28 de dez. de 2025
A anatomia disfarçada da sobrevivência.
Quando os homens aceitarem (ou antes entenderem) a diferença brutal entre competição e cooperação haverá um futuro para a humanidade.
27 de dez. de 2025
Pós-Graduação em Lógica na Católica.
Em 22/12/1995, há mais de 30 anos, foi publicado com o título “Pós-Graduação em Lógica, novo curso oferecido pela Católica”, tanto no “Jornal Gazeta do Povo” quanto no “Jornal Diário da Tarde”, artigo no qual é divulgado o “Curso de Pós-Graduação (Especialização “Lato Sensu”) em Lógica do Conhecimento Científico” o qual propus e coordenei para realização na PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).
DIAS, C. M. C. - 2025
O artigo publicado na página 8 no “Jornal Gazeta do Povo” e na página 10 no “Jornal Diário da Tarde” destaca a função do correspondente Curso informando logo no início que: “Objetivo é o desenvolvimento do raciocínio científico do aluno”.
No artigo é reconhecido que a “Especialização em Lógica do Conhecimento Científico” não era apenas um Curso de Especialização “padrão”; mas, constituía uma defesa do método científico. Como observei na oportunidade, “a iniciativa visava valorizar a ‘forma’ do pensamento em um mundo que estava prestes a ser inundado pelo "conteúdo".
Passados 30 anos, aquela proposta segue revelando “uma visão educacional extremamente relevante, inovadora e, em muitos aspectos, premonitória para os desafios que se enfrenta atualmente tanto nas Ciências quanto nas Tecnologias”. Pode-se afirmar que “a iniciativa foi pioneira em Lógica nos anos 90 sendo semelhante proposição, também, um marco acadêmico e histórico”.
O artigo mostra claramente a relevância de minha proposta: “desenvolver raciocínio científico estruturado, aplicar métodos dedutivos e indutivos, e formar profissionais capazes de pensar de forma rigorosa em diversas áreas”. Interessante notar que aquela minha iniciativa antecipava demandas hoje centrais em Ciência de Dados, Inteligência Artificial (IA) e até no Direito Digital. Propunha que a Lógica fosse aplicada transversalmente em várias áreas do conhecimento com o necessário rigor científico.
Como observado no texto, “o Curso não se limitava ao ensino da Lógica como uma disciplina abstrata ou meramente filosófica, mas a propunha como a ferramenta fundamental para a estruturação do raciocínio em diversas áreas do saber”. “A proposta fundamentava-se na premissa de que a eficácia na resolução de problemas do ‘mundo real’ depende diretamente da capacidade do indivíduo de construir modelos racionais e verificar a validade de seus argumentos formalmente”.
O artigo publicado evidencia a dimensão ética e intelectual, bem como a promoção de uma infraestrutura cognitiva essencial: a consciência sobre a legitimidade entre conclusão e evidência focada na "legitimidade dos raciocínios" a qual antecipava a necessidade de um pensamento crítico robusto, capaz de filtrar informações e estruturar o ensino de forma sólida.
Carlos Magno Corrêa Dias
27/12/2025
P.S.: O artigo pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/1-BwvsTcLBBcNsAf5nzHlQNRO8STt-5zW/view?usp=sharing.
26 de dez. de 2025
A imortalidade do Pracinha Mário Pereira.
“A história de uma Nação não se escreve apenas com tinta em documentos oficiais, mas com o sacrifício, o suor e a coragem daqueles que, em momentos de incerteza global, aceitaram o chamado do dever”. Entre esses gigantes, destaca-se a figura do Soldado Mário Pereira, carioca nascido em 31 de agosto de 1921, veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB), cuja trajetória de 104 anos de vida terrena encerrou-se no último dia 25/12/2025, deixando um legado de civismo que transcenderá o tempo.
