Enquanto Conselheiro do COPLAD (Conselho de Planejamento e Administração) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), em 23 de agosto de 2016, tive publicado na página eletrônica oficial do Câmpus Curitiba da TECNOLÓGICA (UTFPR) o meu artigo intitulado "Passamos a ser um dos primeiros países a confirmar a participação no Acordo de Paris".
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Celebrava-se a aprovação pelo Senado Federal, em 11 de agosto de 2016, do projeto de decreto legislativo que ratificava formalmente o compromisso do Brasil perante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), no âmbito do histórico acordo firmado ao final da COP-21 (Acordo de Paris, que objetivava conter o aquecimento global bem abaixo de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, buscando esforços para limitá-lo a 1,5 °C).
Decorridos dez anos daquela publicação, revisitar as premissas e os horizontes vislumbrados constitui um exercício de memória institucional e um dever de avaliação sobre os rumos do desenvolvimento sustentável no Brasil e no mundo.
Diante do desafio normativo e técnico imposto pela adesão brasileira ao Acordo de Paris, vislumbrou-se prontamente a abertura de um vasto campo de estudos, pesquisas aplicadas, oportunidades de negócios e parcerias estratégicas articuladas sob o modelo da Tríplice Hélice: a cooperação entre Governo, Indústria e Universidade.
A experiência acumulada confirmou expressamente que a transição para uma economia de baixo carbono depende da simbiose produtiva entre o saber científico gerado nos centros tecnológicos, os marcos regulatórios e políticas públicas indutoras estabelecidos pelo Estado, e a capacidade de escala e investimento do setor produtivo industrial.
Passada uma década, o correspondente balanço revela conquistas, ao mesmo tempo em que escancara a urgência de intensificar e acelerar as ações climáticas. Se por um lado testemunhou-se o avanço vigoroso das fontes energéticas renováveis, a expansão do mercado de créditos de carbono, o fortalecimento da agenda ESG e a consolidação de paradigmas como a Indústria 4.0 e a Indústria 5.0 voltadas à eficiência de recursos, por outro lado a escalada dos eventos climáticos extremos em escala global demonstra que a margem de tempo para evitar danos irreversíveis ao planeta tornou-se ainda mais estreita.
Comemorar a divulgação do manifesto sobre a adesão do Brasil ao Acordo de Paris no Câmpus Curitiba da UTFPR representa renovar a confiança na ciência, na educação e no diálogo intersetorial. As reflexões travadas em agosto de 2016 permanecem plenamente vivas e imperativas: a busca pela sustentabilidade é uma jornada contínua e intergeracional.
O artigo está disponível no endereço: https://drive.google.com/file/d/1Qt-ZxVwgX-jygGN2n4dobhaXrRXDnx03/view?usp=sharing.
Carlos Magno Corrêa Dias
27/08/2026
