5 de jul. de 2017
Regulamentos e Assessorias nas Universidades para o alcance dos ODS.
Em setembro de 2000, em Nova Iorque, durante a Cúpula do Milênio, líderes internacionais de 189 países firmaram acordo para alcançar os chamados ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) os quais foram ratificados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nascia, então, a DECLARAÇÃO DO MILÊNIO a qual priorizava buscar os meios para que a humanidade conseguisse a eliminação da extrema pobreza e o fim da fome no mundo.
Até 2015 os signatários dos ODM trabalharam para alcançar os oito ODM desenvolvendo de forma coletiva diversas ações que em muito contribuíram para melhor a vida dos cidadãos do mundo. Entretanto, em maior ou menor intensidade, em cada parte do planeta, os ODM foram alcançados parcialmente.
Tendo em vista que não se conseguiu atingir plenamente os ODM em todos os lugares e muitos outros problemas foram gerados em decorrência do desenvolvimento e do aumento das populações a humanidade continuou a ser requisitada para o alcançar a almejada sustentabilidade.
Os ODM foram responsáveis por significativas mudanças no mundo no que se refere à sustentabilidade e, certamente, a partir de 2015 havia um mundo melhor que aquele que em 2000 obrigou a humanidade a pensar e iniciar trabalho para o alcance dos ODM.
Chegado ao término do prazo estabelecido para cumprimento dos ODM (que aconteceu em fins de 2015) percebeu-se que muito ainda deveria ser feito para se atingir o mundo sustentável. Mas, não havia, também, como deixar de assumir que o mundo em 2015 era muito mais complexo que o mundo de 2000. Os antigos problemas se diversificaram e uma gama de novas problemáticas surgiu com intensidade sequer aventada.
Os desafios continuavam sendo enormes e os ODM não atendiam mais, plenamente, às necessidades do mundo (que se objetiva ser sustentável). Novas exigências, complexidades e desafios constatados em 2015 solicitaram futuros posicionamentos e ações associadas. O mundo, então, passou a se organizar em torno da Agenda 2030 que obrigou a ampliação dos ODM e exigiu alcançar dezessete novos objetivos que estão sendo referenciados como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Muitos Profissionais das Universidades trabalharam com os ODM desde o início lá em 2000 e atualmente continuam envolvidos com o alcance dos 17 ODS e das correspondentes 169 Metas que integram a Agenda 2030 da ONU. Ao longo do passar deste tempo, entretanto, percebeu-se que não somente é difícil o engajamento das pessoas, mas das próprias Organizações em prol sejam dos antigos ODM ou dos atuais ODS (principalmente nas Universidades, em particular).
É certo que os processos envolvidos são muito complexos e envolvem, na grande parte das vezes, muito trabalho voluntário e comprometimento. Hoje, felizmente, muitas Instituições de Ensino Superior são signatárias dos ODS e trabalham procurando interiorizar em sua prática os pressupostos da Agenda 2030 da ONU para dar sua contribuição quanto ao cumprimento dos ODS; todavia, a participação é ainda introdutória e muito tímida. É necessário, então, a institucionalização efetiva e a intensificação da prática dos ODS nas Universidades como parte de seus planejamentos.
Para tanto são sugeridas diversas ações tais como, por exemplo, a criação de Assessorias nas Universidades para estudar e orientar os gestores de como melhor proceder para que a Instituição possa contribuir para o cumprimento dos 17 ODS e das 169 Metas associadas; porquanto, ao se tornar signatária dos ODS a instituição assume uma séria de obrigações que deverão ser administradas e socializadas entre seus integrantes para o efetivo cumprimento dos ODS assumidos.
As Universidades necessitam aderir à Agenda 2030 da ONU e constituir Comissões de Trabalho composta por especialistas para a confecção de Regulamentos para orientar como os pares poderão contribuir para o alcance dos ODS.
Os Regulamentos em referência teriam a função, também, de estabelecer as obrigatoriedades a cumprir pela Instituição enquanto signatária dos ODS.