DIAS, C. M. C. - 2025
Integrando o 11º Regimento de Infantaria (RI), na Companhia de Canhões, o ex-Combatente Mário Pereira foi um protagonista da história no tenebroso e mortal cenário da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Ao trocar o conforto do lar e a convivência familiar pelas incertezas da linha de frente nos sangrentos campos de batalha, o então jovem Mário Pereira personificou a resiliência brasileira. Enfrentando não apenas o inimigo, mas também o frio rigoroso, a escassez de vestimentas e comida e a distância, ele ajudou a provar ao mundo que "a cobra, de fato, fumou" (subvertendo o descrédito da época com vitórias que garantiram a liberdade contra a tirania). O Cobra Fumante Mário Pereira fez, em conjunto com seus companheiros Pracinhas de farda da FEB, toda a diferença.
O que torna Mário Pereira ainda mais admirável foi sua incansável dedicação pós-guerra em manter viva a chama da memória militar. Morador orgulhoso da Ilha do Governador, ele transformou sua própria existência em um museu vivo. Com uma lucidez notável e impressionante, compartilhou relatos que humanizaram o conflito para novas gerações, transformando fatos históricos em lições de vida. “A presença constante em solenidades demonstrava que o Veterano ex-Combatente FEBiano Mário Pereira jamais deixou de servir: sua nova missão era a de educar e inspirar”.
A partida de Mário Pereira marca o fechamento de um capítulo físico da história e estabelece a abertura de um legado eterno. O Herói Mário Pereira representava o elo entre o Brasil contemporâneo e os heróis que consolidaram a soberania nacional e a relevância diplomática do país no século XX. Sua trajetória é a prova de que o verdadeiro Soldado nunca morre; ele se torna um símbolo. A Galeria dos Imortais da Pátria recebe honrosamente o Soldado Mário Pereira.
Honrar Mário Pereira é reconhecer o valor do sacrifício em nome da coletividade. Sua "mais honrosa continência", recebida de generais e civis, é o justo tributo a um homem que, aos 104 anos, guardava no olhar o mesmo brio de quando embarcou para a Europa. Que sua história de bravura continue a ecoar nos quartéis e nas escolas, lembrando a todos os brasileiros que a liberdade hoje desfrutada foi pavimentada pela coragem de homens como o eterno combatente do 11º RI Mário Pereira.
Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Mário Pereira!
Carlos Magno Corrêa Dias
26/12/2025
25 de dez. de 2025
Modelagem Matemática como Modelo Lógico.
No ano de 2025 completaram-se 35 anos do recebimento, em 1990, do meu “Título de Especialista em Didática do Ensino Superior” tendo em vista a conclusão do Curso de Especialização (Lato Sensu) em “Didática do Ensino Superior”, realizado na Área de Concentração em Educação - Ensino/Aprendizagem - Metodologia, chancelado pela internacional Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
DIAS, C. M. C. - 2025
Na Especialização em referência desenvolvi o trabalho intitulado “Modelagem Matemática como Modelo Lógico” o qual objetivou estabelecer uma “ponte” entre a Lógica Formal e a Educação Matemática cuja construção esteve centrada em: (a) previsibilidade (para a simulação de cenários possíveis); (b) rigor (para a eliminação de ambiguidades); e, (c) otimização (para permite encontrar o melhor caminho lógico para se atingir objetivos).
Sempre deve-se ter em mente que “a Modelagem Matemática é a tradução da intuição em algoritmo”.
A Modelagem Matemática é entendida como o processo de “transformar uma situação ou problema do mundo real em uma estrutura matemática fundamentada em equações, funções, gráficos ou algoritmos. De forma assaz simplificada pode-se afirmar que a “Modelagem Matemática é a arte de traduzir a realidade para a linguagem formal da Matemática para que seja possível entendê-la, simular cenários e prever o que pode acontecer no futuro”.
