5 de ago. de 2026

A Arquitetura do Invisível na transformação do real


No Câmpus da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), no Prado Velho, em Curitiba (PR), houve um tempo em que, em cada bloco, o espaço debaixo das escadas que davam acesso ao segundo andar abrigava uma minúscula sala improvisada. Nela, encontravam-se por vezes uma pequena lousa de giz ou um quadro branco, algumas cadeiras de plástico, uma mesa e, possivelmente, um sofá antigo. Tudo muito simples e meio que surrado (já usado antes). Os usuários iam trazendo sem qualquer organização.

Lembro, com alguma nostalgia e sempre com júbilo, das várias vezes em que me reunia com meus alunos das Engenharias naquelas salinhas, geralmente no Bloco Azul (o das Ciências Exatas), onde ministrava a maioria das minhas aulas naquela Instituição de Ensino.


Meus alunos me levavam para aqueles espaços depois das aulas e lá faziam perguntas além do conteúdo normal, geralmente sobre aplicações práticas dos tópicos trabalhados. Aglomerados na entrada para assistir às aulas extras que eu acabava ministrando ali mesmo, muitos diziam: “É aqui que a gente fica diferente”. Era algo surreal, bacana e sem precedentes.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Eu tratava de temas que iam muito além dos conteúdos programáticos das minhas disciplinas. Naquela época, fazia questão de estabelecer a conjunção “pesada” entre a Lógica Matemática e o Cálculo Diferencial e Integral, um procedimento que permitiu formar Bacharéis Engenheiros diferenciados e com expertises distintas do comum.

Aquelas minhas ações, entretanto, davam um “trabalhão” ao saudoso Irmão Firmino, que por várias vezes nos encontrava por lá e perguntava, com sua voz calma, generosa e afetuosa: “O que meninos fazem reunidos aí?”. No entanto, assim que me via, logo dizia: “Professor, vou ver se acho uma sala para o senhor ensinar mais”. Minutos depois, voltava satisfeito e me informava sobre alguma sala desocupada que podíamos utilizar por determinado tempo. Algumas vezes, o Irmão Firmino entrava e, também, assistia às minhas aulas. Era uma honra sem tamanho. Depois, ficávamos apenas conversando sobre as Ciências e a Vida.

O Irmão Firmino Bonato foi um Educador de grande importância para a história educacional da PUCPR e para a formação universitária de professores, além de ter sido membro do Círculo de Estudos Bandeirantes da PUCPR.

O Irmão Firmino (o Mestre Firmino) é tomado como um dos pilares fundamentais para a padronização e o avanço do ensino de Ciências Exatas no país. Como religioso marista, fez parte da rede de educadores que moldou de forma decisiva o panorama do Ensino Católico e Superior no Paraná e em outras regiões do Brasil, refletindo o compromisso histórico da Congregação Marista com o desenvolvimento da Educação de qualidade.

Alguns de meus alunos permaneciam juntos naquelas reuniões com o Irmão Firmino, e um grupo deles passou a integrar a Pastoral Universitária da PUCPR, da qual também fiz parte.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/08/2026

4 de ago. de 2026

Notório Exemplo de Fracasso Vivido. (BIS)


No exato momento em que percebermos que nossas vidas valeram terem sido vividas, teremos, certamente, a confirmação de como nossas vidas foram inúteis.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2019 

Carlos Magno Corrêa Dias
04/08/2026

Nota:
O aforismo em questão foi apresentado, também, em 25/07/2013 e em 31/07/2019.

3 de ago. de 2026

Cálculo e Lógica gerando voadores espertos


Não foi uma, nem duas, mas várias vezes: descendo a rampa do prédio das Engenharias do Câmpus Curitiba da Sede Central da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), muito depois das 23 horas, eu parava e punha-me a explicar determinado assunto de Cálculo 3 (Cálculo Diferencial e Integral envolvendo Variáveis Complexas e Análise Vetorial) que acabara de ministrar para meus alunos dos Cursos de Engenharia (geralmente às sextas-feiras).

Vezes houve em que me sentei no chão junto com eles para debater algum ponto de dúvida. Na verdade, a grande maioria da turma permanecia atenta ao redor. Detalhe: quase sempre o estacionamento em frente à Instituição, onde deixava meu automóvel, fechava, e eu me via obrigado a pegar um táxi para retornar para casa depois da meia-noite, pois meu carro ficava lá até o dia seguinte, tendo em vista que o estacionamento fechava às 23h15.

Outras vezes, continuávamos em sala de aula mesmo muito depois do horário, que terminava às 23 horas. Alguns alunos saíam devido a terem que pegar ônibus, mas a maioria permanecia, e as perguntas se estendiam sempre. Os atendentes de alunos (os inspetores) não gostavam muito, pois necessitavam apagar as luzes e fechar as salas depois que tudo acabava. E, nestes dias, o meu carro, mais uma vez, passava a noite no estacionamento e eu retornava para casa de táxi.

Outra ocorrência marcante foi a dos alunos passando “voando” ou “nadando” nos ares pelas janelas das salas onde ministrava minhas aulas, geralmente as duas últimas da noite. As salas tinham aquelas grandes janelas no alto das paredes, próximas ao teto, voltadas para os corredores. Os alunos se organizavam e erguiam no ar seus colegas, dando a impressão real de que estavam voando ou nadando. Várias vezes paravam e davam “tchauzinho” para o professor. Houve situações, também, em que apenas as cabeças apareciam sorrindo subindo e descendo.

O interessante é que muitos desses alunos eram de turmas anteriores e já haviam tido aulas de Cálculo comigo. Segundo eles, era uma forma de homenagear o professor e manter o contato. Na verdade, era uma curtição daquelas, um agito saudável nos corredores.

