12 de fev. de 2026

Reflexões na era da imediatidade ecoa no tempo.


A vida, principalmente a profissional, nos solicita exercícios interessantes como o de recordar mediante a “metalinguagem da retrospectiva” aquilo que se escreveu em tempos anteriores.

Assim, seguindo a ideia da apresentação de “retrospectiva baseada no lustro romano” (o qual conta períodos de cinco anos) apresento o rememorar dos textos escritos em janeiro de 2021 em meus Blogs os quais mantenho desde 2012.

Como sabido “o ato de escrever é, essencialmente, uma tentativa de ancorar o pensamento no fluxo caótico do tempo”. Ao resgatar minhas particulares publicações de janeiro de 2021 em pleno 2026, não apenas celebro um aniversário de publicações, mas proponho um exercício de validação. O conjunto de temas abordados há meia década (que transita entre a memória histórica, o pacifismo, a soberania nacional e os desafios tecnológicos e sanitários) revela-se como como um mosaico de preocupações fundamentais da condição humana contemporânea que solicitam reflexões constantes.

Em um mundo onde o esquecimento é acelerado pelo excesso de informação, o resgate da memória serve como um “freio ético” chamando a "atemporalidade" e o contraste entre a dualidade do progresso humano.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Há meia década, em janeiro de 2021, postava, em meus Blogs, textos (ordenados em sequência decrescente de datas de publicação) que envolviam narrativas diversas visando oportunizar “refle­xões e/ou questionamentos para exigir o despertar de preocupa­ções, possibilitar soluções e motivar novas perspectivas”.

Os títulos em referência foram os seguintes:
- A humanidade não pode esquecer o holocausto (publicado em 27/01/2021);
- A não violência é das armas a mais poderosa (publicado em 30/01/2021);
- Asas da FAB protegem o Brasil há 80 anos (publicado em 20/01/2021);
- Condolências Atemporais Universais (publicado em 22/01/2021);
- Superinteligência dominará a humanidade (publicado em 05/01/2021);
- Vacina deverá frear a velocidade nos óbitos por Covid-19 (publicado em 17/01/2021).

Neste 2026, publico, novamente, os referidos escritos para comemorar já a meia década das correspondentes postagens.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1QwkEFnn_zztX4NQa-z69yctn4sJQT1Xj/view?usp=sharing encontram-se disponíveis os textos em referência ordenados em ordem alfabética pelos respectivos títulos.

O resgate daqueles escritos de janeiro de 2021, agora em 2026, continua pondo em tela a premissa de "oportunizar reflexões para exigir o despertar de preocupações". Ao olhar para o retrovisor de 2021, perceber-se-á que as grandes questões da humanidade permanecem as mesmas, embora sob novas roupagens. A história segue seu caminhar e a escrita se mostra presente tornando-se oxigênio necessário para toda sociedade que deseja evoluir sem perder sua essência.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/02/2026

11 de fev. de 2026

Nise da Silveira e o Dia Internacional das Mulheres e Meninas nas Ciências.


Não seria necessário elevar o tom para resgatar a importância devida tanto do DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIA (dia 11 de fevereiro) quanto sobre o legado de Nise Magalhães da Silveira (1905 - 1999) dadas as relevâncias envolvidas. Mas, de toda forma, sempre é desejada a formalidade para as necessárias celebrações.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Assim, na data de se celebrar o DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NAS CIÊNCIAS, o qual foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, realize-se um chamado solene à consciência global sobre a excelência feminina no campo científico/tecnológico.

Torna-se fundamental, essencial, fomentar o ingresso e a permanência de Mulheres e Meninas nos domínios das Ciências e das Tecnologias a todo tempo e em todo local uma vez que o intelecto feminino segue transformando a realidade e que a contribuição das Mulheres para o aprimoramento do saber humano é um motor da inovação e de sabedoria.

Nesta data de 11 de fevereiro é momento, também, de render especial homenagem à médica brasileira Nise Magalhães da Silveira, mais conhecida como Nise da Silveira. Expoente de reconhecimento mundial, sua trajetória revolucionou a psiquiatria ao humanizar o tratamento das patologias mentais. A "Doutora do Inconsciente", natural de Maceió (AL), permanece como uma fonte inesgotável de inspiração e objeto de estudos acadêmicos por sua coragem e rigor científico.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Nise da Silveira ensinou que "Na arte encontram-se revelações determinantes do inconsciente". Com a sabedoria de quem compreendia as profundezas da alma a “Doutora do Inconsciente” dizia: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”.

