15 de abr. de 2026

Quando a bravura desafiou a História.


A história das Nações Soberanas é frequentemente escrita pelo sangue daqueles que, em momentos de decisão extrema, escolhem o dever em detrimento da própria vida. Na trajetória militar brasileira, poucos episódios são tão carregados de simbolismo e emoção quanto o destino dos soldados FEBianos Arlindo Lúcio da Silva (12/02/1920-14/04/1945), Geraldo Baeta da Cruz (20/10/1914-14/04/1945) e Geraldo Rodrigues de Souza (22/10/1919-14/04/1945).

Os Pracinhas citados, conhecidos como os "Três Heróis de Montese", serviram no 11º Regimento de Infantaria de São João del-Rei da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial; falecendo na mesma data, em combate, na Batalha de Montese, após resistirem brava e heroicamente ao avanço de uma Companhia inimiga completa (uma Companhia da “Wehrmacht” com mais de 100 soldados alemães a qual era conhecida por sua disciplina rígida e raras concessões sentimentais).

Cercados e isolados de sua Unidade, formando Patrulha de Reconhecimento, sem chance alguma de vencer, os três Pracinhas mineiros sozinhos receberem ordem de rendição do inimigo. Entretanto, como recusaram-se a baixar as armas e não se entregaram, continuando a lutar, foram sumariamente executados.

O próprio exército alemão, em sinal de respeito à bravura demonstrada pelos Cobras Fumantes Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza teria realizado o sepultamento os corpos colocando uma cruz de madeira com a inscrição: "Drei Brasilianische Helden" (“Três Heróis Brasileiros”); tornando aqueles Soldados uma legenda mundialmente reconhecida até mesmo pelo inimigo.

Era 14 de abril de 1945, a ofensiva para a tomada de Montese apresentava-se como um dos maiores desafios táticos da FEB. O terreno era hostil, e a resistência alemã, desesperada.

Lutando "até o último cartucho", os bravos heróis Arlindo Lúcio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza, com ferocidade e determinação, mantiveram suas posições contra uma força esmagadoramente superior.

O reconhecimento do sacrifício dos "Três Heróis de Montese" atravessou fronteiras e tornou-se um marco mundial de bravura, honra e determinação para salvaguardar a liberdade colocando o Brasil como referência naquele insano conflito que foi a Segunda Guerra Mundial.

DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026

A sangrenta Batalha de Montese, vencida duramente pelos FEBianos, é amplamente reconhecida pelos Historiadores Militares como a ação mais difícil travada pela FEB durante a Campanha da Itália. Embora a Cidade de Montese tenha sido praticamente destruída, os Pracinhas são lembrados até hoje, mais de 80 anos depois, com carinho e admiração, como os “Libertadores de Cidades”.

"Cobras Fumantes, eterna é sua vitória!"

Carlos Magno Corrêa Dias
15/04/2026