De forma geral, aponha-se que os Regulamentos sugeridos e as Assessorias propostas teriam a incumbência de disseminar e condicionar a prática dos ODS entre os pares de forma que a Universidade tivesse pleno entendimento sobre a obrigação assumida para fazer alcançar os ODS e contribuir para um mundo mais sustentável.
A Universidade não pode se eximir de cooperar com sua expertise e poder para o alcance de um mundo mais sustentável.
Carlos Magno Corrêa Dias
05/07/2017
4 de jul. de 2017
Consistência e legitimidade de raciocínios dedutivos avaliados formalmente.
CONSISTÊNCIA E VALIDADE DEDUTIVA foi o tema do I FOCONVALRAD (FÓRUM SOBRE CONSISTÊNCIA E VALIDADE DE RACIOCÍNIOS DEDUTIVOS) o qual objetivou, por intermédio da Álgebra da Lógica, instanciar procedimentos formais para a avaliação (técnica) da legitimidade e consistência de argumentos dedutivos instituídos.
DIAS, C. M. C. - 2017
Desenvolvido no Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA o I FOCONVALRAD foi fundamentado na Álgebra da Lógica, na Análise Inferencial e na Teoria da Argumentação Lógica; seguindo, estritamente, os pressupostos estruturais do Cálculo Lógico Sentencial.
Durante o fórum apresentei as seguintes cinco palestras; quais sejam: Fórmulas Proposicionais e Cálculo Lógico; Validade Condicionando Consistência; Analítica de Argumentos Dedutivos; Análise e Teoria da Argumentação Analítica; e, Teoria da Prova Dedutiva e Raciocínios Válidos.
Mais uma vez pratica-se o entendimento sobre a Extensão Universitária para a disseminação do conhecimento e para contribuir com a premissa que Ensino, Pesquisa e Extensão devem ser indissociáveis na Universidade.
Sob minha proposição, coordenação e condução o I FOCONVALRED foi desenvolvido gratuitamente para os participantes, não havendo, também, qualquer ônus para a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Carlos Magno Corrêa Dias
04/07/2017
3 de jul. de 2017
Ciências e Tecnologias continuam chamando simbiose na Universidade.
O mundo sempre se transformou profundamente com o advento das Revoluções Industriais, pois estas abriram novos horizontes e permitiram novas perspectivas e possibilidades. Assim, também, está sendo, na atualidade, com as Nanociências e as Nanotecnologias que se desenvolvem em simbiose durante a Quarta Revolução (RI 4.0).
Todavia a Universidade, pensada (e cuidada) como o porto seguro das Ciências, sempre teve muitas dificuldades em avançar no campo das Tecnologias. Na Universidade, estranhamente, percebe-se que muito dificilmente Tecnologia e Ciência se unem como um corpo relacional e simbiótico objetivando a produção de conhecimento útil que favoreça prontamente a Sociedade. Mas, em se tratando das relações processuais entre Nanociências e Nanotecnologias, um novo paradigma surge exigindo diferenciado posicionamento, principalmente no interior das Universidades.
A Nanociência, desde a sua origem, iniciada no ano de 1959 quando se conjeturou a possibilidade e a necessidade de “agrupar na cabeça de um alfinete todos os 24 volumes da Enciclopédia Britânica”, não pode mais ser tratada na Universidade como algo intangível e que habita o mundo da fantasia ou da ficção.
A Nanociência é uma realidade da qual as Universidades não podem se isentar do comprometimento, pois que a mesma já abriu as portas para uma nova realidade Tecnológica como bem é conhecido. Ficar à margem dos correspondentes conhecimentos que giram em torno das dimensões de um nanômetro (de 0,000000001 metro, ou de um bilionésio de metro) é parar no tempo e ser convidado a não fazer parte da história do desenvolvimento.
A Universidade deve se permitir avançar para além dos seus muros e passar a interagir mais fortemente com o Mundo Real das Tecnologias (o mundo de fato, o mundo pragmático, o mundo das possibilidades) que já experimenta resultados surpreendentes advindos das conjunções entre a Nanociência e a Nanotecnologia, mas que sequer são conhecidos no interior da maioria das Universidades.
