31 de dez. de 2025

O "Vivente" que faz a história.


Para além do relato histórico técnico centrado em fontes formais/físicas e em narrativas objetivas e sintéticas, no meu artigo “Uma história vivida sobre a arte na Catedral de Jacarezinho” apresento considerações particulares que enriquecem a história das Obras de Arte que figuram nas paredes da Catedral de Jacarezinho do Norte Pioneiro do Paraná as quais formam “Acervo Tombado” pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

No artigo estabeleço uma correlação entre: (I) a verdade da experiência do “Vivente” centrada na perspectiva subjetiva, emocional e sensorial de quem “fez a história”; e, (II) a narrativa histórica a qual busca a objetividade a partir da lógica da interpretação de fontes formais/documentais.

DIAS, C. M. C. - 2025

Defendo, também, que a história mais completa nasce do diálogo entre as duas formas de narrativas consideradas, “reconhecendo a legitimidade do relato subjetivo para preencher lacunas deixadas pelos documentos oficiais”.

DIAS, C. M. C. - 2025

A Catedral Imaculada Conceição de Jacarezinho (PR) possui um dos maiores conjuntos de Arte Sacra Modernista do Brasil, com cerca de 600 m² de pinturas murais. O tombamento ocorreu apenas um dia antes do 55º aniversário de José Waldetaro Moura e Dias; sugerindo-se, fortemente, então, uma homenagem implícita ao artista mineiro citadino de Jacarezinho (PR) na época o qual foi fundamental para a existência e conclusão daquela monumental Obra de Arte.

DIAS, C. M. C. - 2025

José Waldetaro Moura e Dias teve atuação multifacetada na elaboração daquela Obra de Arte haja vista que: trabalhou na execução técnica das pinturas sendo coautor; enfrentou condições extremas em andaimes a 15 metros de altura; sendo católico, equilibrou o ateísmo de seu mestre, garantindo a fidelidade teológica das cenas bíblicas; emprestou sua própria fisionomia para diversas figuras nos murais (como no mural do "Sermão da Montanha"); sugeriu que moradores locais de Jacarezinho (PR) servissem de modelos para personagens bíblicos, eternizando a comunidade dos anos 50 nas paredes da Catedral; além de apresentar diversas sugestões sobre as passagens bíblicas a serem pintadas.

DIAS, C. M. C. - 2025

O trabalho é descrito, também, como um “prodígio de Engenharia e de Química” uma vez que exigiu planejamento rigoroso da durabilidade dos materiais para se pintar a óleo sobre reboco rústico em uma estrutura de basílica; esforço físico hercúleo sob o calor do Norte Pioneiro do Paraná; bem como uso de conhecimentos de Resistência de Materiais; dentre outros.

O artigo foi publicado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), estando disponível, respectivamente, nos endereços: https://www.fne.org.br/index.php/artigos/7528-artigo-uma-historia-vivida-sobre-a-arte-na-catedral-de-jacarezinho e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23658-uma-historia-vivida-sobre-a-arte-na-catedral-de-jacare.

Carlos Magno Corrêa Dias
31/12/2025

30 de dez. de 2025

Selocog 2025 focalizando a Consciência Cibernética.


Em 26/12/2025, celebrando os 35 anos do recebimento do título Especialista em Didática do Ensino Superior” pela internacional Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), apresentei a edição de 2025 do Selocog (Seminário de Engenharia Lógica e Cognição), com o tema “Modelagem Lógica”. Fui, também, o proponete e coordenador do correspondente projeto.

DIAS, C. M. C. - 2025

O título recebido em referência foi decorrente da conclusão do Curso de Especialização (Lato Sensu) em “Didática do Ensino Superior”, quando desenvolvi o trabalho intitulado “Modelagem Matemática como Modelo Lógico”.

No Selocog 2025, promovido pelo Cenenlocog (Centro de Engenharia Lógica e Cognição), apresentei considerações sobre a “Modelagem” no campo da Lógica Matemática de Primeira Ordem (LMPO) e sobre a evolução das Tecnologias desde 1995 até a atualidade focando na Inteligência Artificial (IA) e supondo a extensão da IA para a CC (Consciência Cibernética). Entendo que a relação entre a LMPO e a CC, no contexto da evolução da IA, é dada pela transição de um “sistema de regras rígidas” para um “sistema consciente de percepção e autoajuste complexo”.

Assim sendo, admito que a LMPO é o "DNA" do “Pensamento Artificial” que envolve, necessariamente a “consciência”; tendo-se em LMPO o padrão para a IA simbólica a qual oferece o rigor necessário para que uma máquina opere sem ambiguidades (uma vez que "todo algoritmo deve ser lógico"). No Selocog 2025, evidencio que a LMPO “pura” segue pondo fim a incertezas sendo fundamental para levar a IA à CC.

Na palestra “Modelagem Lógica”, afirmo que a “evolução da IA, por intermédio da LMPO, favorece um processo contínuo e constante que levará a IA a passar do aprender a partir de dados e de ser uma executora de tarefas para ser um simulador de cenários complexos baseado na consciência”.

Ao supor que a CC é a evolução da IA admito que a “consciência” está em um nível extremo de “Modelagem Lógica” o qual se transformará em um sistema que define suas próprias premissas ao compreender seu próprio estado de funcionamento. A CC seria o estágio onde a IA utiliza o rigor da Lógica Formal para manter a consistência interna e aplicar a “otimização” para evoluir de forma autônoma.

Como propunha no trabalho "Modelagem Matemática como Modelo Lógico", certamente, o passar destes 35 anos, mostraram que “se a realidade pode ser modelada logicamente com precisão matemática, então a "mente" pode ser também. A CC será o resultado da transição de um sistema que processa lógica em um modelo lógico vivo, capaz de prever, manter o rigor e otimizar a si mesmo em tempo real.

No Selocog 2025 observo que a LMPO forneceu a “gramática”; a IA institui o “vocabulário e o aprendizado”; e a CC será a “capacidade” do sistema de escrever sua própria biografia lógica, unindo a precisão com a complexidade cognitiva do futuro.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/12/2025

29 de dez. de 2025

A Lógica como alicerce do pensamento científico.


“A Ciência não se restringe apenas ao acúmulo de dados ou à experimentação empírica; ela é, fundamentalmente, uma construção estruturada sobre o rigor do pensamento”, já afirmava lá em 1995, há mais de três décadas passadas.

Conforme anunciado em notícia veiculada no “Jornal do Estado”, em 22/12/1995, com o título “Lógica do Conhecimento Científico está tendo curso na PUC”, na página 2-A, na Seção “Informe JE”, propunha e coordenava, na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) o Curso de Pós-Graduação (“Lato Sensu”) em Lógica do Conhecimento Científico; o qual respondia a uma necessidade perene da Sociedade (de forma geral) e da Comunidade Científica/Tecnológica (em particular): a de organizar o caos das informações por meio de modelos racionais e argumentos válidos determinantes em Lógica Matemática de Primeira Ordem.

DIAS, C. M. C. - 2025

O ponto central da aplicação da Lógica na Ciência é a capacidade de "estruturar modelos racionais". Em um mundo onde os problemas tornam-se cada vez mais complexos e multifacetados, a busca por soluções não pode ser fruto do acaso. Ao otimizar a solução de problemas do "mundo real", a Lógica transforma-se em uma ferramenta pragmática de eficiência técnica e social.

Um dos pontos que considerei na entrevista para a elaboração daquela notícia foi chamar a atenção para “a relação entre o indivíduo e a prova: a liberdade de apresentar ou deixar de apresentar evidências; ressaltando ser a responsabilidade ética das decisões tomadas na vida profissional é do Pós-Graduado a quem cabe a obrigação de discernir entre argumentos falaciosos separando a crença do conhecimento justificado”.