A Modelagem Matemática segue as seguintes etapas: (a) interação e escolha do tema: identificação do problema real; (b) matematização: "tradução" do problema ao se definir quais são as variáveis e quais são as fórmulas ou regras de conexão; (c) resolução: utilização das ferramentas matemáticas para se determinar as possíveis soluções dentro do modelo criado; e, (d) interpretação e validação: avaliação se no mundo real os resultados determinados têm sentido.
A Modelagem Matemática quando tomada como um “Modelo Lógico” é o processo de traduzir a complexidade da realidade para uma estrutura formal, abstrata e rigorosa tomando-se por base os pressupostos da Lógica Matemática de Primeira Ordem (Álgebra dos Cálculos Lógicos Sentencial e Predicativo). Assim sendo, se construiu um “Sistema de Regras e Relações” que internamente teve como base a Consistência e Corretude Lógica.
O trabalho que desenvolvi na Especialização em tela foi construído tomando-se por base: (a) axiomatização: definição das premissas válidas; (b) variáveis e operadores: estabelecimento entre as variáveis que representam os objetos do mundo real e operadores lógicos que definem as leis de interação entre eles (causa e efeito); e, (c) dedução lógica: centrada na Teoria da Argumentação e na Teoria da Demonstração Lógica (Álgebra dos Cálculos Lógicos - Sentencial e das Funções Enunciativas).
Saliente-se que o trabalho “Modelagem Matemática como Modelo Lógico” foi a base para os meus estudos sequenciais em Lógica Matemática de Primeira Ordem.
Carlos Magno Corrêa Dias
25/12/2025
24 de dez. de 2025
A Idade Antiga da Matemática.
Em 14/12/2000 foi concedido o Registro de Propriedade Intelectual (PI) pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA), da Biblioteca Nacional (BN), do Ministério da Cultura (MinC), no Rio de Janeiro (RJ), de minha obra “A IDADE ANTIGA DA MATEMÁTICA”.
DIAS, C. M. C. - 2025
No trabalho em referência utilizo a “metáfora de uma árvore” para explicar o desenvolvimento da Matemática: “uma estrutura que cresce exteriormente em ramos complexos enquanto aprofunda suas raízes em busca de fundamentos”.
Faço observar que a jornada da Matemática inicia em tempos remotos, no Paleolítico, quando o homem primitivo, motivado por necessidades práticas desenvolveu os primeiros conceitos de número e forma. Inicialmente, a Matemática era puramente utilitária e baseada na correspondência biunívoca entre marcas em ossos ou pedras para representar quantidades reais sem o nível de abstração que se tem atualmente.
Saliento, então, que com o nascimento das primeiras civilizações agrícolas nas margens de grandes rios, a Matemática avançou para uma sistematização mais complexa. Babilônios e Egípcios criaram sistemas de numeração e regras para cálculos de áreas e volumes, essenciais para a Agrimensura e a Engenharia. Ressalto que tal saber ainda era “prático”; faltava o rigor lógico e a preocupação em entender os "porquês" por trás das fórmulas. O conhecimento era um "fazer" técnico, voltado para a sobrevivência e a organização social.
Pondero que a grande transformação ocorreu na Grécia Antiga, por volta do século VI a.C., com a transição do pensamento mítico para o racional. Figuras como Tales de Mileto e Pitágoras foram os grandes responsáveis por desvincular a Matemática da sua função meramente utilitária, elevando-a ao status de “Ciência Pura e Abstrata”. Com a Escola Pitagórica, o número passou a ser visto como a essência do universo, e a Geometria começou a se basear em provas dedutivas e axiomas. Surgiu, então, a "Idade Heroica", na qual a Matemática ganhou a estrutura lógica que sustenta o pensamento ocidental até hoje.
Por fim, exploro como o debate filosófico entre pensadores como Heráclito, Parmênides e Zenão influenciou a evolução científica. Ao questionarem a natureza do movimento, do espaço e do tempo através de paradoxos, esses filósofos forçaram a matemática a buscar uma precisão cada vez maior.
