31 de jul. de 2020

Paradoxo da continuidade na vida.


O contínuo da vida não permite "inícios" ou "fins".

 
DIAS, C. M. C. - 2020

Carlos Magno Corrêa Dias
31/07/2020

28 de jul. de 2020

Não foi suficiente a carnificina de 1914 para aprender.


No período de 28 de julho de 1914 até 11 de novembro de 1918 o mundo experimentou aquela que é considerada a sexta maior atrocidade praticada pela humanidade. Naquele período os homens se mataram na Primeira Guerra Mundial.

Devastação, miséria e atrocidades de toda natureza foram cometidas. Subjugação do homem pelo próprio homem numa insanidade bestial.

Uma estupidez que reforça o quão brutal podem ser os supostos homens inteligentes. Todo tipo de atrocidade foi cometido. Genocídio, uso de armas químicas, assassinatos, limpeza étnica.

Estimam-se as baixas militares em 31 milhões. Ocorreram cerca de 10 milhões de mortes, sendo quase 8 milhões de civis mortos.

Mas, a carnificina da Primeira Guerra Mundial não foi suficiente para se aprender, pois a humanidade continua se matando em conflitos bélicos desumanos e terríveis. A guerra sempre será uma ação perversa entre os homens.

O dia 28 de julho de 1914 é um dia muito triste na história, mas necessita ser recordado.

Carlos Magno Corrêa Dias
28/07/2020

20 de jul. de 2020

A conquista prática do espaço é iniciada com Dumont.


Em 20 de julho de 1873 nascia o formidável brasileiro Albert Santos Dumont (1873-1932).

Em 20 de julho de 1969, quase cem anos depois, os astronautas da Apollo 11, os americanos Neil Alden Armstrong (1930-2012) e Edwin Eugene "Buzz" Aldrin Júnior (1930), alunissaram o módulo lunar “Eagle”.

Neil Alden Armstrong foi o primeiro homem a pisar na superfície lunar naquele mesmo dia às 20h17min UTC, seguido de Aldrin. Michael Collins (1930) permaneceu em órbita da Lua no módulo de comando e serviço “Columbia” enquanto seus companheiros Armstrong e Aldrin permaneceram por volta de duas horas e quinze minutos fora da espaçonave. Até o reencontro com Collins os astronautas Armstrong e Aldrin permaneceram 21 horas e meia na Lua.

Albert Santos Dumont foi o primeiro homem a cumprir um circuito pré-estabelecido conduzindo um balão dirigível (um aeróstato, ou aeronave mais leve que o ar) com motor a gasolina.

Dumont é o inventor da primeira AERONAVE DIRIGÍVEL PRÁTICA feito este que o coloca como um dos mais importantes inventores da história. A história da aviação se divide em antes de Dumont e depois de Dumont.

A partir da fantástica façanha de Dumont o desenvolvimento vem seguindo seu curso necessário.

Carlos Magno Corrêa Dias
20/07/2020

16 de jul. de 2020

Primeiro Escalão da FEB põe “a cobra para fumar”.


Em 16 de julho de 1944, “a cobra começou a fumar” nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial. Naquele dia o Primeiro Escalão da FEB (Força Expedicionária Brasileira) desembarcava em Nápoles (Itália) para participar efetivamente da Segunda Guerra Mundial.

O Primeiro Escalão da FEB, composto de 5 mil Pracinhas, partiu do Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1944, a bordo do navio de transporte americano General Mann. Depois de 14 longos e difíceis dias cruzando o Atlântico aquele primeiro contingente de Soldados Brasileiros chegou na Europa para lutar e morrer pelos ideais de liberdade fazendo história.

Os primeiros Pracinhas da FEB foram oficialmente incorporados às tropas aliadas para combater firmes e determinados os adversários até o fim da guerra em maio de 1945. Começava naquele dia 16 de julho de 1944 a campanha gloriosa e vitoriosa dos Pracinhas a despeito dos horrores e misérias daquela horrível guerra.

Composto na sua maioria de PRAÇAS do 6º Regimento de Infantaria (Regimento Ipiranga) de Caçapava, São Paulo, o Primeiro Escalão da FEB foi a primeira força militar sul-americana a zarpar para combater em território europeu. O Regimento Ipiranga é a Unidade do Exército Brasileiro com maior número de jornadas em combate durante a Segunda Guerra Mundial.

Passe quanto tempo passar sempre será indispensável não esquecer do legado deixado pelos Pracinhas que empenharam suas vidas para assegurar o bem da humanidade.

Relembre-se sempre com respeito os Pracinhas do Primeiro Escalão da FEB que colocaram “a cobra para fumar” defendendo a soberania de nossa Nação.

Carlos Magno Corrêa Dias
16/07/2020

14 de jul. de 2020

O pensamento segue pensando.


Para além dos pensamentos existem apenas pensamentos.


DIAS, C. M. C. - 2020

Carlos Magno Corrêa Dias
14/07/2020

13 de jul. de 2020

Rock despedaça preconceitos.