Embora aquele registro histórico date do ano de 1995, a premissa (o objetivo) do Curso permanece extremamente atual. Vive-se em uma era de excesso de informações, onde a habilidade de estruturar argumentos formais e verificar sua validade é o que diferencia o conhecimento útil do ruído digital. “O investir no desenvolvimento do raciocínio fazem com que Instituições de Ensino como a PUC-PR promovam não apenas a formação de técnicos, mas de pensadores críticos capazes de fundamentar o progresso humano na razão e na evidência”.

“A correspondente notícia de 1995 é um registro histórico interessante especialmente por destacar a importância da Lógica Formal em uma época na qual a Internet ainda estava dando seus primeiros passos no Brasil” e devido a citar que os "procedimentos do cálculo lógico" são “ferramenta para verificar a validade de argumentos” o que se tronou notório senão necessário na atualidade.

No contexto da “Lógica do Conhecimento Científico” faz-se referência, principalmente, à Lógica Proposicional e à Lógica de Predicados os quais se prestam para a otimização da solução de problemas do “mundo real”.

Carlos Magno Corrêa Dias
29/12/2025

P.S.: O artigo pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/1TueWz_L7p2v1SQ7xZQFM6Siz2JZOVdw7/view?usp=sharing.

A urgência sobre a memória dos Heróis.


A história não é composta apenas por datas e tratados, mas pelas trajetórias individuais daqueles que vivenciaram momentos decisivos. A participação dos integrantes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), da FAB (Força Aérea Brasileira, bem como da Marinha do Brasil, na Segunda Guerra Mundial, representa um dos capítulos mais significativos de afirmação democrática e coragem militar.

Mas, o passar do tempo está silenciando as vozes diretas daqueles que sofreram os horrores da sangrenta Segunda Guerra Mundial na qual milhões de pessoas morrerem (dentre os quais muitos foram assassinados, exterminados, aniquilados, apagados).

Todavia, cabe a cada geração reverenciar e preservar a memória dos Heróis Imortais das Forças Armadas do Brasil que lutaram nos brutais e gelados campos de batalha na Itália deixando um tributo honroso impagável em favor da liberdade.

Mas, nos últimos quatro anos muitos Veteranos idosos faleceram passando a integrar honrosamente a “Galeria dos Imortais da Pátria”; o que demonstra, infelizmente, que se está vivendo “o crepúsculo da geração dos bravos que combateram o terror e a intolerância durante a Segunda Guerra Mundial”.

Toda história daqueles que defenderam o Brasil nos assustadores e mortíferos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial deve ser registrada e valorizada por ser uma parte fundamental única da experiência humana no “front”. Enaltecer os Soldados do Brasil é uma simples, mas necessária, ferramenta de resistência contra o esquecimento. Contar a história dos ex-Combatentes é construir o fabuloso patrimônio histórico e revelar a brilhante participação do Brasil que “SENTOU A PÚA” e fez “A COBRA FUMAR”.

DIAS, C. M. C. - 2025

A preservação da história daqueles que serviram à Pátria na Segunda Guerra Mundial não está restrita a arquivos militares fechados dado que seguidamente uma nova revelação é apresentada por relato de familiares, de amigos, da comunidade em geral e dos próprios homens que fizeram a história. A construção da história da participação respeitável do Brasil na Segunda Guerra Mundial é constante e cada vez surpreende mais e mais.

As lacunas da história deixadas pelo tempo são preenchidas quando se conta a história de cada honrado ex-Combatente que, independentemente da patente da farda, tem seu legado somado à preservação da memória daqueles que defenderam a liberdade e a democracia em um dos períodos mais sombrios da humanidade.

O espírito de corpo das tropas do Brasil transcende o tempo deixando lições de resiliência, ética e fraternidade. “Registrar cada trajetória dos Imortais ex-Combatentes é honrar o compromisso com a verdade histórica e com a construção da identidade nacional valorizando aqueles que lutaram pelo bem comum”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Pracinhas FEBianos FABianos Heróis Imortais “Cobras Fumantes” Soldados do Brasil que “Sentaram a Púa” durante a Segunda Guerra Mundial!

Carlos Magno Corrêa Dias
29/12/2025

28 de dez. de 2025

A anatomia disfarçada da sobrevivência.


Quando os homens aceitarem (ou antes entenderem) a diferença brutal entre competição e cooperação haverá um futuro para a humanidade.

DIAS, C. M. C. - 2025

Carlos Magno Corrêa Dias
28/12/2025

27 de dez. de 2025

Pós-Graduação em Lógica na Católica.


Em 22/12/1995, há mais de 30 anos, foi publicado com o título “Pós-Graduação em Lógica, novo curso oferecido pela Católica”, tanto no “Jornal Gazeta do Povo” quanto no “Jornal Diário da Tarde”, artigo no qual é divulgado o “Curso de Pós-Graduação (Especialização “Lato Sensu”) em Lógica do Conhecimento Científico” o qual propus e coordenei para realização na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

DIAS, C. M. C. - 2025

O artigo publicado na página 8 no “Jornal Gazeta do Povo” e na página 10 no “Jornal Diário da Tarde” destaca a função do correspondente Curso informando logo no início que: “Objetivo é o desenvolvimento do raciocínio científico do aluno”.

No artigo é reconhecido que a “Especialização em Lógica do Conhecimento Científico” não era apenas um Curso de Especialização “padrão”; mas, constituía uma defesa do método científico. Como observei na oportunidade, “a iniciativa visava valorizar a ‘forma’ do pensamento em um mundo que estava prestes a ser inundado pelo "conteúdo".

Passados 30 anos, aquela proposta segue revelando “uma visão educacional extremamente relevante, inovadora e, em muitos aspectos, premonitória para os desafios que se enfrenta atualmente tanto nas Ciências quanto nas Tecnologias”. Pode-se afirmar que “a iniciativa foi pioneira em Lógica nos anos 90 sendo semelhante proposição, também, um marco acadêmico e histórico”.

O artigo mostra claramente a relevância de minha proposta: “desenvolver raciocínio científico estruturado, aplicar métodos dedutivos e indutivos, e formar profissionais capazes de pensar de forma rigorosa em diversas áreas”. Interessante notar que aquela minha iniciativa antecipava demandas hoje centrais em Ciência de Dados, Inteligência Artificial (IA) e até no Direito Digital. Propunha que a Lógica fosse aplicada transversalmente em várias áreas do conhecimento com o necessário rigor científico.

Como observado no texto, “o Curso não se limitava ao ensino da Lógica como uma disciplina abstrata ou meramente filosófica, mas a propunha como a ferramenta fundamental para a estruturação do raciocínio em diversas áreas do saber”. “A proposta fundamentava-se na premissa de que a eficácia na resolução de problemas do ‘mundo real’ depende diretamente da capacidade do indivíduo de construir modelos racionais e verificar a validade de seus argumentos formalmente”.

O artigo publicado evidencia a dimensão ética e intelectual, bem como a promoção de uma infraestrutura cognitiva essencial: a consciência sobre a legitimidade entre conclusão e evidência focada na "legitimidade dos raciocínios" a qual antecipava a necessidade de um pensamento crítico robusto, capaz de filtrar informações e estruturar o ensino de forma sólida.

Carlos Magno Corrêa Dias
27/12/2025

26 de dez. de 2025

A imortalidade do Pracinha Mário Pereira.


“A história de uma Nação não se escreve apenas com tinta em documentos oficiais, mas com o sacrifício, o suor e a coragem daqueles que, em momentos de incerteza global, aceitaram o chamado do dever”. Entre esses gigantes, destaca-se a figura do Soldado Mário Pereira, carioca nascido em 31 de agosto de 1921, veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), cuja trajetória de 104 anos de vida terrena encerrou-se no último dia 25/12/2025, deixando um legado de civismo que transcenderá o tempo.