O método de Nise da Silveira, centrado em ateliês de pintura e modelagem, “não foi apenas inovador; foi um ato de resgate” dado ter “enxergado a dignidade onde o sistema via apenas a exclusão”. Ao provar que a expressão artística é um caminho terapêutico superior à violência dos métodos tradicionais da época, “Nise da Silveira redefiniu a fronteira entre a loucura e a existência”.

Nise da Silveira teve ainda a notável compreensão do valor terapêutico da interação com animais, aos quais chamava afetuosamente de "coterapeutas", antecipando conceitos que atualmente são fundamentais no auxílio a distúrbios psiquiátricos.

Que o exemplo de Nise Magalhães da Silveira ecoe nas mentes de novas gerações de Pesquisadoras e utilizem seu potencial científico e tecnológico em prol da vida e da dignidade humana.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/02/2026

10 de fev. de 2026

A fome (flagelo da humanidade) faz sofrer e mata.


Em 04/01/2021, era publicado na página oficial do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo) meu artigo intitulado “A humanidade pode em 2021 conquistar o fim da fome no mundo”, o qual se encontra disponível no endereço https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/19836-artigo-a-humanidade-pode-em-2021-conquistar-o-fim-da-fome-no-mundo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

A fome, um flagelo por si só, persiste no século XXI não por incapacidade produtiva, mas como resultado de uma profunda falha ética e política. Naquele artigo publicado proponho uma reflexão necessária: em um mundo marcado por tecnologias disruptivas, por que a humanidade ainda permite que milhões de pessoas morram por falta de alimento? Minha análise propõe argumentos que vinculam a erradicação da fome à paz, ao combate ao desperdício e à reorientação das prioridades globais.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

No texto chamo a atenção para a questão da "invisibilidade" da fome. Argumento que as divergências estatísticas sobre o número de mortos muitas vezes ocultam a precariedade dos sistemas de levantamento nas regiões mais pobres. Afirmo que é um contrassenso histórico que, na era da Quarta Revolução Industrial, onde a inovação deveria promover o bem-estar universal, o fenômeno da insegurança alimentar atingia quase um quarto da população mundial. A tecnologia da época, embora avançada e multifacetada, falhava em sua função social primária ao não conseguir garantir o direito básico à vida.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Destaco o "Paradoxo da Abundância" dado que se produzia comida suficiente para todos, mas perdia-se cerca de um terço da produção total por ano. O desperdício ocorria (e ainda ocorre) tanto por falhas logísticas quanto pela cultura do excesso, especialmente em países com vasta extensão territorial e recursos abundantes, como o Brasil. Ressalto que (na época) apenas 25% do alimento que vai para o lixo seria suficiente para alimentar todos os que passavam fome.

Escrevi o artigo no auge das incertezas geradas pela Covid-19 fazendo um alerta que a crise sanitária agravou a desnutrição, adicionando milhões de pessoas à linha da pobreza extrema. Lamentei que, em vez de despertar uma solidariedade renovada, a pandemia, também, serviu para o oportunismo de agentes que se aproveitaram dos menos favorecidos.

No geral, no artigo apresento um manifesto contra a indiferença e recordo que a fome é um anacronismo inaceitável em um planeta tecnologicamente maduro.

O combate ao mal da fome não depende de novas descobertas científicas, mas de uma reestruturação de valores: priorizar a vida sobre o lucro, a paz sobre o conflito e a eficiência distributiva sobre o desperdício irresponsável. Erradicar a fome é, acima de tudo, o teste definitivo para a evolução da nossa espécie.

Em 2026, a fome continua sendo não um problema de escassez, mas sim de gestão e prioridades. A fome faz sofrer. A fome mata.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/02/2026

9 de fev. de 2026

História da Arte é integrada com “Esquecida possibilidade”.


Em 27/01/2016, recebia da Escola de Belas Artes (EBA), do Centro de Letras e Artes (CLA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizada na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o Registro de Direitos Autorais (RDA) de minha obra intitulada ESQUECIDA POSSIBILIDADE, a qual passou a ser inserida oficialmente na História da Arte.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

O Órgão Registrador, a UFRJ, por intermédio da EBA e do CLA, constitui uma das Instituições mais tradicionais do Brasil no que tange à normatização e registro de Direitos Autorais de Obras de Arte. Aquele Registro garante a proteção legal e confere à obra uma "certidão de nascimento" que comprova sua autenticidade e precedência temporal.

