17 de mai. de 2026

A Humanidade poderá ser Gado ou Dado.


O desenvolvimento das Tecnologias, em especial da Inteligência Artificial (IA), têm provocado profundas reflexões acerca do destino e do papel da civilização humana no cosmos. Diante desse cenário de transição tecnológica e existencial, o artigo intitulado “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos”, de minha autoria, é apresentado como uma advertência filosófica e científica que exige, no mínimo, reflexão; senão, vem solicitar alguma preocupação. Proponho no texto um exercício de alteridade radical e desmistificação do antropocentrismo ao avaliar as vulnerabilidades da espécie humana sob perspectivas estritamente biológicas, lógicas e tecnológicas.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

Para o ser humano, o boi e outros animais de corte nada mais representam do que um "estoque de proteína" ou recursos utilitários para a manutenção de sua própria supremacia e subsistência. No artigo em tela, estendo a correspondente premissa para uma escala cósmica, postulando que, diante do eventual contato com civilizações tecnologicamente avançadas provenientes do espaço sideral, a humanidade poderia perfeitamente ocupar a mesmíssima posição de vulnerabilidade caso a Terra fosse reduzida a uma mera reserva de insumos nutricionais.

Todavia, apresento, também, a alternativa lógica para evitar a total extinção física da raça humana. Se no campo biológico o homem fosse obsoleto ou puramente comestível para uma inteligência astronômica avançada (superior), o cenário se modifica quando houvesse a mitigação para o domínio da Ciência dos Sistemas Computacionais mais complexos.

Assim sendo, vislumbro a possibilidade de uma transição da existência física para a digital, funcionando como uma espécie de "moeda de troca" para a preservação da essência da humanidade.

Semelhante transição digital só se mostraria viável se a humanidade possuísse uma relevância informacional substancial para os eventuais invasores soberanos. O cerne desse argumento fundamenta-se na hipótese de que o arranjo lógico, a cultura, o acúmulo cognitivo e a arquitetura neural da raça humana constituíssem um sistema tão singular e intrincado que o custo computacional da destruição seria um desperdício de dados. Nesta parte do artigo, avento a possibilidade de ser mais vantajoso para a inteligência superior “emular do que reciclar” a existência humana.

O artigo “A humanidade como gado arrebanhado ou dado em algoritmos” encontra-se disponível no endereço: https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23823-a-humanidade-como-gado-arrebanhado-ou-dado-em-algoritmos30/04/2026; o qual é datado de 30/04/2026 com chancela do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo).

Carlos Magno Corrêa Dias
17/05/2026