Finalizo o texto destacando que a “maturidade” da Matemática preparou o terreno para o rigor de Euclides, consolidando a ideia de que a Matemática é, acima de tudo, “uma construção da racionalidade humana que busca explicar a realidade de forma ordenada e abstrata”.
O artigo (atualizado e revisado) encontra-se disponível para consulta no endereço: https://drive.google.com/file/d/17tUN4XRYy87d5LJdl1BHHnTkBFrwvKuC/view?usp=sharing.
Cabe observar que o texto no arquivo disponibilizado sofreu algumas alterações na redação quanto à exposição em relação ao original depositado na BN; mas, a essência segue a mesma.
Carlos Magno Corrêa Dias
24/12/2025
23 de dez. de 2025
A necessária e urgente reformulação do Ensino das Engenharias.
Fui convidado pela EngD (Engenharia pela Democracia) para participar, no dia 09 de dezembro de 2025, do “Fórum Sudeste da Engenharia Nacional”, realizado com o título “Os desafios da Educação em Engenharia no Século XXI”, na sede do SENGE-MG (Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte (MG), com transmissão ao vivo.
Fórum Susdeste da Engenharia Nacional - 2025
O “Fórum Sudeste da Engenharia Nacional” é uma etapa regional e preparatória do movimento “Fórum da Engenharia Nacional” (FEN). O objetivo central da etapa realizada em Belo Horizonte (MG) foi reunir Lideranças Profissionais, Entidades de Classe, Universidades e o Poder Público para discutir um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil, colocando a Engenharia como protagonista da soberania nacional, da inovação e da justiça social.
Fórum Sudeste da Engenharia Nacional - 2025
O evento foi coordenado pela EngD e contou com o apoio de várias Instituições, incluindo: SENGEs (Sindicatos de Engenheiros Regionais), CREAs (Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia), Clubes de Engenharia e Federações de Sindicatos, dentre outras.
Tocando em um ponto nevrálgico para o desenvolvimento soberano do Brasil o evento refletiu “a necessidade urgente de repensar como os futuros Profissionais das Engenharias estão sendo preparados para um mercado e uma sociedade em constante transformação tecnológica e social”.
Historicamente, o Ensino de Engenharia no Brasil focou no rigor técnico e matemático. Embora essa base seja indispensável, o cenário contemporâneo exige muito mais. O desafio atual reside em integrar as chamadas “soft skills” (habilidades interpessoais) com as “hard skills” (habilidades técnicas). Em Engenharia o equilíbrio entre o saber fazer (“hard skills) e o saber conviver/ser (“soft skills”) é, atualmente, fundamental.
No presente se faz necessário, em Engenharia, o conceito de "Profissional em T" o qual possui profundo conhecimento técnico (“hard skills”) em associação com a amplitude das habilidades sociais e a visão humanística (“soft skills”) que permite a colaboração com outras áreas do saber além das Engenharias. “O Engenheiro atual não deve ser apenas um calculista, mas um gestor de soluções que compreenda o impacto ambiental, social e ético de suas obras”.
Durante o encontro foi observado que nova formação do Engenheiro deve estar embasada em pilares críticos como: (1) aproximação entre Academia e Indústria; (2) Transformação Digital; e, (3) instituição de Métodos de Ensino mais engajadores e de um suporte estudantil mais robusto que diminua drasticamente a EVASÃO ESCOLAR nos Cursos de Engenharia.
O debate proposto pelo “Fórum Sudeste de Engenharia Nacional” foi um convite à autorreflexão da categoria. “Superar os desafios da formação exige um esforço conjunto entre Entidades de Classe, Universidades e Profissionais”. As pás da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação
Carlos Magno Corrêa Dias
23/12/2025
22 de dez. de 2025
O legado de um dos Sentinela da Liberdade.