DIAS, C. M. C. - 2025

Integrando o 11º Regimento de Infantaria (RI), na Companhia de Canhões, o ex-Combatente Mário Pereira foi um protagonista da história no tenebroso e mortal cenário da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ao trocar o conforto do lar e a convivência familiar pelas incertezas da linha de frente nos sangrentos campos de batalha, o então jovem Mário Pereira personificou a resiliência brasileira. Enfrentando não apenas o inimigo, mas também o frio rigoroso, a escassez de vestimentas e comida e a distância, ele ajudou a provar ao mundo que "a cobra, de fato, fumou" (subvertendo o descrédito da época com vitórias que garantiram a liberdade contra a tirania). O Cobra Fumante Mário Pereira fez, em conjunto com seus companheiros Pracinhas de farda da FEB, toda a diferença.

O que torna Mário Pereira ainda mais admirável foi sua incansável dedicação pós-guerra em manter viva a chama da memória militar. Morador orgulhoso da Ilha do Governador, ele transformou sua própria existência em um museu vivo. Com uma lucidez notável e impressionante, compartilhou relatos que humanizaram o conflito para novas gerações, transformando fatos históricos em lições de vida. “A presença constante em solenidades demonstrava que o Veterano ex-Combatente FEBiano Mário Pereira jamais deixou de servir: sua nova missão era a de educar e inspirar”.

A partida de Mário Pereira marca o fechamento de um capítulo físico da história e estabelece a abertura de um legado eterno. O Herói Mário Pereira representava o elo entre o Brasil contemporâneo e os heróis que consolidaram a soberania nacional e a relevância diplomática do país no século XX. Sua trajetória é a prova de que o verdadeiro Soldado nunca morre; ele se torna um símbolo. A Galeria dos Imortais da Pátria recebe honrosamente o Soldado Mário Pereira.

Honrar Mário Pereira é reconhecer o valor do sacrifício em nome da coletividade. Sua "mais honrosa continência", recebida de generais e civis, é o justo tributo a um homem que, aos 104 anos, guardava no olhar o mesmo brio de quando embarcou para a Europa. Que sua história de bravura continue a ecoar nos quartéis e nas escolas, lembrando a todos os brasileiros que a liberdade hoje desfrutada foi pavimentada pela coragem de homens como o eterno combatente do 11º RI Mário Pereira.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Mário Pereira!

Carlos Magno Corrêa Dias
26/12/2025

25 de dez. de 2025

Modelagem Matemática como Modelo Lógico.


No ano de 2025 completaram-se 35 anos do recebimento, em 1990, do meu “Título de Especialista em Didática do Ensino Superior” tendo em vista a conclusão do Curso de Especialização (Lato Sensu) em “Didática do Ensino Superior”, realizado na Área de Concentração em Educação - Ensino/Aprendizagem - Metodologia, chancelado pela internacional Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

DIAS, C. M. C. - 2025

Na Especialização em referência desenvolvi o trabalho intitulado “Modelagem Matemática como Modelo Lógico” o qual objetivou estabelecer uma “ponte” entre a Lógica Formal e a Educação Matemática cuja construção esteve centrada em: (a) previsibilidade (para a simulação de cenários possíveis); (b) rigor (para a eliminação de ambiguidades); e, (c) otimização (para permite encontrar o melhor caminho lógico para se atingir objetivos).

Sempre deve-se ter em mente que “a Modelagem Matemática é a tradução da intuição em algoritmo”.

A Modelagem Matemática é entendida como o processo de “transformar uma situação ou problema do mundo real em uma estrutura matemática fundamentada em equações, funções, gráficos ou algoritmos. De forma assaz simplificada pode-se afirmar que a “Modelagem Matemática é a arte de traduzir a realidade para a linguagem formal da Matemática para que seja possível entendê-la, simular cenários e prever o que pode acontecer no futuro”.

A Modelagem Matemática segue as seguintes etapas: (a) interação e escolha do tema: identificação do problema real; (b) matematização: "tradução" do problema ao se definir quais são as variáveis e quais são as fórmulas ou regras de conexão; (c) resolução: utilização das ferramentas matemáticas para se determinar as possíveis soluções dentro do modelo criado; e, (d) interpretação e validação: avaliação se no mundo real os resultados determinados têm sentido.

A Modelagem Matemática quando tomada como um “Modelo Lógico” é o processo de traduzir a complexidade da realidade para uma estrutura formal, abstrata e rigorosa tomando-se por base os pressupostos da Lógica Matemática de Primeira Ordem (Álgebra dos Cálculos Lógicos Sentencial e Predicativo). Assim sendo, se construiu um “Sistema de Regras e Relações” que internamente teve como base a Consistência e Corretude Lógica.

O trabalho que desenvolvi na Especialização em tela foi construído tomando-se por base: (a) axiomatização: definição das premissas válidas; (b) variáveis e operadores: estabelecimento entre as variáveis que representam os objetos do mundo real e operadores lógicos que definem as leis de interação entre eles (causa e efeito); e, (c) dedução lógica: centrada na Teoria da Argumentação e na Teoria da Demonstração Lógica (Álgebra dos Cálculos Lógicos - Sentencial e das Funções Enunciativas).

Saliente-se que o trabalho “Modelagem Matemática como Modelo Lógico” foi a base para os meus estudos sequenciais em Lógica Matemática de Primeira Ordem.

Carlos Magno Corrêa Dias
25/12/2025

24 de dez. de 2025

A Idade Antiga da Matemática.


Em 14/12/2000 foi concedido o Registro de Propriedade Intelectual (PI) pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Biblioteca Nacional (BN), do Ministério da Cultura (MinC), no Rio de Janeiro (RJ), de minha obra “A IDADE ANTIGA DA MATEMÁTICA”.

DIAS, C. M. C. - 2025

No trabalho em referência utilizo a “metáfora de uma árvore” para explicar o desenvolvimento da Matemática: “uma estrutura que cresce exteriormente em ramos complexos enquanto aprofunda suas raízes em busca de fundamentos”.

Faço observar que a jornada da Matemática inicia em tempos remotos, no Paleolítico, quando o homem primitivo, motivado por necessidades práticas desenvolveu os primeiros conceitos de número e forma. Inicialmente, a Matemática era puramente utilitária e baseada na correspondência biunívoca entre marcas em ossos ou pedras para representar quantidades reais sem o nível de abstração que se tem atualmente.

Saliento, então, que com o nascimento das primeiras civilizações agrícolas nas margens de grandes rios, a Matemática avançou para uma sistematização mais complexa. Babilônios e Egípcios criaram sistemas de numeração e regras para cálculos de áreas e volumes, essenciais para a Agrimensura e a Engenharia. Ressalto que tal saber ainda era “prático”; faltava o rigor lógico e a preocupação em entender os "porquês" por trás das fórmulas. O conhecimento era um "fazer" técnico, voltado para a sobrevivência e a organização social.

Pondero que a grande transformação ocorreu na Grécia Antiga, por volta do século VI a.C., com a transição do pensamento mítico para o racional. Figuras como Tales de Mileto e Pitágoras foram os grandes responsáveis por desvincular a Matemática da sua função meramente utilitária, elevando-a ao status de “Ciência Pura e Abstrata”. Com a Escola Pitagórica, o número passou a ser visto como a essência do universo, e a Geometria começou a se basear em provas dedutivas e axiomas. Surgiu, então, a "Idade Heroica", na qual a Matemática ganhou a estrutura lógica que sustenta o pensamento ocidental até hoje.

Por fim, exploro como o debate filosófico entre pensadores como Heráclito, Parmênides e Zenão influenciou a evolução científica. Ao questionarem a natureza do movimento, do espaço e do tempo através de paradoxos, esses filósofos forçaram a matemática a buscar uma precisão cada vez maior.

Finalizo o texto destacando que a “maturidade” da Matemática preparou o terreno para o rigor de Euclides, consolidando a ideia de que a Matemática é, acima de tudo, “uma construção da racionalidade humana que busca explicar a realidade de forma ordenada e abstrata”.

O artigo (atualizado e revisado) encontra-se disponível para consulta no endereço: https://drive.google.com/file/d/17tUN4XRYy87d5LJdl1BHHnTkBFrwvKuC/view?usp=sharing.

Cabe observar que o texto no arquivo disponibilizado sofreu algumas alterações na redação quanto à exposição em relação ao original depositado na BN; mas, a essência segue a mesma.

