cada trabalhador homenageado passa a integrar-se, indissociadamente, à própria história de desenvolvimento do Paraná e do Brasil”.

Diante dos desafios contemporâneos do Mercado de Trabalho e da Economia Global, o fomento a ações empreendedoras nas mais distintas áreas de atuação mostra-se vital para a sustentabilidade do Estado. O título "Trabalhador Nota 10" funciona, em última análise, como um lembrete ético e civilizatório. “Uma nação só atinge a verdadeira soberania e garante a estabilidade de seu futuro quando compreende que o labor ético, técnico e realizado com dedicação por seus cidadãos é a única base sólida capaz de sustentar a sua grandeza”.

O “Prêmio Personalidades Empreendedoras” representa o reconhecimento institucional à capacidade do indivíduo de inovar, liderar e transformar o conhecimento técnico em ações concretas que geram progresso; sendo a chancela "Trabalhador Nota 10 - Brava Gente Brasileira de Nosso Paraná" o título honorífico e a legenda cívica que coroam a correspondente premiação.

Com grata satisfação rememoro e celebro as repetidas vezes que fui agraciado com o "Prêmio Personalidades Empreendedoras do Paraná".

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O empreendedorismo vai além do simples empreender.

Carlos Magno Corrêa Dias
23/06/2026

21 de jun. de 2026

A Lei contra a barbárie.


“A história das civilizações é profundamente marcada pela dicotomia entre a aspiração à ordem jurídica e a eclosão da violência sistêmica”. No epicentro de semelhante tensão manifesta-se Benjamin Berell Ferencz (1920-2023), jurista nascido na Transilvânia, radicado nos Estados Unidos, que assevera a capacidade intrínseca da guerra de subverter a moralidade e converter indivíduos "decentes" em perpetradores de massacres.

A premissa de Benjamin Berell Ferencz fundamenta-se em sua experiência como oficial do Exército norte-americano e, posteriormente, como Promotor-Chefe no Julgamento dos “Einsatzgruppen” (Grupos de Extermínio) em Nuremberg (ocorrido entre 1947 e 1948), o qual é tomado como o maior julgamento de assassinato da história.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Defensor incondicional da Justiça e do Estado de Direito Internacional, Benjamin Berell Ferencz seguiu a vida toda a máxima “Law, Not War” ("Lei, Não Guerra"), a qual se tornou imperativo categórico para a preservação da dignidade humana. A transição da responsabilização coletiva para a punição individual inspirou e influenciou a criação do Tribunal Penal Internacional (TPI).

“O indivíduo, despido de sua subjetividade e inserido em uma engrenagem burocrática de aniquilação mútua, passa a operar sob uma lógica de sobrevivência e obediência cega”. Benjamin Berell Ferencz testemunhou os efeitos da guerra ao chegar à Normandia após o Dia D e, posteriormente, ao liderar a coleta de evidências em campos de concentração. “A barbárie ali documentada não era fruto da loucura isolada, mas sim da falência deliberada do Estado de Direito, o qual justificava e legitimava o extermínio em massa”.

A atuação de Benjamin Berell Ferencz contra os comandos itinerantes da SS alemã delimitou um divisor de águas doutrinário para o Direito Internacional Público. Ficou claro que a corte instituída “transcendia a retribuição punitiva ou a mera vingança histórica”. Tratava-se de se estabelecer um precedente jurisprudencial definitivo: a afirmação dogmática do direito universal à vida com paz e dignidade. “As ordens superiores não eximem o agente político de sua responsabilidade penal individual, balizando o repúdio ético universal à barbárie institucionalizada”.

A posição jurídica de Benjamin Berell Ferencz, sintetizada no axioma "Law, Not War", delineou sua práxis intelectual e diplomática ao longo da segunda metade do século XX.

Graças aos trabalhos incessantes de Benjamin Berell Ferencz rompeu-se, em definitivo, a blindagem da soberania estatal absoluta que historicamente protegia os tiranos e os altos mandantes das atrocidades. O TPI e os mecanismos contemporâneos de justiça transicional representam baluartes vitais para impedir que o arbítrio e o morticínio deliberado fiquem impunes.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/06/2026

20 de jun. de 2026

Cinco Anos dos Aforismos de 2021.


Como se sabe na tradição da Roma Antiga, o “lustrum” não era apenas uma medida de tempo, mas um rito de purificação e prestação de contas. Assim, o lustro (“lustrum”) transcendia a mera contagem cronológica de um período de 5 anos, ligando-se profundamente às esferas civil, religiosa e moral da sociedade romana.

O período de 5 anos era ditado pelo intervalo em que os censores eram eleitos. A principal função deles era realizar o “census” (o recenseamento da população romana). Cada cidadão deveria comparecer para declarar sua identidade, sua família, seus bens e escravos. Era uma verdadeira prestação de contas ao Estado, pois determinava a posição social do cidadão, seus impostos e suas obrigações militares. Os censores avaliavam, também, a conduta moral pública e privada, podendo punir cidadãos com a perda de direitos políticos por comportamentos considerados indignos.

Ao se completar cinco anos da publicação da coleção de meus aforismos do ano de 2021 em meus Blogs, submeti ao crivo da temporalidade as razões lá consideradas. O que era reflexão imediata em 2021, ainda hoje exige questionamentos aplicados à vida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aqueles fragmentos de pensamento são vetores que apontam para a complexidade da condição humana, do científico e da moralidade.

Aponte-se que um aforismo é uma sentença breve que expressa um pensamento profundo, um princípio moral, uma máxima ou uma verdade filosófica de maneira concisa e impactante. A palavra vem do grego “aforismos” significando "definição" ou "delimitação". O objetivo do aforismo é sintetizar uma grande reflexão em pouquíssimas palavras, funcionando como uma espécie de "lampejo" que convida o leitor à meditação.

Naquele conjunto em referência pode-se observar três eixos fundamentais: a crítica da estupidez e da imbecilidade; o rigor da Ciência e da Filosofia; e, a dialética do poder e do caráter.

Não se pode celebrar os aforismos de 2021 sem evocar a atmosfera que exige suavizar os pensamentos envolvidos diante da realidade por vezes grotesca ou insensível. Cada sentença funciona como um quadro “comum que é observado no campo do questionamento”. Se faz um convite para a olhar para o reverso da realidade, para o que está latente sob a superfície da "normalidade".

Ao rememorar o correspondente lustro (o quinquênio) em questão, percebe-se um escrever não para 2021, mas a partir de 2021. Aqueles aforismos são ferramentas de consciência, onde a “vontade e a inteligência cessam sua disputa para se tornarem simbiose” (2021-A073).

Os aforismos de 2021 podem ser lidos no endereço: https://drive.google.com/file/d/1bofGKo6gBKicSQ7HcfxyxSoTeRFZgEPu/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/06/2026