Em 30 de outubro de 1996, nascia uma fecunda parceria entre a rigorosa disciplina da Lógica Formal e a sensibilidade transformadora do Programa de Estudos da Terceira Idade (PETI) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), quando tive a satisfação de ministrar a palestra intitulada "A Lógica para o bem pensar".
Hoje, aquela minha Ação de Extensão cumpre o seu trigésimo aniversário (1996–2026), revelando-se não apenas como um registro de passado, mas como um testemunho vivo da força da Extensão Universitária.
A gênese da participação em questão reveste-se de profundo significado institucional. Convidado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, por intermédio da Coordenação do PETI/PUCPR, o atendimento ao chamado foi guiado por uma convicção inegociável: a de que o saber acadêmico só cumpre sua plenitude social quando transborda os muros da sala de aula tradicional.
Conforme registrado na memória institucional da época (que ressaltou que "o Programa de Estudos da Terceira Idade da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PETI/PUCPR) sentia-se honrado com minha participação"), a satisfação foi mútua. Colocar os conhecimentos em Lógica Matemática e Argumentação a serviço de um público tão ávido por saberes quanto o do PETI exemplifica a essência da extensão como via de mão dupla.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
A exposição teve como eixo central a apresentação da Lógica Formal como instrumento indispensável para se pensar corretamente. Numa época em que o debate público e a complexidade social exigiam o aprimoramento do pensamento crítico, a palestra estruturou-se sobre bases teóricas sólidas: a exploração de métodos para a estruturação da Teoria da Argumentação e a precisa análise inferencial em nível dedutivo; o exame detalhado de raciocínios dedutivos válidos, capacitando os participantes a identificarem a correta conexão entre premissas e conclusões; bem como o estudo crítico de falácias e sofismas, municiando os presentes com ferramentas intelectuais de defesa contra argumentos falaciosos ou manipulativos.
Criado no final da década de 1980 e consolidado ao longo dos anos 1990, o programa firmou-se como uma das iniciativas pioneiras em gerontologia educacional e inclusão socioeducativa no Estado do Paraná. Alinhado ao movimento global das Universidades Abertas à Terceira Idade (UATI), o PETI operou como um laboratório vivo de ensino, pesquisa e responsabilidade social.
Vinculado à então Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, o programa integrou equipes multidisciplinares e produziu conhecimento científico sobre o envelhecimento ativo. Serviu de matriz para as atuais políticas institucionais da PUCPR voltadas à longevidade, inspirando núcleos de atendimento, eventos de gerontologia e ações de voluntariado.
Carlos Magno Corrêa Dias
30/10/2026
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