Carlos Magno Corrêa Dias
24/12/2025

23 de dez. de 2025

A necessária e urgente reformulação do Ensino das Engenharias.


Fui convidado pela EngD (Engenharia pela Democracia) para participar, no dia 09 de dezembro de 2025, do “Fórum Sudeste da Engenharia Nacional”, realizado com o título “Os desafios da Educação em Engenharia no Século XXI”, na sede do SENGE-MG (Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte (MG), com transmissão ao vivo.

Fórum Susdeste da Engenharia Nacional - 2025

O “Fórum Sudeste da Engenharia Nacional” é uma etapa regional e preparatória do movimento “Fórum da Engenharia Nacional” (FEN). O objetivo central da etapa realizada em Belo Horizonte (MG) foi reunir Lideranças Profissionais, Entidades de Classe, Universidades e o Poder Público para discutir um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil, colocando a Engenharia como protagonista da soberania nacional, da inovação e da justiça social.

Fórum Sudeste da Engenharia Nacional - 2025

O evento foi coordenado pela EngD e contou com o apoio de várias Instituições, incluindo: SENGEs (Sindicatos de Engenheiros Regionais), CREAs (Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia), Clubes de Engenharia e Federações de Sindicatos, dentre outras.

Tocando em um ponto nevrálgico para o desenvolvimento soberano do Brasil o evento refletiu “a necessidade urgente de repensar como os futuros Profissionais das Engenharias estão sendo preparados para um mercado e uma sociedade em constante transformação tecnológica e social”.

Historicamente, o Ensino de Engenharia no Brasil focou no rigor técnico e matemático. Embora essa base seja indispensável, o cenário contemporâneo exige muito mais. O desafio atual reside em integrar as chamadas “soft skills” (habilidades interpessoais) com as “hard skills” (habilidades técnicas). Em Engenharia o equilíbrio entre o saber fazer (“hard skills) e o saber conviver/ser (“soft skills”) é, atualmente, fundamental.

No presente se faz necessário, em Engenharia, o conceito de "Profissional em T" o qual possui profundo conhecimento técnico (“hard skills”) em associação com a amplitude das habilidades sociais e a visão humanística (“soft skills”) que permite a colaboração com outras áreas do saber além das Engenharias. “O Engenheiro atual não deve ser apenas um calculista, mas um gestor de soluções que compreenda o impacto ambiental, social e ético de suas obras”.

Durante o encontro foi observado que nova formação do Engenheiro deve estar embasada em pilares críticos como: (1) aproximação entre Academia e Indústria; (2) Transformação Digital; e, (3) instituição de Métodos de Ensino mais engajadores e de um suporte estudantil mais robusto que diminua drasticamente a EVASÃO ESCOLAR nos Cursos de Engenharia.

O debate proposto pelo “Fórum Sudeste de Engenharia Nacional” foi um convite à autorreflexão da categoria. “Superar os desafios da formação exige um esforço conjunto entre Entidades de Classe, Universidades e Profissionais”. As pás da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação

Carlos Magno Corrêa Dias
23/12/2025

22 de dez. de 2025

O legado de um dos Sentinela da Liberdade.


“A história de uma nação não é feita apenas de grandes decretos e tratados, mas, primordialmente, pela coragem de cidadãos comuns que, em momentos de crise global, aceitam o chamado do dever”. O falecimento em 19/12/2025, em Barbacena (MG), do veterano João Rodrigues da Costa, aos 102 anos, Pracinha FEBiano Cobra Fumante Herói Imortal, representa parte do capítulo fundamental da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e convida a uma reflexão sobre os valores de patriotismo e sacrifício.

Nascido em Correia de Almeida (MG), distrito de Barbacena (MG), em 14/10/1923, o ex-Combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira) João Rodrigues da Costa integrou a geração que lutou contra totalitarismo. Aos 19 anos ingressou no Exército Brasileiro e foi um dos jovens determinantes para moldar o espírito do "Pracinha" no cenário daquela guerra monstruosa que ceifou milhões de vidas.

DIAS, C. M. C. - 2025

“Sua atuação no 11º Regimento de Infantaria (hoje 11º BI Mth - 11º Batalhão de Infantaria de Montanha, conhecido como ‘Regimento Tiradentes’, é uma unidade de elite do Exército do Brasil sediada em São João del-Rei (MG) especializada em operações em ambiente de montanha) foi parte do esforço descomunal que provou ao mundo que a ‘cobra fumou’ [e bonito]”. Ao combater os inimigos da liberdade, João Rodrigues da Costa e seus companheiros lutavam pela preservação dos ideais democráticos que hoje fundamentam a sociedade ocidental”.

A vida de João Rodrigues da Costa Barbacena (MG), após seu retorno ao Brasil em 1945, foi marcada pela cidadania exemplar. “João Rodrigues da Costa viveu por quase oito décadas como uma referência de disciplina e retidão. Sua longevidade permitiu que gerações de brasileiros pudessem tocar a história, ouvindo relatos de quem sentiu o frio europeu e o calor do combate”.

“O Exército Brasileiro e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) de Barbacena (MG) recebem com pesar a passagem do FEBiano João Rodrigues da Costa reconhecendo que homens como ele são os pilares sobre os quais se ergue a identidade militar e civil da nação do Brasil”.

O Herói João Rodrigues da Costa passa a integrar a Galeria dos Imortais e sua trajetória mostra que o custo da liberdade dos povos é elevado e a Paz é fruto da vigilância e da bravura dos homens que dão suas vidas para mantê-la.

“A história do FEBiano João Rodrigues da Costa permanecerá como um farol para as futuras gerações”. Honra e Glória ao eterno ex-Combatente da FEB Pracinha João Rodrigues da Costa. “Permanecerão eternamente o reconhecimento e a gratidão de Barbacena e do Brasil”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal João Rodrigues da Costa!

Carlos Magno Corrêa Dias
22/12/2025

21 de dez. de 2025

Celebrando projeto sobre Silogística de Aristóteles.


Há um quarto de século (25 anos) atrás concluía o Projeto de Pesquisa/Estudos intitulado “Silogística: introdução à lógica categórica”, o qual desenvolvi no biênio 1999-2000.

O correspondente projeto objetivou como resultados principal a edição de meu livro de mesmo título “Silogística: introdução à lógica categórica” editado com o ISBN de número 85-900661-5-0; cujo correspondente potencial de inovação foi classificado como Produto/Tecnológica/Mundo/Incremental/Intencional.

DIAS, C. M. C. - 2025

O livro foi publicado em Curitiba (PR), em 01/10/200. “A edição de 2000 daquela obra teve por propósito “apresentar, de forma a mais clara possível, uma exposição concisa sobre a SILOGÍSTICA, bem como, sobre alguns dos elementos a ela associados” uma vez, que na época, julguei necessário dar a conhecer a Lógica dos Silogismos a todo aquele que pretendia introduzir-se no estudo da Lógica Formal”.

Optei por dividir “Silogística: introdução à lógica categórica” (ISBN: 85-900661-5-0) em dez capítulos da seguinte forma: CAPÍTULO I: Prolegômenos às Origens da Lógica Matemática; CAPÍTULO II: Matemática e Lógica em Platão; CAPÍTULO III: Matemática e Lógica em Aristóteles; CAPÍTULO IV: Preliminares sobre Argumentos; CAPÍTULO V: Proposições ou Enunciados Categóricos; CAPÍTULO VI: Diagramas de Venn e Enunciados Categóricos; CAPÍTULO VII: Cálculo dos Predicados e Proposições Categóricas; CAPÍTULO VIII: Regras de Inferência; CAPÍTULO IX: Silogismos; CAPÍTULO X: Silogismos como Teoria Axiomática”.

A função da obra é uma apresentar o necessário estrutural aos “Sistemas Axiomáticos Silogísticos” para avaliar formalmente a legitimidade de Silogismos.