Usualmente a obra é assim identificada: “DIAS, Carlos Magno Corrêa. Esquecida possibilidade. 2015. PA. 1 grav., giclée sobre papel, color., 14 cm X 23 cm. Coleção Particular, Curitiba”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

ESQUECIDA POSSIBILIDADE é, então, classificada como uma “gravura contemporânea”, utilizando processos de reprodução de alta fidelidade, apresentando dimensões de 14 cm X 23 cm.

Identificada a técnica como "giclée sobre papel", a obra utiliza um dos métodos mais avançados de impressão a jato de tinta. Diferente da impressão comum, o “giclée” utiliza pigmentos minerais de alta durabilidade e papéis de fibra de algodão ou alfa-celulose com pH neutro (“acid-free”).

Logo, a qualidade visual é garantida pela transição de cores suave e uma gama cromática (“gamut”) muito superior à “offset” tradicional, aproximando a reprodução da textura e profundidade do original.

É importante ressaltar, também, que a obra é designada como PA (“Prova do Artista”), o que indica que a peça faz parte de uma tiragem especial, reservada ao controle de qualidade do autor antes da edição final, sendo fortemente indicada para colecionadores.

No contexto das Artes Gráficas e da Gravura, a sigla PA, ou às vezes P.A. (em francês, “Épreuve d'Artiste” ou E.A.) representa uma categoria especial de exemplares que possui um valor diferenciado dentro de uma edição.

A localização atual da obra em uma “Coleção Particular em Curitiba” reforça o caráter de exclusividade e a circulação da produção no circuito artístico do sul do Brasil. O título, "Esquecida Possibilidade", evoca uma carga reflexiva, sugerindo temas ligados à memória, ao tempo e a caminhos não percorridos.

Observe-se que a técnica de “giclée” (pronuncia-se "jiclê") representa o que há de mais sofisticado na interseção entre a arte tradicional e a tecnologia digital. Diferente de uma impressão comum, o “giclée” é uma impressão de “Fine Art”.

É fascinante como um registro formal de 2016 e uma técnica moderna como o “giclée” possam se unir para eternizar uma produção artística, garantindo que a obra mantenha sua integridade e valor histórico por gerações.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/02/2026

8 de fev. de 2026

30 anos como Paraninfo da Turma EC-1995/PUCPR.


Seguindo as comemorações decenais sugeridas, neste 8 de fevereiro de 2026, tenho o privilégio de celebrar 30 anos (três décadas) como Paraninfo da Turma EC-1995/PUCPR (Turma de 1995 do Curso de Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O tempo não consegue apagar os laços criados por meio da Educação quando pautada no rigor e no afeto fraterno. No caso, as três décadas não são apenas um intervalo de tempo, mas a consolidação de um legado acadêmico e fraterno integrando o histórico entre Paraninfo e Afilhados.

Foto Digitalizada - Convite Formatura - 1996

A história das grandes Instituições de Ensino como a da PUC-PR e das trajetórias de sucesso é escrita pela persistência do conhecimento e pela solidez dos vínculos humanos. Hoje, ao celebrar os 30 anos do recebimento da homenagem como Paraninfo e Professor Homenageado, olho para o horizonte de 1996 não como um ponto distante, mas como o marco inicial de uma jornada de excelência que une o Professor aos seus eternos Afilhados da Turma de Engenharia da Computação de 1995 da internacional PUC-PR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 1996

No início do Ano Letivo de 1991, há 35 anos, nas salas de aula do Bloco Azul das Exatas da PUC-PR iniciava o compromisso com os Jovens Acadêmicos materializado por meio da intensidade formal das disciplinas de Cálculo Diferencial e Integral I, II, III e IV e com a elevada precisão abstrata da Lógica Matemática I e II. Não eram apenas fórmulas e teoremas; foi o exercício do pensamento crítico levado ao seu mais elevado grau de complexidade.

Arquivo - Divulgação Formatura - 1996 

Entre Integrais (nada fáceis) e Silogismos (cada vez mais complexos), formaram-se mais do que Engenheiros, “forjaram-se mentes resilientes, prontas para os desafios de um mundo em constante transformação tecnológica e científica”. Os anos iniciais dos Cursos de Graduação das Exatas são tempos memoráveis.

A data de 08/02/1996 permanece vívida. Naquela Sessão Solene de Colação de Grau o duplo reconhecimento selou um pacto de fraternidade. Ver cada rosto naquela turma vibrante composta pelos Jovens Acadêmicos ávidos do saber que compartilharam intensos conhecimentos foi testemunhar o florescer de Profissionais ativos que viriam fazer a diferença no mercado.

