8 de jan. de 2026
Outra inteligência para viver no cosmos.
Respectivamente, nos dias 16/01/2026 e 14/01/2026, na página da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e na página do Seesp (Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo), foi publicado o meu artigo “Inteligência para a humanidade viver no espaço” no qual abordo a transição da espécie humana de uma existência puramente terrestre para uma vida multiplanetária, baseando-se na tese de que a necessária mudança exigirá uma evolução radical da capacidade cognitiva e tecnológica.
Afirmo naquele texto que a exploração do espaço é um desafio que ultrapassa as limitações biológicas do “Homo sapiens” e defendo que a inteligência humana, em sua forma atual, é um produto da adaptação ao ambiente terrestre e que, para habitar o cosmos, a humanidade precisará passar por um processo de “exossomatização” projetando sua inteligência para além do corpo biológico por meio das Tecnologias em associação com a Inteligência Artificial (IA) e/ou com o gerenciamento da Consciência Cibernética (CC) ou com algo que seja a evolução da IA.
Conforme observo, também, no artigo “Inteligência para a humanidade viver no espaço” é necessária a desconstrução de mitos “pseudocientíficos” (e enganadores, dissimulados) que somente levam à fantasia e brecam esforços reais de se investi na conquista do espaço haja vista que a Terra tornar-se-á inabitável para o homem. O artigo reforça, sob a ótica da Neurociência e da Lógica, que o cérebro humano já opera em sua totalidade e com alto custo energético. Portanto, a "inteligência" necessária para criar as condições de se tornar possível a vida no espaço não viria de um suposto despertar de áreas cerebrais adormecidas, mas sim da integração de sistemas artificiais que funcionarão como uma extensão do sistema nervoso humano.
Proponho que a sobrevivência futura da humanidade depende de uma inteligência híbrida de forma que IA seja entendida como ferramenta essencial para a manutenção da vida no espaço. “O ser humano deve, em essência, ser integrado a sistemas digitais passando a ser capaz de processar informações e reagir a estímulos em velocidades e escalas que a Biologia isolada não suporta atualmente”.
Entende-se que a "inteligência para viver no espaço" é a capacidade da humanidade de transcender suas fronteiras físicas originais associada a um propósito global. O destino da espécie humana no cosmos está intrinsecamente ligado à habilidade de estabelecer a interligação simbiótica entre o “intelecto biológico” com a potência das Tecnologias que vão surgindo, gerando uma nova forma de existência humana apta a navegar e prosperar no universo.
O artigo “Inteligência para a humanidade viver no espaço” encontra-se disponível nos endereços https://www.seesp.org.br/site/comunicacao/noticias/item/23677-inteligencia-para-a-humanidade-viver-no-espaco e https://www.fne.org.br/index.php/artigos/7542-artigo-inteligencia-para-a-humanidade-viver-no-espaco.
