9 de mar. de 2024

Inovação com conhecimento se faz.


Com título “Inovação com conhecimento se faz” apresentei, no último dia 19 de fevereiro de 2024, pelo Cenenlocog (Centro de Engenharia Lógica e Cognição) em parceria com o CMCD (Conselho Multidisciplinar de Cognição Disruptiva), exposição confrontando as atuais seis Ondas de Inovação e as cinco Revoluções Industriais que mudaram a produção industrial no planeta ao longo da evolução da humanidade.

DIAS, C. M. C. - 2024

Como “conhecer é necessário para entender”, na exposição em referência, relacionei as Ondas de Inovação com as Revoluções Industriais chamando a Tríplice Hélice do Conhecimento-Inovação quando Universidade, Governo e Indústria se unem para gerar conhecimento útil objetivando a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Observei, também, que no meu artigo “Inovação gerando ondas de inovação” apresentei considerações gerais sobre as Ondas de Inovação em associação com as Revoluções Industriais destacando a Sexta Onda de Inovação que está centrada na Sustentabilidade dado ser solicitado ao mundo ser sustentável. Como o afirmo: “SUSTENTABILIDADE: o atendimento das nossas necessidades atuais não pode comprometer o atendimento das necessidades das gerações futuras”.

O artigo “Inovação gerando ondas de inovação” foi publicado na página oficial da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), podendo ser acessado no endereço: https://tinyurl.com/n3r8x3pa.

“Inovação gerando ondas de inovação” pode ser lido, também, na página do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), no endereço: http://tinyurl.com/msp5nd2c.

Na exposição “Inovação com conhecimento se faz” fui categórico ao afirmar que “O conhecimento determinou, determina e determinará (sempre) a inovação”; sendo semelhante afirmativa comprovada desde a Primeira Revolução Industrial tanto quanto a partir da Primeira Onda de Inovação; não sendo diferente tanto na atual Indústria 5.0 quanto na Sexta Onda de Inovação.

O Cenenlocog (ou na sigla em inglês, Cetfleco: “Center of Logic Engineering and Cognition”) tem como um de seus objetivos o desenvolvimento de estudos e pesquisas no campo da Engenharia Lógica associado à Cognição e Inovação, bem como o correspondente ensino das soluções e resultados alcançados para a ampliação das atuais possibilidades de conhecimento.

O CMCD, enquanto uma iniciativa que busca promover a interseção entre diferentes áreas do conhecimento para abordar desafios complexos e inovar, foi criado para possibilitar explorar novas perspectivas e soluções disruptivas tomando por base, também, a Engenharia Lógica e a Lógica Matemática.

A Engenharia Lógica, baseada na Álgebra da Lógica e nos Cálculos Lógicos, propõe uma mudança de paradigma na tomada de decisão exigindo estudo lógico prévio das condições iniciais de problemas a serem resolvidos, indo além da simples apropriação de conhecimento.

Carlos Magno Corrêa Dias
09/03/2024

7 de mar. de 2024

Cidadão Morro-redondense integra Galeria dos Imortais.


Com muito pesar, recebo a notícia do falecimento do eterno integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), FEBiano, Cobra Fumante, Pracinha, Tenente João Pereira da Silva que havia se tornado centenário no último dia 17/11/2023.

O guerreiro João Pereira da Silva passou a integrar a Galeria dos Imortais no dia 25/01/2024 e será lembrado para sempre como grande Herói da Segunda Guerra Mundial.

DIAS, C. M. C. - 2024

Natural de Passo do Ouro, localidade de Morro Redondo, então distrito de Pelotas (RS), residente em Pelotas (RS), o Cobra Fumante João Pereira da Silva, nasceu em 17 de novembro de 1923, integrou o Regimento Ipiranga (o Sexto Regimento de Infantaria do Segundo Batalhão da Quinta Companhia) da FEB e foi “guerrear” nos campos de batalha da Itália juntamente com o Primeiro Escalão da FEB.

Em 12/05/1988, Morro Redondo conquistou sua emancipação política, deixando de ser o 8° distrito do Município de Pelotas (RS) e em 06/10/2023 o Pracinha João Pereira da Silva foi homenageado como Cidadão Morro-redondense no ano de seu centenário.