“Passados trinta anos, o título de Paraninfo transcende a formalidade do diploma e torna-se um elo vital entre o Professor e os estimados Afilhados”. Compartilham-se histórias, celebram-se vitórias, recordam-se os desafios disruptivos enfrentados que o “rigor acadêmico de outrora tornou-se o adubo para a prosperidade do presente”.

Até Filhos dos Afilhados já foram meus Alunos em disciplinas de Cálculo. “O tempo passa”. Mas, sempre “ao infinito e além”, muito além.

Felizes são aqueles que recordam sempre com júbilo suas histórias.

Neste trigésimo aniversário renovam-se os votos de sucesso e continuidade para os Afilhados da Turma EC-1995/PUCPR que constitui importante capítulo na história das Engenharias.

Carlos Magno Corrêa Dias
08/02/2026

7 de fev. de 2026

O homem e a navegação em espaços confinados.


No dia 27/01/2026 foi realizada a palestra "O Fator Humano na Navegação em Águas Restritas" na qual exploraram-se temas relacionados à interseção entre a Psicologia Aplicada, a Engenharia de Sistemas e a Operação Marítima de Alto Risco.

Cembra / Adaptação / Divulgação - 2026

Sempre foi desafio dos mais complexos a “Navegação em Espaços Confinados”. “A navegação em águas restritas (tais como em canais de acesso, portos e bacias de evolução) representa o cenário de maior pressão cognitiva para a guarnição de passadiço”. “Diferentemente da navegação em mar aberto, o erro na navegação em águas restritas possui margens de tolerância mínimas e consequências imediatas, que variam de desastres ambientais severos a perdas patrimoniais bilionárias”.

Convidado pelo Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro), organização brasileira focada em promover o conhecimento, a preservação e o desenvolvimento sustentável da "Amazônia Azul" do Brasil, tive o privilégio de aprender um pouco sobre a Segurança e Gestão dos Riscos associadas à Navegação em Águas Restritas as quais têm no “Fator Humano” o elemento central de todo o correspondente processo.

“Um dos pilares da discussão é a transição da visão do "erro humano" como causa raiz para o entendimento do modelo sociotécnico”. Baseado na obra “Human Factor in the Maritime Domain”, o conceito em questão propõe que “um acidente nunca é fruto de um ato isolado, mas sim do colapso de um sistema composto por limitações fisiológicas (fadiga, estresse) e cognitivas; cultura de segurança, pressão por cumprimento de horários e qualidade do treinamento; interfaces homem-máquina (HMI) que podem induzir ao erro ou sobrecarregar o operador; bem como condições hidrometeorológicas e a própria complexidade das águas restritas.

A palestra destacou que o "erro" é, em muitas das vezes, uma consequência de sistemas mal projetados que relegam o “Fator Humano”. Assim, tratando o “Fator Humano” como área de conhecimento pode-se: (a) reconhecer limitações da mente humana que sabidamente possui capacidade limitada de processamento sob estresse; (b) criar barreiras eficazes implementando “redundâncias” que não dependam apenas da atenção contínua, mas de processos que "perdoem" o erro técnico; e, (c) possibilitar a consciência situacional a qual está centrada na habilidade de perceber, compreender e projetar o que acontecerá com a embarcação nos próximos minutos.

Conforme evidenciado, “navegar em águas restritas exige mais do que perícia técnica; exige a humildade de reconhecer a vulnerabilidade humana”. O “Fator Humano” não deve ser visto como o "elo fraco", mas como a barreira final de inteligência capaz de interpretar o que os sensores não mostram. “A segurança operacional sólida nasce quando se aceitam que o erro é inevitável, mas o desastre é evitável por meio do planejamento, da tecnologia integrada e, sobretudo, do respeito às limitações e capacidades de quem comanda”.

Carlos Magno Corrêa Dias
07/02/2026

3 de fev. de 2026

Metadados e Nanociência abordados na TECNOLÓGICA.


Em 2016 celebro dez anos da proposição, organização e coordenação do V COENTELOG (COLÓQUIO ENTELECHIA LOGICAE) cujo tema foi METADADOS, NANOCIÊNCIA E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.

Também ministrei o V COENTELOG, o COENTELOG 2016, o qual foi desenvolvido no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR) na data de 03/02/2016.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

O V COENTELOG foi ofertado gratuitamente para a Comunidade como parte de meu Programa de Extensão Universitária e Tecnológica e sem ônus para a TECNOLÓGICA.

