No cenário da educação superior e da evolução tecnológica da década de 1990, a transição entre o cálculo analítico tradicional e a computação algébrica representou uma verdadeira revolução pedagógica. Entre os dias 21 e 30 de outubro de 1996, ministrei na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) o curso de extensão universitária e atualização intitulado "Representação de Superfícies e Volumes em 3D através do Maple V".
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Com uma carga horária total de 20 horas-aula, o evento estruturou-se como um mergulho na intersecção entre a Lógica Matemática, a Geometria Espacial e os Recursos Computacionais emergentes da época.
O objetivo central da capacitação residiu em dotar os participantes de ferramentas conceituais e operacionais indispensáveis sobre a sintaxe do Software Maple V (Release 3). Em uma época em que a visualização tridimensional de funções exigia rigor sintático e domínio computacional apurado, o curso cumpriu o papel de desmistificar a edição eletrônica de superfícies e relações matemáticas no espaço real tridimensional.
Sob minha proposição e coordenação, o evento realizado tratou desde os fundamentos até complexidades avançadas, apresentando: introdução estruturada às potencialidades do Maple V na manipulação simbólica e gráfica, edição de gráficos de funções e relações na forma paramétrica, bem como a transição para coordenadas cilíndricas e esféricas, permitindo aos estudantes e profissionais modelar superfícies complexas com precisão, bem como exploração de rotinas sofisticadas para otimizar o fluxo de trabalho computacional.
O curso "Representação de Superfícies e Volumes em 3D através do Maple V" foi desenvolvido visando, também, a análise gráfica de conceitos fundamentais do Cálculo Diferencial e Integral. Foram inseridas considerações cruciais sobre a edição e interpretação de limites, derivadas e integrais de funções em três dimensões.
A abordagem permitiu que a comunidade acadêmica vislumbrasse o comportamento dinâmico de superfícies e volumes, conferindo intuição geométrica a formulações analíticas abstratas. A simulação computacional atuou, assim, como uma extensão lógica do raciocínio matemático, consolidando a simbiose entre o rigor formal e a percepção visual.
O curso de extensão em referência permanece como um marco indelével na trajetória de inovação no Ensino das Ciências Exatas no Paraná. Ao capacitar discentes e profissionais na exploração de superfícies e volumes por meio da computação algébrica, a iniciativa fomentou a cultura do uso de ferramentas computacionais avançadas na engenharia e na matemática aplicada.
Assim, em 2026, celebram-se três decênios daquele evento reconhecendo a importância de antecipar paradigmas tecnológicos, transformando linhas de código e sintaxes matemáticas em pontes sólidas para a compreensão da complexidade do universo tridimensional.
Carlos Magno Corrêa Dias
24/10/2026