Houve ocasiões em que até traziam cartazes feitos à mão com dizeres do tipo: “É isto aí mesmo, o bicho vai pegar!”, “Fiquem ligados meninada porque tudo vai mudar depois das Integrais de Superfície”, “Mestre mostra para eles o Cálculo de verdade com as variáveis baseadas em Números Quatérnios”.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Dias memoráveis. Mesmo diante da complexidade e da dificuldade dos temas tratados (sempre com o rigor da Matemática e com as temidas exigências da Lógica), as turmas se mostravam felizes e aplicadas com aquele conhecimento que tanto tem ajudado os atuais Engenheiros cuja formação acadêmica contou com minha contribuição.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/08/2026

2 de ago. de 2026

A História de um Gigante Imortal


Diante da marcha das décadas, certos homens se erguem como monumentos inabaláveis da memória nacional. Aos 107 anos, o pernambucano Joaquim Patrício de Araújo, veterano remanescente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), é a síntese viva da bravura, do sacrifício e da dignidade de um país que atravessou o Atlântico para defender a liberdade no mundo.

Nascido em 22/08/1918 no Povoado de Angélica, em Vicência, Pernambuco, Joaquim carrega na pele e na alma a saga de uma nação. Em 1943, ao alistar-se no Exército Verde-Oliva, o jovem sertanejo aceitou o chamado do dever para defender o país, integrando como soldado a Segunda Companhia do Primeiro Batalhão do Primeiro Regimento de Infantaria, o histórico Regimento Sampaio.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A atuação do Pracinha Joaquim Patrício de Araújo no norte da Itália ultrapassa o heroísmo convencional ao participar das batalhas cruciais e sangrentas do conflito ocorridas no início de 1945 como parte fundamental da Operação Encore. Um dos objetivos da FEB era romper a célebre Linha Gótica, a última e mais fortificada linha de defesa alemã, permitindo o avanço das forças aliadas rumo a Bolonha.

Sob condições absolutamente hostis, o Soldado Joaquim Patrício de Araújo e seus bravos companheiros enfrentaram o fogo impiedoso e a mortífera artilharia inimiga, além do rigor de um inverno implacável, marcado por neve, lama, fome e um terreno extremamente íngreme que transformava os combatentes em alvos vulneráveis. Superando cada uma dessas barreiras com coragem e determinação inabaláveis, os Pracinhas conquistaram posições estratégicas gravando o nome do Brasil na vitória dos aliados.

Contudo, a grandeza de um verdadeiro herói não se encerra nos campos de batalha. Ao retornar vitorioso ao solo pátrio, o FEBiano Joaquim Patrício de Araújo continuou a edificar o país com o suor de seu trabalho civil. Homem de valores sólidos e de profunda dedicação, ele atuou no Departamento Nacional de Endemias Rurais, onde desempenhou um papel relevante para o desenvolvimento e o fortalecimento da saúde pública no interior do Brasil, além de ter trabalhado duro na estiva do Porto do Recife.

Valente no combate e incansável no cotidiano, o nobre veterano demonstrou que o amor à Pátria se traduz tanto na defesa de suas fronteiras quanto no serviço contínuo ao seu povo.

Mais de oito décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, celebrar a vida e a trajetória de Joaquim Patrício de Araújo é um ato de profunda gratidão nacional. Como testemunho vivo e ponte direta entre o Brasil de hoje e os homens que atravessaram o mar para combater o horror em terras estrangeiras, a existência do bravo Joaquim Patrício de Araújo preserva uma experiência que o tempo não pode apagar.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve o Cobra Fumante, Pracinha, FEBiano e Herói Imortal, Joaquim Patrício de Araújo!

Carlos Magno Corrêa Dias
02/08/2026

31 de jul. de 2026

Recordando reflexões decenais e quinquenais de julho


Ao se alcançar o dia 31 de julho de 2026, volto o olhar para minhas publicações veiculadas em meus espaços digitais pessoais nos marcos de julho de 2016 e julho de 2021. Percebo, então, que o exercício de reflexão comemorativa vem celebrar o compromisso contínuo com o rigor lógico, o desenvolvimento tecnológico e científico, a preservação da memória histórica, a sustentabilidade social e a valoração da dignidade humana.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Há uma década, em julho de 2016, as postagen em evidência destacavam o protagonismo do ensino superior paranaense no ranking QS BRICS, com sete universidades do estado entre as mais respeitadas do bloco, além de celebrar a conquista de cinco medalhas brasileiras na Olimpíada Internacional de Física, em Bangkok. No campo da formação acadêmica, registrou-se a certificação do Curso de Extensão em Cálculo Lógico Dedutivo Sentencial na UTFPR, capacitando estudantes em álgebra proposicional e lógica dedutiva para o desenvolvimento do raciocínio crítico e tomada de decisão.

O compromisso socioambiental manifestou-se na divulgação da Cartilha do PNUD sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no incentivo ao ODS 4 e na proposição do modelo da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação, articulando Universidade, Governo e Indústria. A abordagem humanista completou-se com homenagens ao conservacionista Adelmar Coimbra Filho, com o Dilema de Assombrosa Vacância, reflexões sobre o futuro da relação homem-máquina e a celebração dos valores franciscanos de Paz e Bem.

Em julho de 2021, marco quinquenal, minhas publicações reafirmaram o dever de memória histórica ao homenagear os Veteranos Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) por seus feitos na Segunda Guerra Mundial. Na passagem do Dia Nacional do Escritor, celebrou-se a década do registro de propriedade intelectual do livro Lógica Matemática: Introdução ao Cálculo Proposicional e os cinco anos da conclusão de seu curso correspondente.

Homenageou-se Albert Santos Dumont pelo pioneirismo da primeira aeronave dirigível prática e registrou-se a contribuição técnica na elaboração da Rota Estratégica do Papel, voltada à economia circular para 2026, além dos debates em Inovação Aberta e Transformação Digital. No plano humanista, a análise da obra Os Miseráveis, de Victor Hugo, reforçou a urgência do olhar compassivo sobre a miséria humana, somando-se à metáfora existencial da Matrix e aos ideais da paz.

No endereço
https://drive.google.com/file/d/1620c1Lj9ctbeHMsVndB3mojqvUOu8-yS/view?usp=sharing encontram-se as publicações citadas de julho/2016.

