9 de mar. de 2026

Estudantes continuam com medo da Matemática.


Em março de 1996, há três décadas passadas, era divulgado no Nosso Jornal (Órgão de Informação do então Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná - Cefet-PR), na página 5, do número 47, o artigo intitulado “Estudantes têm medo da Matemática”, no qual se abordou as raízes das dificuldades com o Ensino/Aprendizagem da Matemática segundo minha particular visão ao identificar uma falha estrutural decorrente da falta de conhecimentos sobre Lógica Formal.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela notícia analisa, como resultado de reportagem de fevereiro de 1996, o distanciamento entre os estudantes brasileiros e o raciocínio matemático; mostrando que, em muitas das vezes, o “Analfabetismo Lógico” (segundo minhas afirmações) gera o "Horror à Matemática"; trazendo, também, um diagnóstico que, embora complete três décadas, permanece (assustadoramente) atual.

O ponto central do artigo, o qual sigo sustentando até hoje, reside na distinção entre mecanização e compreensão lógica. A reportagem aponta que o "horror" à disciplina não é uma incapacidade cognitiva inata, mas o subproduto de um Ensino que sempre privilegia a "receita de bolo" em detrimento da sintaxe e da semântica da linguagem formal envolvida. Quando o Aluno decora uma regra “analítica” qualquer sem entender a “lógica” ou a estrutura das funções envolvidas, cria-se um refém de modelos pré-concebidos. Sem a fundamentação lógica, toda variação em um problema torna-se (apenas) uma barreira intransponível.

O artigo detalha o que chamo de "bola de neve" pedagógica a qual está embasada em falha sistêmica e estrutural: (1) o Professor de uma série tolera a deficiência da série anterior, empurrando o problema adiante; (2) os Educadores sem habilitação específica ou domínio profundo da matéria limitam-se a reproduzir o apresentado em livros didáticos pouco “consistentes”; (3) o foco cego na técnica de resolução de exercícios específicos para exames, ignorando o "porquê" das teorias subjacentes.

Conforme a notícia cita, uma proposta de solução passa pela capacitação rigorosa dos Docentes sendo uma possibilidade um "Exame de Ordem" para Professores e o banimento de pessoas não devidamente habilitadas nos níveis iniciais. É posto que a Matemática deve ser tratada rigorosamente por quem a conhece profundamente dada a sua importância na construção do pensamento crítico e na evolução tecnológica.

O artigo de 1996 é um lembrete de que o Ensino da Matemática no Brasil sempre sofreu de um mal crônico: “a substituição do pensar pelo repetir”. Enquanto a Lógica Formal (Lógica Matemática) não for o pilar do Ensino, os saberes não serão entendidos e não será possível ao homem (de fato) transformar a realidade para melhor.

No endereço https://drive.google.com/file/d/1skbkowR5cfV-tzK-gZO05KhXywrN3XzN/view?usp=sharing é apresentado o texto da correspondente notícia publicada em março de 1996 no Nosso Jornal do então Cefet-PR.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/03/2026