Homem atencioso e ser humano incrível, reconhecido com carinho e admiração, o eterno ex-Combatente Cobra Fumante João Pereira da Silva sempre brindava os ouvintes com suas histórias contadas com enorme lucidez e franqueza.

“Eu entrei para a guerra com 18 anos de idade. Com 19 anos, quando estavam escalando para ir pra Itália, enquanto o pessoal se escondia para não ir, eu me voluntariei e fui. Fiquei 1 ano e 4 meses na Itália e não perdi uma unha. Estou sempre envolvido com eventos ligados às forças militares, hoje represento as três armas no estado do Rio Grande do Sul. Eu levanto cedo, 6h já estou levantado, como de tudo, caminho bastante. Deus me deu a oportunidade de estar aqui até hoje, e eu estou segurando né”, fala, com toda tranquilidade, o grande herói nacional.

Como já se salientou, o FEBiano João Pereira da Silva recebeu várias condecorações e homenagens ao longo de usa vida, mas, com muito orgulho, sempre que a ocasião permitia, ressaltava a importância do recebimento de sua Medalha de Mérito Heróis da Tomada de Monte Castelo “aquela que é considerada a batalha mais dura e sangrenta da qual participou o Brasil na Itália e que representa um feito inédito da FEB o qual tornou-se um divisor de águas no avanço das topas aliadas na ofensiva contra os países do eixo”.

A Arma Verde Oliva (o Exército do Brasil), frequentemente, ressalta o legado de bravura, inspiração, coragem e espírito de luta presentes na jornada do FEBiano João Pereira da Silva que, a despeito de todas as adversidades da guerra, permitiram ao imortal combatente servir com honra sua nação e cumprir com excelência sua missão assumida com convicção nos difíceis campos de batalha na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal João Pereira da Silva!

Carlos Magno Corrêa Dias
07/03/2024

6 de mar. de 2024

Ecossistema de Educação Superior para o Brasil.


A partir de 2024, mensalmente, a ABC (Academia Brasileira de Ciências) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) realizarão, em parceria, Webinários para discutir aspectos diversos da Educação Superior no Brasil com o objetivo de pensar os caminhos a seguir para uma Educação de qualidade no país.

Então, iniciando o “Fórum de Educação Superior ABC/SBPC”, com o tema “Um resgate histórico sobre o ensino superior no Brasil”, foi realizado, em 27 de fevereiro de 2024, o primeiro Webinário da série em referência.

Fórum de Educação Superior ABC / SBPC - Fevereiro/2024

A convite da ABC tive a oportunidade de participar do correspondente evento quando foram apresentadas considerações sobre as dificuldades apresentadas pelo Brasil no campo da Educação mantendo-se, por exemplo, na 66ª colocação no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) embora sejam enormes (consideráveis) os gastos com educação no país.

Como diagnóstico orientador deste primeiro evento que se propõe debater a Educação Superior no Brasil ficou claro que para se ter uma educação pública de qualidade se faz necessário considerar fortemente o “entendimento sobre o passado discriminatório que ainda cerca o ensino superior" fixando "o olhar ao novo perfil universitário”.

O evento teve transmissão no canal da ABC no YouTube e integrou programação especial criada com o objetivo de “pensar, repensar e propor modelos para melhorar, democratizar e ampliar o ensino superior no Brasil”; sendo defendida, categoricamente, a criação urgente de “um ecossistema diverso de ensino superior, capaz de responder às muitas demandas diferentes do país”.

Carlos Magno Corrêa Dias
06/03/2023

5 de mar. de 2024

Simulação de desempenho térmico de naves espaciais.


Em 15/02/2024, participei do “Analyzing Spacecraft Thermal Performance with COMSOL” (Analisando o desempenho térmico de naves espaciais com COMSOL) quando se objetivou realizar previsões de desempenho térmico de naves espaciais e satélites para o sucesso de uma missão ao espaço.

DIAS, C. M. C. - Composição - 2024

No evento foi apresentada uma introdução sistematizada e objetiva sobre o COMSOL Multiphysics para a realização de modelagem térmica de satélites e espaçonaves; discutindo-se, também, como realizar o cálculo das cargas radiativas solares, do albedo (medida da quantidade de radiação solar refletida por um corpo ou uma superfície) e do infravermelho terrestre à medida que os satélites orbitam e manobram, tanto quanto como as correspondentes cargas são utilizadas para determinar os campos de temperatura ao longo do tempo.