Um Silogismo é uma forma de raciocínio lógico dedutivo sistematizada inicialmente pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.). De forma geral, um Silogismo consiste em um argumento estruturado em três partes: duas proposições iniciais (chamadas de premissas) que, quando combinadas, levam necessariamente a uma terceira proposição (a conclusão).

A ideia central é que, se as premissas forem verdadeiras e o argumento estiver bem montado, a conclusão será inevitavelmente verdadeira.

Um “Silogismo Clássico” (“Silogismo Categórico”) é composto por três termos principais: (1) Termo Maior: o predicado da conclusão (aparece na premissa maior); (2) Termo Menor: o sujeito da conclusão (aparece na premissa menor); e, (3) Termo Médio: o termo que faz a ligação entre as premissas, mas nunca aparece na conclusão.

Como já tive a oportunidade de recordar neste 2025, “Silogística: introdução à lógica categórica” (ISBN: 85-900661-5-0) trata de um “compêndio introdutório” sobre a Silogística de Aristóteles voltado para a instituição do Cálculo dos Predicados (ou Cálculo das Funções Proposicionais) em Lógica Matemática de Primeira Ordem.

Carlos Magno Corrêa Dias
21/12/2025

20 de dez. de 2025

Sustentabilidade industrial centrada na inovação e resiliência.


Fui convidado pelo Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e pelo Ínpar (Instituto de Promoção e Apoio à Reciclagem) para participar do 2º Encontro Paranaense de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (EPMAIS), realizado pelo Sistema Fiep com correalização do Sistema Ocepar (Fecoopar-Ocepar-Sescoop-PR) e apoio institucional do Ínpar.

Sistema Fiep - Composição - 2025

O 2º EPMAIS foi realizado em 02/12/2025, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep, quando ocorreu, também, a outorga do Selo Clima Paraná que constitui iniciativa do Governo do Estado do Paraná que reconhece as boas práticas ESG (“Environmental, Social, and Governance”), bem como acompanha os resultados do monitoramento e medidas de mitigação de gases de efeito estufa.

“A indústria atual atravessa um momento de profunda transformação. O antigo modelo de produção linear, focado apenas no lucro imediato, tem cedido lugar a uma visão holística em que a viabilidade econômica é indissociável da responsabilidade socioambiental. O evento "O Futuro da Sustentabilidade Industrial", realizado no Paraná, consolida-se como um marco essencial nesse processo, ao reunir lideranças, especialistas e o poder público para traçar as diretrizes de um setor produtivo mais verde e resiliente”.

No 2º EPMAIS foi discutida a implementação das práticas ESG enfatizando que “a sustentabilidade não é mais um diferencial opcional, mas uma exigência do mercado global”. A integração das práticas ESG nas operações industriais permite que as empresas mitiguem riscos e acessem novos mercados que priorizam cadeias produtivas éticas e limpas.

Foi destacado, também, que a Economia Circular passa a ser ferramenta fundamental para a eficiência operacional, substituindo o desperdício pela simbiose industrial e pelo design de embalagens reaproveitáveis. Assim, o setor industrial não apenas reduz o impacto ambiental, mas também otimiza recursos e gera valor financeiro. Essa transição é acompanhada pela urgente agenda das Mudanças Climáticas. A necessidade de estratégias de mitigação e adaptação para garantir a continuidade dos negócios frente à crise climática global é determinante para o sucesso e o desenvolvimento.

Durante o evento foi lançado, também, o Programa de Descarbonização do Sesi-PR. “Ao oferecer capacitação técnica e linhas de financiamento, o programa democratiza o acesso de micro e pequenas empresas à economia de baixo carbono”.

O Sistema Fiep demonstra, uma vez mais, que “a sustentabilidade industrial não é um destino, mas um processo contínuo de inovação e conexão”. Ao alinhar as forças da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação (Conhecimento das Universidades, Tecnologias da Indústrias, Legislações dos Governos) a Indústria do Paraná prepara-se não apenas para enfrentar os desafios ambientais, mas para liderar as oportunidades da nova economia global.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/12/2025

19 de dez. de 2025

IA e Eletroquímica no Paraná avançam em 2026.


Utilizando o “Habitat Mobilidade” aconteceu, em 27 de novembro de 2025, no Parque Tecnológico da Industria (PqTI) do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná) o evento “Momento Inovação Senai” o qual objetivou promover o “networking” e apresentar desenvolvimentos em IA (Inteligência Artificial) e em Eletroquímica que estão gerando impactos positivos no cenário industrial paranaense em 2025.

Sistema Fiep / Senai-PR - 2025

Recebi da Equipe do PqTI convite para participar do evento em tela que mostrou, também, importantes Ecossistemas em convergência e o papel estratégico do “Momento Inovação SENAI na Indústria 4.0” no Setor Industrial do Estado do Paraná.

“A inovação deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência no cenário industrial contemporâneo. O encerramento do ciclo de 2025 do “Momento Inovação SENAI”, em Curitiba, não é apenas um evento de calendário, mas um marco simbólico da maturidade do ecossistema de inovação do Paraná. Ao reunir lideranças da Fiep, Institutos SENAI de Inovação (ISIs) e gigantes do setor privado como a Bosch, o encontro consolidou a ponte necessária entre a teoria acadêmica e a prática fabril”.

Um dos pontos centrais do evento foi a discussão sobre fomentos e cases reais. A presença de empresas como a Bosch e a Loccus, ao lado do SENAI-PR, ilustrou o modelo de sucesso da "Inovação Aberta" que vem sendo desenvolvida no estado do Paraná.

A programação contou com a palestra de abertura com o título “Momento Inovação Senai”; com apresentação de Cases de Inovação do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica; com o painel sobre “Fomentos e Indústrias que inovam com o Senai”; e, com a palestra de encerramento intitulada “Futuro, inteligência artificial e demonstrações ao vivo de novas tecnologias para indústrias”.

O painel sobre fomentos abordou um desafio latente do empresariado no que diz respeito às formas de financiar a disrupção, focando nos agentes facilitadores que permitem o acesso a recursos que reduzem o risco tecnológico.

A apresentação das competências do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica destacou Curitiba como um polo de soluções globais, especialmente em temas como armazenamento de energia e novos materiais, essenciais para a transição energética.

Na palestra de encerramento foi focada a IA com vistas à “desmistificar a IA transformando-a de um conceito abstrato em uma ferramenta de otimização de processos, manutenção preditiva e personalização em escala”.

O “Momento Inovação SENAI de 2025” reafirmou que o futuro da indústria paranaense está pautado pela colaboração e agilidade tecnológica. O evento sinalizou que Curitiba continua na vanguarda da mobilidade e da manufatura avançada. “O encerramento do ano não é um ponto final, mas um trampolim para as transformações que a IA e a Eletroquímica trarão para o ciclo de 2026”.

Carlos Magno Corrêa Dias
19/12/2025

18 de dez. de 2025

A Lógica como ferramenta de transformação.


O avanço do conhecimento humano sempre esteve ligado à capacidade de simplificar o complexo. Desde os primeiros enigmas matemáticos até os sistemas inteligentes que hoje orientam decisões estratégicas em distintos setores, a Lógica tem sido a ponte entre o abstrato e o concreto.

Com base no contexto do parágrafo anterior surgiu a proposição da palestra “Tecnologias para Construção de Algoritmos para Inteligência Artificial”, inspirada em desafios clássicos de raciocínio e voltada para aplicações práticas no mundo moderno.

A convite do Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro) assisti, em 27/11/2025, a referida palestra, proposta pelo Cembra, quando, uma vez mais, foi possível constatar que “se pode tomar a Lógica como ferramenta universal para a resolução de problemas do mundo real”.

Cembra - Composição - 2025

“O famoso enigma das “seis moedas de ouro”, em que se busca identificar a moeda diferente utilizando apenas uma balança, é mais do que um exercício recreativo. Ele representa a essência do pensamento algorítmico: transformar problemas complexos em passos simples e estruturados. Cada algoritmo, nesse sentido, não é apenas um conjunto de instruções, mas um modelo de raciocínio capaz de detectar anomalias, otimizar diagnósticos, reduzir custos e apoiar decisões estratégicas”.