Em contrapartida, entretanto, mais pontualmente, uma nova Lógica, um novo Processo Inferencial, também, se apresenta obrigatório considerar, pois que vão se apresentando, em cosequência das descobertas nanométricas, novas premissas. Essa nova Lógica, que se obriga ser “Completa e Correta”, “Consistente”, começa a ser equacionada e formalizada.
A Ciência e a Academia, irmãs da “certeza”, não podem ficar alheias à semelhante evolução, pois não lhes cabe contar a História e sim dela participar efetivamente.
Além do mais, enquanto a Universidade e a Realidade não se aproximarem efetivamente; enquanto a Ciência da Academia e a Tecnologia da Indústria e do Meio de Produção não objetivarem a geração de Conhecimento ÚTIL para a melhoria de vida das Pessoas e para promover o desenvolvimento da Nação; enquanto não se entender que Pesquisa sem o devido Desenvolvimento de produtos, processos e serviços não tem valor agregado algum; enquanto a Inovação não permear a conjunção entre Pesquisa e o Desenvolvimento; permaneceremos sendo apenas mais um País pobre e subdesenvolvido.
Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação constitui simbiose obrigatória para o Progresso e para a Evolução. Assim, continua-se a sugerir, fortemente, o repensar o papel da Universidade no que tange às aproximações entre Ciências e Tecnologias.
As Universidades devem ser pensadas obrigando as simbioses entre as Ciências e as Tecnologias, entre a Realidade e as próprias Universidades. As convergências entre as Nanociências e as Nanotecnologias são condicionantes e os avanços gerados não esperarão aqueles que insistem em separar “academicamente” as Ciências e as Tecnologias.
Carlos Magno Corrêa Dias
03/07/2017
1 de jul. de 2017
PPI é o coração do planejamento das Universidades.
Os membros da Academia (da Universidade) devem deixar bem claro para eles mesmos qual é o NORTE da Universidade que almejam seguir. Mas, a Universidade deve objetivar ser, em futuro próximo, aquela Universidade que, necessariamente, será construída pelos seus próprios integrantes e segundo um propósito coletivo unificador.
Neste sentido, então, toda Universidade deve (sempre) estar construindo o seu novo PPI (Projeto Pedagógico Institucional).
O PPI de uma Universidade é fundamental, essencial, para a construção da Universidade de Excelência que se almeja. No PPI define-se a Missão, os Valores, os Indicadores e os Objetivos que individualizam e diferenciam uma determinada Universidade das demais.
O PPI deve ser concebido como um documento que contenha um conjunto intencional de medidas na direção da superação de problemas numa realidade específica. Nesta concepção, o PPI passa a ser uma carta de intenções onde são estabelecidos os rumos e as ações da Universidade em toda e qualquer de suas instâncias, bem como, sejam pensadas as devidas relações simbióticas com a Sociedade onde está inserida.
O PPI deve deixar claro o compromisso social, ético, moral, técnico, científico da Universidade. Portanto, por exemplo, devem ser instituídas regras especificas que mostre ao Estudante qual é a sua contrapartida social ao estudar em uma dada Universidade. Ou mesmo, devem ficar bem claro, também, quais são as contrapartidas de responsabilidade e compromissos dos Docentes quanto ao cumprimento de suas obrigações com a Instituição segundo os distintos Regimentos e Regulamentos existentes.
Não se pode, entretanto, tomar antigos Regulamentos e tentar adequá-los com algumas poucas alterações à realidade da atual. Ao se basear estritamente em Regimentos anteriores incorrer-se-á em um sério erro e o futuro irá cobrar caro dos idealizadores por semelhante opção restritiva. Assim, é sugerida a estruturação efetiva da Universidade baseada na contemporaneidade deixando de lado os antigos pressupostos que não atendem mais os anseios daqueles que pretendem uma Universidade atuante e transformadora da realidade nacional atual.