COMSOL é a denominação de empresa sueca que desde 1998 é responsável pelo “COMSOL Multiphysics” um software (técnico/especializado) de modelação e simulação que utiliza métodos numéricos avançados de elementos finitos para modelar e simular fenômenos de Física e Engenharia objetivando a previsão de solução efetiva de problemas decorrentes de aplicações elétricas, mecânicas, químicas tanto quanto de fluídos.

“COMSOL Multiphysics” é uma plataforma de software de simulação que inclui interfaces dedicadas e acoplamentos “multifísicos” que possibilita a criação de modelos de alta fidelidade de componentes e dispositivos eletrônicos oferecendo a vantagem de se levar em consideração conjuntos de fenômenos físicos que afetam o comportamento de processos utilizando (de forma assaz eficiente) o meio virtual para tanto.

A “Multifísica”, de forma geral, se presta a simulações de fenômenos físicos reais por intermédio de métodos e técnicas computacionais possibilitando o estudo ampliado das múltiplas propriedades físicas que interagem entre si. “Multiphysics” integra o campo dos CPS (“Cyber-Physical Systems” - Sistemas Ciber-Físicos) ajudando a interação cada vez mais intensa, rápida e complexa entre o mundo real e o mundo virtual na Indústria 5.0 (na Quinta Revolução Industrial) em andamento.

Carlos Magno Corrêa Dias
05/03/2024

2 de mar. de 2024

Apadrinhamento de um quarto de século é celebrado.


Em 29 de janeiro de 1999, há já contados um quarto de século (25 anos), tive a satisfação de ser homenageado como Paraninfo da Turma de Formandos de 1998 do Curso de Bacharelado em Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Puc-PR) a Turma BCC-1998/PUCPR.

DIAS, C. M. C. - 2024

Lá no início de 1995, próximo, então, também, de se completar 30 anos (3 décadas), ministrava para os então Jovens Acadêmicos as incríveis (imprescindíveis, rigorosas, categóricas, não menos assustadoras e complexas) disciplinas de Lógica Matemática 1 e 2 tratando com rigor acadêmico e intensidade científica o formalismo (pesado, intenso) da Álgebra e dos Cálculos (Analítica) da Lógica Matemática e da Engenharia Lógica.

Todo aquele que foi meu Aluno sabe o quanto defendo que a Lógica Formal (densa, rigorosa, analítica e em nada relativa, mas apenas necessária e determinante) sempre é fundamental para a boa (adequada, na verdade) formação dos futuros Profissionais gerados nas Universidades os quais com o poder do correspondente estudo podem transformar quaisquer realidades em mundos melhores dado que “alfa premissas determinam beta conclusão” em ciclo dedutivo contínuo e constante que se estende “ao infinito e além”, muito além.

Muito bom, privilégio enorme, então, estar comemorando (com júbilo) agora em 2024 este já um quarto de século da deferência recebida como Paraninfo (Padrinho) da Turma BCC-1998-PUCPR que coroa a forte relação entre Professor e Afilhados os quais (literalmente) arrasaram no campo do raciocínio lógico formal utilizando as incríveis ferramentas para “O BEM PENSAR” da Lógica Matemática (de Primeira Ordem) tanto no Campo do Cálculo Proposicional quanto do Cálculo dos Predicados.

Carlos Magno Corrêa Dias
03/03/2024

Chorinho é Patrimônio Cultural Imaterial.


No último dia 29 de fevereiro de 2024, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou o choro como o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

DIAS, C. M. C. - 2024


O “Choro” (CHORINHO) é ritmo musical genuinamente brasileiro que teve seu nascimento no Rio de Janeiro, por volta de 1870, quando foi lançada a música "Flor Amorosa" do músico, compositor e flautista brasileiro Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior (1848-1880), o qual é considerado o criador do Choro Carioca e o “Pai dos Chorões”.

O grupo de Joaquim Antônio da Silva Callado Júnior ficou conhecido como "O Choro de Callado" e era composto por sua flauta ébano (o instrumento de solo do grupo), dois violões e um cavaquinho.

