A transformação de ideias aplicadas em ativos de alta competitividade exige mais do que visão estratégica e planejamento rigoroso; requer o domínio das rotas de financiamento e captação de recursos. No cenário contemporâneo, onde a transição tecnológica impõe um ritmo acelerado às organizações, a sustentabilidade dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação está intrinsecamente ligada à capacidade de mapear e acessar os instrumentos de crédito e fomento disponíveis no ecossistema nacional.
Sob a premissa em tela, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizou o workshop “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação”, o qual constituiu uma oportunidade ímpar para aprofundar as diretrizes operacionais que regem o financiamento da inovação no país. Realizado no dia 25 de agosto de 2026, o encontro proporcionou uma imersão prática nas principais linhas de apoio ativas e projetadas, conectando os desafios de estruturação de propostas às demandas reais das empresas e Instituições de Ciência e Tecnologia.
CNI - Acesso a Crédito e Fomento para Inovação - 2026
Fui convidado pela CNI a participar do encontro “Acesso a Crédito e Fomento para Inovação” no qual foi apresentado o panorama existente no Brasil que dispõe de uma arquitetura robusta de fomento operacionalizada por agentes centrais como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs).
A CNI é instância de articulação e defesa dos interesses do setor industrial do Brasil. Fundada em 1938 e sediada em Brasília, trata-se de uma organização privada de caráter sindical patronal que atua na interface entre o setor produtivo e as esferas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Sua missão central reside no fortalecimento da competitividade das empresas, na promoção da inovação e no acompanhamento contínuo de temas estruturantes para a economia do país, tais como a formulação de políticas públicas, reformas tributárias, legislação trabalhista, infraestrutura e comércio internacional.
O workshop em referência teve como um de seus pontos importantes a apresentação das oportunidades voltadas a vetores críticos da indústria moderna: a transformação digital, a eficiência energética e a sustentabilidade. A análise dos critérios de aderência e a discussão de casos práticos demonstraram que o sucesso no pleito por recursos não decorre apenas da qualidade técnica da ideia, mas sim da estruturação metodológica do projeto.
O compromisso contínuo com a busca por soluções aplicadas e a integração com os atores-chave do ecossistema de inovação seguem sendo razões determinantes para converter incertezas tecnológicas em projetos estruturados, impulsionando o desenvolvimento científico, a soberania industrial e a geração de valor para a sociedade.
Carlos Magno Corrêa Dias
04/09/2026