É sugerido deixar patente na elaboração do PPI que o mesmo constitui organismo em constante construção e nunca será terminado em sentido estrito. O próximo PPI não pode ser construído como “terminado”, como se o pensamento institucional fosse imutável ao longo do tempo. Não é possível construir um PPI que não permita múltiplas alterações e renovadas posições sobre a realidade ao longo do passar do tempo. O PPI deve sempre considerar a avaliação continuada e seguida daquilo que já foi internalizado ou esteja em vigência para, com base em informações, intenções e estudos atualizados, constantes, refutá-lo ou confirmá-lo segundo a realidade presente, a qual em si própria é determinante.
Todo PPI deve levar em conta, necessariamente, os problemas e dificuldades advindos das interações que se estabelecem na Universidade e entre a Universidade, os Governos e a Sociedade. Assim, devem ser listados os grandes problemas que obrigam soluções e como se pretende a resolução dos mesmos a curto e médio prazo. É necessário posicionamento frente aos desafios que são objetivados atender pela Universidade para que conscientemente possa se construir a Universidade possível e não aquela simplesmente idealizada.
Nos tempos atuais, a Universidade deve deixar transparecer, no seu correspondente PPI, o seu necessário compromisso social. O PPI deve constituir documento consciente que instrua como a Universidade pretende a formação de profissionais comprometidos com a sociedade.
Partindo-se dos fins propostos pela LDB a Educação Superior deve pautar-se na formação plena do cidadão para atuar em sua área profissional e nos processos de transformação social e ter condições efetivas de perceber a realidade, questioná-la e transformá-la diante das problemáticas que emergem da Sociedade contemporânea.
Assim, o PPI deve considerar como a Instituição pretende: valorizar o ser humano, a vida, a cultura e o saber; educar para a cidadania, estimulando a atuação coletiva; conservar e difundir os valores éticos e de liberdade, igualdade e democracia; gerar, disseminar e socializar o conhecimento em padrões elevados de qualidade e equidade; promover a formação humanista do cidadão, com capacidade crítica perante a sociedade, o Estado e o mercado; propiciar condições para a transformação da realidade, visando justiça e equidade social; dentre outros aspectos.
Toda Instituição de Ensino Superior deve deixar explícito no PPI, também, seu compromisso com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Sendo o PPI um documento de intenções, centrado em pressupostos instituídos por diretrizes educacionais previamente pensadas, o mesmo deve explicitar como pretende fazer valer a LDB na Instituição.
O PPI deve apresentar o perfil pretendido da Universidade. Deve evidenciar o “como fazer” a partir das restrições existenciais e do histórico da Universidade. Uma posição clara de como se pretende agir no futuro é esperada para se poder regimentar a Instituição como um todo em todos os seus setores e possibilidades.
O PPI deve apresentar os meios efetivos de se vincular educação tecnológica e emprego. Deve, ainda, propor planos de ação para realizar a constante leitura da realidade empregatícia e daí possibilitar a promoção das urgentes modificações que serão solicitadas cada vez que os paradigmas sejam alterados, modificados ou revistos.
A Universidade deveria ter em mente que permanecendo o atual cenário da realidade empregadora e empregatícia, poucas são as possibilidades de se garantir o mercado de trabalho para todos aqueles que saem do Ensino Superior. É preciso, então, eliminar certos dogmas que ainda persistem na formação do educando. Uma delas é partir da falsa premissa que a mais alta formação é capaz de garantir emprego. Outra destas ilusões é acreditar que a cópia estrita de sistemas de outros países pode garantir o desenvolvimento adequado de profissionais para atuam com eficiência em outras particulares realidades de mercado.
Assim sendo, de pouco adiantará instruir os aprendizes com sofisticadas tecnologias e aprimorados conhecimentos técnicos e teóricos se não lhes for dado a conhecer a realidade caótica e, em muito, subdesenvolvida, onde deverão atuar. Só a Educação Superior em si não garante emprego nem consegue criar novos postos de trabalho compatíveis com as demandas. Uma contrapartida efetiva da Universidade neste sentido é exigida sempre.