Cabe salientar que o Patrimônio Imaterial se refere aos saberes culturais passados de geração a geração e importantes para a criação de identidade cultural de uma sociedade.

Carlos Magno Corrêa Dias
02/03/2024

29 de fev. de 2024

Comparações auto infligidas gritam verdades.


Não existe esta de se comparar com outro alguém para se decidir o melhor entre possibilidades. Cada um deve, quando muito, se permitir ser comparado apenas consigo próprio a fim de verificar se melhorou (ou não) em relação a quem foi no passado de sua particular vida.

DIAS, C. M. C. - 2024

Carlos Magno Corrêa Dias
01/03/2024

27 de fev. de 2024

Herói de guerra mesmo seguindo apenas o prontuário.


Recebo com alegria a notícia que o Pracinha, Cobra Fumante, FEBiano, ex-Combatente da FEB (Força Expedicionária Brasileira), Ricarte da Costa Pestana completou seus 102 anos de idade no último dia 02 de setembro de 2023. Sempre é uma satisfação poder parabenizar nossos heróis eternos que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

DIAS, C. M. C. - 2024

O Pracinha Ricarte Costa Pestana nasceu em 2 de setembro de 1921, na cidade de Nazaré das Farinhas (BA) no Recôncavo Baiano e, atualmente, reside em Salvador (BA). Embarcou para os sangrentos campos de batalha da Itália em 22 de outubro de 1944 no navio de transporte General Meigs integrando o Terceiro Escalão da FEB. Chegou na Itália apenas em 06 de outubro de 1944 numa viagem de 15 dias bem difícil. Ricarte Costa Pestana foi da artilharia e estava lotado na Companhia de Petrechos Pesados do 3° Batalhão (11° Regimento de Infantaria - Regimento Tiradentes) como especialista atirador de metralhadora.

Ricarte da Costa Pestana quando foi convocado para lutar pelo Brasil trabalhava na terra com seu pai e formou o grupo de cerca de 700 baianos que rumaram para a guerra; sendo que alguns daqueles bravos não voltaram vivos para o país.

Sempre proativo e trabalhador, em muitas das vezes irônico e sempre super lúcido, o Cobra Fumante retornou da guerra ferido e conta, com riqueza de detalhes, os horrores das batalhas das quais participou os quais ainda causam dor no centenário ex-Combatente. Sua bravura como soldado, porém, frequentemente é louvada pelo Exército Brasileiro que o considera exemplo para os mais jovens e um grande herói eterno da Pátria. A Arma Azul Turquesa agradece em todas as oportunidades o sacrifício de Ricarte da Costa Pestana em favor da liberdade.

Ricarte da Costa Pestana brinda, frequentemente, os ouvintes com suas memórias da guerra relatando tudo: a surpresa da convocação não esperada, a insegurança total em cada batalha travada, o medo e o grande sofrimento dos civis italianos, o intenso frio passado, a fome, os diversos amigos mortos que perdeu, o não tão interessante retorno para casa.

Explica Ricarte da Costa Pestana que sua escolha pela artilharia em particular pelo uso de metralhadora foi intencional, pois quando estava na Vila Militar no Rio de Janeiro em treinamento fez questão de realizar o curso de Atirador de Metralhadora porque naquela época o Brasil se espelhando no exército francês colocaria as metralhadoras na retaguarda em apoio à Infantaria permanecendo bem mais distante do exército rival. “Eu não queria morrer, tinha medo. Aí, eu disse: ‘Ah, vou ficar na retaguarda’. Fiz o curso de metralhadora, passei em 2º lugar em todo o Brasil ...”, conta o Pracinha.

Mas, na Segunda Guerra Mundial o exército americano dava destaque às metralhadoras nas ofensivas e as colocava na linha de frente sendo as primeiras armas a entrar em contato frontal com o inimigo. “Que fora eu dei! Alguns, desertaram. Nunca pensei em desertar. ... eu enfrentei”, explica o herói Ricarte da Costa Pestana não escondendo a decepção.