No endereço

https://drive.google.com/file/d/1v5Stjpbo2CwiH_CiRMJ-Vg_1wKb_0m8G/view?usp=sharing encontram-se as publicações citadas de julho/2021.

Carlos Magno Corrêa Dias
31/07/2026

30 de jul. de 2026

O legado de "O Legendário" ecoa eternamente.


Em 10 de maio, foi celebrado o DIA DA ARMA DE CAVALARIA, uma homenagem solene ao nascimento do Marechal Manuel Luís Osório (1808-1879), o insigne Marquês de Herval e Patrono da Cavalaria do Exército Verde-Oliva do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

Personificação perfeita do ideal de lealdade, coragem e devoção à Pátria, o Marechal Manuel Luís Osório construiu uma trajetória incomparável, alçando-se do modesto posto de praça, aos 15 anos de idade, ao topo da hierarquia militar como Marechal, feito extraordinário que o consagrou na memória nacional sob o honorável título de "O Legendário".

A vida do Marechal Manuel Luís Osório foi uma lição contínua de amor e dedicação ao Brasil, impulsionada por sua bravura ímpar e invulgar competência nos campos de batalha. Como brilhante comandante de esquadrões, regimentos e exércitos, desempenhou papel crucial nos momentos mais decisivos do Império, atuando com destaque supremo nas Campanhas da Independência, da Cisplatina, de Monte Caseros e na Guerra da Tríplice Aliança, onde sua visão tática e conduta heroica foram determinantes para consolidar as grandes vitórias brasileiras.

Como costumava ensinar o Nobre Marechal: "Soldados! É fácil a missão de comandar homens livres; basta mostrar-lhes o caminho do dever".

Com a máxima precedente o Marechal Manuel Luís Osório sintetizava a essência de sua liderança humanista e firme. Sua influência transcendeu os campos de combate e projetou-se com enorme respeito no cenário político da época, evidenciando seu profundo engajamento com os rumos do Império.

A nobreza de espírito do Marechal Manuel Luís Osório traduz-se também em sua heráldica: o brasão do Marquês de Herval ostenta orgulhosamente três estrelas douradas, um tributo perpétuo aos três ferimentos de fuzil sofridos em seu rosto na cruenta Batalha de Avaí, em dezembro de 1868 (marcas sagradas de um herói linha de frente que jamais recuou no cumprimento do dever).

Consagrado oficialmente em 1962 como Patrono da Arma de Cavalaria, o Marechal Osório permanece não apenas como um estrategista vitorioso, mas como o próprio símbolo da disciplina, da honra e do civismo que continuam a inspirar as gerações de militares brasileiros.

Em sua homenagem, foi instituída pelo Decreto número 6.618/2008 e regulada pela Portaria número 957/2008 do Comandante do Exército, a Medalha Osório.

O Legendário Marechal Manuel Luís Osório destaca-se como nobre condecoração destinada a premiar os militares que se notabilizam por seu desempenho funcional irrepreensível, conduta ilibada, excepcional preparo físico e espírito esportivo.

Manuel Luís Osório revelou-se, para a eternidade, como um comandante verdadeiramente fascinante, que pelo brilho de sua coragem e força de seu próprio exemplo arrebatou e liderou seus homens na construção e na defesa incondicional da Nação Brasileira.

Carlos Magno Corrêa Dias
30/07/2026

29 de jul. de 2026

O Legado de Max Wolff Filho


A história é pavimentada pelas trajetórias silenciosas de homens simples que, diante do chamado do dever, agigantam-se. Max Wolff Filho (1911-1945) é um destes Heróis Imortais da Pátria que personificam a síntese do caráter nacional: a resiliência no trabalho, a empatia com os semelhantes e uma bravura desmedida.

Nascido na cidade de Rio Negro (PR), em 29/07/1911, há exatos 115 anos, descendente de alemães, Max Wolff Filho, consagrado por seus méritos como o "Rei dos Patrulheiros", cresceu em uma época marcada pelo eco das fronteiras em conflito na Guerra do Contestado e pela memória da Primeira Guerra Mundial. Das madrugadas auxiliando o pai na torrefação de café à rotina vigorosa como escriturário e carregador nos vapores do Rio Iguaçu, compreendeu cedo o valor do suor e do esforço coletivo.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Max Wolff Filho ingressou nas fileiras do Exército e, posteriormente, na Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde atuou como instrutor e comandante de vigilância. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, apresentou-se voluntariamente para servir na Força Expedicionária Brasileira (FEB). Aos 33 anos, integrado ao tradicional 11° Regimento de Infantaria da FEB, rapidamente conquistou o respeito e o afeto de seus pares. Sua liderança não se impunha pelo temor da hierarquia, mas pelo afeto e pelo exemplo. O tratamento dispensado aos subordinados era notável. Mesmo pertencendo à Companhia de Comando, recusava a “segurança” da retaguarda e encarava a linha de frente.

No ataque a Monte Castelo, a presença de Max Wolff Filho foi incessante: avançava sob o fogo cruzado para abastecer a frente com munições e retornava carregando os feridos e os corpos dos caídos. A lealdade inabalável aos companheiros e a serenidade diante da morte fizeram dele o homem das missões impossíveis, “o voluntário de todas as horas”.

Em 12 de abril de 1945, na região de Riva di Biscia (próximo de Montese, na Itália), à frente de um pelotão de choque especializado, o 2º Sargento Max Wolff Filho marchou com duas fitas de munição trançadas sobre os ombros, com o desassombro típico dos grandes líderes. A rajada inimiga que silenciou seu peito não foi capaz de calar o seu exemplo. A comoção provocada por sua queda gerou atos de bravura quase suicidas por parte de seus homens, que se recusavam a deixar o corpo do comandante para trás. Nos dias seguintes, a grande ofensiva triunfou e Montese foi conquistada.