“A história de uma nação não é feita apenas de grandes decretos e tratados, mas, primordialmente, pela coragem de cidadãos comuns que, em momentos de crise global, aceitam o chamado do dever”. O falecimento em 19/12/2025, em Barbacena (MG), do veterano João Rodrigues da Costa, aos 102 anos, Pracinha FEBiano Cobra Fumante Herói Imortal, representa parte do capítulo fundamental da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e convida a uma reflexão sobre os valores de patriotismo e sacrifício.
Nascido em Correia de Almeida (MG), distrito de Barbacena (MG), em 14/10/1923, o ex-Combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira) João Rodrigues da Costa integrou a geração que lutou contra totalitarismo. Aos 19 anos ingressou no Exército Brasileiro e foi um dos jovens determinantes para moldar o espírito do "Pracinha" no cenário daquela guerra monstruosa que ceifou milhões de vidas.
DIAS, C. M. C. - 2025
“Sua atuação no 11º Regimento de Infantaria (hoje 11º BI Mth - 11º Batalhão de Infantaria de Montanha, conhecido como ‘Regimento Tiradentes’, é uma unidade de elite do Exército do Brasil sediada em São João del-Rei (MG) especializada em operações em ambiente de montanha) foi parte do esforço descomunal que provou ao mundo que a ‘cobra fumou’ [e bonito]”. Ao combater os inimigos da liberdade, João Rodrigues da Costa e seus companheiros lutavam pela preservação dos ideais democráticos que hoje fundamentam a sociedade ocidental”.
A vida de João Rodrigues da Costa Barbacena (MG), após seu retorno ao Brasil em 1945, foi marcada pela cidadania exemplar. “João Rodrigues da Costa viveu por quase oito décadas como uma referência de disciplina e retidão. Sua longevidade permitiu que gerações de brasileiros pudessem tocar a história, ouvindo relatos de quem sentiu o frio europeu e o calor do combate”.
“O Exército Brasileiro e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) de Barbacena (MG) recebem com pesar a passagem do FEBiano João Rodrigues da Costa reconhecendo que homens como ele são os pilares sobre os quais se ergue a identidade militar e civil da nação do Brasil”.
O Herói João Rodrigues da Costa passa a integrar a Galeria dos Imortais e sua trajetória mostra que o custo da liberdade dos povos é elevado e a Paz é fruto da vigilância e da bravura dos homens que dão suas vidas para mantê-la.
“A história do FEBiano João Rodrigues da Costa permanecerá como um farol para as futuras gerações”. Honra e Glória ao eterno ex-Combatente da FEB Pracinha João Rodrigues da Costa. “Permanecerão eternamente o reconhecimento e a gratidão de Barbacena e do Brasil”.
Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal João Rodrigues da Costa!
Carlos Magno Corrêa Dias
22/12/2025
21 de dez. de 2025
Celebrando projeto sobre Silogística de Aristóteles.
Há um quarto de século (25 anos) atrás concluía o Projeto de Pesquisa/Estudos intitulado “Silogística: introdução à lógica categórica”, o qual desenvolvi no biênio 1999-2000.
O correspondente projeto objetivou como resultados principal a edição de meu livro de mesmo título “Silogística: introdução à lógica categórica” editado com o ISBN de número 85-900661-5-0; cujo correspondente potencial de inovação foi classificado como Produto/Tecnológica/Mundo/Incremental/Intencional.
DIAS, C. M. C. - 2025
O livro foi publicado em Curitiba (PR), em 01/10/200. “A edição de 2000 daquela obra teve por propósito “apresentar, de forma a mais clara possível, uma exposição concisa sobre a SILOGÍSTICA, bem como, sobre alguns dos elementos a ela associados” uma vez, que na época, julguei necessário dar a conhecer a Lógica dos Silogismos a todo aquele que pretendia introduzir-se no estudo da Lógica Formal”.
