Em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, ecoava o brado "Independência ou Morte!". Mais de dois séculos se passaram desde aquele momento histórico liderado por Dom Pedro I (1798–1834), marco fundador de um Brasil soberano.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2024
Cognominado "o Libertador", "Pai da Pátria" e "o Rei Soldado", o primeiro Imperador do Brasil, Dom Pedro I, desempenhou um papel central na disseminação dos ideais liberais que permitiram tanto ao Brasil quanto a Portugal romperem com os regimes absolutistas que cerceavam o desenvolvimento de seus povos.
Ainda que existam controvérsias historiográficas e análises sobre o contexto exato do ato às margens do Ipiranga, é inegável o impacto geopolítico e identitário da decisão de Dom Pedro I.
Desde o "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822, até a recusa definitiva frente às exigências desmedidas recebidas no percurso entre Santos e São Paulo, o jovem príncipe selou o destino de uma nova nação. A história confirma que a preservação da unidade territorial brasileira e a superação da tirania imperial devem-se, em grande medida, ao ato de coragem e à resolução política do líder que optou por permanecer ao lado do povo brasileiro.
Celebrar o 7 de Setembro é também dar voz ao sentimento de liberdade imortalizado na música e na poesia. A Independência do Brasil não foi apenas proclamada com espada e documentos, mas também cantada em estrofes vibrantes. Curiosamente, a melodia do Hino da Independência foi composta pelo próprio Dom Pedro I, enquanto a letra foi escrita por Evaristo Ferreira da Veiga e Barros (1799–1837).
O Hino da Independência é um verdadeiro manifesto pela liberdade e um convite permanente à reflexão sobre o dever contínuo de resguardar a Pátria. Seus versos convocam a cidadania a rejeitar a subserviência e a enxergar a soberania nacional como um bem inestimável construído pela união de peitos e braços que funcionam como verdadeiras muralhas protetoras do país.
O Hino da Independência celebra o marco fundador e a epopeia histórica; contudo, a festividade do 7 de Setembro é abrilhantada também pela execução do Hino Nacional do Brasil. Com melodia composta por Francisco Manuel da Silva (1795–1865) e letra oficializada quase um século depois, em 1922, por Joaquim Osório Duque Estrada (1870–1927), o Hino Nacional funciona como uma ode à beleza, às riquezas, ao povo e ao futuro do país.
O Hino da Independência celebra o marco fundador e a epopeia histórica; contudo, a festividade do 7 de Setembro é abrilhantada também pela execução do Hino Nacional do Brasil. Com melodia composta por Francisco Manuel da Silva (1795–1865) e letra oficializada quase um século depois, em 1922, por Joaquim Osório Duque Estrada (1870–1927), o Hino Nacional funciona como uma ode à beleza, às riquezas, ao povo e ao futuro do país.
Uma nação verdadeiramente soberana reconhece sua história, honra a memória de seus heróis e celebra suas vitórias. A lembrança do brado do Ipiranga e a escuta atenta dos hinos pátrios nos lembram que a liberdade é um exercício diário e vigilante.
No artigo “Sempre ordem para o progresso” considero breve narrativa alusiva ao 7 de setembro a qual pode ser lida nos endereços https://www.fne.org.br/artigos/7446-artigo-sempre-ordem-para-o-progresso e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23512-sempre-ordem-para-o-progresso.
Carlos Magno Corrêa Dias
07/09/2026
07/09/2026