Promovido post mortem a Segundo-Tenente e condecorado com as mais altas honrarias nacionais e internacionais, o Cobra Fumante legou ao Brasil um patrimônio moral inestimável. O espírito “imparável” e heroico de Max Wolff Filho permanece vivo na memória institucional do Exército Brasileiro.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve, Salve! Salve, Cobra Fumante, FEBiano, Herói da Pátria Brasileira, Rei dos Patrulheiros: Max Wolff Filho!

Carlos Magno Corrêa Dias
29/07/2026

27 de jul. de 2026

O Imperativo de um Pracinha da FEB


Há trajetórias humanas cuja grandeza não se mede apenas pela longitude dos anos vividos, mas pela profundidade do compromisso assumido com a dignidade da humanidade. A passagem do ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Soldado Cícero Germano dos Santos, nascido em 22/02/1922 e falecido em 23/07/2026, marca o encerramento do capítulo terreno de um patrimônio moral do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026 

Celebrar a memória do Pracinha Cícero Germano dos Santos, Herói da Humanidade, é realizar um ato de justiça histórica e render tributo a uma geração que atendeu ao chamado do dever no momento em que o mundo mais necessitava de coragem.

Em fevereiro de 1945, o jovem Cícero embarcou rumo ao Teatro de Operações da Itália integrando o 5º Escalão do Exército Brasileiro. Designado para atuar no Centro de Recompletamento de Pessoal (CRP), que constituiu estrutura vinculada ao Depósito de Pessoal da FEB, o Soldado Cícero Germano dos Santos desempenhou uma função estratégica de valor inestimável para a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial na Europa.

Longe de ser uma atividade secundária, o trabalho no CRP e no Depósito de Pessoal representava a espinha dorsal logística e tática das forças brasileiras no front europeu. No rigoroso inverno das montanhas italianas, sob condições climáticas adversas e em meio ao desgaste ininterrupto da campanha contra a opressão totalitária, cabia a essa estrutura a missão vital de preparar os contingentes e garantir a rápida reposição das baixas sofridas nas linhas de frente em episódios decisivos como Castelnuovo e Montese, sustentando o esforço final da vitória dos Aliados na Itália.

Sem a sustentação rigorosa e incansável proporcionada pelos Combatentes como Cícero Germano dos Santos, a operacionalidade e a firmeza dos Regimentos de Infantaria na frente de batalha teriam colapsado. Trata-se do altruísmo em sua forma mais pura: o trabalho abnegado e consciente de sustentação da vitória, exercido com devoção patriótica até o encerramento definitivo das hostilidades na Europa em maio de 1945 e seu vitorioso regresso à pátria.

O falecimento do veterano desperta a dor da despedida, mas consagra a perenidade do seu exemplo. Cícero Germano dos Santos incorporou os valores mais nobres do soldado brasileiro: a resiliência perante as adversidades, a modéstia no cumprimento da missão e a dedicação irrestrita à liberdade dos povos. Sua vida centenária é um farol para as futuras gerações, recordando que a paz e a democracia vigentes são frutos diretos do sacrifício e da bravura de homens de sua estirpe.

Ao Herói Cícero Germano dos Santos, rende-se o preito de gratidão eterna. A sua história permanecerá gravada nas páginas indeléveis do civismo do Brasil, sendo seu repouso final acompanhado pelo eco solene de seu legado.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Cícero Germano dos Santos!

Carlos Magno Corrêa Dias
27/07/2026

26 de jul. de 2026

Celebrando uma Década de “Nanotecnologia e Sustentabilidade”


Em 26/07/2016, era publicado, no jornal Gazeta do Povo, no blog Giro Sustentável, o meu artigo intitulado “Nanotecnologia e sustentabilidade” no qual apresentei uma análise sobre o avanço das Ciências em escala nanométrica.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao completar dez anos da correspondente veiculação, constata-se que a Nanotecnologia deixou de ser uma especulação do tipo de “ficção científica” para se consolidar como uma realidade incontornável do arranjo científico e industrial contemporâneo.

O artigo conceituava a Nanotecnologia como o conjunto de conhecimentos e técnicas voltados à criação de dispositivos e materiais a partir do controle preciso da matéria em escala nanométrica (alocação estratégica de átomos e moléculas).

A importância do artigo reside em equilibrar o otimismo tecnológico com a responsabilidade ambiental alertando para a falta de dados consolidados sobre como os rejeitos nanométricos se comportavam na época, como eram transportados e de quais formas poderiam afetar os ecossistemas e a saúde humana a longo prazo.

Como exemplo prático, analisei o Fulereno, um nanomaterial aplicado na conversão de energia, fármacos, lubrificantes e semicondutores. Por ser insolúvel em água e possuir um interior hidrofóbico, sua liberação sem o devido tratamento pode levar à formação de aglomerados de partículas significativamente maiores que as moléculas originais. O fenômeno analisado afeta diretamente a dinâmica hídrica e a integridade dos ecossistemas aquáticos.

Diante do curto tempo de experimentação e da ausência de produção industrial massiva na época, no artigo afirmei a necessidade de estudos aprofundados para nortear futuras normas e diretrizes ambientais, o que sigo defendendo até hoje.

O ensaio aponta que o “advento nanotécnico” exige uma mudança de patamar do setor industrial, obrigando as corporações a avaliarem não apenas lucros e competitividade, mas também a manutenção da Responsabilidade Social Corporativa e o cumprimento de diretrizes sustentáveis.

Pensando em uma solução propositiva, no artigo defendo a união indissociável das três forças essenciais da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação baseada na força da Lei determinada pelos Governos, no conhecimento científico desenvolvido nas Universidades e na transformação das descobertas em soluções de mercado ditadas pelas Indústrias.

Uma década após a publicação original, o pensamento expresso no artigo “Nanotecnologia e sustentabilidade” permanece como um farol. O texto demonstra que o progresso científico autêntico não é medido tão somente pela escala microscópica das estruturas que se domina, mas pela maturidade com que se alinha a inovação à preservação da vida e do planeta.

O artigo está disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/10alKbH9AJIW-fSyZHJJNmVIelsZDJW8b/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
26/07/2026

24 de jul. de 2026

O Impacto Transgeracional na Docência nas Exatas.


