Em 24 de abril de 2026, o Brasil e o mundo livre despediu-se do Pracinha centenário Altair Pinto Alaluna que aos 105 anos passou a brilhar eternamente na Galeria dos Imortais.
Natural de Sumidouro, no Rio de Janeiro, nascido em 22 de setembro de 1920, o veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) personificou a bravura silenciosa e a dignidade daqueles que cruzaram o Atlântico para combater o arbítrio e o totalitarismo nos campos da Itália durante a sangreta e miserável Segunda Guerra Mundial.
DIAS, Carlos Magno Corrêa - 2026
Muitas vezes, o imaginário popular limita o heroísmo ao disparo da arma no campo de batalha. No entanto, a trajetória do Cobra Fumante FEBiano Soldado Altair Pinto Alaluna da 1ª Companhia de Intendência da FEB faz recordar que uma guerra não se vence apenas com munição, mas com a resiliência estratégica da logística.
Embarcando em julho de 1944 para os campos de batalha, Altair Pinto Alaluna atuou como motorista, transportando mantimentos, combustíveis e munições do Vale do Serchio até a ofensiva final na região do Rio Pó para as tropas brasileiras em combate.
Sob o frio implacável dos Apeninos e o risco constante de emboscadas, o bravo Pracinha garantiu que a linha de frente tivesse o suporte necessário para avançar. “Sua missão era o "sangue" que corria pelas veias da FEB, permitindo que o pavilhão brasileiro tremulasse vitorioso em solo europeu a despeito dos horrores vivenciados continuamente a cada novo dia durante aquele mortal conflito”.
A longevidade de Altair Alaluna foi um presente para a memória nacional. Ao atravessar um século de vida, ele serviu como um elo inquebrável entre o Brasil contemporâneo e a geração que lutou pela liberdade global. Sua existência foi uma aula contínua de resistência, dignidade, humildade.
Exemplo de cidadão, após cumprir seu dever histórico, Altair Pinto Alaluna retornou à sua terra natal construindo um legado de vida e trabalho. "Sua história ensina e educou gerações a entenderem que a peerseverança e o amor à terra natal são valores incondicionaos”.
O legado do Herói Imortal Altair Pinto Alaluna é imune ao tempo e reforça que o sacrifício dos valorosos Expedicionários da FEB sempre esteve cravado na identidade do Brasil.
Em um mundo que rapidamente esquece as lições do passado, a figura do notável “motorista da liberdade” lembra que o preço da democracia foi pago com a coragem de homens simples como Altair Pinto Alaluna que se tornaram gigantes em solo estrangeiro.
O ex-Combatente Altair Pinto Alaluna recebeu ao longo de sua vida e carreira diversas honrarias que reconhecem tanto sua bravura em combate quanto sua dedicação à preservação da memória militar brasileira.
Hurra! Hurra! Hurra! Salve, Salve! Salve! Salve Cobra Fumante Pracinha FEBiano Herói Imortal Altair Pinto Alaluna!
Carlos Magno Corrêa Dias
29/04/2026