Debaixo de todas as caras e feições existe sempre uma CAVEIRA que (sem rosto, sem identidade, sem distinção) continua a sorrir sarcasticamente a despeito das ridículas diferenças que venhamos criar entre nós.

DIAS, C. M. C. - 2013

A data faz referência ao LIVE AID um Festival de Rock realizado no dia 13 de julho de 1985 que ocorreu simultaneamente na Inglaterra, em Londres, e nos Estados Unidos, na Filadélfia, para arrecadar fundos para ajudar a acabar com a fome na Etiópia. O evento contou com a presença de muitos artistas famosos na época tais como David Bowie, Phil Collins, Eric Clapton, The Who, Led Zeppelin, Queen, Dire Straits, Madonna, Joan Baez, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney e Black Sabbath.

Embora chamado “Dia Mundial do Rock" a data é comemorada apenas no Brasil tendo iniciada as comemorações a partir de meados dos anos 1990 quando rádios paulistanas dedicadas ao Rock mencionavam o LIVE AID em suas programações tocavam as correspondentes músicas. No resto do mundo, entretanto, não se comemora em 13 de julho o “Dia Mundial do Rock”.

Seja como for, “celebre-se o Dia do ROCK com as Caveiras da Solidariedade, da Fraternidade e do Entendimento sobre a Igualdade. Que o IDEAL DA CAVEIRA impregnado no ROCK, acima de quaisquer ordens e independentemente de contraculturas, permaneça rompendo os preconceitos que nos separam enquanto seres humanos”.

“Que o riso desafiador e de deboche das CAVEIRAS DO ROCK continuem a mostrar o necessário inconformismo com o trivial, as sempre possibilidades de mudança e a ruptura com o cego repetir que escraviza e vem tolher a construção de um mundo melhor”. Que o Rock continue a despedaçar os preconceitos entre os homens.

Carlos Magno Corrêa Dias
13/07/2020

10 de jul. de 2020

Extensão deve integrar Pesquisa e Ensino.


DIAS, C. M. C. - 2020 

Para divulgar a EXTENSÃO adotei a prática de afixar nas paredes de minhas salas de trabalho vários dos banners das muitas atividades de Extensão Universitária ou Tecnológica que ministrei e que já permitiram certificar alguns milhares de participantes.

DIAS, C. M. C. - 2020 

As ações de EXTENSÃO que desenvolvi sempre tiveram valor muito especial em minha prática docente dado acreditar que a EXTENSÃO é exercício fundamental e necessário que mantém a interação exigida entre o conhecimento e o mundo real.

DIAS, C. M. C. - 2020 

Os impedimentos da pandemia de Covid-19 evidenciam ainda mais o quanto a EXTENSÃO praticada na Sociedade por intermédio da Universidade é imprescindível.

DIAS, C. M. C. - 2020 

O conhecimento se concretiza quando a EXTENSÃO integra PESQUISA e ENSINO.

DIAS, C. M. C. - 2020 

Carlos Magno Corrêa Dias
10/07/2020

9 de jul. de 2020

Incertezas sempre são mantidas durante as crises.

A cada cinco dias, do dia 03/06/2020 até o dia 02/07/2020, o número de curados da Covid-19 cresceu de mais de meio milhão em mais de meio milhão passando de mais de 3 milhões para mais de 6 milhões.

DIAS, C. M. C. - 2020

Mas, a correspondente lógica começou a ser quebrada a partir do dia 02/07/2020, pois daquela data até o dia 08/07/2020 o número de curados subiu de mais de 6 milhões para mais de 7 milhões, um aumento de mais de um milhão em apenas seis dias. A evolução da doença atinge, então, um novo ritmo.

No mesmo dia 08/07/2020 o mundo contava com mais de 57% de curados em relação ao total de infectados. O percentual de curados no Brasil foi ainda maior, pois registrou-se mais de 65% de curados em relação ao total de casos oficializados.

Tanto no Brasil quanto no mundo, naquela data, os totais de curados e de ativos continuavam a se distanciar mantendo-se a vantagem para o número de curados.


Interessante notar, também, que, na mesma data, o percentual de óbitos no Brasil era inferior ao percentual de mortes no mundo, ficando abaixo dos 4%. 

Todavia, estatística alguma garante que a pandemia está por terminar e muito menos tem-se eliminada as possibilidades de mais ondas ocorrerem. Tudo é incerto. O perigo é constante.

Então, como sempre, é necessário se cuidar e cuidar dos seus seguindo os protocolos que vão sendo definidos. Não se permita ser tolo. Não subestimem o perigo real da pandemia de Covid-19.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/07/2020

8 de jul. de 2020

Estatísticas otimistas ou pessimistas não podem deixar iludir.


Em 7 de julho de 2020, o Brasil ultrapassou o número de um milhão de pessoas CURADAS de Covid-19.

DIAS, C. M. C. - 2020

Naquela data mais de 64% do total de infectados estavam recuperados; percentual bem maior que o do mundo. Mas, lembre-se que não são estatísticas "otimistas" ou "pessimistas" que resolverão a grave pandemia que vivemos.