No Ensino Superior, a distribuição de honrarias acadêmicas obedece a uma curva fortemente assimétrica: enquanto a média da categoria fica entre 1 e 3 homenagens ao longo de toda a carreira (25 a 35 anos), um grupo restrito de docentes (menos de 5%) acumula entre 10 e 15 tributos. No contexto em tela, a trajetória do Professor Carlos Magno Corrêa Dias inclui 28 homenagens acadêmicas, evidenciando uma continuidade no reconhecimento de suas contribuições docentes e do relacionamento construído com a comunidade universitária.

Semelhante conjunto de distinções torna-se ainda mais singular ao se considerar que lecionou disciplinas de alto rigor analítico e elevadas taxas de retenção (como Cálculo Diferencial e Integral e Lógica Matemática), as quais costumam polarizar a percepção discente. Todavia, quando o docente harmoniza a exigência conceitual com empatia e capacidade didática para guiar a turma nos momentos de maior complexidade e dificuldades, os alunos retribuem prestando o devido reconhecimento ao encerrarem suas graduações.

Dentre as distinções auferidas, o Professor Carlos Magno Corrêa Dias foi contemplado 16 (dezesseis) vezes como Professor Homenageado, atestando a constância da excelência didática por décadas; 8 (oito) vezes como Paraninfo, demonstrando ter sido considerado a principal referência intelectual e ética nas cerimônias; 2 (duas) vezes como Pai Homenageado de Formandas, conectando a vocação profissional ao orgulho familiar; além de ter sido escolhido uma vez como Nome de Turma e uma vez como Patrono, eternizando sua presença na identidade histórica de tais formações.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Três pilares sustentam esse legado: (a) Superação do Ciclo Básico, convertendo matérias temidas em aprendizado transformador; (b) Impacto Transgeracional, mantendo-se acessível e inspirador para diferentes gerações; e (c) Marca na Memória Institucional, transformando o histórico individual em patrimônio afetivo da universidade.

No contexto paranaense, essa trajetória ganha ainda maior amplitude. Na UTFPR, marcada pela tradição de rigor nas Engenharias, alcançar múltiplas homenagens evidencia o respeito pela dedicação ao ensino público de excelência. Na PUCPR, reflete o destaque humanista em um corpo docente amplo e altamente capacitado. Nas então Faculdades Positivo, especificamente na Faculdade de Informática, expressa a atuação decisiva na fundação das bases pedagógicas dos cursos de Exatas e de Tecnologia em um período de profunda disrupção no cenário tecnológico global.

O compêndio completo e a contextualização das homenagens podem ser consultados no artigo “Legado via Homenagens Acadêmicas” (https://drive.google.com/file/d/1yEUMZqQtsBgCFt2G4Q4laPY4kKrgrBMe/view?usp=sharing).

Curitiba, 24/07/2026

22 de jul. de 2026

Professor é aquele que ensina e aprende. (BIS)


No mundo do saber e do conhecimento, pobre é aquele que não tem o que ENSINAR e tolo é aquele que não tem o que APRENDER. Mas, a conjunção entre ENSINAR e APRENDER é qualidade apenas do VERDADEIRO PROFESSOR.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2019

Carlos Magno Corrêa Dias
22/07/2026

P.S.: O aforismo em questão foi apresentado, também, em 15/10/2019.

20 de jul. de 2026

O Mestre dos Ares segue dividindo realidades.


Em 20 de julho de 1873 nasceu Alberto Santos Dumont (1873-1932) aquele que é o “Mestre dos Ares e o Engenheiro da Aviação Prática”, um gênio Aeronauta muito além de seu tempo que transformou os céus para sempre.

Inventor por excelência, dos homens mais inovadores que a história já conheceu, o brasileiro Alberto Santos Dumont foi o primeiro Aeronauta a cumprir um circuito pré-estabelecido conduzindo um balão dirigível (um aeróstato, ou aeronave mais leve que o ar) com motor a gasolina, na presença de testemunhas e com registro oficial.

Seu feito pioneiro realizado em 19 de outubro de 1901 com o seu dirigível “Número 6” lhe rendeu o reconhecimento da “Fédération Aéronautique Internationale” (FAI) e o Prêmio “Deutsch”.

O Prêmio “Deutsch”, lançado em 01/05/1900, destinou cem mil francos à primeira pessoa que conseguisse voar do Parque Saint-Cloud (em Paris, França) até a Torre Eiffel (em Paris, França), sobrevoando o Rio Sena, e retornar em menos de 30 minutos com um balão dirigível. O vencedor Alberto Santos Dumont deu a metade do Prêmio “Deutsch” para sua Equipe e a outra metade para os pobres de Paris.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2025

O fantástico Alberto Santos Dumont é um marco na história da aviação e é seu divisor criando um período antes de Alberto Santos Dumont e outro depois de Alberto Santos Dumont.

Alberto Santos Dumont é o inventor da primeira AERONAVE DIRIGÍVEL PRÁTICA. Depois de sua invenção os homens seguiram seus passos criando no campo da aviação e tanto os aeróstatos quanto os aerodinos (aeronaves mais pesadas que o ar) puderam voar pelos céus enfim.

No dia 20/07/1969 a tripulação da Apollo 11 realizou o primeiro pouso tripulado na Lua no Mar da Tranquilidade. No dia 20/07/1976 a sonda da nave Viking 1 aterrissou no solo de Marte. Acontecimentos estes apenas possíveis após a invenção de Alberto Santos Dumont. Ressalte-se o dia e o mês de tais acontecimentos, que coincidem exatamente com a data de nascimento do inventor.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2024

Alberto Santos Dumont foi reconhecido pela Força Aérea Brasileira (FAB) como Marechal do Ar em 22/09/1955 (o posto mais elevado da FAB). A FAB mantém o nome de Alberto Santos Dumont no Almanaque de Heróis do Ministério da Aeronáutica celebrando seu legado e concedendo a Medalha Mérito Santos-Dumont, a qual objetiva galardoar aqueles que tenham prestado relevantes serviços à FAB ou que tenham dado contribuições significativas para o desenvolvimento e promoção da aviação.