Sem o equilíbrio entre vocação técnico-científica e vocação humanística a Universidade deixará de cumprir sua função social. Logo, é primário instituir mecanismos que permitam à Universidade se transformar do modelo concentrador e excludente em um modelo que permita a inclusão e a coexistência pacífica dos mais distintos posicionamentos. Logo, o projeto do PPI deve atender essa exigência da realidade instituindo meios efetivos de se transformar. Qualquer PPI que relega a plano secundário a Humanidade está contribuindo apenas para a extinção da Universidade. O PPI, de um lado, deve propiciar a igualdade de condições para o acesso e permanência discente na Instituição e, de outro, deve propiciar o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.
O PPI deve promover ações que possibilitem a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento. Sem a observância dessa máxima muito provavelmente a Universidade ficará à margem da evolução humana e não poderá atender aos princípios necessários para se promover e preservar o saber.
É no PPI que se estabelece uma maior descentralização acadêmico-administrativa como elemento fundamental para a transformação que se pretende atingir. Não é possível pretender a autonomia universitária quando as decisões fundamentais estão concentradas em núcleos administrativos rígidos e dissociados da realidade do dia a dia da Universidade, as quais, em muitas das vezes, sequer foram aventadas no PPI.
Se uma determinada Universidade tem autonomia as formas de se exercer a correspondente autonomia estão estabelecidas no PPI da Universidade.
Entretanto, um Projeto Pedagógico Institucional necessita ser acompanhado por processos contínuos de avaliação que possibilitem verificar como as ações pensadas estão sendo conduzidas na prática. Assim, processos efetivos de avaliação do PPI devem ser institucionalizados na Universidade que possibilitem apontar deficiências e as saídas para a correção das mesmas contínua e constantemente, dado que o PPI deve ser entendido como um “organismo vivo” da Universidade em constante adequação.
O PPI da Universidade, aqui sugerido tal qual um Projeto de Estado, vai muito além dos possíveis Projetos de Gestão. Os caminhos futuros da Universidade são definidos no PPI e devem ser, portanto, independentes da temporalidade dos presentes. O PPI é o coração do planejamento da Universidade.
Carlos Magno Corrêa Dias
01/07/2017
21 de jun. de 2017
Legado à nossa Literatura transformou-se em contribuição universal.
Em 21 de junho de 1839 nascia o grande Mestre Joaquim Maria Machado de Assis um dos maiores nomes da literatura do Brasil, possivelmente o mais importante escritor brasileiro de todos os tempos.
Poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário Machado de Assis escreveu em praticamente todos os gêneros literários.
Ao recordarmos Machado de Assis celebramos, ao mesmo tempo, o legado à nossa literatura e a projeção de nossa literatura internacionalmente, pois sua arte não foi apenas brasileira, mas universal.
Carlos Magno Corrêa Dias
21/06/2017
10 de jun. de 2017
NIES do CPCE trabalhando em prol da Educação para a Sustentabilidade
O Núcleo de Instituições de Ensino Superior (NIES) é um dos quatro Núcleos de Competência que compõem o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) e tem por finalidade o incentivo e a promoção de Projetos e Eventos relacionados com a Educação.
Por sua vez, o CPCE, atualmente um dos Conselhos Temáticos da FIEP, levando em conta o fator econômico e o bem estar de toda a comunidade, foi criado como uma organização articuladora preocupada em investir na área de sustentabilidade, para orientar sobre os investimentos deste campo e apoiar a formação de empresários e cidadãos comprometidos.
O CPCE atua como um catalisador de ideias que objetiva reunir as necessidades e interesses da Indústria na área de Responsabilidade Socioambiental Corporativa (RSAC) direcionando os esforços no desenvolvimento de projetos socioambientais, culturais e de voluntariado corporativo.
Com a visão de ser identificado no Estado do Paraná como um agente inovador e articulador das práticas de Responsabilidade Socioambiental Corporativas (RSAC) o CPCE tem a missão de articular as competências de Responsabilidade Socioambiental Corporativa (RSAC) das empresas e dos diferentes setores da sociedade para estimular o desenvolvimento sustentável do Estado do Paraná.
Instituído em 2007, o NIES desde o início de seus trabalhos sempre fez opção por tratar o tema Sustentabilidade em relação às Instituições de Ensino Superior (IES) e à Sociedade, não deixando de se preocupar, em particular, com as necessárias relações de aproximação entre a Indústria e as IES.