Abordando o tema METADADOS, NANOCIÊNCIA E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL objetivei no V COENTELOG apresentar as relações simbióticas e lógicas entre Metadados e Nanociência (Nanomáquinas e Nanotecnologias) necessárias para o desenvolvimento da Indústria de Produção como parte dos estudos desenvolvidos em meus Projetos de Pesquisa/Inovação daquela época.

Em 2016, o conceito de Metadados já era a espinha dorsal do mundo digital, embora para muitos ainda soasse como um termo técnico obscuro. De forma simples, observei que Metadados eram (e continuam sendo) "dados sobre dados".

No ano de 2016 havia um certo “otimismo cauteloso” sobre a Nanociência (especialmente sobre as “Nanomáquinas”. Em 2016 se focava mais na transição da observação para o controle. “Não bastava mais ver os átomos com microscópios de varredura (STM); o foco era montá-los peça por peça”.

Entretanto, a Nanociência na época vivia um momento de consagração teórica e expansão prática. As Nanomáquinas representavam o ápice da Engenharia Molecular. As Nanomáquinas não eram robôs de metal em miniatura (como na ficção científica), mas sim moléculas individuais projetadas para realizar movimentos controlados em resposta a estímulos específicos (luz, calor ou eletricidade). O objetivo era criar sistemas que pudessem transportar medicamentos diretamente para células cancerígenas ou atuar como memórias de computador em escala atômica.

Enquanto as Nanomáquinas eram a "fronteira", a Nanotecnologia em 2016 já estava infiltrada no mercado cabendo a necessária disseminação nos campos das Engenharias onde atuava.

Em 2016, entendia que a relação entre “Metadados e Nanociência” era um dos pilares fundamentais da “Quarta Revolução Industrial” (Indústria 4.0) sendo a conexão não apenas tecnológica, mas sim uma mudança de paradigma dado que se estabelecia a fusão dos mundos físico (Nanociência), digital (Metadados) e a realidade biológica. Em 2016, “a Nanociência fornecia o corpo da nova indústria, os Metadados forneciam o sistema nervoso, e a Revolução Industrial era o movimento de todos os processos funcionando em conjunto”.

DIAS. Carlos Magno Corrêa - 2016

Com grata satisfação (e privilégio particular) o V COENTELOG promovia, conforme sua idealização, uma vez mais, a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão trazendo discussões acentuadas sobre as Tecnologias em desenvolvimento.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/02/2026

1 de fev. de 2026

A Engenharia disruptiva do amanhã.


Na juventude deve-se construir pontes sólidas para se chegar à velhice como um privilégio e não como um fardo difícil de carregar.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
01/02/2026

P.S.: Desde 1976 (há meio século) gerando aforismos que me conduzem “ao infinito e além” muito além.

31 de jan. de 2026

Textos Publicados em Blogs em janeiro/2016.


Há dez anos passados, em janeiro de 2016, postava, em meus Blogs, textos (ordenados em sequência decrescente de datas de publicação) na forma de artigos de opinião, aforismos, comunicações, comentários, dentre outras maneiras de narrativas, com os quais (condicionalmente ou compulsivamente) pretendia “refle­xões e/ou questionamentos para exigir o despertar de preocupa­ções, possibilitar soluções e motivar novas perspectivas”.