Outra surpresa sobre as metralhadoras que teria que utilizar foi o peso, em torno de 40 quilos entre a arma em si e a placa base, o pé dela, que era separado, que deveriam ser carregados pelo atirador durante as batalhas. Nada fácil carregar aquilo no frio, na lama, com fome, nas subidas íngremes debaixo das balas das “lurdinhas”" (apelido dado pelos Pracinhas às metralhadoras alemãs MG42).

Nas lembranças recordadas por Ricarte da Costa Pestana impressionante são, também, os relatos sobre a tomada de Monte Castelo. Ele estava lá desde a primeira batalha que ocorreu no dia 29 de novembro de 1944. Até a vitória dos brasileiros transcorreram cerca de três meses em um frio que chegou a 18 graus abaixo de zero. Nas palavras do Pracinha: “A gente dormia em cima da neve, vestia a cama-saco, puxava o éclair e ficava guardadinho. E a cama-saco era calçada por penugens de galinha, de frango, que é a mais quente de todas. Depois do combate, eu fui dormir, estava muito cansado. Mas, quando estava caindo neve, de vez em quando a gente se sacudia para não acumular em cima da gente. Foi um frio de lascar”.

Com tristeza Ricarte da Costa Pestana recorda “Passei muita fome na guerra, muita sede. Não por falta de comida, mas de tempo. Correndo atrás do inimigo. Em combate, a cozinha do exército não podia ir lá, e a gente ficava com fome. Para matar a fome, a gente também derrubava galho de pinho com a metralhadora, para pegar os frutos. Mas, isso não é nada, não. O principal mesmo foi a luta”.

O centenário ex-Combatente relata: “Os alemães circularam um pelotão. E esse pelotão era o meu! Foi aí que veio a maior preocupação. Armando, que era o sargento, disse: ‘Vamos morrer aqui! Ou, seremos presos. Mas, eu tenho uma ideia. Vou mandar um aventureiro ao nosso comando dizendo onde nós estamos e o perigo que está’”. Ricarte da Costa Pestana foi o escolhido. “Eu não tive medo. Uma coisa que sempre esteve comigo é que eu nunca senti medo de nada, em nenhum momento. E aí, os meus colegas: ‘Vá, meu irmão, vá. Vá com Deus! Vá nos salvar!’. Eu saí com granadas e uma metralhadora de mão”, falou na maior simplicidade o herói.

Mas, para Ricarte da Costa Pestana a batalha de Montese (vencida, também, pelos brasileiros) foi a mais difícil e lembra com dor: “Foi onde eu sofri. “Sofri muito mais do que em Monte Castello. Lutas na cidade toda. Nenhuma tropa podia avançar em Montese, porque os alemães bombardeavam todo mundo. ... a rua cheia de gente. Fogo por todos os lados. Nosso lado atirando para o lado deles, os civis… eu com pena dos civis. Meninos, mocinhas, rapazinhos… iam passando pela rua, chorando. Eu falava com o meu ajudante para pegar todos e deixar junto a mim. Mas, se ele fosse, ele morreria. Fogo cruzado. Estava chovendo, aquela chuva fina. Lama por tudo quanto é lugar”.

“Depois do combate, a gente não podia dormir dentro de nenhuma casa, porque estava tudo em ruínas. Eu juntei os corpos mortos, alemães. Botamos as mantas por cima e fomos dormir. Dormi em cima de morto! Mas, não tinha medo de nada”, conta o destemido soldado.

Devido aos excelentes serviços prestados nos campos de batalha Ricarte da Costa Pestana foi um dos cinco combatentes de sua companhia classificados como “Herói de Guerra” e que ganhou passaporte para “passear” pelo continente depois da guerra. Foi o titular do passaporte número 1. Sobre ser classificado como “Herói de Guerra” ele é categórico ao afirmar: “Tudo o que eu fazia de ‘heroísmo’ estava no prontuário. ... eu nunca fui herói de guerra, não. Ao contrário. Por não ter medo, eu fazia de tudo para me livrar, para voltar vivo para a minha família. E esse tudo, para o Exército, era heroísmo. Na minha companhia, tinha 200 homens. Só cinco tiveram passaporte”.

Mas, Ricarte da Costa Pestana é Herói de Guerra e já integra a Galeria dos Imortais da Pátria.