Optei por dividir “Silogística: introdução à lógica categórica” (ISBN: 85-900661-5-0) em dez capítulos da seguinte forma: CAPÍTULO I: Prolegômenos às Origens da Lógica Matemática; CAPÍTULO II: Matemática e Lógica em Platão; CAPÍTULO III: Matemática e Lógica em Aristóteles; CAPÍTULO IV: Preliminares sobre Argumentos; CAPÍTULO V: Proposições ou Enunciados Categóricos; CAPÍTULO VI: Diagramas de Venn e Enunciados Categóricos; CAPÍTULO VII: Cálculo dos Predicados e Proposições Categóricas; CAPÍTULO VIII: Regras de Inferência; CAPÍTULO IX: Silogismos; CAPÍTULO X: Silogismos como Teoria Axiomática”.
A função da obra é uma apresentar o necessário estrutural aos “Sistemas Axiomáticos Silogísticos” para avaliar formalmente a legitimidade de Silogismos.
Um Silogismo é uma forma de raciocínio lógico dedutivo sistematizada inicialmente pelo filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.). De forma geral, um Silogismo consiste em um argumento estruturado em três partes: duas proposições iniciais (chamadas de premissas) que, quando combinadas, levam necessariamente a uma terceira proposição (a conclusão).
A ideia central é que, se as premissas forem verdadeiras e o argumento estiver bem montado, a conclusão será inevitavelmente verdadeira.
Um “Silogismo Clássico” (“Silogismo Categórico”) é composto por três termos principais: (1) Termo Maior: o predicado da conclusão (aparece na premissa maior); (2) Termo Menor: o sujeito da conclusão (aparece na premissa menor); e, (3) Termo Médio: o termo que faz a ligação entre as premissas, mas nunca aparece na conclusão.
Como já tive a oportunidade de recordar neste 2025, “Silogística: introdução à lógica categórica” (ISBN: 85-900661-5-0) trata de um “compêndio introdutório” sobre a Silogística de Aristóteles voltado para a instituição do Cálculo dos Predicados (ou Cálculo das Funções Proposicionais) em Lógica Matemática de Primeira Ordem.
Carlos Magno Corrêa Dias
21/12/2025
20 de dez. de 2025
Sustentabilidade industrial centrada na inovação e resiliência.
Fui convidado pelo Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná) e pelo Ínpar (Instituto de Promoção e Apoio à Reciclagem) para participar do 2º Encontro Paranaense de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (EPMAIS), realizado pelo Sistema Fiep com correalização do Sistema Ocepar (Fecoopar-Ocepar-Sescoop-PR) e apoio institucional do Ínpar.
Sistema Fiep - Composição - 2025
O 2º EPMAIS foi realizado em 02/12/2025, no Câmpus da Indústria do Sistema Fiep, quando ocorreu, também, a outorga do Selo Clima Paraná que constitui iniciativa do Governo do Estado do Paraná que reconhece as boas práticas ESG (“Environmental, Social, and Governance”), bem como acompanha os resultados do monitoramento e medidas de mitigação de gases de efeito estufa.
“A indústria atual atravessa um momento de profunda transformação. O antigo modelo de produção linear, focado apenas no lucro imediato, tem cedido lugar a uma visão holística em que a viabilidade econômica é indissociável da responsabilidade socioambiental. O evento "O Futuro da Sustentabilidade Industrial", realizado no Paraná, consolida-se como um marco essencial nesse processo, ao reunir lideranças, especialistas e o poder público para traçar as diretrizes de um setor produtivo mais verde e resiliente”.
No 2º EPMAIS foi discutida a implementação das práticas ESG enfatizando que “a sustentabilidade não é mais um diferencial opcional, mas uma exigência do mercado global”. A integração das práticas ESG nas operações industriais permite que as empresas mitiguem riscos e acessem novos mercados que priorizam cadeias produtivas éticas e limpas.