Os títulos em referência foram os seguintes:
- A Curva Impõe Limites Judiciosos (publicado em 23/01/2016);
- CELEPAR Conquista TIER III (publicado em 19/01/2016);
- CONHECIMENTO ÚTIL Gerado Para Combater Leucemia (publicado em 26/01/2016);
- Contradições entre Produção Científica e Conhecimento Útil mantendo - Subdesenvolvimento (publicado em 21/01/2016);
- Contumaz Desculpa Contraválida (publicado em 05/01/2016).
- Corrupção é Fonte de Criminalização e Terrorismo (publicado em 18/01/2016);
- Décima Sondagem Industrial Sinaliza Baixa nas Expectativas (publicado em 20/01/2016);
- Denodo de Confusa Intenção (publicado em 15/01/2016);
- Dilema da Odiosidade Sorrateira (publicado em 11/01/2016);
- E o Extraterrestre se Dirige para Outros Mundos Possíveis (publicado em 10/01/2016);
- Escravidão da Resignação Amplia Horizontes (publicado em 17/01/2016);
- Governança Ética Promovendo Código de Conduta (publicado em 15/01/2016);
- Incondicional Liberdade Plena (publicado em 17/01/2016);
- Indissociabilidade entre Ensino-Pesquisa-Extensão é condição “sine qua non” na Academia (publicado em 10/01/2016);
- Inovação pelo Estudo é uma Necessidade (publicado em 22/01/2016);
- Luta Contra Alterações Climáticas e Aquecimento Global Perde Aliados (publicado em 24/01/2016);
- Marco Legal da CTI Sinaliza Caminho para o Desenvolvimento (publicado em 18/01/2016);
- Na Base de uma Nação Soberana está a Cultura de seu Povo (publicado em 10/01/2016);
- Não é Permitido Esquecer Jamais (publicado em 27/01/2016);
- Revoluções Industriais Distinguindo Nações Desenvolvidas (publicado em 25/01/2016);
Transformadores do Mundo Conversam por Intermédio da Leitura (publicado em 07/01/2016);
Tríplice Hélice da Inovação GIRANDO no PR (publicado em 28/01/2016);
Unindo EXPERTISES para o fortalecimento da Indústria Paranaense (publicado em 29/01/2016).

Neste 2026, publico, novamente, os referidos escritos para comemorar já uma década das correspondentes postagens.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

No endereço https://drive.google.com/file/d/15I4GYgfvJEPXpkxHcNMk9HTCxDJV9vZO/view?usp=sharing encontram-se disponíveis, em ordem alfabética de títulos, os conteúdos das postagens referenciadas (os respectivos conteúdos propriamente).

Carlos Magno Corrêa Dias
31/01/2026

30 de jan. de 2026

Celebrando 30 anos das homenagens recebidas da Turma BI-1995/FP.


Neste 2026 celebro, com grata satisfação e júbilo, as homenagens recebidas lá no ano de 1996 (há 30 anos, três décadas) dos Afilhados da Turma BI-1995/FP do Curso de Bacharelado em Informática das então Faculdades Positivo (fundadas em 1988) instituição que se transformaria em Centro Universitário Positivo (UnicenP) em 1998, em Universidade Positivo (UP) em 2008 e, a partir de 2019, em Instituição de Educação Superior integrante do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 1996/2026

Nos primeiros períodos da Turma BI-1995/FP (Turma de 1992 a 1995) do Curso de Bacharelado em Informática tive o privilégio de ministrar para os Jovens Acadêmicos os conteúdos das (sempre) determinantes (imprescindíveis e incríveis) disciplinas de Lógica Matemática e Cálculo Diferencial e Integral seguindo o rigor científico e a intensidade acadêmica que sempre faço questão de impor. Como diziam “Cálculo e Lógica com o Professor Carlos Magno eram disciplinas apenas para os FORTES”.

Das intensas relações entre Professor e Afilhados Acadêmicos orientadas pelo lema SUMMA AD VICTORIAM DISCIPLINA das Faculdades Positivo resultaram laços de proximidade explicitados naquela homenagem de reconhecimento durante a Cerimônia de Colação de Grau os quais perduram até hoje e que seguirão “ao infinito e além”, muito além.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Olhando para trás, percebo o quão visionários éramos. Na década de 1990, o mundo da Informática era feito de fronteiras que hoje parecem elementares, mas que exigiam um raciocínio lógico purista e estruturado. Ver que a base sólida de Lógica Matemática e Cálculo Diferencial e Integral construída serviu de alicerce para carreiras que atravessaram a revolução da Internet e a ascensão da IA (Inteligência Artificial) é, sem dúvida, boa recompensa como Professor dos Jovens Afilhados.

Hoje, ao observar a trajetória desses agora experientes Profissionais, sinto que o rigor acadêmico aplicado não foi apenas um exercício de fórmulas, mas uma preparação para a vida e para o pleno desenvolvimento. Aqueles Jovens Acadêmicos tornaram-se líderes, empreendedores e especialistas que carregam consigo o DNA de excelência das Faculdades Positivo. Ser Padrinho da Turma BI-1995/FP não foi apenas uma honraria de formatura, mas um compromisso que se renova a cada vez que recebo notícias dos estimados Afilhados.

Três décadas se passaram e o brilho no olhar dos Afilhados durante a Colação de Grau em 1996 permanece nítido na memória. Comemorar este trigésimo aniversário é celebrar a imortalidade da Educação e compreender que o impacto na vida de seus Afilhados é uma constante que não admite variáveis.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/01/2026