No meu artigo intitulado “Celebrando o Mestre dos Ares e o Engenheiro da Aviação Prática”, presto homenagens ao formidável Alberto Santos Dumont apresentando um breve relato sobre suas incríveis conquistas. O texto continua disponível nos endereços https://fne.org.br/artigos/6903-artigo-celebrando-o-mestre-dos-ares-e-o-engenheiro-da-aviacao-pratica e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/22027-celebrando-o-mestre-dos-ares-e-o-engenheiro-da-aviacao-pratica.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/07/2026

16 de jul. de 2026

Transcendendo possibilidades acadêmicas.


Celebrar a trajetória docente é resgatar os laços invisíveis entre a Cátedra e os Estudantes que por ela passaram. Ao longo de décadas dedicadas ao Ensino Superior nas áreas das Ciências Exatas e das Tecnológicas, meu exercício do magistério revelou-se mais que um ofício técnico: foi uma jornada de transformação, na qual aprendizes se tornaram afilhados e/ou todos se consagraram como profissionais que moldam realidades.

As distinções acadêmicas recebidas ao longo de mais de trinta anos de carreira como Professor constituem expressão ímpar de reciprocidade. Ao ser escolhido como Paraninfo, Nome de Turma, Professor Homenageado ou Patrono de Turmas de Formandos tenho confirmado que minha atuação como Professor ultrapassou as barreiras físicas da sala de aula.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o reconhecimento estendeu-se por Cursos de Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Ciência da Computação, Matemática e Química Industrial, revelando que o rigor das Ciências se entrelaçou com a excelência da afetividade na relação Professor/Aluno.

Já na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), as homenagens perpetuaram-se em áreas fundamentais para o desenvolvimento industrial, como as Engenharias Mecânica e Industrial Mecânica. Da mesma forma, os tributos recebidos dos Estudantes das Faculdades Positivo na década de 1990 consolidaram um legado pioneiro em Lógica, Informática e Computação, em um momento de franca expansão tecnológica.

Cada título acadêmico recebido carrega uma simbologia própria: o Paraninfo é o padrinho da turma, o guia que profere a última lição solene; o Patrono é a referência intelectual e moral que inspira os graduandos; o Professor Homenageado representa a dedicação em sala de aula e a didática acolhedora; e o Nome de Turma é a mais íntima das homenagens, em que os formandos decidem carregar para sempre a assinatura de um mestre como símbolo de sua identidade coletiva.

Revisitar essa linha do tempo é perceber que o ideal de educar sempre pretendeu tocar o futuro. Cada colação de grau eterniza o instante em que teoria e técnica se fundem com a empatia humana.

As honrarias recebidas (dezesseis vezes como Professor Homenageado, oito vezes como Paraninfo, duas vezes como Pai Homenageado de Formanda, uma vez como Nome de Turma e uma vez como Patrono) reforçam a convicção de que tive o privilégio de instruir mentes e contribuir para a formação de cidadãos.

Mas o maior prêmio de um Professor reside em confirmar o sucesso de seus afilhados; o que o faço, constante e continuamente, a cada dia.

O detalhamento das homenagens recebidas pode ser consultado no endereço: https://drive.google.com/file/d/1jvfS-rUqdq8Z6S-Aqys89n8cN7LIkk-X/view?usp=sharing.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/07/2026

12 de jul. de 2026

O alerta sobre a fome infantil continua.


Em julho de 2021, o Brasil enfrentava período desafiador de sua história recente muito em decorrência do impacto econômico e social da pandemia de Covid-19. Mazelas estruturais antigas ganharam contornos ainda mais dramáticos. Foi naquele cenário que foi publicado o meu artigo "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil", veiculado, inicialmente, na página oficial do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), e, dias depois, na Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).

Celebrar o aniversário de cinco anos das publicações do artigo em referência não significa festejar o tema central abordado (a dor da Insegurança Alimentar), mas sim homenagear o papel crucial da escrita e da tomada de consciência social por setores fundamentais da sociedade civil, como o da Engenharia.

A Engenharia Humanitária (ou Socioengenharia) afasta-se da visão puramente tecnocrática para focar no impacto direto das ações possíveis na qualidade de vida, na dignidade humana e no desenvolvimento sustentável. Sob essa ótica, a “técnica” não é um fim em si mesma, mas um meio para resolver problemas humanos concretos.

"A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil" não é apenas um diagnóstico estatístico; é um grito de socorro em nome da infância. Ao apontar que a fome "aniquilava a vida de crianças", coloca-se em evidência o aspecto mais cruel da desigualdade: a interrupção do futuro. A subnutrição na primeira infância deixa sequelas irreversíveis no desenvolvimento cognitivo e motor, cobrando um preço alto de gerações inteiras.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Trazendo uma reflexão sobre o papel das Ciências Exatas e da Infraestrutura na construção de uma Nação, o texto é um chamado e relembra que a técnica deve sempre servir à vida. Não há desenvolvimento tecnológico ou crescimento econômico real em um país que não consegue garantir o prato de comida para as suas crianças. A fome, afinal, é, também, um problema de Engenharia, de Logística de Distribuição e de Soberania Alimentar.

Passados cinco anos daquele julho de 2021, o artigo permanece como um marco de memória e um termômetro para ações presentes. Ele força a olhar para trás e segue perguntando: o quanto se avança na proteção das crianças?

As políticas públicas implementadas desde então foram suficientes para mitigar o cenário de horror descrito em "A fome avança aniquilando a vida de crianças no Brasil"?

O alerta continua vivo, lembrando que a erradicação da fome infantil não é uma meta abstrata para o futuro, mas uma urgência ética e inadiável para o dia de hoje.

O artigo em tela encontra-se disponível nos endereços: https://www.fne.org.br/artigos/6329-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil e https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/20369-artigo-a-fome-avanca-aniquilando-a-vida-de-criancas-no-brasil.