Com o decorrer do tempo o NIES ampliou seus objetivos e passou a tratar de assuntos tais como: inserção das questões da Sustentabilidade nas Propostas Curriculares das Universidades e na Prática Educacional, sensibilização dos Acadêmicos a respeito dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), promoção do Diálogo entre a Academia e o Mundo Corporativo, bem como disseminação dos Princípios do Pacto Global do PRIME e estímulo à adesão das Organizações aos correspondentes Programas.
Objetivando sensibilizar os Educadores das IES sobre a “Educação para a Sustentabilidade” e evidenciar a importância do seu papel para a transformação da Sociedade o NIES mantém a Equipe de Projetos Educando na Sustentabilidade a qual teve sua origem a partir do Movimento Paraná Educando na Sustentabilidade.
Com a “visão” de “ser um agente integrador entre o meio corporativo e a academia” a “missão” do NIES é “estimular o diálogo entre a academia e o mundo corporativo para transformar informação em conhecimento, a aproximação entre ciência e tecnologia de acordo com as melhores práticas de responsabilidade socioambiental corporativa e o desenvolvimento inovador e sustentável do Paraná”.
O NIES tem por Eixo Estratégico de Trabalho a Educação e seus “valores” são: (a) respeito ao pluralismo e a diversidade, (b) respeito aos princípios do PACTO GLOBAL e do PRIME, (c) comprometimento com a educação para a sustentabilidade, (d) comprometimento em ser espaço democrático de convivência, e (e) respeito à solidariedade.
Visando promover um amplo debate com a Sociedade nas suas esferas educacionais, empresariais e civis para estabelecer um repertório compartilhado acerca da Educação na Sustentabilidade o NIES desenvolve, atualmente, o Projeto Educando na Sustentabilidade o qual está vinculado à Equipe de Projetos Educando na Sustentabilidade (com ações transversais associadas com o Pacto Global e o PRIME).
Atualmente sou o Coordenador do NIES. Estou desenvolvendo a função de Coordenador do NIES desde 2015 quando fui eleito em votação direta pelos Conselheiros que integravam o NIES/CPCE.
O NIES segue trabalhando em prol da Educação para a Sustentabilidade como forma inovadora de integrar Universidade, Indústria e Sustentabilidade.
Carlos Magno Corrêa Dias
10/06/2017
8 de jun. de 2017
Novos paradigmas para a Extensão Universitária.
Partindo-se do pressuposto que a Extensão Universitária é a ação da Universidade junto à comunidade que possibilita compartilhar, com a Sociedade, o conhecimento adquirido por meio do ensino e da pesquisa desenvolvidos na Universidade, caberia à Universidade incentivar intensamente a articulação do conhecimento científico com as necessidades da Comunidade onde a Universidade se insere, interagindo e transformando a realidade social.
No sentido anterior, a Extensão Universitária constitui uma das importantes funções sociais da Universidade, que objetiva a promoção do desenvolvimento social, a fomentação de projetos e programas de extensão que levam em conta os saberes e fazeres populares, bem como a promoção da sustentabilidade ambiental e social.
Assim, é urgente a criação de Programas e Projetos Institucionais que objetivem a real inclusão da Extensão como atividade essencial na Universidade para garantir o bem da Sociedade por intermédio do conhecimento gerado na Universidade e trocas com a própria Sociedade.
A Extensão deve funcionar como uma espécie de ponte permanente entre a Universidade e os diversos setores da sociedade que funcionando como uma via de duas mãos possibilita à Universidade levar conhecimentos ou assistência à Comunidade e receber da mesma Comunidade retornos positivos como retroalimentação tais como suas reais necessidades, seus anseios, aspirações e também aprendendo com o saber dessas Comunidades.
O incentivo ao acesso aos Editais da Lei de Inovação Federal e da Lei de Inovação do Estado do Paraná, bem como, uma maior apropriação das Leis de Benefícios Fiscais para o desenvolvimento de soluções voltadas ao Mundo real são solicitadas para que as Universidades do Paraná, sejam elas Públicas ou Privadas, Estaduais ou Federais, ampliem sua visão e compreensão das potencialidades da Extensão.