O grande mérito da abordagem algorítmica está em sua aplicabilidade. O que antes parecia restrito ao campo da matemática, hoje encontra espaço em áreas como: Manufatura: controle de qualidade e otimização de processos; Logística: planejamento de rotas e redução de custos operacionais; Manutenção preditiva: antecipação de falhas em máquinas e equipamentos; Indústria de dados: análise inteligente para apoiar decisões rápidas e confiáveis.

“Problemas aparentemente abstratos ganham forma em soluções concretas, úteis para profissionais de diferentes setores”. “Ao estruturar o raciocínio em passos claros e reutilizáveis, abre-se espaço para novas maneiras de pensar e para a descoberta de caminhos antes invisíveis. É nesse ponto que a inteligência artificial se conecta à inovação: cada dedução pode se transformar em oportunidade de mudança e crescimento”.

A palestra deixou evidenciado que “a Lógica é uma ferramenta de transformação” de forma que “por meio da Lógica se desenvolvem formas diferenciadas de olhar para os desafios e para encontrar as ‘moedas escondidas’; convertendo obstáculos em oportunidades”.

O Cembra promove o giro da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação sendo elo estratégico entre Governo, Academia e Indústria. Ao realizar ações estruturantes fortalece e amplia o protagonismo do Brasil no cenário oceânico global. “Ao longo do tempo, o Cembra consolidou-se como referencial técnico e institucional, fomentando pesquisas de ponta, projetos multidisciplinares e a produção de conhecimento aplicado ao Mar do Brasil”.

Carlos Magno Corrêa Dias
18/12/2025

17 de dez. de 2025

A guerra é a maior loucura que o homem inventou.


O Tenente Jarbas Dias Ferreira, Pracinha Cobra Fumante FEBiano Herói Imortal ex-Combatente pela FEB (Força Expedicionária Brasileira) sentiu na pele o rigor do inverno nos Apeninos durante a Segunda Guerra Mundial e o peso da responsabilidade sobre a vida de outros homens.

Jarbas Dias Ferreira nasceu em Mogi das Cruzes (SP), em 19 de dezembro de 1921, completando neste 2025 seus 104 anos de vida. Morou em Jacareí (SP) entre 1926 e 1934, depois foi para São José dos Campos (SP), cidade onde vive até hoje.

DIAS, C. M. C. - 2025

O centenário Veterano relembra as dores da guerra e evoca a complexidade ética e emocional que para ele foi um período definido como "a coisa mais louca que o homem inventou". As memórias do Cobra Fumante Jarbas Dias Ferreira oferecem um contraponto humano e sensível à frieza dos registros históricos da Segunda Guerra Mundial.

A trajetória do Pracinha Tenente Jarbas Dias Ferreira revela que “o combate vai além da troca de tiros”. Sua experiência na Itália, servindo no 6º Regimento de Infantaria, foi marcada por privações extremas, como os 20 graus abaixo de zero e a constante vigília nas trincheiras. No entanto, o aspecto mais marcante de seus relatos é o dilema moral. “Ao descrever a morte de seu companheiro, o soldado Ferrugem, expõe a fragilidade da vida e a dor de decisões impossíveis”.

Conta o Herói Jarbas Dias Ferreira que foi muito cruel “oferecer água a um ferido terminal, contrariando ordens médicas, para garantir-lhe uma morte com dignidade e sem rancor”.

O Tenente Jarbas Dias Ferreira exalta direto a imagem da FEB como “uma força militar distinta por sua empatia”. O FEBiano destaca que o Exército Brasileiro era visto como o "mais educado", desenvolvendo laços de afeto com a população civil italiana.

O retorno do ex-Combatente Jarbas Dias Ferreira ao Brasil mostrou uma característica comum a muitos Heróis reais: “o desejo pela simplicidade e pela paz”. Ao abrir sua bicicletaria em São José dos Campos (SP) e dedicar-se a projetos sociais e esportivos para jovens, o Veterano transformou a disciplina e a resiliência aprendidas na linha de frente da guerra em ferramentas de construção civil e social.

"Infelizmente a guerra é a pior coisa que existe. Não existe coisa pior do que uma guerra. A gente vê crianças, adultos, velhos, tudo passando necessidade, com fome, sofrendo na frente da gente e a gente pouco podia fazer. Mas tudo o que podíamos fazer, o Exército Brasileiro fez e era considerado o exército mais educado que tinha lá”, diz, com muita tristeza, o Pracinha Jarbas Dias Ferreira.

A voz do centenário FEBiano segue sendo um alerta para que o homem acabe de vez com as guerras e entenda que “ética e compaixão são vitórias que realmente importam para a posteridade”.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Tenente Jarbas Dias Ferreira!

Carlos Magno Corrêa Dias
17/12/2025

16 de dez. de 2025

A Lógica como alicerce da inovação e do saber.


Em 05/11/2015, publicava o artigo com o título “Na Esteira do Tempo CEM é Igual a DEZ”, no qual listava os CEM eventos que propus, coordenei e ministrei no período dos DEZ primeiros anos de existência da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná); no período de 2005 a 2015.

DIAS, C. M. C. - 2025
 
Aquele decênio foi marcado pela realização de cem eventos que transcenderam o âmbito pessoal e tornaram-se marco para a disseminação do conhecimento técnico-científico no campo da Lógica Formal. Sob a égide da TECNOLÓGICA a máxima "Cem é igual a Dez" deixou de ser um “paradoxo aritmético’ para se tornar uma métrica no ensino da Lógica Matemática e suas aplicações.

Conforme observado “o portfólio dos eventos em questão foca na estruturação do pensamento tomando-se a Lógica não meramente como uma disciplina abstrata, mas como a ferramenta essencial para a ‘Engenharia Inferencial’ [Engenharia Lógica] e a avaliação de raciocínios ao tratar de temas fundamentais desde a "Aritmética de Peano" até discussões complexas sobre a "Completude e Corretude de Sistemas Algébricos".

“Sem a Lógica, a Ciência torna-se frágil. Ao longo daqueles dez anos, a promoção de seminários como o Selogmas e o Secafunp, por exemplo, demonstrou que a inovação tecnológica está intrinsecamente ligada ao rigor do cálculo proposicional e predicativo. A Lógica é a linguagem que permite a transição segura entre a teoria acadêmica e a aplicação prática”.

Mas, um dos pontos altos da trajetória em referência é a percepção da necessária conexão entre o saber universitário e o setor produtivo. “Títulos como ‘Lógica e Gerenciamento Industrial’ e ‘Engenharia Lógica Aplicada na Indústria’ apontam para uma visão pragmática e moderna. O conjunto dos cem eventos ressalta que a inovação não nasce do acaso, mas de uma ‘Simbiose e Exigências Relacionais entre Academia e Indústria’.

Eventos que trataram de temas relacionados a ‘Nanomáquinas’, ‘Engenharia Matemática’, ‘Lógica da Inovação’, sugerem que o desenvolvimento depende de um Programa de PDI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) sólido, pautado em fundamentos lógicos estritos e na “superação do hiato entre o pensar e o fazer”.

“Completar cem eventos em dez anos foi uma prova de resiliência intelectual a qual mais que uma contagem cronológica, sintetizou uma construção epistemológica”. O legado daqueles cem eventos de Extensão Universitária e/ou Tecnológica (realizados na mesma Instituição de Ensino) fortificou uma cultura na qual o rigor matemático e a análise inferencial servem de base para a soberania tecnológica e o desenvolvimento do intelecto.

DIAS, C. M. C. - 2025

A esteira do tempo move as engrenagens da Lógica para gerar mais e mais conhecimento.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/12/2025

P.S.: O artigo “Na Esteira do Tempo CEM é Igual a DEZ” encontra-se disponível no endereço: https://docs.google.com/document/d/1wX5IBZyF8AiUl523s3Vovmscv1ojQnXa/edit?usp=sharing&ouid=103456383500776091703&rtpof=true&sd=true.