Sempre respeito, reconhecimento e agradecimento ao Herói de Guerra Ricarte da Costa Pestana.

Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Ricarte da Costa Pestana!

Carlos Magno Corrêa Dias
27/02/2024

26 de fev. de 2024

Governança garante boa gestão de resíduos sólidos.


Em recente exposição sobre Gestão de Resíduos Sólidos recordei minha participação na primeira Oficina Técnica Regional do PERS/PR (Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Paraná), realizada em 09/02/2018, no Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química do Sistema Fiep, em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná (SEMA/PR), quando foram validados os resultados do PERS/PR.

DIAS, C. M. C. - 2024

Naquela ocasião, bem como em diversas outras, apresentei várias sugestões e contribuições ao PERS/PR. Em particular, no evento chamei a participação das Universidades (sejam Públicas ou Privadas) no PERS/PR.

Inclusive apresentei a proposição da criação do “Selo Universidades Resíduos Sólidos Paraná” o qual abrangeria três tipologias conforme o nível dos trabalhos efetivos relacionados com os Resíduos Sólidos realizados pelas Universidades concorrentes.

Minha ideia é que a Universidade receberia o “Selo Universidades Resíduos Sólidos Paraná Bronze” desde que declarasse sua adesão ao PERS/PR comprovando ter iniciado estudos ou pesquisas para registrar a produção de resíduos sólidos em seus Câmpus estabelecendo uma política institucional para tanto. À Universidade caberia instituir uma “Comissão Própria de Resíduos Sólidos” a qual seguiria uma Política Institucional de Resíduos Sólidos (PIRS).

Já o “Selo Universidades Resíduos Sólidos Paraná Prata” seria concedido à Academia que apresentasse os relatórios anuais consolidados sobre sua produção de resíduos sólidos (por setor ou área de conhecimento) decorrentes da PIRS adotada quando da adesão ao PERS/PR.

Já o “Selo Universidades Resíduos Sólidos Paraná Ouro”, por sua vez, caberia àquela Universidade que além de disponibilizar os registros para o PERS/PR sobre a sua produção de resíduos sólidos demonstrasse, também, quais estudos e pesquisas estão sendo desenvolvidos para a correta destinação dos resíduos sólidos gerados em suas unidades.

As Universidades devem contribuir efetivamente para o sucesso do PERS/PR de forma a se articular a busca de soluções reais para os problemas na gestão de resíduos sólidos os quais, invariavelmente, comprometem a qualidade de vida de toda a comunidade universitária (em particular) e das demais pessoas da sociedade (em geral).

Atualmente, a Lei 20.607, de 10/06/2021, dispõe sobre o PERS do Paraná e dá outras providências. A Lei em referência estabelece as normas para a elaboração, revisão, complementação, operacionalização e fiscalização do PERS/PR.

Desde 2011, muito trabalho duro e especializado foi empenhado para se ter sancionada a Lei número 20.607/2021. Nestes mais de dez anos tive o privilégio de participar do processo com diversas contribuições, posicionamentos e sugestões.

A Lei sobre o PERS/PR é mais uma vitória do Paraná na caminhada de vanguarda que o Estado segue para atingir Sustentabilidade na Governança Ambiental, Social e Corporativa.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/02/2024

22 de fev. de 2024

Limpeza e conservação são vetores de sustentabilidade.


No dia 22 de fevereiro celebra-se o DIA DOS AUXILIARES DE LIMPEZA E SERVIÇOS GERAIS, dia daqueles Profissionais cujo trabalho essencial é o de CUIDAR para que os ambientes sejam sempre saudáveis para que todos possam desenvolver suas atividades.

DIAS, C. M. C. - 2024

Aos AUXILIARES DE LIMPEZA E SERVIÇOS GERAIS parabéns pela dedicação com que realizam seus importantes trabalhos de limpeza, organização, manutenção e conservação de todos os ambientes onde atuam com qualidade e profissionalismo.

Manter os ambientes limpos, organizados e em perfeitas condições de uso diariamente é uma condição para se garantir sustentabilidade. Os AUXILIARES DE LIMPEZA E SERVIÇOS GERAIS são, então, também, vetores de sustentabilidade e, portanto, imprescindíveis.

Carlos Magno Corrêa Dias
22/02/2024