O incentivo incondicional à Produção de Conhecimento necessário, útil e relevante nas Universidades para o desenvolvimento da Nação e da Melhoria de Vida das Pessoas a partir de consultas regulares à Sociedade e pelo constante desenvolvimento de trabalhos no campo da Extensão deveria ser algo natural e fundamentar a Missão, Objetivo e Metas das Universidades, principalmente naquelas que nascem com o propósito de dotar o Cidadão de conhecimento para empreender e transformar para melhor a realidade na qual está inserido.
Entendendo a Extensão como uma troca de conhecimentos na qual a Universidade aprende, também, com a própria Comunidade sobre os valores e a cultura dessa Comunidade a Universidade deve se preparar para praticar a Extensão intensamente nas localidades onde já está inserida ou nas quais venha a ser implantada. A Universidade deve ser par da Sociedade.
Porém, a Universidade deve planejar e executar as atividades de Extensão na Comunidade de forma a respeitar (e não violar) os valores e a cultura das localidades onde se instala. A Universidade deve ser recebida como parceira da Comunidade para o crescimento e o desenvolvimento de ambas as organizações. Para tanto, deve se programar efetivamente e realizar os necessários estudos.
Por meio da Extensão a Universidade influencia e, também, é influenciada pela Comunidade. Centrada, então, neste paradigma, nesta real possibilidade de uma troca de valores e conhecimentos entre a Universidade e a Comunidade a Extensão se desenvolverá de forma benéfica e transcendentes para todos os envolvidos.
Carlos Magno Corrêa Dias
08/06/2017
Carlos Magno Corrêa Dias
08/06/2017
7 de jun. de 2017
Universidades brasileiras entre as melhores do mundo.
Brasil tem 22 (vinte e duas) Universidades classificadas dentre as mil melhores Universidades do Mundo segundo o QS World University Rankings 2018. USP e UNICAMP foram classificadas entre as DUZENTAS Melhores Universidades do Mundo. UEL e UFPR, do nosso Paraná, estão entre as MIL Melhores Universidades do Mundo.
Na sequência a classificação das nossas vinte e duas Melhores Universidades Brasileiras no Mundo; quais sejam:
(121) Universidade de São Paulo
(182) Universidade Estadual de Campinas
(311) Universidade Federal do Rio de Janeiro
(491-500) Universidade Estadual Paulista
(501-550) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(501-550) Pontifícia Universidade Católica de Rio de Janeiro
(501-550) Universidade Federal de São Paulo
(501-550) Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(551-600) Universidade Federal de Minas Gerais
(651-700) Universidade Federal de Brasília
(651-700) Universidade Federal de São Carlos
(751-800) Universidade Federal de Santa Catarina
(801-1000) Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(801-1000) Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(801-1000) Universidade Estadual de Londrina
(801-1000) Universidade Federal da Bahia
(801-1000) Universidade Federal de Santa Maria
(801-1000) Universidade Federal de Viçosa
(801-1000) Universidade Federal do Ceará
(801-1000) Universidade Federal do Paraná
(801-1000) Universidade Federal do Pernambuco
(801-1000) Universidade Federal Fluminense
Parabéns para nossas Universidades.
Carlos Magno Corrêa Dias
07/06/2017
4 de jun. de 2017
Assessoria de RSC promovendo resiliência e garantindo compliance.
Na sociedade organizada atual é notória a adoção por parte das organizações de um conjunto cada vez maior de iniciativas associadas com preocupações sociais, posicionamentos corporativos e com cuidados que se devem ter com o estrito cumprimento de normas, certificações, leis, para atender adequadamente o cidadão.
Assim, tem crescido o número de entidades supra-organizacionais que se prestam à implementação de políticas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) nas organizações e que se transformam em organismos imprescindíveis na transmissão de boas práticas, na preservação da imagem das organizações e na melhoria da coordenação entre as ações institucionais e o melhor desempenho da gestão com o objetivo de atingir maior eficiência. Tais organismos remetem às Assessorias de RSC.