Continue em guarda. Cuide-se e cuide dos seus. Muitas batalhas estão ainda por acontecer. Seja inteligente. Não subestime a letalidade do coronavírus causador da Covid-19.

Carlos Magno Corrêa Dias
08/07/2020

5 de jul. de 2020

O Cálculo Diferencial e Integral ao toque de um dedo.


Em dada vez quando aplicava avaliação de Cálculo Diferencial e Integral 3 em uma turma de Engenharia para aferir o conhecimento adquirido sobre conteúdos básicos de Integrais envolvendo Funções Hiperbólicas Diretas e Funções Hiperbólicas Inversas (ou Funções Argumento) fui surpreendido (uma vez mais) com a realidade acadêmica (mesmo depois de mais de 40 anos).

DIAS, C. M. C. - 2020

Como de costume aquela avaliação estava programada para ser realizada sem consulta alguma, sem uso de calculadora e sem formulários. Todavia, após repassar minhas tradicionais e conhecidas recomendações, disse: “a avaliação de hoje poderá ser realizada com CONSULTA a todo material e recursos que estejam em seu poder agora; mas, a avaliação continua sendo individual não podendo consultar, também, fisicamente os colegas desta sala”.

Foi muito estranho. Inusitado tanto para os Estudantes quanto para o Professor. De imediato, meio que atordoados, os Acadêmicos entreolharam-se, parecendo não querer acreditar naquela situação que estava acontecendo.

Depois de um breve silêncio mortal, alguém lá do fundo (em tom de gozação) perguntou: “posso mandar mensagens pelo meu celular para minha mãe, Professor?”. Ao que respondi de imediato: “claro que sim; e pode utilizar, também, tudo que tiver consigo, tipo: acesso à internet, livros, caderno de aula, notebook, smartphone, régua de cálculo, tablet, formulários, código Morse, WhatsApp, sinais de fumaça, dentre outras formas de acesso à informação; só não pode sair da sala, consultar por meio físico outro colega dentro da sala ou receber “fisicamente” (pela janela, por exemplo) material de fora da sala”. Outro colega do lado, não se contendo, falou: “desta vez morri; não acredito; só trouxe a caneta”.

Após a natural agitação, os Estudantes pareciam ter entendido finalmente que a situação era real e começaram, enfim, a realizar a avaliação. Mas, não tardou se escutava: “não pode ser, esta questão tinha na última lista de exercícios”; “está número 4 eu resolvi de novo hoje de manhã”, “esta questão eu vi há pouco na lista enquanto estudava”, “que massa, todas as questões são iguais às das listas”.

De repente, novo silêncio; só que desta vez um pouco mais longo e ainda mais mortal. Não se percebia movimento algum.

Porém, passados poucos minutos depois, surpreendentemente, muitos Estudantes começaram a entregar as avaliações, mesmo faltando ainda cerca de uma hora para terminar o prazo.

Alguns Estudantes ao entregar as avaliações me diziam: “assim não vale Professor, esta sua prova é uma cópia dos exercícios resolvidos e não tenho mais eles”, “se tivesse trazido as listas, teria gabaritado, tiraria dez”, “que droga, apaguei todos os exercícios do celular, sempre apago porque sobrecarrega demais”, “meu tablet estava sem bateria”, “não tenho mais aquelas suas listas de exercícios”, “não trouxe as listas de exercícios”, “achei que as listas não serviam para coisa alguma”, “bem na hora que achei as questões me acabou a bateria do computador e não trouxe o carregador”.

Detalhe: sempre após concluir um capítulo da matéria adotei a prática de encaminhar, previamente, via mensagem eletrônica, para cada um dos matriculados nas turmas, uma série de listas de exercícios resolvidos (as vezes com outras duas ou três formas de resolução dependendo da complexidade do problema proposto).

Aquela avaliação continha apenas e tão somente (propositalmente) questões iguais aos exercícios resolvidos das listas fornecidas (alguns deles resolvidos em sala de aula muito recentemente antes da avaliação em referência e até com “exagerado” grau de detalhamento).

Trágico. Na verdade, assustador. Muitos dos Acadêmicos de um Curso de Engenharia não sabiam utilizar o celular ou o computador para consultar as questões iguais antes resolvidas nas listas que forneci. Outros não tinham material algum para consulta. Havia aqueles que, também, mesmo tendo como realizar consultas não sabiam ou não conseguiam procurar as soluções estivessem elas em meio físico ou remoto/virtual.

Em plena Quarta Revolução Industrial, na Era da Comunicação, no mundo da Digitalização, constatava-se, naquela ocasião, a existência de uma realidade a parte do desenvolvimento dentro de uma Universidade. Apenas, assustador.

Mesmo tendo alcance ao conhecimento “a um toque de dedo” muitos não conseguiam realizar a CONSULTA para fazer uma avaliação que era mera cópia de exercícios triviais fornecidos anteriormente e cujas soluções foram, também, previamente fornecidas.

Depois daquele dia fui incentivado a não mais repetir semelhante prática.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2020