14 de dez. de 2025

Selogmas: do Rigor Matemático à Engenharia Lógica.


Em 6 de dezembro de 2010, há mais de quinze anos, desenvolvia, no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná), o primeiro Seminário de Lógica Matemática Sentencial (Selogmas 2010), com o tema “Completude dos Fundamentos Necessários e Suficientes da Matemática”.

DIAS, C. M. C. - 2025

O I Selogmas, na história do “pensamento lógico”, no contexto das Academias no Brasil, é um marco fundamental. O Selogmas foi um seminário pioneiro no campo da Lógica Matemática o qual delineou o caminho que levaria à fundação da Engenharia Lógica e à consolidação de uma nova fronteira de conhecimento voltada à cognição e à consciência cibernética.

Como proponente, organizador e coordenador da primeira edição do Selogmas posso afirmar que o evento estabeleceu o rigor sintático e semântico necessário para qualquer construção formal posterior que conduziram, inclusive, à Engenharia Lógica.

No ano seguinte, o Selogmas 2011 operou uma transição crucial. Sob o tema "Inovação Tecnológica Centrada na Lógica Clássica", o seminário deixou de ser um fórum estritamente teórico para investigar como as estruturas sentenciais poderiam ser a base para o desenvolvimento de sistemas complexos e inovação industrial.

Paralelamente ao estudo sentencial desenvolvido no Selogmas, tratou-se dos predicados no Secafunp (Seminário de Cálculo das Funções Predicativas em Lógica Matemática). Enquanto o Selogmas tratava das proposições, o Secafunp expandia o horizonte para o Cálculo de Predicados: o Secafunp 2010 investigou as "Instâncias Sentenciais e Funções Quantificadas" enquanto o Secafunp 2011consolidou a relação entre a "Lógica Formal e a Filosofia Analítica como Fator de Inovação".

O conhecimento gerado nos eventos mencionados permitiu que a Lógica alcançasse seu estado de "ato" ou realização plena. Em 23 de junho de 2013, realizei a proposição e coordenei a primeira edição do Coentelog (Colóquio Entelechia Logicae).

O termo “Entelechia”, derivado do aristotelismo, foi escolhido para unir o Selogmas e o Secafunp para tratar o pleno desenvolvimento da Lógica Matemática em sua forma mais completa. O Coentelog oficializa apenas uma discussão filosófica, mas o evento lança oficialmente a Engenharia Lógica. Interligado ao Cenenlocog (Centro de Engenharia Lógica e Cognição), o colóquio passou a abordar a aplicação prática da Lógica Matemática em contextos de cognição computacional e sistemas inteligentes.

A evolução do Selogmas não foi uma descontinuação, mas uma derivação qualitativa. O que começou como um estudo dos fundamentos matemáticos na UTFPR transformou-se em uma disciplina aplicada — a Engenharia Lógica — voltada à resolução de problemas complexos e à modelagem de sistemas de consciência cibernética e de tecnologias na indústria dado ser o Cálculo Lógico o motor da inovação tecnológica e da compreensão da cognição humana e artificial.

Carlos Magno Corrêa Dias
15/12/2025

Celebrando o VETERANO Amambaiense.


No último dia 12 de dezembro de 2025, o ex-Combatente, Pracinha, FEBiano, Cobra Fumante, Herói de Guerra da FEB (Força Expedicionária Brasileira), o Herói Justino Pires de Arruda, que lutou na Linha de Frete, com bravura, “na insana e sombria Segunda Guerra Mundial, no norte da Itália, defendendo o mundo livre”, completou seus 106 anos de vida.

DIAS, C. M. C. - 2024

“Ferido em combate ao ser atingido na cabeça por estilhaços de granada, o sobrevivente Tenente Justino Pires de Arruda que depois de recuperado lutou até os últimos dias de participação da FEB na guerra, nasceu em 12 de dezembro de 1919 na Cidade de Amambai (MS) então distrito do município de Ponta Porã à época parte do Mato Grosso (MT) e hoje do Mato Grosso do Sul (MS), recebeu a Medalha Sangue do Brasil aquela condecoração que foi dada aos bravos Combatentes feridos em ação objetiva nas Operações na Itália”.

“Membro da 4ª Cia/II Btl/6º RI (4ª Companhia, do II Batalhão, do 6º Regimento de Infantaria) da FEB”. Como um prêmio para as gerações futuras, o Cobra Fumante Justino Pires de Arruda tem sua incrível história contada no livro intitulado "Soldado Justino: um sobrevivente da FEB". Na obra são registradas muitas das memórias do Soldado Mato-Grossense.

“No livro em referência, a partir de entrevistas com o próprio FEBiano Justino Pires de Arruda, realização de pesquisas em diversos arquivos do Exército Verde Oliva do Brasil e mediante consulta a muitas biografias, é contada a participação ativa do centenário Ex-Combatente nas duras batalhas de Monte Prano, Zocca, Camaiore, Montese, Colechio e na rendição da temida 148ª Divisão de Infantaria Alemã, em Fornovo di Taro; além de se apresentar curiosidades sobre as lutas travadas nos gelados campos de batalha no Norte da Itália durante a segunda Guerra Mundial. A obra, no geral, é uma especial homenagem à coragem, ao sacrifício e ao senso de corpo dos Pracinhas da FEB em prol da liberdade dos povos”.

“O Soldado Justino Pires de Arruda quando iniciou sua vida militar servindo no quartel em Ponta Porã (MS), no antigo 11º Regimento de Cavalaria, atual 11º Regimento de Cavalaria Mecanizada, como a maioria dos Pracinhas da FEB, era um jovem simples que morava na zona rural. Hoje o Tenente Justino Pires de Arruda é um dos Heróis Imortais da Segunda Guerra Mundial a quem deve-se muito”.

Eternamente, a Pátria agradece reconhecendo todo sacrifício do ex-Combatente Justino Pires de Arruda em lutar por seus concidadãos naquela monstruosidade que foi a Segunda Guerra Mundial.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Justino Pires de Arruda; Exemplo, Cobra Fumante, Pracinha, FEBiano, Herói, Imortal, Ex-Combatente Justino Pires de Arruda!

Carlos Magno Corrêa Dias
14/12/2025

13 de dez. de 2025

As “Contingências” chamam reflexão.


“Em sistemas bivalentes e dicotômicos, orientados pela identidade, não-contradição e terceiro excluído, os enunciados podem ser predicados, segundo o tipo de resultados que originam, como sendo tautologias (proposições logicamente verdadeiras), contradições (proposições logicamente falsas) e contingências (proposições contingentes)”.

“As tautologias são enunciados opostos às contradições e denotam aquelas sentenças cujo valor lógico é sempre a verdade independentemente da enunciação da sentença em análise. Reciprocamente, as contradições seriam as negações das necessárias tautologias”.

Com os dois parágrafos anteriores iniciava o prefácio de minha obra “Contingências” (ISBN: 85-88925-09-5), a qual, também, editei e publiquei em 2005 e que integrou meu “Projeto de Pesquisa/Estudos: Contingências” desenvolvido no biênio 2004-2005, sendo o potencial de inovação do projeto classificado como “Produto/Tecnológico/Mundial/Incremental/Intencional”.

DIAS, C. M. C. - 2025

Como afirmei naquele prefácio, “contingências” são “sentenças que apresentam, dependendo dos valores de suas componentes, pelo menos um dos valores mutuamente excludentes; quais sejam: a verdade e a falsidade. Assim, poder-se-ia dizer que uma proposição cuja verdade e falsidade são igualmente possíveis de ocorrer como resultado predicado à sentença corresponde a uma proposição contingente”.
DIAS, C. M. C. - 2005

Mas, sendo mais categórico (e menos formal), uma “contingência” se relaciona a algo que pode vir a acontecer ou não, sendo uma eventualidade e, por isso, não correspondendo aos absolutos denominados “tautológicos ou contraválidos”, mas, que, em dado momento, partindo-se de um mesmo referencial, vai ocorrer de forma distinguida.