Atualmente a RSC pode integrar o nível estratégico das organizações que buscam ampliação de seus horizontes de atuação e visualizam a globalização plena avançando para além da simples observância de procedimentos obrigatórios por lei a que as mesmas organizações estão obrigadas. A RSC passa a constituir uma parte integrante das estratégias centrais destas organizações. A RSC transformou-se, também, em postura (diferencial) a ser adotada por aquelas organizações (sejam públicas ou privadas) que pretendam compliance e resiliência de suas ações junto à Sociedade que pretende servir.
Um dos entendimentos atuais sobre a implantação da RSC nas organizações (principalmente nas Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa) é que sua importância se dá não apenas por possibilitar à Sociedade o claro entendimento sobre aquilo que a organização oferta para ela como, também, que influência a organização exercerá sobre a Sociedade futuramente, determinando a forma com que a mesma Sociedade tomará suas decisões a partir das relações mantidas com a organização que lhe prestou correspondente serviço.
De outro lado, porém, a constatação da insustentabilidade no modelo global de desenvolvimento vigente (em suas distintas dimensões) vem gerando uma crescente demanda por um modelo de crescimento que seja socialmente justo, ecologicamente equilibrado e economicamente viável. Uma Assessoria de RSC, então, é pensada sempre para se possibilitar um correspondente modelo e para prevenir quaisquer danos para uma Sociedade em crise como a nossa.
Na era da globalização e da chamada sociedade da informação e da comunicação, a conduta das Organizações pode, como o sabemos e em muitas vezes já verificamos, ser facilmente monitorada por qualquer indivíduo da Sociedade. Assim os líderes das organizações são chamados ao melhor entendimento da dinâmica do ambiente da operação global no sentido de gerir os riscos associados ao novo mundo de forma efetiva para evitar situações que venham denegrir a imagem das organizações. Neste sentido, as Assessorias de RSC são, também, imprescindíveis.
Não é de se deixar de considerar que no mundo atual inúmeros são os agentes que se prontificam, também, a denunciar e submeter as organizações à avaliação social em caso de desvios quanto a um comportamento ético e responsável. À Assessoria de RSC caberia, então, orientações no campo da compliance, pois não é o bastante para as organizações seguir as leis impostas sendo necessário demonstrar para as partes envolvidas que a organização segue as leis, cumpre preceitos éticos e morais, combate a corrupção, sendo extremamente preocupada com a qualidade, a sustentabilidade, a civilidade, a cidadania, a dignidade, dentre outros preceitos e valores.
Uma Assessoria de RSC permite contribuir para que a gestão possa contabilizar e balancear inúmeras condições, perspectivas e variáveis para maior segurança da organização num mundo que impõe aos gestores a desafiadora posição de definir direções claras em um ambiente cada vez mais complexo. mas, certamente, a principal função de assessoria de RSC é contribuir para a preservação da imagem da organização, promovendo resiliência e garantindo compliance.
Carlos Magno Corrêa Dias
04/06/2017
1 de jun. de 2017
Sempre ORDEM como base e PROGRESSO como meta.
Da Monarquia chegamos à República Federativa do Brasil seguindo os ideais de um Estado-Nação onde imperaria o patriotismo para promover o surgimento do sentimento nacionalista e para a construção de nossa identidade nacional como Nação e Povo Brasileiro, único e soberano.
Era pretendido que as Ciências e o Conhecimento fossem associados, necessariamente, a uma ética humana, porquanto se objetivava uma Sociedade Justa, Fraterna, mas, também, Progressista. Propunha-se à existência humana “valores completamente humanos”.
Os Ideais Republicanos, sintetizados no lema “Ordem e Progresso”, inscrito em nossa Bandeira Nacional desde 19 de novembro de 1889, quatro dias após a nossa Proclamação da República, obrigam a busca de condições sociais básicas e a evolução do país materialmente e intelectualmente, sem deixar de lavar em conta a evolução moral.
L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but ("Amor como princípio e ordem como base; o progresso como meta").
O BRASIL é dos BRASILEIROS. Sempre ORDEM E PROGRESSO.
Carlos Magno Corrêa Dias
01/06/2017
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