Em março de 1996, há três décadas passadas, era divulgado no Nosso Jornal (Órgão de Informação do então Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná - Cefet-PR), na página 5, do número 47, o artigo intitulado “Estudantes têm medo da Matemática”, no qual se abordou as raízes das dificuldades com o Ensino/Aprendizagem da Matemática segundo minha particular visão ao identificar uma falha estrutural decorrente da falta de conhecimentos sobre Lógica Formal.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Aquela notícia analisa, como resultado de reportagem de fevereiro de 1996, o distanciamento entre os estudantes brasileiros e o raciocínio matemático; mostrando que, em muitas das vezes, o “Analfabetismo Lógico” (segundo minhas afirmações) gera o "Horror à Matemática"; trazendo, também, um diagnóstico que, embora complete três décadas, permanece (assustadoramente) atual.
O ponto central do artigo, o qual sigo sustentando até hoje, reside na distinção entre mecanização e compreensão lógica. A reportagem aponta que o "horror" à disciplina não é uma incapacidade cognitiva inata, mas o subproduto de um Ensino que sempre privilegia a "receita de bolo" em detrimento da sintaxe e da semântica da linguagem formal envolvida. Quando o Aluno decora uma regra “analítica” qualquer sem entender a “lógica” ou a estrutura das funções envolvidas, cria-se um refém de modelos pré-concebidos. Sem a fundamentação lógica, toda variação em um problema torna-se (apenas) uma barreira intransponível.
O artigo detalha o que chamo de "bola de neve" pedagógica a qual está embasada em falha sistêmica e estrutural: (1) o Professor de uma série tolera a deficiência da série anterior, empurrando o problema adiante; (2) os Educadores sem habilitação específica ou domínio profundo da matéria limitam-se a reproduzir o apresentado em livros didáticos pouco “consistentes”; (3) o foco cego na técnica de resolução de exercícios específicos para exames, ignorando o "porquê" das teorias subjacentes.
Conforme a notícia cita, uma proposta de solução passa pela capacitação rigorosa dos Docentes sendo uma possibilidade um "Exame de Ordem" para Professores e o banimento de pessoas não devidamente habilitadas nos níveis iniciais. É posto que a Matemática deve ser tratada rigorosamente por quem a conhece profundamente dada a sua importância na construção do pensamento crítico e na evolução tecnológica.
O artigo de 1996 é um lembrete de que o Ensino da Matemática no Brasil sempre sofreu de um mal crônico: “a substituição do pensar pelo repetir”. Enquanto a Lógica Formal (Lógica Matemática) não for o pilar do Ensino, os saberes não serão entendidos e não será possível ao homem (de fato) transformar a realidade para melhor.
No endereço https://drive.google.com/file/d/1skbkowR5cfV-tzK-gZO05KhXywrN3XzN/view?usp=sharing é apresentado o texto da correspondente notícia publicada em março de 1996 no Nosso Jornal do então Cefet-PR.
Carlos Magno Corrêa Dias
09/03/2026
