Enquanto o mundo observava o crepúsculo da Segunda Guerra Mundial, os Pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) mergulhavam em uma das lutas mais sangrentas e viscerais do conflito: a tomada de Montese.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Diferente de outros exércitos, o contingente brasileiro (os icônicos Cobras Fumantes) carregava consigo um diferencial que até hoje emociona os historiadores: o ideal de corpo e o profundo respeito pela vida civil. Em Montese, o soldado da FEB não lutava apenas contra um inimigo entrincheirado; ele lutava para devolver a liberdade a um povo subjugado, agindo com uma humanidade que o comandante do IV Corpo-de-Exército Americano, reconheceu como sendo magistral.
"A Divisão Brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade."
O eco da bravura dos Soldados do Brasi permanece mais vibrante do que nunca. Ao celebrar a vitória da FEB na sangrenta Batalha de Montese, não se recorda apenas um triunfo estratégico militar, mas sim o nascimento de uma lenda: a dos "Libertadores de Cidades". O feito da FEB em abril de 1945 transcende a tática de guerra e é testemunho da alma humana e da coragem indômita do Soldado Brasileiro.
Enquanto outras forças focavam no poder de fogo bruto, os FEBianos (eternos Heróis), demonstravam uma "capacidade de combate" que privilegiava a proteção dos inocentes, tornando-se “o paradigma da libertação ética”.
A queda de Montese foi o golpe duro nas pretensões do Eixo na Itália. Ao abrir caminho para a ofensiva final, os Pracinhas aceleraram o fim da insanidade que consumia o planeta. A Tomada de Montese (ocorrida de 14 a 17 de abril de 1945) foi um dos confrontos mais sangrentos da FEB na Segunda Guerra Mundial, resultando em um total de cerca de mil baixas (somando-se ambos os lados) dentre mortos, feridos e alguns desaparecidos.
Hoje, ao se visitar o Museu Histórico de Montese compreende-se que o Brasil não enviou apenas soldados para a lutar na Segunda Guerra Mundial na Europa; enviou LIBERTADORES. Até os dias atuais as novas gerações de italianos não param de prestar homenagens emocionadas aos imortais heróis da FEB.
Que a história de Montese continue a ser contada, não apenas como um relato de guerra, mas como o exemplo máximo de que a coragem brasileira é capaz de iluminar os tempos mais sombrios. A cobra fumou, deixando um rastro de liberdade, dignidade e glória eterna.
Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve os Cobra Fumantes, os Pracinhas, os FEBianos, aqueles Heróis Imortais formidáveis da FEB!
Carlos Magno Corrêa Dias
14/04/2026