Carlos Magno Corrêa Dias
12/07/2026

11 de jul. de 2026

Celebrando o Registro de "Extratos Lógicos Atemporais"


Em 11/07/2016, um marco jurídico e intelectual era consolidado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Sob o número de Registro 712.861, lavrado no Livro 1.378, à Folha 268 do Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), a obra "Extratos Lógicos Atemporais" recebia formalmente a sua certidão de nascimento perante a Propriedade Intelectual (PI) do Brasil.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Com primeira edição publicada no final de 2015 sob o ISBN 978-85-88925-24-3, a obra já nasceu com a proposta de ser, genuinamente, atemporal. No prefácio de "Extratos Lógicos Atemporais", destaco que o livro nunca teve a pretensão de ser um manual rígido, sequencial ou academicamente engessado. Pelo contrário, foi proposto um conjunto de "extratos" e de reflexões que deveriam flutuar livremente entre a precisão e as fronteiras do refletir.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2015

Celebrar a data do Registro de PI em pauta é recordar o concatenar dos saberes envolvidos. "Extratos Lógicos Atemporais" estruturou-se em cinco capítulos que funcionam de maneira independente, mas dialogam em uma sinfonia interdisciplinar.

Nos Capítulos I, II e III, tem-se uma base formal. A jornada começa ancorando a Teoria dos Conjuntos na Lógica Matemática Sentencial, passa pela densidade filosófica e linguística da concepção de Rudolf Carnap (1891-1970) sobre a Matemática, e deságua no Raciocínio Lógico Dedutivo Proposicional, onde ferramentas formais desmascaram falácias e sofismas de forma cirúrgica.

Nos Capítulos IV e V, o olhar se volta ao futuro, dado que o livro avança para a Computação em Nuvem, debatendo os pilares de segurança digital que hoje, em 2026, são mais críticos do que nunca. Por fim, a obra eleva o debate ao patamar da Engenharia Universal, conectando de forma lógica a Química Verde à Sustentabilidade e à Engenharia Química.

Dez anos após o seu registro oficial no Ministério da Cultura, o livro cumpre com louvor o seu maior objetivo: fornecer perspectivas que permitam extensões e motivem estudos mais aprofundados.

Rememorar o Registro de PI de "Extratos Lógicos Atemporais" é lembrar que a Ciência e a Filosofia não precisam ser lineares para serem profundas. Neste décimo aniversário de Registro, segue-se convidando a pensar o conhecimento de forma livre para o transcender.

Carlos Magno Corrêa Dias
11/07/2026

Referências:
(1) DIAS, Carlos Magno Corrêa (org.); DIAS, J. C. G. C.; DIAS, M. C. G. C. Extratos lógicos atemporais. [Registro de Propriedade Intelectual número 712.861, Livro 1.378, Folha 268]. Escritório de Direitos Autorais (EDA), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Ministério da Cultura (MinC), Rio de Janeiro (RJ), 11 jul. 2016.
(2) Prefácio da obra "Extratos Lógicos Atemporais" disponível em: https://repositorio-entelechia-logicae.blogspot.com/2024/03/prefacio-primeira-edicao-de-extratos.html.

8 de jul. de 2026

O banquete e a migalha.


Uns têm dinheiro, outros saúde. Há quem desfrute de felicidade, emprego e descanso. Mas, há, também, batalhões de desgraçados que dividem o frio e a fome.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Carlos Magno Corrêa Dias
08/07/2026

6 de jul. de 2026

Reflexões sobre a Razão e a Dignidade Humana.


No fluxo incessante do tempo, certas datas funcionam como âncoras para a memória intelectual. Em 2026, celebro o jubileu de cristal (15 anos) do Registro de Propriedade Intelectual de minha obra "Dilemas cotidianos" (PI 532.257 / Livro 1.011 / Folha 352), cujo documento foi emitido em 06 de julho de 2011 pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Biblioteca Nacional (BN). O correspondente Registro de PI é a salvaguarda de uma reflexão sobre a condição humana e que foi eternizada sob o selo do Ministério da Cultura (MinC).

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Aquela minha obra, chancelada com o ISBN de número 978-85-88925-12-0, surgiu como um convite ao embate filosófico. Propus que o "dilema" fosse adotado como uma "intensa batalha contínua" entre conceitos e valores. “Dilemas cotidianos” interroga a sociedade moderna sobre a falta de humanização, questionando se a razão deve redefinir o homem para adequá-lo a um papel desumano ou se deve gerar uma versão de ser que denuncie uma possível decadência.

DIAS, Carlos Magno Corrèa - 2011

A arquitetura de "Dilemas cotidianos" reflete a complexidade envolvida em dois momentos distintos e complementares: (a) no primeiro momento, versos "gritam suas intenções"; sendo utilizada a lírica como ferramenta de exposição das angústias que impedem a evolução do ser pensante; não se tratando de uma exposição categórica, mas de uma provocação sensorial e emocional; (b) na segunda parte, a obra transita para a objetividade mediante a exposição de preceitos diretos os quais, afirmados em aforismos, explicitam inquietudes e posições envolvidas no processo de desumanização oferecendo ao leitor um espelho das contradições sociais.

O legado de "Dilemas cotidianos" reside na defesa intransigente da dignidade. Procuro resgatar o imperativo categórico ao sugerir que a humanidade só atingirá sua excelência quando o homem for entendido como um fim em si mesmo, e não como um meio para atingir outros objetivos.

Ao abordar temas como a opressão, a escravidão e a negação da liberdade, o texto transcende para se tornar atemporal, argumentando que a dignidade é o atributo essencial da humanização, dado que sem o seu respeito absoluto, a humanidade sobrepuja a si mesma em um ciclo de degradação.

Celebrar os 15 anos deste registro é reconhecer a necessidade continuada da "promoção humana". Na redação do conteúdo de “Dilemas cotidianos” busquei a disseminação de um olhar "menos condicionado" e "mais profundo".