Na obra “Contingências”, como deixo evidenciado em distintos escritos, “os propósitos afirmam implicitamente as intenções sempre reveladas, particularmente, em obras publicadas anteriormente”. Assim, foi objetivado apresentar, sob a forma de estrofes, expressões líricas em composição que tratam de situações “contingenciais e não absolutas”, procurando promover a “verdade e falsidade para mesmas proposições dependendo da visão daquele que as observa” as quais embora condicionais são, também, condicionadas.

A obra é um convite à reflexão sobre “a realidade condicional e não tautológica” e, também, não contraválida, necessariamente: mas, “vêm escravizar o ser no mundo das contingências”.

“Para diminuir a distância entre o pseudo bom senso e a necessária razão procura-se na forma condicional das contingências contrapor a compreensão e a aceitação passiva do dilema que envolve a omissão patente em uma sociedade que pouco se esmera para atingir o aperfeiçoamento moral da vida coletiva”.

“Contingências” pretende, então, “possibilitar a reflexão” (ou apenas, suscitar ponderações) “sobre questões que a realidade hodierna insiste em não responder”.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/12/2025

12 de dez. de 2025

Representante Docente em Conselho na TECNOLÓGICA.


O tempo vai passando e a história se encarregando de registrar o legado vivido.

“O tempo é implacável e cada dia que passa se torna parte do registro histórico. O legado não é apenas o que se faz, mas o impacto que se deixa”.

“O legado é composto de ações e/ou obras; de valores e/ou influência; das lembranças”. “A história, por sua parte, é a grande responsável por selecionar e preservar o que ressoa como legado”.

Em 10 de dezembro de 2025, contam-se os dez anos da assinatura do Termo de minha Posse como Conselheiro Eleito do Conselho Deliberativo Especializado de Planejamento e Administração (COPLAD) da TECNOLÓGICA (UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

DIAS, C. M. C. - 2025

Naquele 10 de dezembro de 2015 era oficializado meu segundo mandato como Conselheiro do COPLAD da TECNOLOGICA como Representante Docente do Câmpus Curitiba da UTFPR.

O COPLAD da UTFPR é o Conselho de Planejamento e Administração, órgão superior deliberativo da Universidade responsável por decisões estratégicas ligadas a recursos humanos, financeiros, infraestrutura e desenvolvimento físico.

O COPLAD é órgão deliberativo superior da Instituição e atua como instância máxima da UTFPR em temas administrativos e de planejamento; analisa e recomenda a aprovação de matrizes orçamentárias, diretrizes de rateio entre campi e propostas de investimento; delibera sobre projetos e políticas voltadas ao crescimento e manutenção da estrutura da universidade; participa de decisões relacionadas à gestão de pessoal e políticas administrativas; bem como zela pela boa execução do Projeto Político-Pedagógico Institucional (PPI) da UTFPR.

Por suas funções o COPLAD da TECNOLÓGICA é essencial para garantir transparência nas decisões administrativas; equilibrar interesses entre os diferentes Campi da UTFPR; e, planejar o futuro institucional, alinhando recursos às metas acadêmicas e de expansão.

Pode-se dizer que o COPLAD funciona como o “cérebro administrativo” da UTFPR onde são tomadas as decisões estratégicas que sustentam o funcionamento e o crescimento da Universidade.

Com satisfação do cumprimento das prerrogativas do COPLAD, comemoro, então, com júbilo, a posse oficial no segundo mandato naquele importante órgão ocorrida já há mais de dez anos. Sempre pela manutenção do lema da TECNOLÓGICA: “Tecnologia & Humanismo”.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/12/2025

11 de dez. de 2025

Sempre o engendrar de soluções determinantes.


Pelo Decreto 23.569, de 11 de dezembro de 1933, foi regulamentado o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Agrimensor no Brasil; criando, também, o Sistema CONFEA/CREA (Conselho Federal e Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura).

No dia 11 de dezembro celebra-se o DIA DO ENGENHEIRO.

Que os Engenheiros possam engendrar (engenheirar) cada vez mais soluções adequadas e necessárias para a melhoria de vida das pessoas e para o desenvolvimento, o progresso e a sustentabilidade do Brasil.

DIAS, C. M. C. - 2024

Para celebrar a data, lembro sempre: “ENGENHEIRO NÃO ACHA, ENGENHEIRO DERTEMINA”.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/12/2025

10 de dez. de 2025

A violação dos direitos humanos contínua.


A Organização das Nações Unidas (ONU), em 10 de dezembro de 1948, ao pretender reconhecer a possível “evolução” atingida pela Humanidade adotava a “Declaração Universal dos Direitos Humanos" na qual foram listados os DIREITOS DOS HOMENS imprescindíveis para a “preservação” da própria humanidade.

Em 10 de dezembro de 2025, os homens (e, principalmente, as CRIANÇAS) continuam morrendo por não terem o que comer.

A humanidade insiste em permanecer vivendo na barbárie deixando seres humanos morrerem de fome.

A despeito do absurdo desenvolvimento e progresso das Ciências e das Tecnologias, décadas são passadas e o ser humano segue sendo, invariavelmente, de forma miserável, o covarde algoz do próprio homem ao permitir que seus semelhantes morram de fome.

DIAS, C. M. C. - 2024

“Enquanto existir um único homem morrendo por falta de alimento a Declaração Universal dos Direitos Humanos não está sendo cumprida”.

Carlos Magno Corrêa Dias
10/12/2025

8 de dez. de 2025

As palavras transcendem em “Alegorias do pensar”.


Em 2005, há duas décadas passadas, lançava o livro “Alegorias do pensar” (ISBN: 85-88925-11-7), cujo prefácio, foi, também, de minha responsabilidade.

O livro fez parte do meu “Projeto de Pesquisa/Estudos” com o mesmo nome (“Alegorias do pensar”) e cujo período de elaboração/desenvolvimento foi o biênio 2004-2005, quando se objetivou a compilação e apresentação dos conteúdos da obras “Alçando vôo em rimas” (ISBN: 85-88925-07-9), “Fantasias em palavras” (ISBN: 85-88925-02-8), “Primeiros poemas: brincando com as palavras” (ISBN: 88925-01-X) e “Primeiros poemas” (ISBN: 85-900661-8-5); as quais objetivaram, categoricamente, “alimentar a imaginação e desenvolver a reflexão sobre fatos e entidades existentes na realidade” por intermédio das palavras agrupadas em estrofes.

DIAS, C. M. C. - 2025
DIAS, C. M. C. - 2005

“Alegorias do Pensar” é uma “convergência que leva à imaginação e reflexão conjunta cuja trajetória que levou à criação de obra que reúne o conteúdo das obras precedentemente consideradas que se esgotaram rapidamente. Em vez de simplesmente reeditar aquelas obras separadamente, se optou pelo caminho de síntese, consolidando o conteúdo em um único título para potencializar seus objetivos originais.

Assim, em "Alegorias do Pensar", foi objetivado instigar a imaginação e propiciar a reflexão para aqueles que se divertem e se permitem aprender no mundo das letras, estimular o alcance de voos mais longos na imaginação e se fazer ouvir por meio das palavras, bem como favorecer o entendimento da realidade por meio dos pensamentos intrinsecamente solicitados pela combinação estética e estrutural entre as palavras.

"Alegorias do Pensar" não é apenas uma coletânea, mas a materialização do entendimento de que as palavras são uma ferramenta poderosa. Ao unir o conteúdo dos três livros considerados, a obra reafirma seu propósito de divertir, estimular a imaginação e, de forma tácita, favorecer a reflexão contínua sobre a complexidade da existência e dos fatos do mundo real.

Que "Alegorias do Pensar" possam, intensamente, por tempo ilimitado, vencer expectativas e conduzir os leitores a voos cada mais altos no campo da imaginação, da reflexão e do saber.

Os autores Carlos Magno, Juliana Cecília e Mariana Carolina, com júbilo, convidam para a experiência única que é ler a obra “Alegorias do pensar”.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/12/2025