Foi destacado, também, que a Economia Circular passa a ser ferramenta fundamental para a eficiência operacional, substituindo o desperdício pela simbiose industrial e pelo design de embalagens reaproveitáveis. Assim, o setor industrial não apenas reduz o impacto ambiental, mas também otimiza recursos e gera valor financeiro. Essa transição é acompanhada pela urgente agenda das Mudanças Climáticas. A necessidade de estratégias de mitigação e adaptação para garantir a continuidade dos negócios frente à crise climática global é determinante para o sucesso e o desenvolvimento.
Durante o evento foi lançado, também, o Programa de Descarbonização do Sesi-PR. “Ao oferecer capacitação técnica e linhas de financiamento, o programa democratiza o acesso de micro e pequenas empresas à economia de baixo carbono”.
O Sistema Fiep demonstra, uma vez mais, que “a sustentabilidade industrial não é um destino, mas um processo contínuo de inovação e conexão”. Ao alinhar as forças da Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação (Conhecimento das Universidades, Tecnologias da Indústrias, Legislações dos Governos) a Indústria do Paraná prepara-se não apenas para enfrentar os desafios ambientais, mas para liderar as oportunidades da nova economia global.
Carlos Magno Corrêa Dias
20/12/2025
19 de dez. de 2025
IA e Eletroquímica no Paraná avançam em 2026.
Utilizando o “Habitat Mobilidade” aconteceu, em 27 de novembro de 2025, no Parque Tecnológico da Industria (PqTI) do Sistema Fiep (Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná) o evento “Momento Inovação Senai” o qual objetivou promover o “networking” e apresentar desenvolvimentos em IA (Inteligência Artificial) e em Eletroquímica que estão gerando impactos positivos no cenário industrial paranaense em 2025.
Sistema Fiep / Senai-PR - 2025
Recebi da Equipe do PqTI convite para participar do evento em tela que mostrou, também, importantes Ecossistemas em convergência e o papel estratégico do “Momento Inovação SENAI na Indústria 4.0” no Setor Industrial do Estado do Paraná.
“A inovação deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência no cenário industrial contemporâneo. O encerramento do ciclo de 2025 do “Momento Inovação SENAI”, em Curitiba, não é apenas um evento de calendário, mas um marco simbólico da maturidade do ecossistema de inovação do Paraná. Ao reunir lideranças da Fiep, Institutos SENAI de Inovação (ISIs) e gigantes do setor privado como a Bosch, o encontro consolidou a ponte necessária entre a teoria acadêmica e a prática fabril”.
Um dos pontos centrais do evento foi a discussão sobre fomentos e cases reais. A presença de empresas como a Bosch e a Loccus, ao lado do SENAI-PR, ilustrou o modelo de sucesso da "Inovação Aberta" que vem sendo desenvolvida no estado do Paraná.
A programação contou com a palestra de abertura com o título “Momento Inovação Senai”; com apresentação de Cases de Inovação do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica; com o painel sobre “Fomentos e Indústrias que inovam com o Senai”; e, com a palestra de encerramento intitulada “Futuro, inteligência artificial e demonstrações ao vivo de novas tecnologias para indústrias”.
O painel sobre fomentos abordou um desafio latente do empresariado no que diz respeito às formas de financiar a disrupção, focando nos agentes facilitadores que permitem o acesso a recursos que reduzem o risco tecnológico.
A apresentação das competências do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica destacou Curitiba como um polo de soluções globais, especialmente em temas como armazenamento de energia e novos materiais, essenciais para a transição energética.
Na palestra de encerramento foi focada a IA com vistas à “desmistificar a IA transformando-a de um conceito abstrato em uma ferramenta de otimização de processos, manutenção preditiva e personalização em escala”.
O “Momento Inovação SENAI de 2025” reafirmou que o futuro da indústria paranaense está pautado pela colaboração e agilidade tecnológica. O evento sinalizou que Curitiba continua na vanguarda da mobilidade e da manufatura avançada. “O encerramento do ano não é um ponto final, mas um trampolim para as transformações que a IA e a Eletroquímica trarão para o ciclo de 2026”.
Carlos Magno Corrêa Dias
19/12/2025
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