Ao revisitar "Dilemas cotidianos" nesta data festiva, renova-se o compromisso com a reflexão, esperando que continuamente se possa testemunhar a capacidade humana de transpor seus próprios limites e alcançar a almejada dignidade.

A utopia de um mundo justo e verdadeiramente humano não depende de avanços tecnológicos ou acúmulo de riquezas, mas sim da capacidade de olhar para o outro e enxergar um valor absoluto, e nunca uma utilidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/07/2026

5 de jul. de 2026

Estratégia de comunicação centrada na Amazônia Azul.


No último dia 29/06/2026, a convite do Cembra (Centro de Excelência para o Mar Brasileiro), tive a oportunidade ímpar de acompanhar a palestra “A Amazônia Azul como um Conceito de Comunicação Estratégica”, realizada em Niterói (RJ) e coordenada pelo Cembra.

O encontro, transmitido ao vivo pelo Canal do YouTube do Cembra, reuniu especialistas e autoridades para discutir três eixos fundamentais: soberania, consciência marítima e construção narrativa do patrimônio oceanográfico brasileiro.

Cembra / Adaptação / Divulgação - 2026

A expressão “Amazônia Azul”, criada, originalmente, pela Marinha do Brasil, estabelece uma analogia direta com a “Amazônia Verde”, evocando biodiversidade, riqueza e soberania. A correspondente formulação simbólica surgiu como resposta a uma carência histórica: a falta de percepção da sociedade civil sobre a importância estratégica do mar para a sobrevivência geopolítica, econômica e ambiental do país.

Tradicionalmente, temas ligados à defesa e ao direito do mar eram restritos a círculos técnicos e militares. O desafio era traduzir tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), em uma linguagem acessível. Com a “Amazônia Azul” o mar do Brasil deixou de ser apenas um espaço físico e passou a integrar a identidade nacional.

A comunicação estratégica, nesse contexto, não se limita a informar: ela constrói realidades políticas e sociais. Apesar de o Brasil possuir mais de 7,4 mil km de costa, por onde circulam 95% do comércio exterior e de onde se extrai grande parte do petróleo e gás, a sociedade ainda sofre de uma “cegueira estratégica” em relação ao mar.

A consolidação da Amazônia Azul como símbolo de soberania nacional deu legitimidade a investimentos de longo prazo em programas estratégicos, como o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) e o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul). Além disso, fornece base científica para a expansão da plataforma continental brasileira junto à ONU.

No campo socioeconômico, o conceito impulsiona a Economia Azul, que abrange pesca sustentável, biotecnologia marinha, turismo costeiro e preservação de recursos minerais e energéticos. Essa abordagem busca harmonizar desenvolvimento industrial e conservação ecológica, projetando o Brasil como protagonista em debates globais sobre sustentabilidade e uso responsável dos oceanos.

A Amazônia Azul demonstra que o futuro e a projeção internacional do Brasil dependem não apenas da posse física de suas riquezas, mas da capacidade de comunicar sua importância de forma persuasiva e unificada. Fortalecer a consciência marítima por meio de estratégias de comunicação integradas é o caminho definitivo para assegurar que o Brasil reconheça, valorize e proteja a imensidão que o define.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2026

4 de jul. de 2026

A Alquimia do Progresso.


A história das nações e o desenvolvimento da civilização humana estão intrinsecamente ligados à capacidade da humanidade de transformar a matéria, compreender suas nuances mais íntimas e converter a teoria científica em bem-estar social. No ápice dessa jornada de descobertas e transformações encontram-se os Profissionais da Química.

No Brasil, o dia 18 de junho resgata e celebra essa trajetória de dedicação, marcando o momento em que a Ciência da Transformação ganhou o devido amparo legal e institucional com a promulgação da Lei número 2.800, de 18 de junho de 1956 (a histórica "Lei Mater dos Químicos").

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Ao regulamentar a profissão e instituir os Conselhos Federais e Regionais de Química (CFQ/CRQs), o país não apenas formalizou um ofício, mas reconheceu uma força motriz indispensável para a sua soberania e progresso. No dia 18 de junho de 2026, a promulgação da "Lei Mater dos Químicos" completou, exatamente, 70 anos (as chamadas Bodas de Vinho).

O papel da Química na estrutura de uma sociedade moderna vai muito além dos laboratórios acadêmicos ou dos complexos industriais isolados; ele se faz presente no cotidiano, na base da economia e na preservação da vida. Da formulação de novos materiais à garantia da potabilidade da água, passando pelo desenvolvimento do agronegócio e pela transição para fontes de energia mais limpas, a inteligência química atua de forma transversal. Profissionais da área carregam o peso e a honra de decifrar o invisível para edificar o tangível, moldando o avanço tecnológico que dita o ritmo do crescimento sustentável de um país.

O protagonismo dos Profissionais da Química em crises como a pandemia de Covid-19 é ainda mais marcante, com destaque em múltiplas frentes. Na esfera da pesquisa científica pura e aplicada, atuaram no desenvolvimento de insumos farmacêuticos e na viabilização de testes diagnósticos fundamentais. Simultaneamente, no chão de fábrica e nas cadeias de suprimentos, a expertise química garantiu a produção escalonada, a segurança e a rigorosa fiscalização de saneantes, desinfetantes hospitalares, álcool em gel e equipamentos de proteção que se tornaram as primeiras barreiras de defesa da população contra o novo coronavírus.

Celebrar o Químico, especialmente neste 2026 quando se completam sete décadas da promulgação da Lei número 2.800/1956, é render homenagens aos pesquisadores, técnicos, engenheiros, tecnólogos e professores que mantêm acesa a chama do conhecimento e da inovação.

Mais do que uma efeméride “calendarizada”, o 18 de junho consolida-se como um tributo à ciência que protege, que cura, que desenvolve e que, silenciosamente, assegura a dignidade e o futuro da sociedade.

A Ciência da Transformação, ao estudar a matéria, mostra-se como uma força capaz de reorganizar a complexidade do mundo e contribui para o futuro das Tecnologias e da própria humanidade.

Carlos Magno Corrêa Dias
04/07/2026